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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #14 - NJPW Destruction Part II - Review parcial


Boas, malta. Daqui vos escreve o amigo Moore, em mais uma edição do Moore's Wrestling Corner aqui no Wrestling Spam. Já é a 14ª... o tempo corre.



Bom, no último artigo desta rubrica apresentei-vos a review pessoal que fiz à primeira noite do Destruction, PPV da New Japan Pro Wrestling. Ora, não há uma sem duas, não é verdade? Exato. Como tal venho-vos trazer agora a review, também ela parcial da segunda noite, que contou com o main event entre Kazuchika Okada e Karl Anderson a valer a mala do G1 Climax, que dá direito a uma title shot no Wrestle Kingdom a 4 de Janeiro.



Fiquem por aí.



Destruction Part II - 23 de Setembro


- 2. The Young Bucks def. Forever Hooligans

Bom combate, apesar de longe do nível que ambas as equipas conseguem apresentar em conjunto, também devido à falta de tempo. Ao início as sheanenigans das indies estiveram presentes e o público mal reagia. Ainda assim as equipas conseguiram trabalhar o público e aquecer o combate. More Bang For Your Buck no Rocky e acabou.

- Rating: ***1/2

- 4. Goto/Shibata def. Great Bash Heel (Honma/Makabe)

Razoável. Este foi ao contrário: começou melhor do que acabou, com Makabe a dominar Goto na maioria do tempo em que os dois estavam legais. Com Shibata o domínio deixou de ser evidente e, claro, Honma foi quem sofreu o pin depois de um Penalty Kick após Honma ter botchado um GTS de Shibata.

- Rating: ***1/4



- 5. IWGP Junior Tag Team: Time Splitters (KUSHIDA/Shelley) (c) def. Suzuki-Gun (Taichi/Desperado)

Logo antes do combate os Suzuki-Gun atacaram os campeões. Uma vez mais a perna do KUSHIDA foi explorada, sendo que o ombro do Shelley também o foi. Dirty tactics com fartura dos Suzuki-Gun, que tiveram o TAKA no ringside. A ação foi bastante rápida, como era de calcular. No fim um Tower of London acabou o combate.

Depois o Desperado foi tentar um aperto de mão mas levou um Superkick do Shelley. Os Bucks e os Hooligans interromperam e tínhamos 3-way tag team pelos títulos no King Of Pro-Wrestling.

- Rating: ***1/2

- 6. CHAOS (Ishii/Nakamura) def. Bullet Club (Fale/Tonga)

As quase três estrelas são pela solidez em termos de construção... porque pela excitação do combate não as ganharia de certeza. A primeira metade só teve Ishii do lado dos CHAOS e o Ishii não é alguém que consiga puxar pelo Fale. Como tal, durante todo o combate foi um alívio cada vez que o Tonga entrava em ação. Lá para o final já animou mais um bocadinho, mas ainda assim isto deu-me sono. O Nakamura ganhou com um Boma Ye no Tonga.

- Rating: **3/4

- 9. Hiroshi Tanahashi/Tetsuya Naito def. Bullet Club (AJ/DOC)

Combate decente este. Animosidade logo antes da campainha entre o AJ e os dois adversários e o combate não ficou nada atrás, contando com provocações da parte dos Bullet na parte inicial. Algumas dirty tactics estiveram presentes. No final Tanahashi controlou AJ Styles fora do ringue e deixou o Naito vencer com um Stardust Press no DOC. No depois do combate o AJ e o Tanahashi confrontaram-se e ficou marcado um combate entre ambos.

- Rating: ***1/2



- 10. Tokyo Dome Shot: Kazuchika Okada (c) def. Karl Anderson

Melhor que o Shibata-Tanahashi na minha opinião (e o Meltzer deu ***** a esse). Tratou-se de um belo combate, com a rivalidade CHAOS vs. Bullet Club a ser muito bem desenvolvida outra vez. O Anderson trabalhou sempre o braço do Okada e vimos algumas interferências do Takahashi. De resto, a sequência pré-final foi mais que excelente. O Okada saiu por cima: Bridging German seguido de um Rainmaker e vitória.

Convém referir: para uma contenda de 19 minutos foi bastante entertaining do princípio ao fim.

Depois do combate também o Naito mostrou querer uma chance a tirar a mala da posse do Okada. Fica para o próximo PPV.

- Rating: ****1/4

Melhor Momento: Sequência de Okada e Anderson
Prestação da Noite: Kazuchika Okada.


Considerações finais: De um nível mais abaixo que a 1ª noite, pareceu-me pelo menos a mim (o que era fácil, a fasquia estava alta), ainda assim contando com muito bom wrestling como a NJPW nos tem habituado. Fiquei desiludido com o tag match entre CHAOS e Bullet Club, mas isso passa.

Posto isto e partilhada a minha opinião... daqui é tudo. Sintam-se livres de partilhar a vossa opinião. Se não o fizerem pelo menos espero que vos tenha convencido a seguir a NJPW, que na minha opinião é a melhor promotora da atualidade e... é isso.

Abraço,
Mauro Salgueiro Delca.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #13 - NJPW Destruction 2014 Part I: Review


Boas, malta da CWO. Daqui vos escrevo eu, Moore (ou Mauro, como preferirem) numa nova edição do Moore’s Wrestling Corner, espaço já habitual aqui no Wrestling Spam.

Pela segunda vez vos venho falar de um tema que não o wrestling independente (a 1ª edição foi sobre a TNA), porém, calculo que este tema seja ainda mais desconhecido à maioria que a ROH ou a PWG. Pois bem, vou fazer de novo uma review, mas a um evento da New Japan Pro-Wrestling, maior promotora do Japão e segunda maior do mundo (desculpa TNA).

Bom, para já, há que referir que comecei a acompanhar a NJPW de vez em quando no Wrestle Kingdom 8 em Janeiro, sendo que despertei mesmo enquanto fã confesso da companhia durante este G1 Climax, realizado em Julho e Agosto de 2014. Okada venceu o torneio e terá title shot no próximo Wrestle Kingdom.

Hoje venho apresentar-vos o último PPV da NJPW (aquando da escrita do artigo), o Destruction Part I em Kobe, sendo que, por questões de tamanho (e de interesse pessoal) vou apenas ver e analisar seis combates. Tudo dito, vamos a isso.

Destruction Part I - 21 de Setembro



Tomohiro Ishii/Forever Hooligans def. Yujiro Takahashi/Young Bucks
- Background: Um simples showdown da NJPW entre CHAOS e Bullet Club, sendo que as duas tag teams foram os últimos dois ex-campeões de equipas Junior, enquanto que Takahashi é campeão da NEVER e Ishii é o ex-campeão.
- Foi um combate interessante, bem rápido, a não passar dos oito minutos e sempre a um ritmo elevado. Obviamente foram explorados dois pontos de interesse: Ishii vs. Takahashi e Bucks vs. Hooligans, sendo que o final foi deixado para as equipas: Contract Killer em Matt Jackson e os CHAOS venciam.
- Kudos para o Ishii que desde o Climax anda com o ombro separado. Como diz o Meltzer: wrestler mais underrated do mundo.
Rating: ***1/4

Do opener passamos para o 5º combate da noite, a valer o título Junior da IWGP.



IWGP Junior Heavyweight: Ryusuke Taguchi def. KUSHIDA ©
- Nota: De referir que não sou um enorme fã de nenhum dos dois, mas não esperava de todo esta mudança de título. Pensei que o KUSHIDA seria o ás da divisão Junior nos próximos anos.
- O combate em si foi honestamente a melhor coisa que vi acontecer num ringue desde a final do Climax, o Taguchi fez papel de heel logo antes do combate ao recusar um aperto de mão e comportou-se como tal durante o combate. Nunca tinha visto um ponto tão bem explorado como a perna do KUSHIDA aqui foi desde o início. O público ia ao rubro em cada vez que o KUSHIDA tinha algum ímpeto mas no fim, claro, ganhou o Taguchi com um Modified Ankle Lock.
- Muito bem trabalhada a resiliência do KUSHIDA mas muito bem trabalhada também a vontade de vencer do Taguchi.
- Depois do combate os juniores da Suzuki-Gun (Desperado, Taichi e TAKA) atacaram os dois. O Shelley tentou salvar e o Desperado quer title shot.
Rating: ****1/2

Kota Ibushi & Tetsuya Naito def. AJ Styles e Tama Tonga
- Outro bom combate, a começar logo em grande com uma troca de strikes entre o AJ e o Ibushi, com o Ibushi a sair por cima. Foram mesmo eles que tiveram mais tempo em acção, com o Tonga a ser o mais protegido dos quatro.
- Do princípio ao fim houve acção bem rápida, com algum high-flying da parte do Ibushi, mas nada de mais. No fim foi ele que conseguiu o pin no Tonga com um Golden Star Press, depois de o Naito ter arrumado o Styles com uma Lariat para fora do ringue.
- Nota: gostei de ver a equipa Ibushi/Naito.
Rating: ***3/4

IWGP World Tag Team: Bullet Club (Anderson/Doc) © def. CHAOS (Okada/YOSHI-HASHI)
- Bom combate, também este. Sejamos sinceros, o resultado era previsível. O Okada tem shot marcada ao título da IWGP, não faria sentido vê-lo com o título de equipas neste momento.
- Tenho é que dar “praise” a todo o booking do combate, sendo que o YOSHI-HASHI passou a maioria do mesmo a fazer o que é seu hábito: ser saco de pancada, tendo uma break no final que foi quando o Okada o ajudou a controlar o combate. Já mesmo no fim, um Swanton do YOSHI deu em near-fall após interferência do Takahashi que tirou o árbitro do ringue e depois aplicou um Brainbuster no YOSHI para os campeões finalizarem.
- Não tendo descredibilizado o Okada e tendo valorizado o YOSHI-HASHI na derrota, as estrelas foram Gedo e Jado (bookers e road agents).
Rating: ***1/2

Vamos passar à frente o Hirooki Goto vs. Togi Makabe, ficando assim a faltar pre-main event e main event.



Hiroshi Tanahashi def. Katsuyori Shibata
- Trata-se de um rematch do quarto dia (e melhor) do Climax, tendo o Shibata vencido aí. A fasquia ficou elevada e antes de ver calculo que a desforra não seja superior. Vejamos…
- Bom… se foi ou não melhor que o anterior não sei, mas lá que teve uma qualidade bem acima da média teve. Começando com chain and lock, rapidamente isso foi mudado e desde logo se viu strong style com fartura da parte de ambos, apesar de, como é normal, o Shibata ter sido bem mais stiff. O tipo é uma máquina de wrestling e o hate que lhe tinha há uns meses tem desaparecido a pouco e pouco.
- Sem que houvesse um grande momento a destacar (como no combate do Climax houve a Backfist do Shibata) tudo teve timing perfeito. O final foi decente, mas não excelente. Cross Body seguido pelo High Fly Flow.
Rating: ****1/4



IWGP Intercontinental: Shinsuke Nakamura def. Bad Luck Fale ©
- Eh… o Fale… o Fale é um tipo que não consegue um combate excelente, nem com Nakamura, nem com Tanahashi, nem com provavelmente ninguém deste mundo… mas consegue ter bons combates com um adversário decente, apesar de ter muitas falhas. A mais evidente: não consegue ser um verdadeiro monstro, sendo que essa é a gimmick dele. Culpa da softness e das expressões faciais.
- Falando do combate, foi carregado pelo Nakamura como um combate lento (nem o Fale consegue trabalhar um all-out) tanto no ringue como fora dele logo ao início. Portanto, mais abaixo notam que eu dei o rating que dei, mas ainda não vos convenci que o combate tenha merecido o que eu lhe dei. É agora: a construção foi muito bem feita, como é costume da NJPW, com o Fale a dominar ao início, recorrendo até aos Bucks para alguns golpes baixos e o final foi muito bom, credibilizando até o Fale por se safar do primeiro Boma Ye antes de comer um segundo. Merece por essas duas razões o rating.
- Finalmente, não foi o meu combate preferido da noite e esteve bem longe disso até, mas cumpriu bem o seu papel e o título voltou a quem lhe consegue dar prestígio.
Rating: ***1/2

Melhor prestação: Ryusuke Taguchi
Melhor momento: Cumprimento de Taguchi e KUSHIDA pós match (antes de aceitar o aperto de mão o KUSHIDA deu uma chapada no novo campeão)
Considerações finais: Como só fiz review parcial também não me parece bem atribuir um rating ao show todo, mas calculo que o resto tenha sido decente, apesar de ter visto somente o que mais me interessava. Gostei do que vi honestamente e fiquei bastante surpreendido com o Taguchi vs. KUSHIDA. Não era grande fã de nenhum e fiquei a gostar de ambos após a excelente contenda que tiveram.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #12 - Um episódio da ROH que vale a pena ver


Boas, malta da CWO. Cá estou eu mais uma vez no Moore’s Wrestling Corner, aqui no Wrestling Spam para mais um dos meus artigos.

Ora, primeiro que tudo, talvez deva explicar a minha ausência. Já não posto há uns dias. Como devem saber começou a escola e o 12º ano não é fácil… mentira, com o horário que eu tenho só posso dizer que não tenho postado por desleixo. Mas siga para o que interessa mesmo.

Uma vez mais vos trago uma review e sem fugir muito à regra, o wrestling independente é o tema principal. Pelo título entendem que a companhia em questão é outra vez a ROH e percebem certamente que vou fazer a review de um episódio de TV. Este foi emitido no dia 13 de Setembro, deste ano claro e, apesar de não ser um espectador de TV tão atento como tudo isso, este episódio tinha de ver, por razões óbvias. Perder O’Reilly vs. Styles e um combate dos Young Bucks é para mim o mesmo que é para uma igreja cristã não ter uma cruz. Posto isto, vamos lá.

ROH Wrestling - 13 de Setembro



»» Ainda antes sequer da intro houve uma promo dos Briscoes Brothers, antecipando o combate com os Young Bucks. Como é lógico o Jay falou mais e metade das palavras (quase sem exagero) foram cortadas. Uma vez mais digo que não é bom ter um campeão que só consegue ter uma promo com níveis exagerados de calão. Also, a promo teve um mini-rap que, tendo em conta as personagens dos Briscoes só pode ser tido em conta como um momento de comédia. Mas vá, o combate foi alvo de hype. A forma de hype é que não foi excelente.



AJ Styles def. Kyle O’Reilly (Death Before Dishonor)
- Um dos dream matches que a ROH nos pode proporcionar… em especial a mim. Tratam-se dos meus dois wrestlers favoritos da actualidade sem muitas dúvidas. Dois verdadeiros generais dentro do ringue, dotados da psicologia para tornar um combate bom num match of the year.
- Até aqui a presença do Bobby Fish consegue servir de bónus. Logo bem cedo pediu uma DQ quando o AJ atirou o O’Reilly por cima das cordas. Mas todos sabemos que essa regra já não existe… e ainda bem.
- A construção do combate foi muito simples desde o princípio, mas bastante bem executada. Os dois queriam aplicar os seus finishers e trabalharam para isso. O Kyle tentou o ARMageddon 2x tal como o AJ tentou o Styles Clash por 2x. Finalmente o AJ lá o conseguiu aplicar, de forma modificada, após o contra-ataque de um Triangle Choke. Ao invés de ir para o pin vendeu uma dor no braço. Logo depois quando ambos se levantaram vimos uma sequência de strikes no centro do ringue a terminar com a tradicional Stomp + Elbow do Kyle seguido por um Pelé do AJ.
- O final foi logo em seguida e foi magnífico, explorando a resiliência do O’Reilly. Bloody Sunday do AJ ia depois para o Styles Clash, o Kyle contra-atacou para um Guillotine Choke, novo contra-ataque para um Powerbomb. O AJ lá ia para o Styles Clash mas teve de modificar para um Tombstone até que por fim lá conseguiu o que queria: Styles Clash e vitória. Exclente combate.
Rating: ****1/4

»» De seguida tivemos promo dos Decade, também no DBD, em que introduziram Adam Pearce. Foi uma promo bem simples em que o Jacobs de seguida disse ao Adam para ensinar o significado da palavra respeito ao TaDarius Thomas.
»» Depois houve o combate mas nós só vimos o início, com o Pearce a trabalhar mesmo à veterano, logo com uma chop das boas, e o final com um Piledriver.
»» Finalmente o Jacobs disse que o TD ainda tem muito trabalho pela frente se quer ser uma futura jóia da coroa na ROH.

»» Promo do Elgin em vídeo a dar hype ao combate frente ao Silas Young (que passou no dia 20). Nada de mais, simplesmente o Elgin diz que para o Silas se proclamar o “Last Real Man” terá de passar por ele.



The Briscoe Brothers def. The Young Bucks (Death Before Dishonor)
- Início frenético com Nick e Mark legais, mas logo com o Matt a meter-se com um Superkick. Outro para o Jay da parte do irmão mais novo e logo o público ficava feliz. O combate já se adivinhava rápido aqui.
- E assim foi até ao fim: muito contra-ataque, muito double-team e obviamente, muitos Superkicks. Não esquecer o público, que esteve sempre presente a fazer-se ouvir.
- Perto do fim os Bucks tentaram o More Bang For Your Buck no Jay mas este desviou-se no Moonsault. Lá fora um Over Castle do Mark no Nick e dentro do ringue Jay Driller no Matt, mas só deu near-fall. Mas logo depois o Mark subiu ao canto para os Briscoes finalizarem com um Doomsday Device. Tributo aos Road Warriors bem conseguido.
- Em jeito de nota, tenho de referir que tinha saudades de ver o Mark Briscoe a trabalhar sem a treta do Redneck Kung-Fu.
Rating: ***3/4

Melhor prestação do show: AJ Styles
Melhor momento do show: Final do Styles vs. O’Reilly

Considerações finais: Sendo esta a review de um show semanal, que na ROH não chega a uma hora, é normal as análises aos combates terem sido mais longas, o que me lembrou de um booking que tive da ROH no FPW. Talvez um dia faça outro. Voltando ao que interessa, foi um show semanal que não deu grande hype a nada, mas que, lá está, valeu pela qualidade apresentada dentro do ringue. Não faz sentido dar um rating final a um show de tv de dois combates.

Assim me despeço com um abraço,
Mauro Salgueiro Delca.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #11 - ROH All Star Extravaganza: Review


Boas, amigos da CWO portuguesa. Bem vindos à 10ª edição do meu espaço aqui no Wrestling Spam, o Moore’s Wrestling Corner, espaço de reviews e opinião acerca, maioritariamente, do wrestling independente.

Bom, no último artigo falei-vos da ROH, hoje o tema principal mantém-se e uma vez mais farei a reflexão do All Star Extravaganza. De uma forma bem mais geral, como é habitual da minha parte a cada evento da ROH e da PWG. Siga com isto? Siga!

ROH All Star Extravaganza 2014 - Review



»» O show abriu com uma promo decente. Truth e Lethal no ringue, com a Seleziya claro, a anunciar que o ACH não estava no show. Ao ringue aparece o Cedric que lembra que venceu o Lethal num episódio de TV, o que lhe dá direito a uma title shot. O Lethal lá concorda após primeiro recusar. Superkick, o Cedric desvia-se e é a Seleziya quem leva.



- Mark Briscoe def. Hanson

Bom opener. Não foi nada muito científico, como o Kelly previa, mas foi uma boa brawl, que começou de uma boa maneira o iPPV. Não muito longa, serviu para animar o público logo ao início. Surpreendi-me com o Moonsault do Hanson. Falhou, mas serviu para comprovar a sua agilidade. Logo de seguida, Froggy Bow e o Briscoe menos talentoso ganha.

- Rating: ***

»» Promo do Ciampa, que aparece alegadamente como membro do público, inclusivamente com uma t-shirt do Steen. Ciampa pede desculpa a Bobby Cruise, mas o Nigel corta-lhe o microfone. Curto, mas continua-se a desenvolver esta storyline. Tem potencial.



- Evans/Moose def. Decade (Page/Whitmer), E. Owens/J. Alexander, Coleman/Watanabe

Engraçado ver a Decade a apostar no Adam Page, ainda me lembro quando o entrevistei (auto-promotion time). Já agora: o Owens é o Ethan Page.

Foi um combate animado, bem mais fast-paced a obedecer às regras de tag team da lucha libre. O meu foco principal foi o Moose que tenho de reconhecer como um worker excelente. Gostei também das interacções dos Decade e do entertaining do Owens e do Josh. No final claro, o RD a fazer o pin e a aumentar a streak para 150-0. Pena ter sido o melhor worker a sofrer o pin. Falo do Ethan claro.

- Rating: ***



- The Addiction (Kaz/Daniels) def. Decade (Jacobs/Strong)

Bom combate, mas faltou sal. Faltou a intensidade que se pedia para um “grudge”. Tratou-se de uma boa demonstração de wrestling, mais técnico, mas neste caso talvez não fosse o ideal. Continuámos a ver os Decade com jogadas sujas, interferências do Page e do Whitmer por exemplo. Os Addiction a estrearam este in-ring name. O Daniels fez o pin ao Strong depois de uma double team.

- Rating: ***1/2



- AJ Styles def. Adam Cole

Match Of The Year da ROH? É possível. Um excelente combate, técnico como se previa a por frente a frente os dois melhores workers das indies, sem exagero. Contra-ataques constantes e uma slow build serviram para construir o combate da melhor forma possível. 

Aquela exchange no centro do ringue a acabar com o Pelé foi extraordinária e o público de Toronto contribuiu para tal. Já tinha havido Styles Clash, já tinha havido Florida Key e o final tinha de ser épico. Bloody Sunday de cima do canto. O AJ ganhou.

Taco a taco com o Elgin vs. Cole e o primeiro reDRagon vs. Bucks. É impossível diferenciá-los por um quarto de estrela.

Depois ambos se cumprimentam e o Adam cospe nos pés do AJ.

- Rating: ****1/2

»» Promo excelente da Maria e do Michael Bennett a anunciar o regresso do Matt Hardy. Reação épica do Corino. Depois houve a tal prometida revelação do que está por baixo do robe da Maria. Era claro o título do amor, que aqui na minha opinião é a coisa mais backyard possível. Depois o Mark Briscoe interrompe. Já acabavam esta feud…



- ROH Television: Jay Lethal © def. Cedric Alexander

Bom combate este. Melhor do que esperava e mais longo também. O Cedric começou a todo o gás e o público mostrou-se interessado no combate logo desde o início. Depois o ritmo baixou um pouco até culminar num final mais animado com o Lethal a vencer com o Climax seguido do Lethal Injection. Na parte final vimos também a Seleziya a interferir, acabando novamente no chão.

Pormenor curioso: o Lethal fez tease para um Sharpshooter mas depois tentou sim um Sweet Chin Music. Esperava maior reacção a isto no Canadá.

- Rating: ***1/2




- ROH World: Jay Briscoe def. Michael Elgin ©

Excelente combate, se calhar o melhor de sempre do Jay Briscoe a solo. A quantidade de vezes no show em que os comentadores frisaram o facto de o Briscoe não ser derrotado em singles de modo tradicional há dois anos foi enorme, mas hypou o combate.

Foi uma contenda bastante física, com o Elgin a ser claramente o favorito do público, que ficou maluco quando ele prendeu um Sharpshooter. O melhor spot da noite deverá ir para o Jay Driller em cima da mesa com facilidade, o campeão fez a kick-out. No final: Buckle Bomb do Elgin e quando ia para a Elgin Bomb o Jay contra-atacou. Novo Jay Driller, novo campeão.

Perder o título na cidade natal é crime. Infelizmente o público reagiu bem.

- Rating: ****



- ROH World Tag Team: reDRagon © def. The Young Bucks

1ª fall: ação rápida logo a abrir, com a maioria do combate disputado no ringside. Por duas vezes vimos o O’Reilly a usar um stick de hóquei e foi graças a ele que conseguiram aplicar o Chasing The Dragon. 1-0.

2ª fall: não abrandaram o ritmo e tivemos mais uns 5 minutos ou 6 de acção rápida, com double team constante e mais high-flying dos Bucks. Lá fora dois double Superkicks, levaram o Fish para o ringue e uma nova double team: Superkick + Package Piledriver acabou a fall. 1-1.

3ª fall: bem mais lenta, mais técnica mas igualmente espectacular. O final foi cinco estrelas, com o ref no chão e os reDRagon a contra-atacar o More Bang For Your Buck. O Fish atirou o Matt para uma mesa (que não partiu) enquanto o O’Reilly prendeu o ARMageddon no Nick. 2-1.

Honestamente… não sei se não terá sido o melhor combate da noite e também o melhor da ROH este ano.

- Rating: ****1/2

»» Após o combate o Ciampa ataca os Bucks e desmonta o ringue para aplicar um Neckbreaker ao Matt na madeira. Foi um bocado anti-climático tbh.

- Prestação da noite: Jay Briscoe. Por ter tido o melhor combate da sua vida como singles wrestler.

- Melhor momento da noite: Jay Driller em cima da mesa e consequente kick-out de Elgin.

- Rating Final: 8/10.

Dos melhores shows da ROH este ano. Tirando a má decisão relativamente ao título mundial, foi perfeito.

Tudo dito. Despeço-me com um abraço,
Mauro Salgueiro Delca.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #10 - Verdadeira sub-valorização


Boas, malta da CWO portuguesa. Já há alguns dias que não escrevia. Faço-o hoje novamente aqui no Wrestling Spam, nesta que já é a 10ª edição do meu Wrestling Corner, espaço quase somente dedicado ao wrestling independente.

Esta edição não foge à “quase” regra. Vou-vos falar de alguns nomes da actualidade que nem nunca chegaram às big leagues nem atingiram (até agora) o sucesso enquanto top indy stars. Um nome do passado vai também ser referido no final. Sem mais demoras, passemos ao primeiro:



1. Silas Young: Quem me conhece sabe que ando há mais de um ano a rezar aos quatro cantos: “o Silas merece um push”. Isto falando da ROH. É raro ver outras indies em que o Silas figura. A verdade é que só conheci o Silas Young há mais ou menos dois anos.

O Silas actualmente já tem 33 anos e como tal, não prevejo que vá ter um grande push que o cimente como top star no circuito. Sobrinho de Stan Hansen (possivelmente o melhor gaijin de sempre), Silas assemelha-se ao seu tio no seu excelente brawling apimentado pela excelente presença de ringue que tem. O seu Pee-Gee Waja Press é um finisher que apela à vista, a sua personagem, sendo bem executada, é das coisas mais “entertaining” que as indies nos podem oferecer e com ela não tenho dúvidas que Silas poderia ter sucesso em qualquer federação que representasse. As suas promos são boas e apesar do seu problema de fala a sua voz percebe-se perfeitamente e as suas expressões faciais ajudam.

Recentemente a ROH pareceu querer apostar em Silas Young, dando-lhe vitórias em feuds com Mark Briscoe e Kevin Steen. Silas teve a sua title shot mas foi derrotado e desde aí não parece ser grande aposta.



2. Biff Busick: De Silas Young passamos para um nome menos conhecido: Biff Busick. Atualmente é campeão da CZW, é certo, mas calha a sê-lo numa altura em que pouca gente se importa com a empresa, também devido ao seu terrível booking. Dá cartas também na WWN, mas somente enquanto midcarder. A Beyond Wrestling acredita em Busick, mas ainda é uma federação em crescimento. Pouca gente conhece Busick. Eu tenho a sorte de ser fã dele.

Busick é um dos tipos mais completos do circuito. Não é muito carismático e as suas promos não são as melhores. Mas no ringue é um general. Sabe o que faz e os adversários sabem que podem confiar nele, quer o combate seja disputado como uma brawl ou num estilo técnico, com mais submissão ou mais stiffness Busick sabe trabalhar. Se a ROH tivesse ainda o Pure championship, Busick seria um nome que gostava de ver com o título.

Por fim, apesar de pessoalmente ter esta opinião, bem que compreendo quem não a tenha, por preferir ser entretido não só com bom in-ring wrestling, mas com boas builds, que Busick talvez não seja capaz de dar da melhor forma.




3. Ethan Page: Honestamente não consigo perceber o porquê de a ROH só usar este tipo como jobber. A sua alcunha é “All Ego” e ele consegue justificar a alcunha a cada promo que faz. Na AIW e na AAW é onde tem tido mais sucesso. Na AAW teve um reinado longo com Michael Elgin enquanto campeões de tag team. Na AIW é a solo que se destaca e beneficia de algum tempo de microfone, que usa cativando o público. Numa delas, após vencer o título da AIW, Page referiu o seu try-out com a WWE, onde não ficou segundo ele por “ser demasiado jovem” e pouco depois disse as seguintes palavras: “Now… Jesus wears a chain with Ethan Page on his cross!”. Haverá algo mais egocêntrico que isto?

Falando no seu trabalho no ringue, é um bom all-rounder que consegue juntar o estilo técnico com algum powerhousing se necessário. Não tendo um mau visual, a única razão para não ter tido grande sucesso até agora é a sua juventude. Não me admiro se chegar à WWE daqui a dois ou três anos.



4. Anthony Nese: Lembram-se dele na TNA? É. Esteve lá pouco tempo sem grande buzz à sua volta na X Division. Desde esse tempo evoluiu bastante e era um dos tipos que mais gostava de ver na PWG até desaparecer dos cards recentes sabe-se lá porquê.

Para um tipo com o seu físico é surpreendente vê-lo a voar como faz regularmente. Fora o high-flying, o powerhousing é o seu estilo de eleição, apesar de conseguir fazer um chain wrestling decente se assim o combate pedir.

Sabe incentivar um público a participar num combate, porém o carisma e as mic skills não são o seu forte. Em contrapartida tem um look excelente, lembrando o Spartacus. Aí há uns meses num show no México foi de cavalo e de espada para o ringue. É, não sou só eu que o acho parecido.

Não digo que o veria como uma top star na ROH, na PWG ou na TNA, mas actualmente voltar à X Division era uma lufada de ar fresco na divisão.



5. Trent Acid: A tal menção ao passado que eu prometi. Para mim este é o wrestler mais underrated da sua geração, quiçá de sempre. Porém, compreendo a não-aposta nele da parte de qualquer booker de qualquer federação. O seu fim trágico era de prever. A 18 de Junho de 2010 Trent foi encontrado morto pela sua mãe. A causa: overdose.

Problemas com drogas de lado, Trent Acid era um excelente worker. Technical wrestling e high-flying eram os estilos em que trabalhava. Extremamente seguro no ringue, Nick Mondo elege Trent como o seu worker preferido.

Falando de entertainment skills, Trent era excelente a cativar um público e a fazê-los acreditar na sua personagem cocky.

Segundo consta, Acid teve uma proposta da WWE em 2005, mas terá recusado por não se querer comprometer só com uma promoção. Ficou assim nas indies onde alcançou algum sucesso como tag team juntamente com Johnny Kashmere, mais notoriamente na ROH e CZW. Como singles wrestling nunca foi grande aposta. Quem sabe onde poderia chegar se não fossem os seus demónios.

Daqui é tudo, tendo somente uma questão:

Haverá alguém que colocassem nesta lista?

Sem mais me despeço com um abraço,
Mauro Salgueiro Delca.

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