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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dias is That Damn Good #211 – "Pro Wrestling e Cinema"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

Desenganem-se aqueles que pelo subtítulo julgaram que este texto iria debruçar-se sobre a WWE Filmes, as estrelas da modalidade que brilham em Hollywood ou, ainda, sobre as vantagens da participação de actores e actrizes consagrados na programação das maiores companhias de Pro Wrestling. Não, não é disso que este artigo trata.
A presente edição do Dias is That Damn Good irá analisar e procurar explicar, antes, a importância que a produção do estilo cinematográfico poderá desempenhar se bem adaptada á indústria do sports entertainment, assim como melhorar substancialmente a sua qualidade, interesse e poder de atracção.


Não percam, por isso, as próximas linhas…



Como já tive oportunidade de referir por diversas ocasiões, o Pro Wrestling não trata de uma luta verdadeira e real, versa antes sobre um combate e confronto que é encenado e durante o qual os seus participantes, os wrestlers, procuram contar ás plateias e telespectadores uma história, utilizando-se da capacidade atlética dos seus corpos. No mesmo sentido, o sports entertainment, estilo mais capaz e que melhores resultados demonstrou na sua disseminação e expansão ao grande público e massas, acrescentando-lhe uma vertente fundamental de entretenimento, como os gimmicks, as entrances e as storylines, procura dotar os diversos embates de uma razão e factor aditivo de interesse, capaz de entusiasmar o público-alvo, ao mesmo tempo que assegura os números, em vendas e ratings, que  tornam num sucesso. Ora é a este fenómeno e situação que normalmente damos o nome de build up…


No entanto, se olhar-mos para a actualidade e, em particular, para as duas promotoras de maior visibilidade em solo norte-americano e por consequência mundial – A WWE e a TNA – verificamos que esta fórmula de sucesso tem perdido muita da sua preponderância e sido, inclusive, negligenciada. Pois ao focaram-se cada vez mais no trabalho atlético dos seus praticantes e ao colocarem praticamente todo o enfase no desenrolar dos próprios combates, em claro detrimento do entretenimento, é isso que tem acontecido. E essa situação está a revelar-se e a repercutir efeitos e consequências amplamente negativos, que se reflectem na perda de assistências, de telespectadores e ratings, numa enorme queda dos buyrates de PPVs e, acima de tudo, a um nível estrutural, no decréscimo da importância e influencia que a programação ligada ao Pro Wrestling detem no mercado televisivo – sua grande fonte de rendimentos.



Há uns anos, Paul Levesque – aka Triple H – instado a dar a sua opinião sobre o que diferia o Pro Wrestling das Mixed Martial Arts, referiu que o Pro Wrestling era como o Rocky, e eu não posso encontrar uma analogia e-ou exemplo mais feliz. De facto o Pro Wrestling na sua interpretação e leitura de maior sucesso, o Sports Entertainment, tem muito de Rocky. Infelizmente, ultimamente, não tem tido ou pelo menos não tem tido tanto quanto deveria. Caso contrário, não assistia-mos recorrentemente e de um modo constante á marcação de combates sem qualquer história ou razão que justifique o confronto entre os seus intervenientes, á repetição exaustiva dos mesmos matches, á construção de cards de PPVs sem qualquer alcance e interesse, á inexistência de grandes angles e storylines que prendam a atenção dos fãs, sejam eles espectadores ou telespectadores e chamar novos públicos, etc. Portanto, não basta dizer que o Pro Wrestling é como o Rocky, só porque deve se-lo e essa é a verdade, é necessário fazer com que a modalidade e os seus conteúdos, realmente, se comportam e-ou apresentem como tal.


Deste modo, ir de encontro ao pensamento e ideia transmitidos por Triple H, passa por dar uma atenção e importância muito maiores ao build up. Passa por olhar para os grande filmes de acção – ou de porrada como lhes quiserem chamar lol – e compreender como é imprescindível criar toda uma história, enredo e caminho que despertem o interesse para o derradeiro encontro e dessa forma o tornem super atractivo. Passará, ainda e sempre, por conseguir, através de avanços e recuos, que ambos os adversários não combatam entre si até ao match que se pretende vender e, ao mesmo tempo, que se enfrentam sem ser por palavras o mínimo possível. Por outro lado, acredito que as clássicas entrevistas e promos de backstage estão completamente ultrapassadas e que é necessário incorporar novas formas de promoção de combates e rivalidades…penso ser importante dar destaque, por exemplo, aos treinos de ambos os adversários, atribuir uma banda sonora ou música tipo á feud – muito como acontece no filme Rocky…enfim, um conjunto de técnicas que a vertente cinematográfica utiliza nos seus filmes e que, como disse, bem aplicadas e adaptadas ao Pro Wrestling, certamente, trariam uma maior qualidade e capacidade de atracção.


E vocês, pensam que a utilização de algumas técnicas da indústria cinematográfica poderiam ajudar na produção do Pro Wrestling?! De que modo?! Que tipo de técnicas?!



Um Abraço,
Dias Ferreira


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Dias is That Damn Good #210 – "Lack of Attitude and Ambition"

Boas Pessoal!


Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

Ao longo do último mês, algumas das declarações proferidas por Vince McMahon no podcast de Steve Austin geraram um sem número de reacções negativas na comunidade de wrestling online e no próprio balneário da WWE.

Ora, tendo em conta que o aspecto mais duro e frio das suas declarações está relacionado com a resposta á questão – O que difere os talentos de hoje daqueles que compunham o roster da WWE nos tempos de Steve Austin – á qual Vince respondeu que os talentos actuais denotam alguma falta de atitude e ambição face aos seus antecessores, julgo ser importante avaliar a justeza destas afirmações, o que pode ter levado McMahon a proferi-las e, inclusive, que condições e contexto levam a que esta mesma ideia e questão possa ser levantada.


Será, portanto, a este role de interrogações que procurarei responder no desenvolvimento do presente texto. Não percam, por isso, as próximas linhas…



Confesso que a primeira leitura e análise que fiz a toda esta problemática me levou a considera-la, de uma modo simplista, numa mera tentativa de espicaçar e motivar os talentos. Contudo, se nos debruçar-mos sobre este fenómeno de uma forma mais profunda, facilmente, compreendemos que a raíz do problema é bastante mais complexa e ramificada. Uma raíz que toca em aspectos fundamentais, que se interligam e complementam entre si. A falta de experiencia e maturidade dos novos talentos, a inexistência de uma planificação e rumo criativos e, ainda, os constrangimentos causados pelas fantásticas parcerias e acordos financeiro-económicos.

Relativamente á primeira situação que levantei, é necessário compreender que a ausência dos antigos territórios, da WCW e de uma alternativa á WWE, no que respeita a actuar para grandes e largos públicos, provoca necessariamente um desenvolvimento mais lento e de qualidade inferior aos jovens wrestlers, uma vez que se veem obrigrados a actuar para pequenas plateias no circuito independente onde, compreensivelmente, necessitam de capacitar-se e de recorrer a um estilo que é bastante diferente daquele que as cameras de tv e um público main stream exigem. Essa situação, como é natural, reflecte-se numa maior dificuldade de adaptação á WWE e seus fãs. Por outro lado, ao longo dos últimos anos, assistiu-se a uma brutal perda de importância do factor criativo, sendo cada vez menor em número e qualidade a apresentação de gimmicks e storylines com real interesse, capazes de entusiasmar as massas e, sobretudo, de alimentar a construção de grandes combates e confrontos que se querem épicos. Por último, se por um lado todas as grandes parcerias e acordos comerciais vieram dar á WWE inúmeros proveitos financeiro-económicos e uma consequente estabilidade, não deixa de ser um facto, por outro prisma, que as condicionantes e constrangimentos por eles impostos no que se refere á abordagem de temas controversos e fracturantes da sociedade norte-americana e, até, global veem impedir, de um movo evidente, muito material criativo – outside of the box – e de tremendo potencial.



Se em todo o caso consideram que aquilo que escrevi anteriormente é demasiado abastracto e sentem dificuldade em identifica-lo ou reconhece-lo na prática, então deixem-me que concretize com exemplos bem actuais e visíveis. O roster principal da WWE é constituído na sua maioria por antigos indy guys e aqueles que não o são, proveem dos territórios de desenvolvimento da empresa, apresentando, por isso, poucos anos de actividade na modalidade e a consequente falta de experiencia que decorre dessa situação. Mas a falta de experiencia não se reflecte em juventude, basta que para isso verifiquemos que apenas Roman Reigns e Bray Wyatt não chegaram ao 30 anos. Ora toda esta situação vem comprovar a lentidão que pauto o actual processo de desenvolvimento das novas estrelas, mesmo com o auxílio dos territórios de desenvolvimento, do WWE Performance Center e do programa NXT. Neste sentido, consigo compreender que são colocadas mais e maiores dificuldades e desafios ao processo criativo e ás equipas responsáveis pelo mesmo, porque se torna fundamental produzir mais e melhor, mas também dar a protecção necessária aos jovens talentos no sentido de realçar as suas qualidades e corrigir e-ou disfarçar os seus defeitos. Mas já não consigo aceitar a fala de qualidade dos writers que a compõem, nem a apatia e benevolência de quem lidera. Pergunto se é aceitável que RAW após RAW e SmackDown após SmackDown assista-mos a programas inteiros sem quaisquer histórias ou acontecimento de relevo? Questiono se fará sentido construir um card com combates completamente aleatórios e sem que razões de relevo levem os participantes a enfrentar-se?

Depois, há também a questão da protecção aos talentos de que falei e que está a ser completamente negligenciada. Se programa atrás de programa assisti-mos a John Cena vs. Seth Rollins e-ou a Dean Ambrose vs. Bray Wyatt, como esperam que o público não se farte? Esperam realmente que isso não desgaste os wrestlers em causa e que as plateias deixem de lhes reagir? Mais importante ainda, acreditam que um combate que ocorreu milhares de vezes seja capaz de entusiasmar alguém e de vender PPVs? Dizem, por exemplo, que o Roman Reigns tem ring skills e mic skills fracas, o que não deixa de ser um facto, mas se se trata de um jovem com excelente imagem, com grande carisma, com um personagem interessante e com elevado potencial, porque raio não o proteger? Esperam que alguém com pouca experiencia no ringue não leve com cânticos de boring quando tem de enfrentar o Big Show? Acham que uma cath phrase – Believe That – leva alguém a algum lado? E que é que lhe escreve promos de erda que até ao The Rock custariam a colocar over? Um bad ass não precisa falar muito, falar pouco até lhe um ar místico e maior interesse, mas quando fala, tem de dizer algo com impacto e substancia.


Enfim, todo um role de questões que me levam a pegar nas afirmações de Vince McMahon e a inverte-las…não acho que os talentos tenham falta de atitude e de ambição, penso sim que estão limitados pelo contexto em que surgiram na modalidade, pelas fraquíssimas equipas criativas que tem estado na WWE e pela própria postura apática e benevolente de quem dirige a companhia. Portanto, estou em querer que a quem tem faltado, claramente, atitude e ambição é a Vince McMahon.



E vocês, o que pensam das afirmações de Vince McMahon a respeito da falta de atitude e ambições dos jovens talentos?!



Um Abraço,
Dias Ferreira


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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dias is That Damn Good #209 – "Bound For Glory, Who Care's?!"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

O Bound For Glory é tido como a Wrestlemania da TNA devendo, por isso, ser encarado como o ppv mais importante da promotora e o seu espectáculo de referência. Deste modo, aquilo que se espera do seu build up é que consiga construir e apresentar rivalidades fortes, que permitam criar o hype e buzz necessários para que os números das vendas do evento estejam de acordo com a sua dimensão. No mesmo sentido, o card do BFG deve conter e apresentar os combates e wrestlers mais interessantes e atraentes que a companhia pode proporcionar aos seus fãs, restantes adeptos da modalidade e, inclusive, espectadores e telespectadores de ocasião e/ou novos públicos.

No entanto, sabendo que o Bound For Glory 2014 se realizará no próximo mês de Outubro, a verdade é que este ppv, o maior da programação anual da empresa, está a ser completamente negligenciado e até esquecido. Os actuais conteúdos e programas da TNA em nada têm sido trabalhados para construir o espectáculo e em nenhum aspecto o estão a promover. Ora, porque não é, a meu ver, uma questao de sumenos importância, o tema que escolhi para abordar no texto que agora vos escrevo prende-se, precisamente, com o desinteresse e pouca importância dados pela administração da TNA àquele que é o seu evento de maior repercussão.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Qualquer promotora de pro wrestling tem aquele que é o seu maior espectáculo anual e a TNA não foge à regra, também ela nos apresenta, todos os anos, o seu ppv de maior importância, o Bound For Glory. Neste sentido, importa compreender que na preparação de um evento à larga escala e de grande dimensão, como é o caso, várias são as condicionantes a ter em conta. Desde logo, e a começar pela cidade e arena onde ppv se vai realizar, pois é importante que o local tenha um nível habitacional considerável e que, de preferência, possa constituir-se num bom ponto de atracção turística (premissas fundamentais para garantir uma boa assistência). Por outro lado, a arena, estádio e/ou pavilhão que se escolhe para actuar tem, também, uma grande importância neste processo uma vez que as suas características vão condicionar, sempre, a produção do espectáculo e, acima de tudo, o número de lugares a disponibilizar ao público. Ora, neste capítulo em particular, a TNA já estar a falhar e à grande. Recordo que a cidade escolhida foi Tokyo (no Japão) e que a arena apenas tem lotação para duas mil pessoas. Não é que eu tenha algo contra o facto de se realizar este evento no estrangeiro e até compreendo que esta situação se verifique no âmbito da parceria internacional estabelecida com a Wrestle-1, no entanto, realizando o Bound For Glory fora de portas o local escolhido teria de ser, sempre, onde a TNA esteja fortemente implementada e possua um grande número de adeptos, algo que se verifica em Inglaterra e não no Japão. Para além disso, o BFG do ano passado contou com uma assistência na casa dos 4/5 mil espectadores e o deste ano nunca poderá ultrapassar os dois mil (portanto, logo à partida, a dimensão do espectáculo e a sua própria imagem estarão amplamente reduzidos...e isto também conta, porque percepção também é realidade e quando as pessoas vêm algo menor, é essa a fotografia e ideia que gravam nas suas memórias). Para piorar, a NJPW (promotora de maior prestígio no Japão) vai realizar, na mesma cidade, poucas horas depois, um dos seus ppvs...ora se isto não é um péssimo planeamento e revelador de uma total incapacidade no que toca à gestão da TNA, então, de facto, não sei o que é.

Num outro campo, também ele fundamental na preparação do BFG, importa compreender como a companhia tem trabalhado as storylines e rivalidades que terão destaque no card do ppv. Por isso, e antes de analisar a situação em concreto, é fundamental ter presente que ao estarmos perante o maior evento anual da companhia, as feuds e histórias a culminar no show terão, obrigatoriamente, de ser atraentes e interessantes ao ponto de gerarem em seu redor um enorme hype e buzz (só assim as pessoas estarão dispostas a pagar o bilhete e a comprar o ppv para assistir aos seus combates). Infelizmente, a administração da TNA não pensa assim (ou se pensa não o tem demonstrado), pois se olharmos para os conteúdos que, actualmente, nos são apresentados no iMPACT Wrestling, verificamos que houve um decréscimo brutal da vertente entretenimento em detrimento do trabalho que se realiza dentro do ringue. Como já tive oportunidade de dizer por diversas ocasiões, se as pessoas quiserem ver tão só e apenas combates, fa-lo-ão assistindo a eventos de MMA, Boxe, Kickboxing, entre outros desportos de combate. O pro wrestling vive do sports entertainment, consequentemente, os combates que não são promovidos e construídos com boas histórias, acabarão, invariavelmente, por não possuir um bom storytelling, por interessar a um pequeno núcleo de fãs mais ferrenho da modalidade e, acima de tudo, por negligenciar um sem número de fãs de ocasião e novos públicos (fundamentais ao crescimento de qualquer promotora do business e à obtenção das vendas e ratings necessários). Dito isto, não estou a advogar que é mais importante a componente de entretenimento que a apresentação de boas performances dentro do ringue, agora, as coisas têm de ser equilibradas até porque os dois aspectos não funcionam um sem o outro. Ora, em consequência do que disse anteriormente, todos compreendemos que, por exemplo, não faça qualquer sentido a TNA apresentar-nos uma série de combates entre os Hardy Boys, a Team 3D e os Wolves, sem que qualquer storyline e/ou rivalidade o ajude a promover e hypar, é um completo desperdício. Da mesma forma que, a meu ver, não parecem estar a ser bem conduzidas as restantes rivalidades da programação TNA, com a excepção dos casos EC3 vs. Rhino, Gunner & Sam Shaw vs. Mr. Anderson e Sanada & James Storm vs. Great Muta & Tajiri. Portanto, a TNA precisa, rapidamente, de alterar a sua postura neste aspecto e começar a desenvolver storylines profundas que ajudem a promover os seus wrestlers e combates, sob pena de, chegados ao ppv, o card não entusiasmar mais que os fãs fiéis e os buy rates falharem fortemente.



Por outro lado, eu percebo que a TNA esteja pressionada no sentido de priveligiar uma produção destinada à tv em detrimento do mercado ppv, uma vez que necessita, desesperadamente, de garantir um novo acordo para continuar a transmitir o iMPACT Wrestling. Mas a verdade é que, mesmo nesse aspecto, como acabei de referir no parágrafo anterior, está a falhar e continuará a falhar fortemente se mantiver a aposta exagerada no ring-work em detrimento do entretenimento. Até porque combates pelos combates, por muito bons que sejam, não dão ratings, nem chamam a atenção de novos públicos e telespectadores. E os talentos, se não forem munidos de boas personagens e gimmicks, se não tiverem oportunidade de explorar as mic skills e se não forem envolvidos em storylines e rivalidades de qualidade, nunca conseguirão tornar-se em verdadeiras estrelas, vender níveis aceitáveis de merchandising, encher arenas e gerar ratings com as suas presenças. Neste sentido, se a ascensão de EC3 é a prova dos óptimos resultados de uma aposta consequente e equilibrada (com o balanço certo entre ring-work e entretenimento), o caso dos Wolves e de grande parte dos jovens talentos da X-Division e do mid card, que não conseguem sobressair como grandes estrelas e cujos nomes para além dos fãs mais leais da TNA e do circuito independente ninguém conhece, ajudam a comprovar a importância da situação que descrevi anteriormente. E, para cúmulo, não se compreende como a TNA coloca o seu maior foco numa série de combates pelos World Tag Team Titles e deixa para segundo plano a disputa pelo World Heavyweight Championship. Porque não faz sentido que, de momento, não se verifique qualquer história devidamente enquandrada a este respeito e que Bobby Lashley, MVP e Kenny King não estejam profundamente envolvidos com aquele que será o seu opositor...resultando um possível combate entre Lashley e Bobby Roode (que acredito será a escolha para o enfrentar), apenas, numa reedição do que tem acontecido nos últmos iMPACTs e não numa feud com diversas componentes pessoais de ambos os wrestlers. Ora, isto não é forma de trabalhar aquele que deveria ser o foco de maior interesse da companhia e, muito menos, um modo digno e aceitável de constuir o card do seu ppv de maior importância.

No entanto, se julgava-mos que era impossível prejudicar e negligenciar ainda mais este Bound For Glory 2014, a administração de Dixie Carter fez e continua a fazer questão de nos surpreender, com a total falta de promoção e referência ao evento. Porque há vários meses nada nos era dito a respeito do ppv - só agora foram anunciados alguns nomes, porque no iMPACT Wrestling e outros conteúdos produzidos e apresentados pela companhia não se fazem quaisquer chamadas de atenção, anúncios e/ou promoção do evento e porque, de facto, nem sequer se pronunciam sobre algumas notícias que já levantam dúvidas quanto à sua realização. Com tudo isto, só me resta perguntar, como é possível terem escolhido um país onde a TNA não tem qualquer implatação e uma arena pequeníssima para, no mesmo dia e cidade de um ppv da NJPW, realizarem o BFG?! Que raio vai na cabeça desta gente para pensar que pode constuir um card decente sem o hypar e lhe dar o devido buzz através de storylines e rivalidades consequentes e de qualidade?! Qual o card que estão a pensar apresentar-nos se continuam a esgotar tudo quanto têm nos iMPACT Wrestling?! Como pensam lucrar com um evento cuja promoção, divulgação e mediatização tem sido nula?! Enfim, é por estas e por outras que gostava que alguém realmente interessado, adepto da modalidade e capaz adquirice a TNA, para não ter de continuar a assistir a tantas oportunidades perdidas e a tanta incompetência...


E vocês, o que pensam da forma como a TNA tem negligenciado a construção e promoção do Bound For Glory!?


Um Abraço,
Dias Ferreira


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domingo, 31 de agosto de 2014

Dias is That Damn Good #208 – "The Rock ou Roman Reigns vs. Brock Lesnar?!"

Boas Pessoal!



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Como julgo ser do conhecimento geral, a WWE costuma preparar o seu maior evento anual, a Wrestlemania, assim como a generalidade da sua programação, com alguma antecedência e, dessa forma, construir um caminho longo, lógico e consequente para que as suas storylines de maior importância culminem num combate entre as suas figuras de maior destaque no maior de todos os palcos da modalidade. Neste sentido, julgo já ser, também, um dado adquirido que Brock Lesnar, que se tornou WWE Champion no último ppv da companhia, irá segurar o título até à próxima Wrestlemania onde o perderá para um outro wrestler. Ora, nos últimos tempos têm vindo a público diversas notícias acerca da opção que a empresa tomará no sentido de escolher qual o talento e/ou estrela que terá essa oportunidade de derrotar Brock Lesnar e conquistar o cinto. Estando, neste ponto, duas visões bem distintas em confronto...uma partilhada por Vince McMahon que pretende que esse lutador seja The Rock e uma outra, assumida por Triple H, que prefere que a superstar em questão seja Roman Reigns.

Ora, no texto que agora vos escrevo procurarei fazer uma análise ás vantagens e desvantagens de uma e outra opção, fundamentando e justificando, posteriormente, aquela que, a meu ver, se define como a mais razoável e cujos frutos poderão ser mais rentáveis para a WWE.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Na minha opinião o combate pelo WWE Championship deverá assumir-se, sempre, como o confronto de maior interesse e o foco de maior atracção no card de qualquer ppv e, ainda mais, se estivermos a falar na Wrestlemania. Deste modo, o booking, a storyline e o storytelling a serem planeados na construção desse mesmo combate devem assegurar, desde logo, que os dois wrestlers em confronto estejam com um enorme hype, que o público queira e deseje muito ver um de ambos sair derrotado e, acima de tudo, que o próprio despique crie um enorme buzz em seu redor. Neste sentido, se pensarmos que Brock Lesnar manterá o título até à Wrestlemania que se realizará no final de Março do próximo ano, facilmente percebemos que depois de um reinado tão longo e, acredito, dominador, grande parte dos fãs estará bastante cansada do "The Beast" e que, por isso, certamente, quererá muito vê-lo sair derrotado. Ora, esta situação, só por si, ajudará logo a assegurar um bom apoio e suporte ao lutador que o enfrentar e a ideia de que ele possa sair, finalmente, derrotado ajudará também a criar um importante hype para o conflito. Portanto, se as coisas se mantiverem tal como estão no que toca a Brock Lesnar por mais 7/8 meses, dando continuidade ao seu reinado de dominação e destruição dos seus oponentes (todos eles main eventers altamente consolidados), metade do trabalho estará realizado e assegurado. Faltando, contudo, determinar aquele que se encontrará melhor posicionado para oferecer um espectáculo memorável e digno de se constituir como o main event da Wrestlemania XXXI.

A primeira opção, aquela que está vinculada à vontade de Vince McMahon, leva-nos até The Rock. E quando falamos de The Rock temos de nos recordar, porque nunca é de mais lembrá-lo, que estamos a referir-nos à única estrela da modalidade que conseguiu aproximar-se dos níveis de popularidade de Hulk Hogan e Steve Austin e que, acima de tudo, conseguiu estabelecer-se em Hoolywood como uma das maiores celebridades da indústria do cinema. Portanto, quando é de The Rock que se trata, são níveis estratosféricos de entretenimento que estão em causa, são ratings e números astronómicos que ficam em cima da mesa, são, sobretudo, uma capacidade e armas para promover os eventos de que ele participará incomparáveis ás que a imagem de qualquer outro wrestler poderá apresentar. Por consequência, a escolha do seu nome para enfrentar Brock Lesnar no main event da Wrestlemania torna-se bastante válida e compreensível. Que wrestler conseguirá estar mais over que The Rock, enquanto babyface, para derrotar Brock Lesnar?! Qual o talento capaz de criar mais hype e buzz para esse combate?! Em que circunstâncias poderá um outro talento proporcionar momentos e segmentos de entretenimento mais memoráveis que The Rock?! Que outra estrela poderá despertar a atenção de tantos espectadores e telespectadores de ocasião e outros novos como The Rock?! A resposta a estas questões é fácil e simples, nenhum.



Por outro lado, numa segunda hipótese, aquela porque se tem batido Triple H, aparece-nos Roman Reigns. Neste capítulo, devemos procurar fazer uma análise e avaliação mais profunda da situação. Devemos recordar-nos que a WWE tem encontrado diversas dificuldades na "criação" e construção de uma nova estrela que possa substituir John Cena como principal nome e cara da companhia e temos, também, de compreender que a cada dia que passa a substituição de Cena se assume com uma importância crescente visto que o seu desgaste é cada vez maior e que a quantidade de fãs que o suportam é cada vez menor. Desta forma, e apesar de todos os handicapes apresentados por Roman Reigns (sobretudo ao nível das mic skills e da qualidade de alguns combates, situação que se verifica pela sua juventude e pelo pouco tempo que leva de ligação efectiva à modalidade enquanto seu praticante), somos obrigados a reconhecer que a sua imagem, carisma, intensidade e personagem são tudo aquilo porque a WWE esperava, pois ele é o protótipo do franchise player e aquele que ao cabo de 10 anos parece melhor posicionado para se afirmar como a nova cara da companhia. Neste sentido e em consequência daquilo que vem sendo o seu fortíssimo booking, onde tem recebido um enormíssimo push e sido "vendido" como alguém imparável e indestrutível (trilhando, curiosamente, embora por caminhos diferentes, um percurso e build up semelhante ao de Brock Lesnar - Roman Reigns tem sido vendido como um Brock Lesnar face), parece-me que a sua escolha para derrotar Brock Lesnar na Wrestlemania também fará todo o sentido.

Assim, depois de apresentados ambos os casos, importa passar-mos à escolha de um deles e à explicação das causas e razões que me levam a fazê-lo. Julgo, neste ponto em particular, que a primeira grande questão que temos de nos colocar se prende com os benefícios e rentabilidade que cada uma destas escolhas pode proporcionar à WWE. Ora, se pensarmos nos efeitos imediatos, no lucro rápido e numa rentabilização quase automática dessa mesma escolha, a opção recairá, naturalmente, em The Rock. Por outro lado, sabemos que se a escolha assentar em Roman Reigns os resultados não serão tão imediatos, mas o passo que é dado com a sua participação no main event da Wrestlemania e consequente vitória sobre Brock Lesnar podem lança-lo definitivamente como grande nome da companhia e, por essa razão, os resultados a médio/longo prazo serão bastante superiores àqueles que a primeira opção (The Rock) nos apresenta. No mesmo sentido, devemos compreender que, muito provavelmente, Brock Lesnar no pós-Wrestlemania voltará a ver o seu número de presenças na programação WWE reduzido e que The Rock, na melhor das hipóteses, a continuar, será num regime muito semelhante ao que tem pautado a participação do "The Beast". Não é que eu tenha algo contra o facto de haver WWE Champions a competir num regime part-time, sobretudo quando eles permitem aumentar os ratings e as vendas, elevar talentos e chamar a atenção de um número substancialmente superior de público e telespectadores, contudo, quando essa situação significa e constitui um tampão à consolidação de uma potencial nova mega-estrela, parece-me que não passa pela melhor das soluções. Para além disso, se a escolha recair em Roman Reigns, nada impede que The Rock possa estar presenta na Wrestlemania e rivalize e/ou combata um outro wrestler. Quero, portanto, acreditar que o bom booking atribuído a Reigns irá continuar, que ele continuará a competir com estrelas de topo (incluindo Triple H) e a consolidar-se, que lhe atribuirão a vitória na Royal Rumble e que possa culminar todo este longo processo da sua construção e build up com uma vitória na Wrestlemania. Pelas mais diversas razões que fui apresentando ao longo deste artigo e porque gosto de pensar a médio/longo prazo esta será, a meu ver, a melhor solução.


E vocês, quem preferem que defronte Brock Lesnar na Wrestlemania, The Rock ou Roman Reigns!?


Um Abraço,
Dias Ferreira


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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

WS TV | WWE Friday Night SmackDown - 28 de Agosto de 2014 (VIDEOS)


O WWE Friday Night Smackdown desta semana apresenta como destaque principal o embate entre duas estrelas de futuro da WWE, Roman Reigns e Bray Wyatt. O programa volta a contar, também, com um confronto de gigantes entre Big Show e Mark Henry e Luke Harper e Erick Rowan. Atenção, ainda, para novos combates entre Rusev e Jack Swagger e Emma vs. Paige...


Parte 1 - http://www.firedrive.com/file/90141BF3070D5105
Parte 2 - http://www.firedrive.com/file/458C5C4EFB0F9E2F

Dias is That Damn Good #207 – "A Ascensão de EC3"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

No pro wrestling a procura e busca pela next big thing, pela next breakout superstar, pelo novo talento que possa assumir-se como a grande figura de uma promotora e o seu grande drawer, é e deve ser uma constante. Contudo, o processo que leva à descoberta de um wrestler com as potencialidades e capacidades necessárias ao desempenho desse papel e a sua posterior "construção" constituem uma das tarefas mais difíceis e complexas no que à modalidade diz respeito. Prova disso, é o facto de a TNA, em doze anos de existência, nunca ter conseguido "criar" a sua grande estrela e/ou a sua grande cara...no fundo, a sua própria marca.

No entanto, nunca antes como agora, a companhia de Dixie Carter teve a oportunidade que um jovem talento (mal aproveitado na WWE), a este respeito, lhe está a conceder. Nunca, como agora, a empresa de Orlando teve ao seu dispor um wrestler com as qualidades e características que EC3 evidencia e que, a meu ver, permitem o depositar de enormes esperanças no seu build up como o primeiro grande nome e drawer com o selo TNA. Ora, por esta razão, como não poderia deixar de ser, o artigo que agora vos escrevo versará, precisamente, na ascensão de Ethan Carter.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Michael Hutter, verdadeiro nome de Ethan Carter III (EC3), é um jovem wrestler de 31 anos nascido no Estado norte-americano do Ohio. Hutter fez o seu debut no professional wrestling corria o ano de 2002 e como a grande maioria dos seus colegas de profissão fê-lo no circuito independente dos EUA, onde actuaria e "venderia" as suas performences durante quatro anos. Já em 2006 teria a oportunidade de realizar um tryout match para a WWE no seu programa Heat, onde enfrentaria e saíria derrotado por Viscera e Charlie Haas. Muito provavelmente o seu desempenho agradou aos oficias e agentes da empresa de Vince McMahon responsáveis por avaliar o combate uma vez que lhe ofereceram um contrato de desenvolvimento. Ora, depois de aceite essa proposta e assinado o dito contrato, Hutter seria enviado para a Ohio Valley Wrestling (na altura território de desenvolvimento da WWE), onde faria a sua estreia em finais de Março de 2007 sob o ring-name de Mike Hutter. Nesta sua passagem pela OVW teve a oportunidade de rivalizar e combater com Mike Mondo e Nick Nemeth (Dolph Ziggler) dos, então, Spirit Squad e, ainda, com Mike Kruel, Vladimir Kozlov e Boris Alexiev (Santino Marella), entre outros. Depois Michael deixaria de competir na OVW e entraria num hiatus no que respeita à WWE, voltando a participar em shows de algumas pequenas promotoras do circuito independente norte-americano. Voltaria, contudo, já em 2009 à programação da WWE no seu novo território de desenvolvimento, a Florida Championship Wrestling, mais uma vez, sob o nome de Mike Hutter. Já na FCW, depois algumas feuds e matches de maior relevância contra Drew McIntyre e DJ Gabriel, alteraria o seu ring-name para Derrick Bateman. Continuaria, posteriormente, mais um sem número de confrontos (contra Richie Steamboat, Joe Hennig, Skip Sheffield – Ryback, Mason Ryan, Leo Kruger – Adam Rosa, Johnny Curtis – Fandango, entre muitos outros), competindo pela última vez antes de ser chamado ao roster principal da companhia contra Wes Briscoe e Xavier Woods.

Como todos estão recordados, em 2010 a WWE decidiu dar por finalizada a transmissão da sua terceira brand ECW, substituindo-a por uma espécie de reality show, em que juntava "pros" e "rookies", a que deu o nome de NXT. Ora, foi no decorrer da terceira temporada desta nova série de tv shows que Derrick Bateman foi anunciado como participante da quarta temporada e que teria como "Pro" Daniel Bryan. Apesar do bom desempenho, Hutter não seria escolhido como vencedor dessa temporada, contudo, seria repescado para a 5ª e última temporada da série com o tema Redemption, cujo conceito assentava em dar uma nova oportunidade aos wrestlers participantes edições anteriores que, apesar de não terem conseguido sagrar-se vencedores, tinham conseguido destacar-se. Bateman voltaria a não conseguir triunfar, no entanto, porque essa temporada foi bastante mais longa que as restantes, teve a oportunidade de desenvolver algumas rivalidades, de entre as quais, podemos destacar a que primeiro o juntos e depois opôs a Maxime (sem qualquer réstia de dúvidas, a melhor performence que produziu enquanto este contratualmente ligado à WWE). Depois, seguir-se-iam mais alguns combates e participações no NXT e na SmackDown, até ver, em 2013, o seu contrato revogado pela WWE e, desta forma, cessar uma ligação de 6 anos. No final e fazendo as contas, facilmente, compreendemos que a passagem de Michael Hutter pela WWE não foi feliz e/ou bem sucedida de todo e estou em crer que as coisas aconteceram assim, especialmente, por causa da própria empresa que nunca apostou verdadeiramente no jovem wrestler. De qualquer modo, esse período não pode, nem deve, ser visto como tempo perdido, porque permitiu uma aprendizagem e consolidação das capacidades básicas de que um talento necessita e, acima de tudo, preparou-o para actuar perante grandes públicos, preparou-o para o "main stream wrestling".



Após sair da WWE, Hutter competiria, ainda, durante um período bastante curto, de novo, no circuito independente, contudo, rapidamente chamaria a atenção da TNA que lhe apresentou um contrato e verdadeira oportunidade de mostrar as suas qualidades. Neste capítulo, devo confessar que a TNA trabalhou o personagem e construção de EC3 (ring-name que passaria a utilizar) com a qualidade e afinco com que, talvez, nunca tenha dispensado a outro wrestler. Confesso que não gostei do facto dele se ter estreado num squash match no Bound For Glory 2013 contra um local wrestler (primeiro porque no maior ppv de uma companhia não deve haver lugar para este tipo de angles e depois, sobretudo, porque foi tudo tão bem preparado que o debut merecia uma vitória sobre um lutador que pudesse proporcionar um push e credibilidade mais favoráveis), mas penso que foi genial o facto de o apresentarem como sobrinho da dona da empresa, Dixie Carter (na altura, e até à pouco tempo, talvez, a personagem heel de maior importância no iMPACT Wrestling). No mesmo sentido, penso que foi também muito inteligente e importante o booking que lhe têm atribuído, permitindo-lhe, sempre, estar em competição e rivalizar com os nomes de maior projecção e mais consagrados da companhia. Foi assim com Sting, que lhe proporcionou uma atenção e cuidado fundamentais para se estabelecer como um wrestler a ter em conta e para o colocar numa posição cimeira do card (sobretudo, se tivermos em conta, que foi, na storyline, o combate contra EC3 que colocou Sting fora da TNA). Tal como também foi fundamental para a sua consolidação, crescimento e credibilização a rivalidade que desenvolveu com Kurt Angle e que, inclusive, lhe deu a benece, na storyline, de ser o responsável pela lesão do Olimpic Gold Medalist. Da mesma forma e de um modo consequente, seguiu-se uma feud com Bully Ray (depois de Sting, na altura, e Kurt Angle, indiscutivelmente, o maior nome da TNA), que colocou o jovem Hutter numa tipologia de combates e troca de promos mais intensa e violenta e que, felizmente para EC3, lhe permitiu mostrar um lado novo e diferente daquele a que as pessoas estavam habituadas ou poderiam esperar, demonstrando, uma vez mais, o rápido crescimento que ele registou e o facto de ser realmente multifacetado no que às suas qualidades, performences e interpretações diz respeito. Actualmente, prepara-se, ao que parece, uma rivalidade com Rhino, certamente, uma outra etapa e obstáculo que ajudará a cimentar EC3, ainda mais, como o talento da TNA que mais qualidades e potencial evidencia para se tornar na sua primeira grande super-estrela.

Se, em jeito de conclusão, nos perguntar-mos o que tem afinal EC3 que o torna tão especial ou o porquê de lhe antever um futuro tão promissor, responderei, facilmente, em poucos apontamentos. Michael Hutter tem uma imagem genial, pode não ser muito alto, mas o seu aspecto físico é brutal, ele tem um corpo trabalhado músculo a músculo e, quer se queira, quer não, à partida esse facto causa logo uma impressão diferente nas plateias e telespectadores, conferindo-lhe credibilidade à força e voracidade dos seus movimentos. Depois, Hutter possui, também, um carisma que é inegável e todos conseguimos verificar que a sua presença chama a atenção de uma forma bastante natural, sem que ele necessite de se esforçar para isso...e carisma é algo que não se ensina, ou nasce com as pessoas, ou nada feito. Num outro aspecto, temos de relevar as suas qualidades com o microfone, pois sempre que é chamado a realizar uma promo, a dar uma entrevista e/ou a participar de um segmento de backstage, fá-lo com grande distinção e sucesso. No mesmo sentido, as suas expressões faciais e corporal são geniais e essa componente é fundamental a qualquer wrestler que tenha de mexer com as emoções do público (quer na arena, quer na tv) e que procure contar uma história. Por outro lado, o seu gimmick e personagem caem-lhe como uma luva e ele tem desempenhado e interpretado o seu papel de uma forma brilhante, melhorando, ainda, cada vez que se apresenta na televisão num registo semanal. Pode-se, dizer, contudo, que é no ringue que as suas capacidades ainda necessitam evoluir, no entanto, os seus 31 anos e as provas que já deu da velocidade supersónica com que consegue apreender e aprender, fazem-me acreditar que rapidamente desenvolverá essas skills, tendo, inclusive, 12/13 anos ao mais alto nível para o conseguir. Ora, por todas estas razões e contextos, e se a TNA lhe continuar a atribuir um booking inteligente, estou em crer, como já referi, que estaremos perante o maior talento alguma vez "produzido" pela companhia nos seus, já, 12 anos de existência.


E vocês, como olham para EC3?! Julgam-no capaz de ser a primeira grande cara e drawer com o selo TNA!?


Um Abraço,
Dias Ferreira


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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dias is That Damn Good #206 – "A TNA Segura o Presente, Assegura o Futuro"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

Como é do conhecimento geral, a TNA enfrenta no momento uma das situações mais complicadas da sua história. Após o abandono de Hulk Hogan e Eric Bischoff e da saída de algumas das principais estrelas trazidas por eles, a companhia teve de reagrupar e fazer um downsizing no que respeita à sua produção, ao seu plantel e, particularmente, ao nível dos eventos que realizava. Por azar e, talvez também por consequência dessa situação, todo este período haveria de culminar com as notícias que dão conta da falta de vontade da Spike TV em renovar o seu contrato de televisão com a promotora. No mesmo sentido, são também já várias as notícias de uma possível debandada dos principais talentos da TNA...de talentos cujos contratos estão a expirar e a quem a companhia não consegue manter as mesmas condições e satisfações salariais.

Por outro lado, respondendo e precavendo-se de todos estes possíveis acontecimentos e situação, a companhia de Orlando (sediada, agora, em Nova Iorque) iniciou já um processo de renovação de contratos com os seus wrestlers mais jovens e promissores. Ora, o artigo que agora vos escrevo versa, precisamente, neste facto e opção que a TNA tomou de segurar, desde já, o presente, para assegurar o futuro.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



A TNA enfrenta agora aquele que se constitui como o período mais importante e fundamental desde a sua criação. Atolada em problemas e desafios das mais variadas ordens, a companhia luta para conseguir manter o seu status e consolidar a segunda posição no ranking da hierarquia das promotoras de pro wrestling a nível mundial. Consequentemente, a renovação do actual contrato e acordo televisivo com a Spike TV e/ou a celebração de um novo, nos mesmos moldes, como um outra estação/grupo de televisão assume uma tremenda importância. Porque dependerá, sempre, de um acordo deste género a capacidade que a empresa terá ou continuará a ter para conseguir divulgar, disseminar e promover os seus produtos, programas e lutadores. No mesmo sentido, só um spot num canal de televisão de considerável dimensão proporcionará as receitas (em patrocínios e outros acordos comerciais) que permitem financiar e custear a actividade da promotora de uma forma estável e sem que esteja sempre com uma "corda na garganta". Em última análise, penso que todos percebemos que sem a possibilidade de transmitir o iMPACT Wrestling o próprio valor da TNA fica bastante diluído, assim como a sua capacidade de atracção no que respeita ao público e, acima de tudo, aos wrestlers (e aqui refiro-me tanto aos que constituem o seu plantel, como aos que militam no circuito independente e aos free-agents).

Para piorar ou dificultar mais ainda a situação, já de si bastante complexa, sabemos que muitos dos contratos celebrados com as estrelas de maior nome e visibilidade possuem clausulas especiais que permitem a sua cessação caso a TNA não consiga apresentá-los e expô-los, num registo semanal, em televisão. O que a juntar ao necessário aperto salarial que a companhia tem obrigatoriamente de cumprir com os lutadores do seu roster, nos permite compreender o porquê de, neste momento, saírem e serem publicadas tantas notícias relativamente à possibilidade de algumas das estrelas mais famosas da empresa poderem estar de saída. Em todo o caso e se me perguntarem a minha opinião a este respeito, devo confessar que não acredito que as estações de televisão estejam dispostas a desistir de um programa que, semanalmente, atinge um número redondo em redor do milhão de telespectadores. Por isso, mesmo que a Spike TV deixe de estar verdadeiramente interessada em manter o iMPACT Wrestling na sua programação e que toda esta situação não se revele mesmo e apenas um jogo de cintura negocial, estou em crer que outra estação/grupo aparecerá interessada em transmitir o show. E, neste sentido, portanto, não acredito ou talvez não queria acreditar que a TNA deixará de ter a possibilidade de transmitir o seu programa na tv...quando me refiro a tv estou, claramente, a reportar-me para a cobertura em território norte-americano, uma vez que este é que se constitui como fundamental para viabilizar todas as questões e problemáticas que tenho vindo a levantar.



Ainda assim, se eu estiver enganado e se, numa situação limite, a companhia não conseguir renovar o seu acordo com a Spike TV ou celebrar um novo com outra cadeia de televisão, penso que a administração da TNA tomou, desde já, uma importante medida no sentido de assegurar o futuro no que à constituição do seu roster diz respeito. Devo dizer, ainda, que foi uma decisão que me surpreendeu pela positiva, pois apesar de achar que ela faz todo o sentido e é inteiramente justificada, de facto, não estamos habituados a que Dixie Carter tome as melhores opções. Falo, claro está, da renovação, por múltiplos anos, dos contratos que a TNA tinham com alguns dos seus jovens talentos de maior qualidade e potencial...sem qualquer réstia de dúvidas, uma tomada de atitude que se impunha e que se define, talvez, como a primeira grande medida bem tomada pela administração da companhia. A verdade é que muitas vezes as crises lançam-nos desafios que, se encarados de maneira correcta e com a atitude certa, nos abrem as portas para os resolver e solucionar com opções bastante válidas. Ora, se houve uma realidade que todo este clima e ambiente negativo em redor da TNA proporcionou, foi a necessidade da promotora apostar nos jovens wrestlers e de lhes proporcionar um maior espaço e tempo de antena. De facto, se tivermos o cuidado de analisar a história da TNA, facilmente, verificamos que a falta de talento e qualidade dos seus lutadores nunca foi e/ou constituiu um problema, pelo que deve ser encarado com total naturalidade o facto de o espaço deixado vago por alguns wrestlers já consagrados que foram saindo, estar a ser bastante bem ocupado (e em algumas situações melhor aproveitado e rentabilizado) com a ascenção de uma nova geração de talentos...de wrestlers que trazem consigo, verdadeiramente, a marca TNA.

Deste modo, mesmo que a TNA perca algum do seu star power e grandes nomes como Bully Ray e Devon, como Jeff Hardy e Matt Hardy, como Kurt Angle e Bobby Lashley, entre outros, a verdade é que a companhia já segurou o presente e assegurou o futuro com nomes como Bram e Magnus, Gunner e Samuel Shaw, Kenny King e Robbie E e/ou, especialmente, Ethan Carter (EC3). Jovens wrestlers cuja juventude permite adivinhar um futuro ao mais alto nível durante onze ou doze anos; jovens talentos cuja qualidade permite garantir, desde já, a apresentação de combates atraentes e conseguidos, assim como um excelente desenpenho no que ao entretenimento diz respeito (mic skills – promos, entrevistas, segmentos de backstage, etc); jovens lutadores que pelo potencial que evidenciam nos deixam esperançados quanto à possibilidade da TNA, pela primeira vez, conseguir lançar o seu grande drawer (e aqui, a minha aposta vai, claramente, para EC3).


E para vocês, a TNA tem feito bem em renovar com os jovens talentos!? Quais os wrestlers mais jovens que mais apreciam na TNA?!


Um Abraço,
Dias Ferreira


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domingo, 24 de agosto de 2014

Dias is That Damn Good #205 – "Um Patrão Negligente"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

No Pro Wrestling as diversas promotoras que compõem o business estão extremamente dependentes das qualidades e capacidades de quem as administra e chefia. São os "owners" quem pode dotá-las da capacidade e viabilidade financeira necessárias à sua subsistência, são os "patrões" e a credibilidade dos mesmos que permitem a celebração de acordos comerciais e de televisão indispensáveis à promoção e disseminação dos seus produtos e, em última análise, são os "donos" que têm a palavra-chave sobre a estratégia, planos e caminhos que as companhias trilham. Neste sentido, uma administração capaz e preocupada com a sua companhia permitirá sempre o seu crescimento e desenvolvimento; uma administração não tão capaz mas interessada, certamente, encontrará soluções para a viabilidade da sua empresa; mas, por outro lado, sendo capaz ou incapaz, uma administração desinteressada e despreocupada, constituirá, sempre, uma grande limitação e condicionante à evolução da sua promotora.

Deste modo, pegando no terceiro caso atrás mencionado que é o que me importa tratar hoje, percebemos que é, sobretudo, a ele que nos referimos quando olhamos para a empresa que é detentora da Ring Of Honor (o Sinclair Broadcast Group). Assim, aquilo que me proponho abordar ao longo do presente artigo está relacionado com esta má gestão e aproveitamento que o SBG tem feito das potencialidades e qualidades da ROH e, acima de tudo, com a negligência que tem pautado a gestão que o mesmo grupo tem feito da promotora.

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A Ring Of Honor foi criada, corria o ano de 2002, por Rob Feinstein e Gabe Sapolsky, sendo o seu presidente e detentor Cary Silkin. Nessa altura, rapidamente aproveitou o espaço deixado vago, pelos últimos pequenos territórios que sustentaram a sua actividade até aos anos 90 e pelo encerramento da WCW e da ECW, para se estabelecer como uma das promotoras mais importantes em solo norte-americano. Altamente diferente dos antigos territórios independentes e pioneira no estrito sentido do indy wrestling, a ROH marcou a sua posição e tornou-se visível e conhecida pelos seus espectáculos que, para além de contarem com alguns ex-talentos da ECW e outros jovens wrestlers de elevado potencial, pautavam pela apresentação de combates repletos de grandes spots e conduzidos a uma velocidade frenética. Com o passar do tempo a pequena promotora foi crescendo, assegurando uma base de fãs bastante fiel e revelando um sem número de talentos que, posteriormente, brilhariam ao serviço da WWE e TNA (como AJ Styles, Samoa Joe, CM Punk, Daniel Bryan, Austin Aries, entre outros). Os anos de 2008 e 2009 marcariam, contudo, um novo rumo e página na história da promotora, com a substituição de Gabe Sapolsky por Adam Pearce (no booking da empresa) e a celebração de um contrato que permitia à companhia apresentar um pequeno programa na estação de televisão HDNet Fights. Durante este período a ROH passaria também a realizar iPPVs e a chegar, deste modo, a um maior número de fãs e telespectadores. Já em 2010, Adam Pearce seria substituído como booker por Hunter Johnston (mais conhecido como Delirious) e em 2011, chegaria ao fim o acordo celebrado com a HDNet Fights. Depois de um período que talvez tenha sido o mais difícil e complicado na história da promotora, o Sinclair Broadcast Group adquiriria a Ring Of Honor, disponibilizando-lhe um spot de prime-time num dos canais que o grupo televisivo controla e mantendo o até então Presidente, Cary Silkin, num cargo executivo. Já no decorrer do presente ano (2014) a companhia anunciou a sua entrada no mercado tradicional de PPVs, abrindo-se-lhe, desta forma, novas portas e horizontes no sentido de aumentar as receitas e, ao mesmo tempo, alargar ainda mais o seu core de fãs e seguidores.

Ora, depois desta pequena e rápida revisão à história da ROH, importa debruçar-mo-nos naquilo que, ao longo da sua existência, constituiu o suporte e tomadas de decisão por parte de quem a administra e chefia. E, neste capítulo em particular, a meu ver, são inúmeras e demasiadas as críticas que se lhe podem apontar. Em qualquer área de actividade de que participamos ao longo das nossas vidas e percursos profissionais devemos sempre dar o máximo e procurar melhorar e evoluir. Quem não o faz, está, como me parece óbvio, com uma postura e atitude bastante erradas e que lhe podem ser prejudiciais. Por consequência, quando falamos na administração de uma empresa, são os mesmos valores e pro-actividade que nos devem mover e, como tal, qualquer dono, patrão ou chefe deve dar o máximo no sentido de fazer a sua companhia crescer, desenvolver-se, evoluir e tornar-se cada vez mais sustentável. É, portanto, neste ponto em concreto que a administração da Ring Of Honor tem falhado e tem falhado de um modo feio. Assim, se de 2002 (data da sua criação) a 2011 (data sua aquisição por parte do Sinclair Broadcast Group) não podemos levantar grandes acusações ao que constituiu a gestão levada a cabo por Cary Silkin (porque há que reconhecer as limitações de âmbito económico-financeiro que a acompanharam e que, ainda sim, não deixaram de permitir o constante e progressivo crescimento da promotora), o mesmo já não podemos dizer da data e período que marca a entrada em cena do Sinclair Broadcast Group. Porque este grupo já possui uma considerável dimensão no mercado televisivo norte-americano e tem capacidades e potencialidades financeiras que bem aplicadas e investidas na ROH, certamente, permitiriam à promotora um crescimento, consolidação e alargamento da base de fãs e seguidores bastante mais rápido.



A Ring Of Honor é, ainda, considerada por muitos como uma indy promotion (é, aliás, vista como a Raínha das Indys), no entanto, a companhia já tem ao seu dispor meios e ferramentas de que nenhuma outra empresa do circuito independente goza, como o acesso ao mercado televisivo e de PPVs. Por outro lado, a atracção que a ROH exerce sobre os talentos e free-agents que percorrem o circuito independente é, também, bastante superior à dos seus concorrentes, uma vez que os wrestlers sabem que a exposição mediática e visibilidade a que estão sujeitos nesta promotora é bastante superior aquela a que estariam expostos nas demais. Ora, perante todas estas mais valias e vantagens competitivas, porque raio ainda consideramos a ROH como uma indy?! A resposta parece-me que está, acima de tudo e em consonância com o que venho escrevendo ao longo deste texto, ligada à forma como o Sinclair Broadcast Group tem gerido a promotora e com os meios que esse mesmo grupo não tem disponibilizado e investido na produção e promoção da ROH. E falo nesta questão da produção e promoção, em particular, porque, de facto, a primeira ideia com que uma pessoa fica cada vez que assiste a um programa da companhia ou a um dos seus ppvs é de que a sua produção e imagem são demasiado pobres, extremamente escuras e extraordinariamente pequenas, fechadas e claustrofóbicas...e este é, de facto, o ponto fulcral em que a ROH não consegue diferenciar-se de qualquer outra indy promotion.

Em muitos casos a percepção é ou torna-se a realidade e se quando as pessoas olham para a ROH vêm algo pequeno e extremamente mal produzido, irão sempre encará-la em conformidade com essa imagem e primeira fotografia que lhe tiraram. Portanto, pergunto-me, já que o SBG está a investir na ROH, porque raio não o faz como deve ser e no sentido de conseguir retorno?! Será assim tão difícil adquirir os equipamentos necessários a uma produção minimamente moderna e que consiga transmitir uma imagem profissional do que é feito na promotora?! É assim tão complicado comprar mais umas cameras e um sistema de luzes que dê brilho e luminosidade à plateia e ringue?! Qual a dificuldade de adquirir um ringue um pouco maior e de lhe apertar as molas, para dar mais espaço aos wrestlers e, ao mesmo tempo, credibilizar a dureza do local onde combatem?! Por outro lado, porque raio não aumentam o tempo e espaço de antena do programa semanal da ROH para 90 minutos?! Quais os entraves a começar a estruturar esse mesmo programa no sentido de lhe conferir uma sequência lógica de storylines, storytelling e acontecimentos?! Têm medo de apresentar um produto main stream e de alargar o número de seguidores?! Acreditam que é impossível ser diferente da WWE e/ou da TNA se apresentarem um produto direccionado para um número mais largo de espectadores e telespectadores?! Querem ficar com a dimensão que possuem actualmente ou crescer e evoluir?! Vão continuar a negligenciar os talentos que possuem apenas porque não querem investir seriamente na produção e promoção da companhia?! Enfim, um sem número de questões a que esta administração e gestão por parte do Sinclair Broadcast Group tem dado uma resposta que, na minha opinião, é tremendamente insatisfatória e negativa.



E vocês, o que pensam da gestão que o SBG tem feito da ROH?! O que fariam de diferente?! Como aproveitariam todas as potencialidades e qualidades da ROH?!


Um Abraço,
Dias Ferreira


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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Dias is That Damn Good #204 – "NXT Superstars in The Making"

Boas Pessoal!



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No pro wrestling, aliás, como em qualquer outro género de desporto e entretenimento, as gerações passam e outras vão tomando o seu lugar, apresentando e cimentando novos nomes e personagens sobre aqueles que outrora se tornaram célebres. Neste sentido, a busca por novos talentos e valores é uma constante que acompanha a indústria desde a sua génese e a procura da nova grande estrela assume uma preocupação central no decorrer de todo este processo. Por consequência, a WWE criou o seu próprio sistema de desenvolvimento e aperfeiçoamento de jovens wrestlers, oferecendo-lhes condições ímpares através do seu WWE Performence Center e da participação no seu terceiro programa gravado ao vivo, a NXT Brand.

Ora, em consonância com o que escrevi atrás, aquilo que hoje me proponho abordar e apresentar-vos está relacionado com uma análise aos talentos que constituem o plantel da NXT Brand e que, a meu ver, possuem capacidades e qualidades suficientes para se estabelecer no roster principal da promotora, acrescentando-lhe uma maior diversidade de talentos e possibilidades no sentido de construir novas storylines e rivalidades.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Enzo Amore

A Enzo Amore não se lhe conhece qualquer background na modalidade anterior à sua adesão à WWE, sabe-se, no entanto, que praticou futebol americano no ensino secundário e que foi DJ dos New York Jets. De qualquer modo e apesar dessa falta de experiência e juventude (27 anos) se reflectir nas suas performences dentro do ringue, a verdade é que ele é, de longe, o meu talento preferido no plantel da NXT. Enzo Amore tem uma personalidade fora do comum e completamente diferente de qualquer outra que tenha participado desta indústria...o gimmick que interpreta muito terá, certamente, daquilo que é o seu feitio e maneira de ser e, por essa razão, desempenha-o de um modo genial. O seu carisma é qualquer coisa de extraordinário, a sua imagem tem potencial para "vender" à grande e as suas mic skills e maneira de falar são puro "gold". Pelo seu tamanho (1,80 m e 91 Kg), assim como por alguma falta de in-ring skills, não o olho como um potencial wrestler capaz de arrebatar o mundo ou de atingir o topo, no entanto, enquanto manager, acredito, que tem capacidade para garantir um lugar de destaque e desempenhar um papel importante junto de outros colegas de profissão que relevam algumas dificuldades na hora de fazer uma promo e/ou entrevista. Actualmente, na NXT Brand, acompanha e faz equipa com Colin Cassady mas, na verdade, é mais como manager que actua, penso eu, porque a WWE já viu nele as características e qualidades que aqui tenho estado a relevar. Não sei quanto tempo mais vai demorar o seu debut no roster principal da companhia, mas quero acreditar que não demorará muito, especialmente, porque é alguém que gosto verdadeiramente de ver e que me entretém "pr'a caraças".



Colin Cassady

Colin Cassady é outro jovem wrestler a quem reconheço um enorme potencial. Deu inicio à sua actividade no pro wrestling numa pequena promotora independente chefiada pelo seu primeiro treinador Johnny Rodz e, apesar da sua juventude, cedo foi contactado pela WWE no sentido de assinar um contrato de desenvolvimento. Na NXT Brand, como já referi anteriormente, tem participado conjuntamente de uma tag team com Enzo Amore e é, como todos podem verificar, o elemento da equipa que mais trabalho de ringue realiza e que melhores performences dentro do mesmo consegue proporcionar. Com uma agilidade e versatilidade incríveis para o seu tamanho e altura (2,08 m e 125 Kg), com uma imagem que vai perfeitamente de encontro às melhores expectativas e "fetiches" da quem administra a WWE, com umas mic skills bastante razoáveis, com um carisma perfeitamente natural e notório e, acima de tudo, com um in-ring work que promete bastante e revela um enorme potencial, o Colin Cassady é e será, certamente, uma das futuras caras da empresa e, muito provavelmente, um dos próximos nomes a ser chamado aos programas/shows principais da promotora. Como me parece óbvio, o seu posterior sucesso ou insucesso estará sempre dependente de várias circunstâncias, contudo, quero acreditar que, com o booking certo e os adversários que lhe permitam melhorar e consolidar as suas capacidades, conseguirá triunfar.



The Ascension

A divisão de equipas da WWE melhorou consideravelmente nos dois últimos anos e, em boa verdade, muito o deve ao trabalho desenvolvido, primeiro, pelos The Shield e depois, sobretudo, pela Wyatt Family e pelos The Usos. Contudo, a separação dos Shield deixou esta mesma divisão algo orfã, uma vez que Goldust e Startdust não conseguem dar conta do recado, Ryback & Curtis Axel não me parecem verdadeiramente capacitados ou capazes de rentabilizar as suas qualidades no tag team wrestling, e é manifestamente pouco, curto e repetitivo entregá-la, somente, a duas equipas (por muito boas que elas realmente sejam, especialmente no que toca a Luke Harper e a Rowan que, a meu ver, são a melhor tag team da WWE nos últimos 10 anos). Neste sentido, ao olharmos para a NXT Brand, verificamos que a tag team "The Ascension" já vem sendo trabalhada, pushada e consolidada à bastante tempo e que, num breve espaço de tempo, fará a sua estreia no plantel principal da companhia. Pessoalmente, não considero Conor O' Brain e Rick Victor grandes talentos ou wrestlers vocacionados para se afirmarem como grandes estrelas de singles-wrestling e, de facto, o longo período que levam contratualizados ao sistema de desenvolvimento da WWE também demonstra isso mesmo. Por outro lado, e apesar das suas idades (34 anos e 33 anos, respectivamente), a verdade é que conseguiram desempenhar um bom papel nesta tag team, denotando, acima de tudo, uma enorme capacidade e força física, muita intensidade, um gimmick também diferente do habitual e a criação/utilização de alguns tag team moves a que dou bastante valor. Ora, por serem diferentes, por já estarem em sintonia um com o outro, por já possuirem alguma experiência e, sobretudo, porque acredito que podem adicionar algo de positivo e novo à divisão de equipas da WWE, acredito que quando olhamos para os "The Ascension" estamos perante uma equipa com algum potencial e capacidade para ter sucesso na empresa de Vince McMahon.



Charlotte

A filha de Ric Flair, de seu nome Ashley, tem, a meu ver, tudo o que é necessário para triunfar na WWE. O passado como jogadora de Voleyball e personal treiner garantem-lhe uma forma e capacidade física invejáveis e, por outro lado, a convivência e aprendizagem com o seu pai asseguram-lhe uma compreensão da modalidade e das mais diversas componentes dos combates e interpretação notáveis. Independentemente do mediatismo do seu pai, Charlotte é verdadeiramente carismática, muito forte na expressividade facial e corporal, tem uma imagem fantástica (sendo alta e forte, não deixa de ser super atraente) e já revelou uma capacidade dentro do ringue digna de registo sendo, na minha opinião, de entre todas as divas da companhia aquela que melhor desempenho e performence tem registado (apesar de ainda só estar na NXT Brand). Por estas razões e mesmo sendo um facto que se iniciou nestas lides há bastante pouco tempo, não deixa de fazer sentido que olhemos para Charlotte como uma "diva" com tremenda qualidade e potencial. Sabemos que, no roster principal, actualmente, as coisas estão entregues a Page e AJ Lee e, ainda, que as Brie Bellas ocupam um outro espaço com a rivalidade que as opõe, contudo, as restantes raparigas não conseguem oferecer uma competição séria e credível, não conseguem, nem sabem, como prender a atenção do público...algo que Charlotte já deu provas de saber fazer e cuja diferença da sua personalidade, imagem e capacidades permitirão assegurar. Por isso, porque acredito verdadeiramente no valor da filha de Ric Flair, espero que a WWE se decida a chamá-la à sua programação principal e que saiba cuidar e olhar por ela.

Nota:
Não me refiro, neste texto, a wrestlers como Sami Zyan e Adrian Neville porque, de facto, não me agradam ou preenchem enquanto fã. Na minha opinião são demasiado indie guys e, apesar de reconhecer que a WWE deposita grande confiança neles, não consigo gostar de os ver quer dentro do ringue, quer nos segmentos de promos e entrevistas. Por outro lado, também não toquei nos nomes de Kenta, Prince Devitt e Kevin Steen, porque, apesar de os conhecer, ainda terão de fazer a sua adaptação ao estilo e exigências do produto WWE.


E vocês, quais julgam ser os talentos da NXT Brand preparados para "dar o salto"?!


Um Abraço,
Dias Ferreira


PS: Não se esqueçam de indicar mais temas e assuntos que gostassem de ver ser tratados neste espaço.



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