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domingo, 31 de agosto de 2014

Dias is That Damn Good #208 – "The Rock ou Roman Reigns vs. Brock Lesnar?!"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

Como julgo ser do conhecimento geral, a WWE costuma preparar o seu maior evento anual, a Wrestlemania, assim como a generalidade da sua programação, com alguma antecedência e, dessa forma, construir um caminho longo, lógico e consequente para que as suas storylines de maior importância culminem num combate entre as suas figuras de maior destaque no maior de todos os palcos da modalidade. Neste sentido, julgo já ser, também, um dado adquirido que Brock Lesnar, que se tornou WWE Champion no último ppv da companhia, irá segurar o título até à próxima Wrestlemania onde o perderá para um outro wrestler. Ora, nos últimos tempos têm vindo a público diversas notícias acerca da opção que a empresa tomará no sentido de escolher qual o talento e/ou estrela que terá essa oportunidade de derrotar Brock Lesnar e conquistar o cinto. Estando, neste ponto, duas visões bem distintas em confronto...uma partilhada por Vince McMahon que pretende que esse lutador seja The Rock e uma outra, assumida por Triple H, que prefere que a superstar em questão seja Roman Reigns.

Ora, no texto que agora vos escrevo procurarei fazer uma análise ás vantagens e desvantagens de uma e outra opção, fundamentando e justificando, posteriormente, aquela que, a meu ver, se define como a mais razoável e cujos frutos poderão ser mais rentáveis para a WWE.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Na minha opinião o combate pelo WWE Championship deverá assumir-se, sempre, como o confronto de maior interesse e o foco de maior atracção no card de qualquer ppv e, ainda mais, se estivermos a falar na Wrestlemania. Deste modo, o booking, a storyline e o storytelling a serem planeados na construção desse mesmo combate devem assegurar, desde logo, que os dois wrestlers em confronto estejam com um enorme hype, que o público queira e deseje muito ver um de ambos sair derrotado e, acima de tudo, que o próprio despique crie um enorme buzz em seu redor. Neste sentido, se pensarmos que Brock Lesnar manterá o título até à Wrestlemania que se realizará no final de Março do próximo ano, facilmente percebemos que depois de um reinado tão longo e, acredito, dominador, grande parte dos fãs estará bastante cansada do "The Beast" e que, por isso, certamente, quererá muito vê-lo sair derrotado. Ora, esta situação, só por si, ajudará logo a assegurar um bom apoio e suporte ao lutador que o enfrentar e a ideia de que ele possa sair, finalmente, derrotado ajudará também a criar um importante hype para o conflito. Portanto, se as coisas se mantiverem tal como estão no que toca a Brock Lesnar por mais 7/8 meses, dando continuidade ao seu reinado de dominação e destruição dos seus oponentes (todos eles main eventers altamente consolidados), metade do trabalho estará realizado e assegurado. Faltando, contudo, determinar aquele que se encontrará melhor posicionado para oferecer um espectáculo memorável e digno de se constituir como o main event da Wrestlemania XXXI.

A primeira opção, aquela que está vinculada à vontade de Vince McMahon, leva-nos até The Rock. E quando falamos de The Rock temos de nos recordar, porque nunca é de mais lembrá-lo, que estamos a referir-nos à única estrela da modalidade que conseguiu aproximar-se dos níveis de popularidade de Hulk Hogan e Steve Austin e que, acima de tudo, conseguiu estabelecer-se em Hoolywood como uma das maiores celebridades da indústria do cinema. Portanto, quando é de The Rock que se trata, são níveis estratosféricos de entretenimento que estão em causa, são ratings e números astronómicos que ficam em cima da mesa, são, sobretudo, uma capacidade e armas para promover os eventos de que ele participará incomparáveis ás que a imagem de qualquer outro wrestler poderá apresentar. Por consequência, a escolha do seu nome para enfrentar Brock Lesnar no main event da Wrestlemania torna-se bastante válida e compreensível. Que wrestler conseguirá estar mais over que The Rock, enquanto babyface, para derrotar Brock Lesnar?! Qual o talento capaz de criar mais hype e buzz para esse combate?! Em que circunstâncias poderá um outro talento proporcionar momentos e segmentos de entretenimento mais memoráveis que The Rock?! Que outra estrela poderá despertar a atenção de tantos espectadores e telespectadores de ocasião e outros novos como The Rock?! A resposta a estas questões é fácil e simples, nenhum.



Por outro lado, numa segunda hipótese, aquela porque se tem batido Triple H, aparece-nos Roman Reigns. Neste capítulo, devemos procurar fazer uma análise e avaliação mais profunda da situação. Devemos recordar-nos que a WWE tem encontrado diversas dificuldades na "criação" e construção de uma nova estrela que possa substituir John Cena como principal nome e cara da companhia e temos, também, de compreender que a cada dia que passa a substituição de Cena se assume com uma importância crescente visto que o seu desgaste é cada vez maior e que a quantidade de fãs que o suportam é cada vez menor. Desta forma, e apesar de todos os handicapes apresentados por Roman Reigns (sobretudo ao nível das mic skills e da qualidade de alguns combates, situação que se verifica pela sua juventude e pelo pouco tempo que leva de ligação efectiva à modalidade enquanto seu praticante), somos obrigados a reconhecer que a sua imagem, carisma, intensidade e personagem são tudo aquilo porque a WWE esperava, pois ele é o protótipo do franchise player e aquele que ao cabo de 10 anos parece melhor posicionado para se afirmar como a nova cara da companhia. Neste sentido e em consequência daquilo que vem sendo o seu fortíssimo booking, onde tem recebido um enormíssimo push e sido "vendido" como alguém imparável e indestrutível (trilhando, curiosamente, embora por caminhos diferentes, um percurso e build up semelhante ao de Brock Lesnar - Roman Reigns tem sido vendido como um Brock Lesnar face), parece-me que a sua escolha para derrotar Brock Lesnar na Wrestlemania também fará todo o sentido.

Assim, depois de apresentados ambos os casos, importa passar-mos à escolha de um deles e à explicação das causas e razões que me levam a fazê-lo. Julgo, neste ponto em particular, que a primeira grande questão que temos de nos colocar se prende com os benefícios e rentabilidade que cada uma destas escolhas pode proporcionar à WWE. Ora, se pensarmos nos efeitos imediatos, no lucro rápido e numa rentabilização quase automática dessa mesma escolha, a opção recairá, naturalmente, em The Rock. Por outro lado, sabemos que se a escolha assentar em Roman Reigns os resultados não serão tão imediatos, mas o passo que é dado com a sua participação no main event da Wrestlemania e consequente vitória sobre Brock Lesnar podem lança-lo definitivamente como grande nome da companhia e, por essa razão, os resultados a médio/longo prazo serão bastante superiores àqueles que a primeira opção (The Rock) nos apresenta. No mesmo sentido, devemos compreender que, muito provavelmente, Brock Lesnar no pós-Wrestlemania voltará a ver o seu número de presenças na programação WWE reduzido e que The Rock, na melhor das hipóteses, a continuar, será num regime muito semelhante ao que tem pautado a participação do "The Beast". Não é que eu tenha algo contra o facto de haver WWE Champions a competir num regime part-time, sobretudo quando eles permitem aumentar os ratings e as vendas, elevar talentos e chamar a atenção de um número substancialmente superior de público e telespectadores, contudo, quando essa situação significa e constitui um tampão à consolidação de uma potencial nova mega-estrela, parece-me que não passa pela melhor das soluções. Para além disso, se a escolha recair em Roman Reigns, nada impede que The Rock possa estar presenta na Wrestlemania e rivalize e/ou combata um outro wrestler. Quero, portanto, acreditar que o bom booking atribuído a Reigns irá continuar, que ele continuará a competir com estrelas de topo (incluindo Triple H) e a consolidar-se, que lhe atribuirão a vitória na Royal Rumble e que possa culminar todo este longo processo da sua construção e build up com uma vitória na Wrestlemania. Pelas mais diversas razões que fui apresentando ao longo deste artigo e porque gosto de pensar a médio/longo prazo esta será, a meu ver, a melhor solução.


E vocês, quem preferem que defronte Brock Lesnar na Wrestlemania, The Rock ou Roman Reigns!?


Um Abraço,
Dias Ferreira


PS: Não se esqueçam de indicar mais temas e assuntos que gostassem de ver ser tratados neste espaço.



Podem acompanhar-me, também, em:


ou


WWE DVDs | The Attitude Era (2012)



Parte Integral - AQUI

sábado, 30 de agosto de 2014

Moore's Wrestling Corner #6 - Entrevista com Nick Mondo



Boas, amigos da CWO nacional. Daqui vos escreve uma vez mais o vosso amigo Moore, em mais uma edição do Moore’s Wrestling Corner, sendo esta uma edição… “especial”.

Ora, suponho que todos conheçam a Combat Zone Wrestling (CZW) e suponho que tenham a ideia de que a CZW é uma fed essencialmente hardcore, quase a roçar o insano. Hoje em dia isso já não se aplica, mas é verdade que nos tempos de John Zandig assim era. É desses tempos que eu vos farei lembrar com esta entrevista. Nick Mondo foi o meu entrevistado.

- 'Sick' Nick Mondo, de seu nome Matthew Burns foi um pro wrestler norte-americano conhecido especialmente pelo seu percurso na CZW enquanto deathmatch wrestler. Arame farpado, light tubes e um corta relva manual fazem parte da lista de objetos com os quais Nick Mondo contactou bem de perto (talvez de mais).

- É verdade que a sua carreira foi curta, mas o legado que deixou foi enorme. Um documentário, de nome Unscarred foi feito acerca da sua carreira e vida antes do wrestling. Atualmente, Nick Mondo é realizador de cinema e diz-se feliz por fazer o que gosta. Nós lembramo-nos dele como um dos mais sonantes nomes do deathmatch wrestling e como, talvez, o nome que catapultou a CZW para a popularidade de que hoje dispõe.

Há ainda a referir que esta entrevista foi conduzida por mim no final de Dezembro de 2013, via facebook. É também possível que alguns já a tenham visto, quer no velho PWT, no FPW ou no Wrestling Notícias.



Mauro: Bom, primeiro que tudo, tenho que agradecer a tua disponibilidade para concederes esta entrevista. A altura não podia vir mais em jeito, sendo que no passado dia 14 fizeste o teu regresso ao Cage of Death.

Nick: Não tens de agradecer, o gosto é meu em dar a conhecer um pouco sobre a minha pessoa. E é verdade sim, regressei no Cage of Death mas, tenho a dizer, apesar de sentir falta dos ringues, apenas voltei por uma noite e foi pelo Rory (Rory Mondo retirou-se no Cage of Death).

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 1. Ora, para começar, há uma pergunta obrigatória: lembras-te de quando começaste a sentir aquela paixão pelo wrestling que te fez querer seguir uma carreira neste negócio? Quando aconteceu isso?

Nick: Lembro-me sim, tinha 15 anos (1995/96) e um amigo meu levou-me a um show da velhinha ECW. Na altura não fazia ideia porque é que ele queria levar uma tampa de um barril, uma assadeira ou qualquer outro item doméstico para um evento de wrestling. Isto até entrar no show e ver como os wrestlers lutavam pelo meio do público e usavam todo o tipo de objectos que nós, fãs, trazíamos de casa. O realismo da ECW, bem como aquela atitude de durão “renegade”, bem como a qualidade do wrestling proporcionado no geral foram factores que me despertaram interesse para o pro wrestling na altura. Antes desse show, conhecia a WWF mas não tinha qualquer interesse naquilo.

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2. Nessa altura, em que eras apenas um fã, quais eram os teus ídolos na indústria, se podemos dizer, aqueles pelos quais tu eras um “mark”?

Nick: Na ECW eu gostava mesmo do Tommy Dreamer e dos Pitbulls (#1 e #2)… mas depois, com olhar mais atento, reparei no Sabu, tudo mudou aí. Estava espantado, hipnotizado pelo Sabu. Depois vi o Hayabusa. Esses dois apresentavam um estilo fantástico que eu depois quis aprender e pôr em prática por mim próprio.

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 3. No teu documentário (Unscarred), dizes que costumavas praticar backyard wrestling, com os teus amigos, chamando-lhe “Ninja Battles”. Vídeos das mesmas são também mostradas no documentário. Num geral, pensas que o que fazias no teu quintal te ajudou a tornares-te num pro wrestler, de alguma forma?

Nick: Não, não mesmo. Naquela altura eu acho que nem queria verdadeiramente ser wrestler. Acho que só me queria divertir e passar o tempo com o pessoal. Talvez até tenha sido o contrário e o backyard wrestling me tenha prejudicado. Quando treinas para ser wrestler, se estiveres acostumado a lutar no teu quintal, há muitos hábitos que tens de esquecer.
O BYW é divertido, sim, mas quem quer ser pro wrestler deve estudar a anatomia e o movimento do corpo humano. Eu diria: artes marciais, treino com pesos, cardio e até ballet (o Lucky tHURTeen por exemplo estudou dança). Porque se souberes controlar o teu corpo vais claramente parecer melhor no ringue. E quando achares que é tempo… junta-te a uma escola de wrestling.

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 4. Ainda no campo do backyard wrestling, temos vários exemplos de pro wrestlers, agora famosos, que começaram, justamente nos seus terrenos (CM Punk, The Hardy Boyz…). Esses tiveram sucesso, ainda assim, lutar sem supervisão de alguém competente no assunto é um risco e pode causar sérias lesões (ou pior). Há algum… conselho que queiras dar quanto a isso?

Nick: Como eu digo, o BYW é simplesmente para te divertires, mas quando toca a grandes riscos, acredita, não vale a pena e vais-te ressentir desses riscos um dia. Quando eu estava na fase final das tais “Ninja Battles”, eu estava cada vez mais a aumentar o grau dos riscos que tomava. Estupidez, eu sei. Tanto que eu nem queria mostrar a “footage” ao público. Percebo a adrenalina que sentes ao tentar mostrar o que consegues fazer aos teus amigos, mas ninguém no negócio do wrestling leva o backyard wrestling a sério. Estou a ser sincero: ninguém! E aconselho quem queira treinar para ser wrestler a nunca mostrar a sua “footage” de backyard wrestling. Não mostrem isso a promotores ou a treinadores. Não é nada mais do que uma boa forma de perderem respeito na indústria e de até serem vítimas de um shoot beating num ringue. Acreditem, já vi isso acontecer.

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 5. Ainda no Unscarred, disseste que foi um erro ter começado a competir em ‘ultraviolent matches’. Ainda assim, foi esse tipo de wrestling que te tornou numa lenda, por outro lado, encurtaram-te a carreira. Num geral, pensas que se não tivesses optado por participar nesse tipo de combates terias tido uma carreira com mais brilho?

Nick: Os meus planos iniciais eram para ter uma carreira curta, de apenas 2 ou 3 anos. Portanto não, não posso dizer que os deathmatches me tenham encurtado a carreira. Eu era um mark na altura e achava que assim que terminasse o meu treino ia directamente para a ECW. Infelizmente nunca lá trabalhei até porque a promoção, como sabemos, faliu quando eu comecei a ter alguma importância no mundo do wrestling.
É um erro construíres o teu nome enquanto wrestler violento se não queres continuar nesse tipo de wrestling, mas chegou ao ponto em que eu estava farto de ter de parar por lesões, porém, eu continuava a receber bookings em deathmatches, era o que os fãs queriam. Mas num geral sim, a minha carreira não foi encurtada. O meu plano sempre foi ter uma carreira de apenas alguns anos, divertir-me no cenário indy (se considerarmos a ECW uma indy) e depois sair do wrestling. Hoje sou um tipo saudável e se quisesse voltar ao wrestling voltava. Mas não é essa a minha vontade.

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6. Uma questão simples e fundamental: achas que era viável sacrificares o teu corpo em ultraviolent matches pelo dinheiro que ganhavas?

Nick: Pelo dinheiro? Claro que não. Eu não cheguei a receber 300$ (dólares) pelos três combates que fiz no Tournament Of Death II. Para mim nunca foi pelo dinheiro, nem acho correto aleijares-te pelo dinheiro, eu fazia-o pelo divertimento e pela adrenalina, e foi quando deixou de ter piada que eu saí… quer dizer, não deixou de ter piada, não deixou de ser divertido, o wrestling é sempre divertido mas quando os problemas que causa começam a ser mais que os aspectos positivos, aí é tempo de sair do negócio. Foi o meu caso. Muito sacrifício para pouco ganho e não falo só de dentro do ringue, fora também. Personalidades da treta com que tens que lidar, muito tempo de viagem, problemas financeiros… todos os wrestlers nas indies sabem do que falo.

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7. Falando da tua estreia num ringue, foi em 1999. Estavas, de alguma forma nervoso, o que sentias antes de entrar no ringue?

Nick: Nervos, sem dúvida claro. Para ser sincero, sempre tive um certo nervosismo antes de passar pela cortina a caminho do ringue. Participei em cerca de 150 ou 200 combates e desde o primeiro ao último senti sempre o mesmo. Até mesmo no dia 14 quando regressei para o final do Cage of Death. Mas ao longo da minha vida aprendi que a coragem não é a ausência de medo, é sim a habilidade de o enfrentar.

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 8. Um combate que certamente te lembras e que esta entrevista sem ele não era a mesma coisa. Falo de um No-Rope Barbed Wire Match em 2001: Nick Mondo vs. Nick Gage. O combate era ao ar livre e chovia a potes, não estavam de forma alguma reunidas as condições para a prática de wrestling. Como te sentias ao ir para aquele combate com o ringue e todos os objectos encharcados?

Nick: Não minto, estava lixado. A meteorologia dava mau tempo para esse dia mas o Zandig insistiu em não cancelar o show. A chuva começou mesmo antes do meu combate e afetou a forma da colocação do arame farpado. Resultado: as cordas de arame estavam fracas e partiram à primeira oportunidade. O Gage e eu tivemos de cancelar uma série de spots que havíamos planeado antes. Lembro-me bem: antes do combate o Gage olha para mim e diz-me: “eu já nem quero fazer isto…”, eu pensava o mesmo. Ainda assim o combate acabou por ser memorável. Não foi o planeado mas tanto eu como o Nick estávamos contentes com o resultado final.

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9. Possivelmente o momento de que nos lembramos logo quanto o teu nome é falado: aquele spot com o corta-relva no ToD I. No Unscarred classificas esse momento como o mais doloroso que enfrentaste enquanto wrestler. Esse spot ainda te dá arrepios?

Nick: Só o som de um corta relva a ligar chega para me arrepiar. Há que lembrar que eu estava coberto de sal antes de o Wifebeater usar o corta relva. Depois do pinfall lembro-me de o sal me estar a queimar os cortes todos que tinha, era impossível de aguentar a dor, lembro-me de serrar os dentes e de o Rob Hartog (árbitro do combate) me ter perguntado: “dói?”. E eu só conseguia abanar a cabeça como que a dizer que sim.

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10. Tournament of Death II: os últimos três combates da tua carreira (tirando o regresso no Cage of Death XV) aconteceram nesse dia e no segundo tiveste um bump inacreditável contra o Zandig. O que é que sentiste quando caíste de cima de um prédio para cima de mesas e de light tubes, sem esquecer que na realidade aterraste mais no chão, que era gravilha…?

Nick: Estava KO, inconsciente mesmo por breves segundos e quando voltei a acordar não me conseguia mexer e depois percebi que o Zandig estava em cima de mim a pressionar o meu ombro contra vidro partido. Demorou mais ou menos um minuto para a minha visão, audição, movimento e fala voltar ao normal e lembro-me de ter dito ao Zandig: “podes sair de cima de mim?”, o Zandig não é pequeno e estava a aleijar-me. Quando me tentei levantar, aí foi quando eu pensei pela primeira vez que era tempo de acabar a minha carreira. Parecia que tinha partido metade dos meus ossos. Foi um risco estúpido e tenho sorte de não estar numa cadeira de rodas depois disso.

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 11. Porém, fizeste mais um combate, ganhaste o torneio e retiraste-te, deixando para trás um legado na CZW sem nunca teres ganho o título maior da companhia. Sentes-te feliz pelo sucesso que alcançaste?

Nick: Falei sobre isso com o Thumbtack Jack há tempo. Estou feliz com o legado que deixei, porém não consigo sair do mundo do wrestling inteiramente satisfeito. É por isso que muita gente um dia recua na sua palavra e volta a lutar. Mas para mim foi importante sair no topo. Não queria que os fãs dissessem: “epá, lembras-te do Mondo no seu pico de forma?”. Portanto foi muito bom eu ter saído no meu pico de forma, porque assim lembram-se de mim melhor do que eu era na altura. Se sinto falta desses tempos? Claro que sim, mas foi bom eu ter saído na melhor forma que atingi. Estou grato por não ter nenhuma lesão maior no meu corpo e pelos fãs se lembrarem de mim ao fim de 10 anos. É muito fixe isso.

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 12. Dia 14 de Dezembro voltaste à CZW ajudando o Lucky a vencer o Cage of Death para a sua equipa no teu regresso de uma só noite. Após o combate, o Rory 'Little' Mondo também se retirou e muitos não acreditavam na sua reforma (incluindo eu) mas o Rory confirmou isso nas redes sociais. Num período breve, achas que ele pode voltar?

Nick: Muita gente regressa após voltar é certo, mas eu surpreendia-me imenso se o Rory voltasse. Ele vai para a universidade trabalhar como professor de wrestling amador e tem outros planos para a sua vida, tal como eu. Por isso, acho que nunca mais o vamos ver no ringue outra vez.

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 13. Ao longo da tua carreira tiveste, logicamente, muitos oponentes. Se podemos por as coisas nestes termos, com quem mais gostaste de trabalhar?

Nick: Se tivesse mesmo de escolher alguém, tenho de dizer: Trent Acid (R.I.P.). Adorávamos trabalhar um com o outro e ele ensinou-me mais do que qualquer outro adversário que eu tive. Nunca lutei contra ninguém tão rápido e ágil como ele e ele tinha um sentido de orientação excelente, era muito bom a controlar um público e sabia como fazer tudo parecer espectacular sem aleijar verdadeiramente um adversário.

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14. Desde que saíste a full time do mundo do wrestling, em 2003, muita coisa mudou na CZW. Quem são os nomes que pensas que irão ter muito sucesso num futuro próximo como parte da empresa?

Nick: A CZW está cheia de talento actualmente, com muitos jovens lutadores que certamente têm capacidade para ter um futuro brilhante, mas sou um enorme fã do Drew Gulak, ele é muito bom e prevejo um grande futuro para o miúdo.

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 15. E não podia acabar esta entrevista sem falar do teu presente enquanto realizador. Até agora tem sido uma experiência positiva? Tens algum projecto a apresentar em breve?

Nick: Finalmente tive algumas boas oportunidades nos últimos três anos na minha carreira enquanto realizador. Trabalhar enquanto realizador é a coisa que mais gosto de fazer na vida e estou excitado em continuar a seguir esta carreira. Presentemente, estou a trabalhar numa longa metragem sobre a Yakuza (máfia japonesa). É até agora o projecto que mais me agradou e estou ansioso por terminá-lo e poder mostrá-lo ao mundo.

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Mauro: Finalmente, tenho de te agradecer novamente pela entrevista e desejar-te boa sorte na tua vida profissional, bem como na tua vida pessoal. Muito obrigado.

Nick: O prazer foi meu e tenho de agradecer o interesse acerca da minha carreira e da minha vida. Obrigado.

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Bom, terminada a entrevista, não posso mentir quando digo que esta foi, até agora, das minhas cinco entrevistas aquela que mais gosto me deu fazer. Tenho ainda de salientar que o Nick pareceu-me ser um tipo espectacular, sempre muito atencioso para com os fãs e chegou até a partilhar no seu facebook pessoal a entrevista. Deixo aqui o link:


Sem mais assunto me despeço com um abraço,

Mauro Salgueiro Delca.

ROH PPVs | ROH Field of Honor 2014


CARD

 ROH champion Michael Elgin vs. AJ Styles vs. Adam Cole vs. Jay Briscoe

* ROH TV champion Jay Lethal vs. Matt Taven in a steel cage

* ROH Tag Team champions reDRagon vs. Christopher Daniels & Frankie Kazarian

* Cedric Alexander vs. ACH

* Mark Briscoe vs Takaaki Watanabe

* Silas Young vs. Tommaso Ciampa

* Rocky Romero vs. Michael Bennett with Maria Kanellis


WWE DVDs | The Rise and Fall of WCW (2009)



Parte 1 - AQUI
Parte 2 - AQUI

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

WS TV | WWE Friday Night SmackDown - 28 de Agosto de 2014 (VIDEOS)


O WWE Friday Night Smackdown desta semana apresenta como destaque principal o embate entre duas estrelas de futuro da WWE, Roman Reigns e Bray Wyatt. O programa volta a contar, também, com um confronto de gigantes entre Big Show e Mark Henry e Luke Harper e Erick Rowan. Atenção, ainda, para novos combates entre Rusev e Jack Swagger e Emma vs. Paige...


Parte 1 - http://www.firedrive.com/file/90141BF3070D5105
Parte 2 - http://www.firedrive.com/file/458C5C4EFB0F9E2F

Dias is That Damn Good #207 – "A Ascensão de EC3"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

No pro wrestling a procura e busca pela next big thing, pela next breakout superstar, pelo novo talento que possa assumir-se como a grande figura de uma promotora e o seu grande drawer, é e deve ser uma constante. Contudo, o processo que leva à descoberta de um wrestler com as potencialidades e capacidades necessárias ao desempenho desse papel e a sua posterior "construção" constituem uma das tarefas mais difíceis e complexas no que à modalidade diz respeito. Prova disso, é o facto de a TNA, em doze anos de existência, nunca ter conseguido "criar" a sua grande estrela e/ou a sua grande cara...no fundo, a sua própria marca.

No entanto, nunca antes como agora, a companhia de Dixie Carter teve a oportunidade que um jovem talento (mal aproveitado na WWE), a este respeito, lhe está a conceder. Nunca, como agora, a empresa de Orlando teve ao seu dispor um wrestler com as qualidades e características que EC3 evidencia e que, a meu ver, permitem o depositar de enormes esperanças no seu build up como o primeiro grande nome e drawer com o selo TNA. Ora, por esta razão, como não poderia deixar de ser, o artigo que agora vos escrevo versará, precisamente, na ascensão de Ethan Carter.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Michael Hutter, verdadeiro nome de Ethan Carter III (EC3), é um jovem wrestler de 31 anos nascido no Estado norte-americano do Ohio. Hutter fez o seu debut no professional wrestling corria o ano de 2002 e como a grande maioria dos seus colegas de profissão fê-lo no circuito independente dos EUA, onde actuaria e "venderia" as suas performences durante quatro anos. Já em 2006 teria a oportunidade de realizar um tryout match para a WWE no seu programa Heat, onde enfrentaria e saíria derrotado por Viscera e Charlie Haas. Muito provavelmente o seu desempenho agradou aos oficias e agentes da empresa de Vince McMahon responsáveis por avaliar o combate uma vez que lhe ofereceram um contrato de desenvolvimento. Ora, depois de aceite essa proposta e assinado o dito contrato, Hutter seria enviado para a Ohio Valley Wrestling (na altura território de desenvolvimento da WWE), onde faria a sua estreia em finais de Março de 2007 sob o ring-name de Mike Hutter. Nesta sua passagem pela OVW teve a oportunidade de rivalizar e combater com Mike Mondo e Nick Nemeth (Dolph Ziggler) dos, então, Spirit Squad e, ainda, com Mike Kruel, Vladimir Kozlov e Boris Alexiev (Santino Marella), entre outros. Depois Michael deixaria de competir na OVW e entraria num hiatus no que respeita à WWE, voltando a participar em shows de algumas pequenas promotoras do circuito independente norte-americano. Voltaria, contudo, já em 2009 à programação da WWE no seu novo território de desenvolvimento, a Florida Championship Wrestling, mais uma vez, sob o nome de Mike Hutter. Já na FCW, depois algumas feuds e matches de maior relevância contra Drew McIntyre e DJ Gabriel, alteraria o seu ring-name para Derrick Bateman. Continuaria, posteriormente, mais um sem número de confrontos (contra Richie Steamboat, Joe Hennig, Skip Sheffield – Ryback, Mason Ryan, Leo Kruger – Adam Rosa, Johnny Curtis – Fandango, entre muitos outros), competindo pela última vez antes de ser chamado ao roster principal da companhia contra Wes Briscoe e Xavier Woods.

Como todos estão recordados, em 2010 a WWE decidiu dar por finalizada a transmissão da sua terceira brand ECW, substituindo-a por uma espécie de reality show, em que juntava "pros" e "rookies", a que deu o nome de NXT. Ora, foi no decorrer da terceira temporada desta nova série de tv shows que Derrick Bateman foi anunciado como participante da quarta temporada e que teria como "Pro" Daniel Bryan. Apesar do bom desempenho, Hutter não seria escolhido como vencedor dessa temporada, contudo, seria repescado para a 5ª e última temporada da série com o tema Redemption, cujo conceito assentava em dar uma nova oportunidade aos wrestlers participantes edições anteriores que, apesar de não terem conseguido sagrar-se vencedores, tinham conseguido destacar-se. Bateman voltaria a não conseguir triunfar, no entanto, porque essa temporada foi bastante mais longa que as restantes, teve a oportunidade de desenvolver algumas rivalidades, de entre as quais, podemos destacar a que primeiro o juntos e depois opôs a Maxime (sem qualquer réstia de dúvidas, a melhor performence que produziu enquanto este contratualmente ligado à WWE). Depois, seguir-se-iam mais alguns combates e participações no NXT e na SmackDown, até ver, em 2013, o seu contrato revogado pela WWE e, desta forma, cessar uma ligação de 6 anos. No final e fazendo as contas, facilmente, compreendemos que a passagem de Michael Hutter pela WWE não foi feliz e/ou bem sucedida de todo e estou em crer que as coisas aconteceram assim, especialmente, por causa da própria empresa que nunca apostou verdadeiramente no jovem wrestler. De qualquer modo, esse período não pode, nem deve, ser visto como tempo perdido, porque permitiu uma aprendizagem e consolidação das capacidades básicas de que um talento necessita e, acima de tudo, preparou-o para actuar perante grandes públicos, preparou-o para o "main stream wrestling".



Após sair da WWE, Hutter competiria, ainda, durante um período bastante curto, de novo, no circuito independente, contudo, rapidamente chamaria a atenção da TNA que lhe apresentou um contrato e verdadeira oportunidade de mostrar as suas qualidades. Neste capítulo, devo confessar que a TNA trabalhou o personagem e construção de EC3 (ring-name que passaria a utilizar) com a qualidade e afinco com que, talvez, nunca tenha dispensado a outro wrestler. Confesso que não gostei do facto dele se ter estreado num squash match no Bound For Glory 2013 contra um local wrestler (primeiro porque no maior ppv de uma companhia não deve haver lugar para este tipo de angles e depois, sobretudo, porque foi tudo tão bem preparado que o debut merecia uma vitória sobre um lutador que pudesse proporcionar um push e credibilidade mais favoráveis), mas penso que foi genial o facto de o apresentarem como sobrinho da dona da empresa, Dixie Carter (na altura, e até à pouco tempo, talvez, a personagem heel de maior importância no iMPACT Wrestling). No mesmo sentido, penso que foi também muito inteligente e importante o booking que lhe têm atribuído, permitindo-lhe, sempre, estar em competição e rivalizar com os nomes de maior projecção e mais consagrados da companhia. Foi assim com Sting, que lhe proporcionou uma atenção e cuidado fundamentais para se estabelecer como um wrestler a ter em conta e para o colocar numa posição cimeira do card (sobretudo, se tivermos em conta, que foi, na storyline, o combate contra EC3 que colocou Sting fora da TNA). Tal como também foi fundamental para a sua consolidação, crescimento e credibilização a rivalidade que desenvolveu com Kurt Angle e que, inclusive, lhe deu a benece, na storyline, de ser o responsável pela lesão do Olimpic Gold Medalist. Da mesma forma e de um modo consequente, seguiu-se uma feud com Bully Ray (depois de Sting, na altura, e Kurt Angle, indiscutivelmente, o maior nome da TNA), que colocou o jovem Hutter numa tipologia de combates e troca de promos mais intensa e violenta e que, felizmente para EC3, lhe permitiu mostrar um lado novo e diferente daquele a que as pessoas estavam habituadas ou poderiam esperar, demonstrando, uma vez mais, o rápido crescimento que ele registou e o facto de ser realmente multifacetado no que às suas qualidades, performences e interpretações diz respeito. Actualmente, prepara-se, ao que parece, uma rivalidade com Rhino, certamente, uma outra etapa e obstáculo que ajudará a cimentar EC3, ainda mais, como o talento da TNA que mais qualidades e potencial evidencia para se tornar na sua primeira grande super-estrela.

Se, em jeito de conclusão, nos perguntar-mos o que tem afinal EC3 que o torna tão especial ou o porquê de lhe antever um futuro tão promissor, responderei, facilmente, em poucos apontamentos. Michael Hutter tem uma imagem genial, pode não ser muito alto, mas o seu aspecto físico é brutal, ele tem um corpo trabalhado músculo a músculo e, quer se queira, quer não, à partida esse facto causa logo uma impressão diferente nas plateias e telespectadores, conferindo-lhe credibilidade à força e voracidade dos seus movimentos. Depois, Hutter possui, também, um carisma que é inegável e todos conseguimos verificar que a sua presença chama a atenção de uma forma bastante natural, sem que ele necessite de se esforçar para isso...e carisma é algo que não se ensina, ou nasce com as pessoas, ou nada feito. Num outro aspecto, temos de relevar as suas qualidades com o microfone, pois sempre que é chamado a realizar uma promo, a dar uma entrevista e/ou a participar de um segmento de backstage, fá-lo com grande distinção e sucesso. No mesmo sentido, as suas expressões faciais e corporal são geniais e essa componente é fundamental a qualquer wrestler que tenha de mexer com as emoções do público (quer na arena, quer na tv) e que procure contar uma história. Por outro lado, o seu gimmick e personagem caem-lhe como uma luva e ele tem desempenhado e interpretado o seu papel de uma forma brilhante, melhorando, ainda, cada vez que se apresenta na televisão num registo semanal. Pode-se, dizer, contudo, que é no ringue que as suas capacidades ainda necessitam evoluir, no entanto, os seus 31 anos e as provas que já deu da velocidade supersónica com que consegue apreender e aprender, fazem-me acreditar que rapidamente desenvolverá essas skills, tendo, inclusive, 12/13 anos ao mais alto nível para o conseguir. Ora, por todas estas razões e contextos, e se a TNA lhe continuar a atribuir um booking inteligente, estou em crer, como já referi, que estaremos perante o maior talento alguma vez "produzido" pela companhia nos seus, já, 12 anos de existência.


E vocês, como olham para EC3?! Julgam-no capaz de ser a primeira grande cara e drawer com o selo TNA!?


Um Abraço,
Dias Ferreira


PS: Não se esqueçam de indicar mais temas e assuntos que gostassem de ver ser tratados neste espaço.



Podem acompanhar-me, também, em:


ou





WS TV | TNA Xplosion - 27 de Agosto de 2014 (Videos)



Parte Integral - AQUI

WS TV | WWE NXT - 28 de Agosto de 2014 (VIDEOS)


O episódio desta semana do WWE NXT constitui mais um capítulo no build up do Takeover 2 do próximo mês. Como destaque do show  podemos encontrar o main-event onde Tyson Kidd e Tyler Breeze fazem equipa contra. Adrian Neville e Sami Zayn. Chama-se a atenção ainda e também para o combate feminino entre Bayley e Sasha Banks e o desvendar do mistério em redor novo general manager da brand ....




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WCW DVDs | Superstar Series - nWo 4 Life (1999)



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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

WS TV | ROH Wrestling - 23 de Agosto de 2014 (VIDEOS)



Parte Integral - AQUI

WS TV | TNA iMPACT Wrestling - 27 de Agosto de 2014 (VIDEOS)


O TNA iMPACT Wrestling desta semana tem como destaques o open challenge pelo World Heavyweight Championship, o aguardado Team 3D vs. The Wolves, o confronto entre Rhino e Ethan Carter III, a disputa que opõe Madison Rayne a Taryn Terrell num #1 contenders match e o debut do sargento Chris Melendez...


Parte 1 - http://www.dailymotion.com/video/k5UPVPwluNazJ48IJSh
Parte 2 - http://www.dailymotion.com/video/k2dJXvQGJ1vofa8IJSp
Parte 3 - http://www.dailymotion.com/video/kyyKZs3FhIzIGo8IJSx

Spinebuster #2 - 5 alterações que devem ser feitas na TNA

Boas pessoal, eu sou o Slaker 21 e sejam muito bem-vindos a mais uma edição do “Spinebuster”, nesta edição vou vos falar sobre a TNA.




A TNA está claramente em ascensão no que toca a qualidade dos shows, de Impact para Impact a qualidade sobe, desde que Bobby Lashley ganhou o titulo que os Impacts tem sido cada um mais épico que o outro...

Desde os combates entre Abyss e Bram aos combates de Tag Team entre os Hardys, os 3D ou os Wolves, desde os combates espetaculares da X-Division aos segmentos entre Bully Ray e Dixie Carter, tudo tem estado perfeito, o publico de NY vai ao rubro e isso ajuda imenso! Há quanto tempo a TNA não tinha um publico tão louco e tão assíduo? Pois é, a TNA parece estar a voltar ao sucesso, mas será que é assim?

Quais as 5 alterações que a TNA precisa urgentemente de fazer?

5- Definir um projecto...:

Um dos erros mais claros da TNA é a falta de estabilidade, e isso está muito associado ao facto de não haverem Main Eventers fixos, Heels e Faces estabelecidos e uma figura autoritária constante, ora vejamos:

No ultimo meio ano houveram 3 campeões (Magnus, Eric Young e Bobby Lashley), Eric Young ainda há pouco tempo lutava na divisão feminina, depois ganhou o titulo e teve uma rivalidade com o patrão, MVP, até ao Slammiversary e que só não resultou no reinado para Montel porque este se lesionou, Bobby Lashley conquistou então o titulo no Impact seguinte e defendeu-o contra EY, Jeff Hardy, Austin Aries e agora começou uma rivalidade com Bobby Roode. Qualquer lutador passa rapidamente do Mid Card para o Main Event num ápice e isso devia ser melhor construído...

As Heel Turns e Face Turns são mato, os lutadores trocam de "lado" frequentemente e muitas vezes sem motivos e não dá para perceber bem quem manda, porque tão depressa era a Dixie Carter como passou a ser o MVP e depois apareceu um desconhecido qualquer a despromover MVP e a promover Kurt Angle, que é atualmente quem manda...



4- Feuds mais lógicas e mais extensas:

A TNA sempre teve esta fama, mas isto acontece um pouco por todas as companhias, rivalidades acabam de um dia para o outro, Tag Teams formam-se e desformam-se conforme a vontade de cada um e sem uma explicação e tudo dura pouco tempo... É preciso ser mais sólido e ter responsabilidade nas decisões que se tomam, e não terminar algo que iniciaram apenas porque não está dar resultado.






3- Apostar em talentos das Indys:

O circuito independente está cada vez mais recheado de qualidade, e é a melhor relação qualidade-preço que há! Os lutadores dão tudo por tudo em busca da fama e da glória e não recebem tanto como os já estabilizados que saem da WWE, é claro que a TNA ao apostar em ex-WWE vai adquirir mais prestigio mas também há muitos Indy-Fans que se virem os seus talentos favoritos vingarem na TNA começam a assistir mais frequentemente e isso é otimo tanto para a encher casas como para as audiências.



2- Canal Televisivo:

Ultimamente o assunto das negociações entre a Spike e a TNA tem estado tanto ou mais rodado que a Layla e a Summer Rae, e é urgente a TNA arranjar um bom acordo televisivo que desse bom dinheiro e divulgasse bem o produto, porque apesar de tudo a TNA tem uma boa audiência e é a companhia de Wrestling lider no Reino Unido, e se conseguir subir ainda mais agora com a mudança para as quartas-feiras será ainda mais um grande passo para a renovação com a Spike TV.




1- Investimento:

Está mais que claro que se a WWE passa graves problemas financeiros a TNA ainda mais graves enfrenta... e então é urgente reduzir os salários daqueles que mais caros ficam à companhia e dispensar os que se recusam a tal, e essa limpeza nos ordenados juntamente com o dinheiro extra que vão receber do canal televisivo que transmitir os shows vai servir para aumentar as receitas e assim expandir a empresa, depois é preciso saber onde investir e como, e um homem certo para este cargo seria nada mais nada menos que.... PAUL HEYMAN! Ele seria o homem certo para elevar a empresa ao nivel que merece, mas para isso também era preciso manter o nivel recente dos shows.




Bom pessoal, esta foi a minha opinião sobre o que a TNA deve alterar, comentem aí o que acham sobre este assunto, eu estou de volta para a semana. Divirtam-se e até lá ;)

Shoot Interview | D'Lo Brown (2012)


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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Moore's Wrestling Corner #5 - PWG Eleven - Review



Boas, amigos da CWO nacional. Cá estou eu novamente aqui no Moore’s Wrestling Corner, rubrica que já comemora a sua quinta edição no Wrestling Spam. O tema desta 5ª edição volta a ser a Pro Wrestling Guerrilla, neste caso trata-se da minha review pessoal do 11º aniversário da promotora californiana, o ‘Eleven’ que teve lugar no local habitual em Reseda, no dia 26 de Julho.





- Tommaso Ciampa def. Rocky Romero


Bom combate a abrir o 11º aniversário da PWG. Tratam-se de dois wrestlers nem muito parecidos nem muito diferentes. Aqui vejo-me obrigado a retirar o que disse sobre o Ciampa na análise ao Field Of Honor. Foi diferente do que temos visto recentemente dele na ROH.

Gostei de ver os comentadores a salientar o escaldão do Ciampa para dar a sensação de mais impacto a cada back bump, apesar de ser bem visível. No fim o Ciampa venceu com uma Discus Lariat após a típica sequência de no-sells que a PWG costuma apresentar.

Tenho também de referir que o Ciampa tem crescido aos olhos dos fãs neste último ano. Há 1 ano era impensável ter uma reação maior que o Romero. Aqui isso aconteceu.

- Rating: ***1/4




- ACH def. Cedric Alexander


24! 24 minutos para um Cedric vs. ACH e não se pode dizer que tenha sido tempo mal empregue. É um perfeito exemplo de um combate extremamente "entertaing" sem nenhuma build por trás.

A 1ª metade, mais lenta, foi controlada pelo público (que pedia e tinha) e por ACH com o seu carisma natural e os dois participantes trabalharam bem o público para uma 2ª metade mais frenética, com high-flying e muito contra-ataque.

Curiosamente aqui já se tinha feito o spot que no Field Of Honor deu a vitória a Cedric, mas como ali em cima faz crer, aqui o ACH fez a kick-out. No fim ACH venceu com um 450 Splash que somente à 3ª foi de vez. Com um bom público trabalha-se bem melhor.

- Rating: ***1/2




- Best Friends def. Elgin/Gargano


Este ainda foi mais longo que o anterior e trata-se de um combate para "fazer descansar o público" na medida do possível. Construído de forma lenta do início ao fim, a 1ª parte deste foi comedy wrestling, como habitual num combate dos Best Friends.

Convém referir que Elgin e Gargano fizeram papel de heels.

Bom, tirando o que já foi dito, a 2ª metade foi bastante normal, só tendo alguns highlights quando os quatro estavam no ringue ao mesmo tempo. As kickouts foram sendo frequentes e o final foi explosivo: Reverse Piledriver do Trent? ao Gargano de cima do canto. O público ouviu-se mais do que em qualquer altura até agora.

- Rating: ***1/2




- Trevor Lee def. Kevin Steen


Até agora o combate que mais me agradou. Disputado a um ritmo mais rápido, exceptuando os momentos no ringside, não fiquei desiludido com a prestação do Trevor Lee num singles match frente a um adversário diferente de si.

Também aqui os fãs foram parte ativa, como não poderia deixar de ser até porque Kevin Steen esteve em ação e contribuíram para um combate animado.

Para espanto geral o Trevor conseguiu a kick-out do Package Piledriver e ganhou com um Roll Up. Kudos para o Steen pelo job mas honestamente preferia que tivesse sido para outro lutador. Possivelmente o Cedric, sei lá.

- Rating: ***1/2





»» Promo de despedida do Steen, a pôr over o Trevor Lee que nem há dois minutos estava a ser apupado e claro, a revelar o motivo pelo qual se ia embora: ajudar El Generico a cuidar dos órfãos em Tijuana.


- Kazarian def. Brian Kendrick


Um combate muito bom, bem construído e com muito boa selling, é isto que estes veteranos das indies ainda conseguem proporcionar. Um pouco mais moderado do que há uns anos era típico dos dois, com mais espaço a regular wrestling e menos a high-flying, mas os fãs não se hão de ter queixado.

Há que salientar: o Brian Kendrick fez papel de heel durante o combate, apesar de os fãs não o assumirem como tal. Ainda assim as maiores pops foram para o Kaz. Quem diria que o Kendrick chegou a ser campeão não oficial da WWE por 8 minutos?

Finalmente, só aponto uma coisa de negativo: um botch bem evidente dos dois no canto. Por pouco o Kaz não partiu o queixo.

Já estou farto de dar 3 e meio a tudo, mas é o que dou a este também.

- Rating: ***1/2




- #1 Contendership: Roderick Strong def. Adam Cole


Pronto, este já tem mais que ***1/2. Excelente combate, não tão longo como os últimos, o que permitiu que este fosse um all-out match técnico. Fast-paced q.b., com muito contra-ataque e algumas near-falls nos últimos minutos.

Também aqui o Adam fez o seu papel de heel muito bem num combate (cada vez mais raro) em que o Strong derrotou alguém.

Assim sendo, o Roddy tem a sua title shot que será mais um quase. Não vence claramente. Contudo, preferia que o Adam Cole tivesse ganho e assim teríamos Adam vs. Kyle III.

Como erro neste combate só tenho a apontar uma falha de comuniçãoo mesmo no final, antes do Sick Kick.

- Rating: ****




- PWG World Title: Kyle O'Reilly (c) def. Chris Hero


Antes de mais convém referir que o Hero está numa forma física péssima. Gordo e bem.

Passando ao combate, não foi mau mas, honestamente, desapontou-me. Foi muito longo e foi quase sempre disputado a um ritmo lento e nem os fãs na arena mostraram grande entusiasmo. Ainda assim há que admitir que foi bem trabalhado... simplesmente pedia mais.

A construção foi boa, com o Hero a trabalhar muito a perna do Kyle e o O'Reilly, ao contrário do hábito, a não trabalhar o braço do oponente. O'Reilly venceu e reteve o título com o ARMaggedon.

Resumindo: muita submissão, muito striking, mas a um ritmo lento para dar para mais de 30 minutos. Se tivesse durado 15 e fosse disputado a um ritmo em que os dois costumam trabalhar, mais meia estrela não deveria ser exagero. Assim... soube a pouco para o que eu antecipava.

- Rating: ***3/4


 



»» Após o combate o novo contender (Roderick Strong) foi ao ringue cumprimentar Kyle O'Reilly e entregar-lhe o título, com Kyle a sentir-se ofendido por Strong lhe roubar o spotlight, o que foi estranho porque o carisma de ambos não é nem de perto excelente. Depois Strong atacou o campeão com um Sick Kick e um Strong Breaker, pousou com o título e aplicou um novo Strong Breaker. #HEELTURN





- PWG World Tag Team Titles: World's Cutest Tag Team def. The Young Bucks (c) - Guerrila Warfare


Que há a dizer... excelente! Devo confessar que quando este combate foi anunciado olhei-o de lado. Não esperava que estes quatro conseguissem ter um hardcore de excelência, mas tiveram. E enquanto o que se viu mais pela internet foi o blade job grosseiro da Candice, a verdade é que o resto ficou meio na sombra disso. Não fazia ideia que tinha havido um Superkick com um ténis coberto por pionéses, nem que tinha havido um Spear para uma mesa quase a fechar o combate.

Bom, passando à análise mais concreta: tratou-se de um combate espetacular. Podemos chamá-lo de spotfest, mas um spotfest muito bem conduzido, com algum high-flying já esperado a complementar o hardcore, tudo bastante fast-paced, algo a que os fãs reagiram de um modo excelente. No final, o típico Balls-plex da Candice no Matt em cima de uns pionéses deu o título à World's Cutest Tag Team.

Há que referir que o spot do Spike Piledriver à Candice no ringside me deu arrepios. Não é todos os dias que a menina mais bonita do wrestling está num spot destes. Os meus parabéns à Candice pelo que se dispôs a fazer.

- Rating: ****1/2





»» Para acabar o show, o Steen e o Cole foram ao ringue para anunciar o fim dos Mount Rushmore devido à partida do Steen para a WWE. Um abraço de grupo teve lugar e de seguida Cole ao microfone disse: "We're sorry, we love you", fazendo lembrar HBK antes do Superkick a Flair. Um Triple Superkick acabou a estadia de Kevin Steen na PWG. Vamos sentir falta.





- Prestação da noite: Candice LeRae
- Melhor momento da noite: blade job de Candice




- Opinião final:


Bom show, mas não o melhor da PWG neste ano, muito por culpa de alguns combates de undercard e do pré-main event que me desapontou. Ainda assim, o main event compensou e bem e na minha opinião está ali um MOTY candidate se contarmos apenas a PWG. Em suma, e deixando de fora o Battle Of Los Angeles digo assim: é possível que no geral os restantes shows da PWG este ano sejam melhores, mas é bem provável que nenhum main event seja tão bom como o do Eleven.

- Rating final: 7.6/10


Terminada a minha review, uma vez mais, se quem já viu o show tiver uma opinião diferente da que eu tive, ou se quem ainda não viu ficou tentado a ver podem dizer de sua justiça aí em baixo nos comentários.



Resta-me despedir, fechando assim a 5ª edição do meu espaço. Um abraço,

Mauro Salgueiro Delca.

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