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domingo, 7 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #9 - ROH e o seu booking questionável


Boas, amigos da CWO portuguesa. Uma vez mais cá vos escrevo através do Wrestling Spam no meu Wrestling Corner neste que já é o meu nono artigo. Este, para não fugir muito ao normal aborda mais uma temática do wrestling independente. Neste caso o booking da ROH. Há que salientar que este nono artigo era suposto ser a review da 2ª parte do dvd dos reDRagon, mas acredito que tenha tempo para isso depois. Honestamente ainda nem vi essa dita 2ª parte, nem vocês têm grande interesse nisso, o que acaba por ser normal.

Bom, passo a explicar mais claramente o tema em si: eu não tenho desgostado do booking da ROH na sua maioria nos últimos tempos, mas há coisas que não me têm agradado. O booking dos Decade esteve péssimo, até trazerem o Adam Pearce, que fez um show… agora novamente está mau. Mas nem é disso que venho falar. Venho-vos falar sim do péssimo booking a longo prazo do reinado do Michael Elgin e, inevitavelmente do título mundial da ROH.

Podendo ser isto um spoiler: no All Star Extravaganza VI (6 de Set.) Jay Briscoe derrotou Michael Elgin para se sagrar campeão pela segunda vez.



Como é que isto é mau?
É mau. É péssimo. Até aqui o único wrestler que tinha sido campeão da ROH por duas vezes chamava-se Austin Aries. Um tipo carismático, um tipo com uma qualidade in-ring bem acima da média. Um tipo que interpretava a sua personagem arrogante bastante bem e ser o único wrestler a ser por duas vezes campeão da ROH dava-lhe mais pano para mangas.
Agora temos também Jay Briscoe nesse patamar. Alguém que quer em termos carismáticos, quer em termos de workrate não é excelente e apenas de destaca pela longevidade na companhia. Para mais, nunca será alguém capaz de levar a empresa para o próximo nível. É um tipo que não consegue fazer uma promo PG, é um tipo com uma mentalidade homofóbica e por isso uma empresa que se diga aceitável a nível familiar não o pode ter a campeão. Como tag team wrestler não nego que seja bom, mas como singles… esta run no main event para o Jay já chegava.

Posto isto, passamos então a concentrar-nos em Elgin e no porquê de o seu booking enquanto campeão ter sido péssimo.



1. Pouco material para promos: É inegável que Michael Elgin não é cinco estrelas no que toca a mic work, mas também é inegável que Michael Elgin tem melhorado consideravelmente nesse aspeto. Na minha opinião, numa empresa como a ROH, apesar de o foco ser claramente o ring work, faz sempre todo o sentido ter o campeão a dar uma palavrinha de vez em quando. Seja sobre o challenger, seja sobre o reinado, seja sobre o que for. Agora podemos ir ao youtube e ver que Elgin, durante 76 dias não fez mais do que três ou quatro promos em vídeo e todas elas pareceram palha. Tratavam-se apenas antevisões de combates. A ROH desde que o Elgin ganhou o título parou de explorar a sua relação com a MsChif, que daria material para apimentar ainda mais a feud com Adam Cole, que por sua vez passou a ser só mais um ex-campeão que queria o título porque era merecedor de tal na sua mente. Já vimos isto muita vez.



2. Pouco motivo de interesse: A rivalidade com Adam Cole acabou de forma abrupta no Field Of Honor quando Cole sofreu o pinfall no fatal 4-way. Idealmente, no meu Álvaro de Campos de booking, seria Jay Briscoe a sofrer o pinfall para concentrar-se com o seu irmão numa tag feud com os Decade. Não era novo, mas com uma certa violência seria um ponto de interesse. Infelizmente não foi assim, tivemos um fim de rivalidade anti-climático e Elgin partiu depois para três ou quatro defesas sem grande sentido. A ROH abusa nos “winner gets a title shot” matches. Preferia que o Silas Young e o Cedric Alexander não tivessem tido a dita title shot por esse meio e que fossem construídos por uns meses/anos até serem credíveis. O Ciampa já tinha tido title shot, como tal esta dois meses depois não fez sentido e o Kyle O’Reilly, enquanto tag team champion… ninguém realmente quis saber da sua title shot. Trataram-se de quatro title matches que tudo tinham de previsível e apesar do bom wrestling que apresentaram não tiveram interesse algum.
Penso que no All Star Extravaganza também todos esperávamos ver o Elgin a sair como campeão. As shots repetitivas do Briscoe não fizeram sentido e o que temos agora é um campeão que teve 5 ou 6 desforras só porque sim até conseguir o título. Isso é que é dar prestígio aos combates…



3. Envolvimento com os War Machine: Não nego. Eu gostei disto quando começou e seria excelente se o reinado do Elgin fosse longo. Bem que via com agrado uma feud entre Elgin e Decade, com possivelmente o Jacobs a contender, sendo os War Machine os sidekicks do Elgin para dar igualdade numérica (sem contar o Page, o Thomas e o Pearce, claro). Seria refrescante e seria sem dúvida a melhor coisa a fazer-se. Porém, nem o reinado do Elgin foi longo, nem os Decade estão a ser alvos de push.
Como tal, o que aconteceu no fundo foi os War Machine a juntarem-se a Elgin não para o ajudar, mas para combater os Kingdom… só porque sim. Enquanto uma parceria com o Elgin por uma possível admiração pelo seu trabalho era interessante (se o reinado fosse longo, lá está), assim foi algo que não fez muito sentido e este reinado curto vem enfraquecer não só o Elgin, como os War Machine, porque maior parte do reinado do Elgin meteu War Machine do seu lado. Acho que me faço entender.



4. Title win com significado… mas que se lixe: Foi enorme o fecho do Best In The World. 1º PPV da ROH, 1ª title win do Elgin, combate fenomenal, momento pessoal com a interferência da MsChif… o Michael Elgin até chorou no fim do combate enquanto o público por sua vez ia ao rubro. E não havia ninguém que merecia mais aquele título que ele.
Conseguir um acordo em PPV foi algo enorme para a ROH, nem duvido. Sem dúvida que chamou novos fãs para a companhia, mas 76 dias depois, todo o significado que teve a vitória de Elgin desvaneceu. Porque uma vitória destas merece um reinado longo e porque Michael Elgin merecia ter sido bookado com um reinado longo. Não o foi e, a longo prazo, o que para mim tinha sido o melhor momento de wrestling em 2014 após a vitória do Bryan na Wrestlemania acabou por perder a magia que teve.

Bom, penso que está tudo dito da minha parte. É nestas alturas que ainda consigo ser um bocado mark, admito.

Abraço,

Mauro Salgueiro Delca.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #8 - Enter The reDRagon DVD Review - 1ª Parte


Boas, caros amigos da CWO nacional. Hoje apresento-vos o meu 8º texto aqui para o Wrestling Spam. Novamente se trata de uma review, sendo que desta vez a obra em questão é o Enter The reDRagon, DVD que compila os melhores momentos, sendo combates ou promos, dos reDRagon na ROH. Contudo, o DVD divide-se em dois discos, sendo que hoje só vou apresentar-vos o primeiro. O segundo fica para uma futura edição. Possivelmente a próxima.

Para quem não conhece esta equipa, vou fazer uma breve introdução: os reDRagon são ainda relativamente recentes. Foram formados no final de 2012 com o objectivo de acabar com os American Wolves. Logicamente desde aí foram tomados como heels.

São, na minha opinião, uma das três melhores equipas do mundo, contando com dois wrestlers que primam pela técnica, sendo que Kyle O’Reilly é um dos melhores pure workers do mundo, a verdade é que Bobby Fish também é óptimo no aspecto técnico do wrestling e consegue complementar a sua habilidade com excelentes mic skills.
Posto isto, vamos passar ao conteúdo.



Chapter 1: Enter The Dragons

- Claudio Castagnoli def. Bobby Fish (Reborn Again – 11/05/07)

Bom, mas fico com a certeza de que hoje teríamos uma contenda muito superior com os mesmos protagonistas. O Bobby mudou muito desde esta altura a nível de wrestling (fisicamente também) e honestamente prefiro esta versão, sendo que em 2007 Fish era mais all-rounding, não se destacava em nada e era só mais um nas indies, sem que tivesse um carisma ou technical skills que o destacassem. Double C ganhou com um Gutwrench Powerbomb depois de Fish falhar um Moonsault.

- Rating: ***

- Austin Aries def. Kyle O’Reilly (Fade To Black – 10/09/10)

Bom, já aqui o O’Reilly era um excelente kicker e já aqui conseguia obter boas reacções à conta disso. O Aries era como um deus na ROH e este confronto foi o típico main eventer estabelecido vs rookie determinado. O que se viu foi bom technical wrestling, com a vitória logicamente a ir para o Double A com o Last Chancery. Mas no geral o O’Reilly impressionou.
Ainda assim tenho de referir… as expressões faciais do Kyle eram péssimas na altura.

- Rating: ***1/2

Chapter 2: Creating The Dragon

»» Formação dos reDRagon (ROH TV – 01/12/12)

Excelente esta formação. O background é simples: Fish era parceiro de Eddie Edwards no Japão e O’Reilly foi treinado por Davey Richards e ambos partilhavam casa IRL.

O que se passou no angle de formação foi excelente e bem “believable”. O Kyle acusou o Davey de ser um entrave na sua carreira, ao que o Davey respondeu, tendo dito que foi mais que um irmão para ele. Os dois acabaram por se abraçar até o O’Reilly atacar o Davey.

No fim o Davey já tinha algum controlo mas o Fish atacou-o. Assim se formou uma das melhores equipas da actualidade.



- American Wolves def. reDRagon (Final Battle – 11/12/12)

Vou ser honesto: este foi o 1º iPPV indy que vi e este foi o 1º combate da ROH que me marcou. Foi algo excelente cheio de stiffness e enquanto os reDRagon tinham algo a provar, os Wolves queriam dar-lhes um “enxerto de porrada”.

O combate começou com um angle: os reDRagon interromperam o Mike Mondo, que estava lesionado, o Davey tentou salvá-lo mas sofreu com o number’s game até chegar o Eddie.

Não foi um combate que durasse muito, mas enquanto durou foi excelente. Os primeiros 3, 4 minutos foram mais lentos, mas depois as duas equipas tiveram um all-out match, bastante fast-paced com muito striking.

O final foi excelente e resume bem a intensidade do combate: Eddie tentava a Achilles Lock em Kyle, enquanto isso Davey no apron dá um Punt em Fish e sobe ao canto para uma Double Foot Stomp que finalmente deixou Eddie prender a submissão. Quando a prendeu, complementou-a com stomps bem stiffs na cabeça de O’Reilly. O árbitro parou o combate.

- Rating: ****1/4

- #1 Cont. Gauntlet: reDRagon def. A. Wolves, Bravado Bros e S.C.U.M. (ROH TV – 02/02/13)

1. Wolves eliminam Bravados: fall não muito longa, a durar cerca de 5 minutos, mas de boa qualidade técnica. Não foi espanto os Wolves terem ganho. Fizeram-no com um Modified Ankle Lock do Davey.

2. Wolves eliminam S.C.U.M.: fall ainda mais rápida, sem grande acção que sobressaia. Eddie Edwards derrotou Corino com um pin rápido. Os S.C.U.M. atacaram os Wolves depois da fall.

3. reDRagon def. Wolves: a fall mais entretida, claro está. Muito bom wrestling foi mostrado nestes 6 minutos. Destaco os multiple kicks no canto do Davey ao Kyle. No fim os reDRagon venciam pela 1ª vez enquanto equipa com o Chasing The Dragon em Eddie.

- Rating: ***1/2

Chapter 3: Winning Gold

- ROH World Tag Team: reDRagon def. Briscoe Brothers © (Anniversary Show – 02/03/13)

Boa contenda para coroar os reDRagon, ainda que nesta altura a reacção à equipa não fosse muita, o público depressa se acostumou. Tratou-se de um combate técnico como seria de esperar, com alguns cheap tricks dos contenders, algo que agora é bem menos usual. No fim, os reDRagon roubaram o Doomsday Device aos Briscoes e terminaram com o Chasing The Dragon. Sem ser um clássico, foi sólido.

- Rating: ***1/2



»» Chasing The Dragon (Youtube – 05/03/13)

Promo uns dias a seguir de vencerem o título. A ideia da promo em si foi genial com o céu a servir de “ecrã gigante” com os momentos chave da noite anterior.

- ROH World Tag Team: reDRagon © def. American Wolves (Supercard Of Honor – 05/04/13)

Um combate ainda melhor que o do Final Battle. Aqui já víamos o público mais receptivos aos reDRagon e os Wolves fizeram um trabalho soberbo em consolidá-los como uma tag de presente.

Mais longo que o anterior e mais hard-hitting no geral. Desde cedo que o combate foi all-out com qualquer das duas equipas a tornarem a acção e a vontade de vencer completamente believable. Muita stiffness e roubos de moves (Alarm Clock pelos reDRagon e Chasing The Dragon pelos Wolves) adicionaram ainda mais heat à rivalidade. No fim os reDRagon venceram com um high kick de Fish seguido por um Roll Up de O’Reilly. Esta atitude de sneaky team foi uma boa aposta.

- Rating: ****1/2

- ROH World Tag Team: reDRagon © def. Briscoe Bros. (Dragon’s Reign – 11/05/13)

O rematch voltou a não ser mau, mas longe de ser memorável. Eu honestamente não consigo achar excelente nada que os Briscoes façam sem ter uma estipulação. Acho-os muito limitados no seu estilo.

Falando do combate em particular… foi uma contenda que nem técnica nem brawl muito física, não me fica na memória sendo esta a 1ª vez que a vejo. Valeu sim pelo final em que os reDRagon venceram após distracção e novo pontapé desde o ringside, seguido desta vez por um Roundhouse de Fish. Uma vez mais os reDRagon passavam por sneaky bastards.

- Rating: ***1/2



»» Bobby calls out Davey (Youtube – 07/07/13)

Outra promo boa do Fish, o tipo a que hoje chamo o mais entertaining das indies ao microfone. Bom, Fish e Richards tinham um combate no dia 12 de Julho e esta foi uma típica promo de hype, com o Fish a referir até a história de Jesse James, por estarem no Oeste.

»» Bobby Protects Our Children, Democracy, and Pro Wrestling From Davey Richards (Youtube - 10/07/13)

Outra promo engraçada. Uma vez mais a dar hype ao combate, desta vez enquando usava uma t-shirt que era mockery ao Edwards. Bom, basicamente a mensagem foi básica, com o conteúdo a ser magnífico, fazendo quase crer que o que se passaria seria uma guerra e não um combate.



- Bobby Fish def. Davey Richards (Reclamation Night 1 – 12/07/13)

Honestamente, apenas passou um ano, mas a verdade é que actualmente é muito raro vermos um combate tão bom como este na ROH.

O MMA style de ambos proporcionou um combate quase híbrido de MMA com wrestling, com shoot kicks, high kicks e submissões a ocuparem uma parte considerável do combate, que foi bastante bem construído, com a parte do meio do combate a ser a menos fast-paced. Ainda assim essa parte terminou com um momento que pôs os fãs a gritar “holy shit!”, um Suplex do Fish no apron.

No final, o Bobby venceu, uma vez mais reforçando a “sneakiness” dos reDRagon, com o Kyle a ajudar, prendendo a perna do Davey para o Fish finalizar com um Roundhouse este combate extraordinário.

- Rating: ****1/2


Bom, aqui termina o primeiro disco deste DVD. Sei bem que possivelmente escrevi “para o boneco”. Com isto digo que provavelmente nenhum de vocês viu a maior parte (talvez até todos) destes combates, mas sendo os reDRagon a minha tag team de eleição decidi fazer esta review.

Já com a 1ª parte vista, não me posso dizer insatisfeito e com um disco de adiantamento recomendo-vos isto.

Abraço,

Mauro Salgueiro Delca.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Moore's Wrestling Corner #7 - O ano de Ricochet


Boas, amigos da CWO. Novamente vos escrevo através do Wrestling Spam no meu Moore’s Wrestling Corner, que, com esta chega à sua 7ª edição.

Uma vez mais o grande foco do artigo voltará a ser o wrestling independente, sendo que pela primeira vez vou analisar um wrestler em particular: Ricochet, dedicando a totalidade das minhas linhas ao seu trabalho.



Mas quem é Ricochet? Ricochet, de seu nome Trevor Mann é um wrestler independente, que desde sempre se tem destacado sobretudo como high-flyer e com desde sempre quero dizer… desde os seus 14 anos de idade na modesta Chaos Pro Wrestling que, sem ter feito pesquisa presumo que já tenha fechado portas por esta altura. Deste então o percurso de Ricochet passou por promoções como a IWA-Mid South, a Chikara (onde teve o seu primeiro sucesso considerável, enquanto Helios), a PWG ou a Dragon Gate, contando também com a sua filial americana, não esquecendo também a NJPW.

Ricochet como Helios na Chikara

Bom… e se há um, dois anos atrás poderia ser desculpável um assumido fã de wrestling independente não conhecer Ricochet, hoje isso é até quase impossível. E se há tão pouco tempo assim Ricochet era apenas um dos muitos talentos escondidos pelas indies, este ano explodiu de forma quase súbita. Assim podemos afirmar e com razão: 2014 é o ano de Ricochet.

O porquê de eu dizer isto é bastante simples: no mundo do wrestling independente não houve até agora um único wrestler tão condecorado como Ricochet este ano, apesar dos Juicy Product (JT Dunn e David Starr) serem campeões de equipas de quatro independentes (CZW, FIP, NYWC e WSU). Quer nos EUA, quer no Japão, Ricochet já é um nome a ter bastante em conta e lembrando que o rapaz tem apenas 25 anos não me surpreende muito que chegue à atenção do público mais mainstream em breve, seja por que meio for.

Apesar de ter dito isto, convém frisar que no final de 2013 Ricochet fez um try-out na WWE, onde impressionou, apesar de não ter sido aceite pela equipa creativa por já haver no NXT muitos wrestlers do seu tamanho. Segundo consta, Jamie Noble era um forte defensor de Ricochet dentro da ‘big E’.

Mas antes de qualquer interesse da WWE em Ricochet, este já tinha sido tentado pela TNA e apenas uns meses antes, sendo que este recusou a oferta da TNA, por considerar que continuando nas indies faria mais dinheiro.

Ricochet, o primeiro gaijin a vencer o título principal da Dragon Gate

Em 2014, o primeiro grande sucesso de Ricochet teve lugar a 2 de Março, data em que venceu o Open The Dream Gate Championship, ao serviço da Dragon Gate, derrotando o seu parceiro de equipa Masato Yoshino. Um mês depois, na WNN tornou-se o campeão do Open The Freedom Gate Championship, título maior da DG-USA, terminando o reinado de 873 dias de Gargano. Assim sendo, Ricochet era o primeiro wrestler a ter em sua posse simultaneamente os títulos principais da Dragon Gate e da sua filial americana.

Ricochet tornou-se o 4º gaijin a conquistar o BOSJ (após Benoit, Eddie e Devitt)

Na New Japan Pro Wrestling, após uma participação no Best Of The Super Junior tournament de 2013 sem sucesso, Ricochet voltou para a edição de 2014 onde triunfou, numa vitória que para o público japonês foi certamente uma surpresa. Com a vitória Ricochet ganhou o direito a uma title shot que aconteceu no Dominion, num combate impressionante frente a Kota Ibushi. Ricochet foi derrotado, mas uma vez mais mostrou o que sabe.

Finalmente, há apenas uns dias a PWG realizou o seu maior evento do ano, o Battle Of Los Angeles, que tem uma preview da minha autoria aqui no Wrestling Spam. Porém, a minha previsão não acertou a 100%, uma vez que apesar de ter considerado Ricochet para vencedor do torneio, não o inclui no meu lote de favoritos. A verdade é que no fim, foi mesmo ele a levar o troféu, derrotando Johnny Gargano e Roderick Strong no final.

Ricochet sucede a O'Reilly como vencedor da Battle Of Los Angeles

Como habitual, o vencedor da BOLA deverá ganhar uma title shot. Não deverá ser no próximo evento, uma vez que Roderick Strong tem um combate pelo título já marcado, mas pode ser naquele logo de seguida. Honestamente, não vejo Ricochet a conquistar o título, uma vez que espero ver o Kyle O’Reilly a ter um reinado longo recheado de clássicos. Mas… nunca se sabe e vencer o título da PWG seria a confirmação de um ano excelente para Ricochet.

A minha opinião pessoal: alguns poderão saber que, honestamente, não sou o maior fã do Ricochet. E a cada feito que consegue menos compreendo todas as apostas nele. Com isto não quer dizer que não goste dele, porque gosto… para dar uns saltos, impressionar o público etc. e para mim era um opener em qualquer companhia do mundo, mas não consigo ver um main eventer nele para qualquer empresa de tamanho já considerável.

Concluído o meu artigo me despeço com um abraço,

Mauro Salgueiro Delca.

sábado, 30 de agosto de 2014

Moore's Wrestling Corner #6 - Entrevista com Nick Mondo



Boas, amigos da CWO nacional. Daqui vos escreve uma vez mais o vosso amigo Moore, em mais uma edição do Moore’s Wrestling Corner, sendo esta uma edição… “especial”.

Ora, suponho que todos conheçam a Combat Zone Wrestling (CZW) e suponho que tenham a ideia de que a CZW é uma fed essencialmente hardcore, quase a roçar o insano. Hoje em dia isso já não se aplica, mas é verdade que nos tempos de John Zandig assim era. É desses tempos que eu vos farei lembrar com esta entrevista. Nick Mondo foi o meu entrevistado.

- 'Sick' Nick Mondo, de seu nome Matthew Burns foi um pro wrestler norte-americano conhecido especialmente pelo seu percurso na CZW enquanto deathmatch wrestler. Arame farpado, light tubes e um corta relva manual fazem parte da lista de objetos com os quais Nick Mondo contactou bem de perto (talvez de mais).

- É verdade que a sua carreira foi curta, mas o legado que deixou foi enorme. Um documentário, de nome Unscarred foi feito acerca da sua carreira e vida antes do wrestling. Atualmente, Nick Mondo é realizador de cinema e diz-se feliz por fazer o que gosta. Nós lembramo-nos dele como um dos mais sonantes nomes do deathmatch wrestling e como, talvez, o nome que catapultou a CZW para a popularidade de que hoje dispõe.

Há ainda a referir que esta entrevista foi conduzida por mim no final de Dezembro de 2013, via facebook. É também possível que alguns já a tenham visto, quer no velho PWT, no FPW ou no Wrestling Notícias.



Mauro: Bom, primeiro que tudo, tenho que agradecer a tua disponibilidade para concederes esta entrevista. A altura não podia vir mais em jeito, sendo que no passado dia 14 fizeste o teu regresso ao Cage of Death.

Nick: Não tens de agradecer, o gosto é meu em dar a conhecer um pouco sobre a minha pessoa. E é verdade sim, regressei no Cage of Death mas, tenho a dizer, apesar de sentir falta dos ringues, apenas voltei por uma noite e foi pelo Rory (Rory Mondo retirou-se no Cage of Death).

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 1. Ora, para começar, há uma pergunta obrigatória: lembras-te de quando começaste a sentir aquela paixão pelo wrestling que te fez querer seguir uma carreira neste negócio? Quando aconteceu isso?

Nick: Lembro-me sim, tinha 15 anos (1995/96) e um amigo meu levou-me a um show da velhinha ECW. Na altura não fazia ideia porque é que ele queria levar uma tampa de um barril, uma assadeira ou qualquer outro item doméstico para um evento de wrestling. Isto até entrar no show e ver como os wrestlers lutavam pelo meio do público e usavam todo o tipo de objectos que nós, fãs, trazíamos de casa. O realismo da ECW, bem como aquela atitude de durão “renegade”, bem como a qualidade do wrestling proporcionado no geral foram factores que me despertaram interesse para o pro wrestling na altura. Antes desse show, conhecia a WWF mas não tinha qualquer interesse naquilo.

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2. Nessa altura, em que eras apenas um fã, quais eram os teus ídolos na indústria, se podemos dizer, aqueles pelos quais tu eras um “mark”?

Nick: Na ECW eu gostava mesmo do Tommy Dreamer e dos Pitbulls (#1 e #2)… mas depois, com olhar mais atento, reparei no Sabu, tudo mudou aí. Estava espantado, hipnotizado pelo Sabu. Depois vi o Hayabusa. Esses dois apresentavam um estilo fantástico que eu depois quis aprender e pôr em prática por mim próprio.

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 3. No teu documentário (Unscarred), dizes que costumavas praticar backyard wrestling, com os teus amigos, chamando-lhe “Ninja Battles”. Vídeos das mesmas são também mostradas no documentário. Num geral, pensas que o que fazias no teu quintal te ajudou a tornares-te num pro wrestler, de alguma forma?

Nick: Não, não mesmo. Naquela altura eu acho que nem queria verdadeiramente ser wrestler. Acho que só me queria divertir e passar o tempo com o pessoal. Talvez até tenha sido o contrário e o backyard wrestling me tenha prejudicado. Quando treinas para ser wrestler, se estiveres acostumado a lutar no teu quintal, há muitos hábitos que tens de esquecer.
O BYW é divertido, sim, mas quem quer ser pro wrestler deve estudar a anatomia e o movimento do corpo humano. Eu diria: artes marciais, treino com pesos, cardio e até ballet (o Lucky tHURTeen por exemplo estudou dança). Porque se souberes controlar o teu corpo vais claramente parecer melhor no ringue. E quando achares que é tempo… junta-te a uma escola de wrestling.

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 4. Ainda no campo do backyard wrestling, temos vários exemplos de pro wrestlers, agora famosos, que começaram, justamente nos seus terrenos (CM Punk, The Hardy Boyz…). Esses tiveram sucesso, ainda assim, lutar sem supervisão de alguém competente no assunto é um risco e pode causar sérias lesões (ou pior). Há algum… conselho que queiras dar quanto a isso?

Nick: Como eu digo, o BYW é simplesmente para te divertires, mas quando toca a grandes riscos, acredita, não vale a pena e vais-te ressentir desses riscos um dia. Quando eu estava na fase final das tais “Ninja Battles”, eu estava cada vez mais a aumentar o grau dos riscos que tomava. Estupidez, eu sei. Tanto que eu nem queria mostrar a “footage” ao público. Percebo a adrenalina que sentes ao tentar mostrar o que consegues fazer aos teus amigos, mas ninguém no negócio do wrestling leva o backyard wrestling a sério. Estou a ser sincero: ninguém! E aconselho quem queira treinar para ser wrestler a nunca mostrar a sua “footage” de backyard wrestling. Não mostrem isso a promotores ou a treinadores. Não é nada mais do que uma boa forma de perderem respeito na indústria e de até serem vítimas de um shoot beating num ringue. Acreditem, já vi isso acontecer.

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 5. Ainda no Unscarred, disseste que foi um erro ter começado a competir em ‘ultraviolent matches’. Ainda assim, foi esse tipo de wrestling que te tornou numa lenda, por outro lado, encurtaram-te a carreira. Num geral, pensas que se não tivesses optado por participar nesse tipo de combates terias tido uma carreira com mais brilho?

Nick: Os meus planos iniciais eram para ter uma carreira curta, de apenas 2 ou 3 anos. Portanto não, não posso dizer que os deathmatches me tenham encurtado a carreira. Eu era um mark na altura e achava que assim que terminasse o meu treino ia directamente para a ECW. Infelizmente nunca lá trabalhei até porque a promoção, como sabemos, faliu quando eu comecei a ter alguma importância no mundo do wrestling.
É um erro construíres o teu nome enquanto wrestler violento se não queres continuar nesse tipo de wrestling, mas chegou ao ponto em que eu estava farto de ter de parar por lesões, porém, eu continuava a receber bookings em deathmatches, era o que os fãs queriam. Mas num geral sim, a minha carreira não foi encurtada. O meu plano sempre foi ter uma carreira de apenas alguns anos, divertir-me no cenário indy (se considerarmos a ECW uma indy) e depois sair do wrestling. Hoje sou um tipo saudável e se quisesse voltar ao wrestling voltava. Mas não é essa a minha vontade.

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6. Uma questão simples e fundamental: achas que era viável sacrificares o teu corpo em ultraviolent matches pelo dinheiro que ganhavas?

Nick: Pelo dinheiro? Claro que não. Eu não cheguei a receber 300$ (dólares) pelos três combates que fiz no Tournament Of Death II. Para mim nunca foi pelo dinheiro, nem acho correto aleijares-te pelo dinheiro, eu fazia-o pelo divertimento e pela adrenalina, e foi quando deixou de ter piada que eu saí… quer dizer, não deixou de ter piada, não deixou de ser divertido, o wrestling é sempre divertido mas quando os problemas que causa começam a ser mais que os aspectos positivos, aí é tempo de sair do negócio. Foi o meu caso. Muito sacrifício para pouco ganho e não falo só de dentro do ringue, fora também. Personalidades da treta com que tens que lidar, muito tempo de viagem, problemas financeiros… todos os wrestlers nas indies sabem do que falo.

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7. Falando da tua estreia num ringue, foi em 1999. Estavas, de alguma forma nervoso, o que sentias antes de entrar no ringue?

Nick: Nervos, sem dúvida claro. Para ser sincero, sempre tive um certo nervosismo antes de passar pela cortina a caminho do ringue. Participei em cerca de 150 ou 200 combates e desde o primeiro ao último senti sempre o mesmo. Até mesmo no dia 14 quando regressei para o final do Cage of Death. Mas ao longo da minha vida aprendi que a coragem não é a ausência de medo, é sim a habilidade de o enfrentar.

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 8. Um combate que certamente te lembras e que esta entrevista sem ele não era a mesma coisa. Falo de um No-Rope Barbed Wire Match em 2001: Nick Mondo vs. Nick Gage. O combate era ao ar livre e chovia a potes, não estavam de forma alguma reunidas as condições para a prática de wrestling. Como te sentias ao ir para aquele combate com o ringue e todos os objectos encharcados?

Nick: Não minto, estava lixado. A meteorologia dava mau tempo para esse dia mas o Zandig insistiu em não cancelar o show. A chuva começou mesmo antes do meu combate e afetou a forma da colocação do arame farpado. Resultado: as cordas de arame estavam fracas e partiram à primeira oportunidade. O Gage e eu tivemos de cancelar uma série de spots que havíamos planeado antes. Lembro-me bem: antes do combate o Gage olha para mim e diz-me: “eu já nem quero fazer isto…”, eu pensava o mesmo. Ainda assim o combate acabou por ser memorável. Não foi o planeado mas tanto eu como o Nick estávamos contentes com o resultado final.

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9. Possivelmente o momento de que nos lembramos logo quanto o teu nome é falado: aquele spot com o corta-relva no ToD I. No Unscarred classificas esse momento como o mais doloroso que enfrentaste enquanto wrestler. Esse spot ainda te dá arrepios?

Nick: Só o som de um corta relva a ligar chega para me arrepiar. Há que lembrar que eu estava coberto de sal antes de o Wifebeater usar o corta relva. Depois do pinfall lembro-me de o sal me estar a queimar os cortes todos que tinha, era impossível de aguentar a dor, lembro-me de serrar os dentes e de o Rob Hartog (árbitro do combate) me ter perguntado: “dói?”. E eu só conseguia abanar a cabeça como que a dizer que sim.

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10. Tournament of Death II: os últimos três combates da tua carreira (tirando o regresso no Cage of Death XV) aconteceram nesse dia e no segundo tiveste um bump inacreditável contra o Zandig. O que é que sentiste quando caíste de cima de um prédio para cima de mesas e de light tubes, sem esquecer que na realidade aterraste mais no chão, que era gravilha…?

Nick: Estava KO, inconsciente mesmo por breves segundos e quando voltei a acordar não me conseguia mexer e depois percebi que o Zandig estava em cima de mim a pressionar o meu ombro contra vidro partido. Demorou mais ou menos um minuto para a minha visão, audição, movimento e fala voltar ao normal e lembro-me de ter dito ao Zandig: “podes sair de cima de mim?”, o Zandig não é pequeno e estava a aleijar-me. Quando me tentei levantar, aí foi quando eu pensei pela primeira vez que era tempo de acabar a minha carreira. Parecia que tinha partido metade dos meus ossos. Foi um risco estúpido e tenho sorte de não estar numa cadeira de rodas depois disso.

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 11. Porém, fizeste mais um combate, ganhaste o torneio e retiraste-te, deixando para trás um legado na CZW sem nunca teres ganho o título maior da companhia. Sentes-te feliz pelo sucesso que alcançaste?

Nick: Falei sobre isso com o Thumbtack Jack há tempo. Estou feliz com o legado que deixei, porém não consigo sair do mundo do wrestling inteiramente satisfeito. É por isso que muita gente um dia recua na sua palavra e volta a lutar. Mas para mim foi importante sair no topo. Não queria que os fãs dissessem: “epá, lembras-te do Mondo no seu pico de forma?”. Portanto foi muito bom eu ter saído no meu pico de forma, porque assim lembram-se de mim melhor do que eu era na altura. Se sinto falta desses tempos? Claro que sim, mas foi bom eu ter saído na melhor forma que atingi. Estou grato por não ter nenhuma lesão maior no meu corpo e pelos fãs se lembrarem de mim ao fim de 10 anos. É muito fixe isso.

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 12. Dia 14 de Dezembro voltaste à CZW ajudando o Lucky a vencer o Cage of Death para a sua equipa no teu regresso de uma só noite. Após o combate, o Rory 'Little' Mondo também se retirou e muitos não acreditavam na sua reforma (incluindo eu) mas o Rory confirmou isso nas redes sociais. Num período breve, achas que ele pode voltar?

Nick: Muita gente regressa após voltar é certo, mas eu surpreendia-me imenso se o Rory voltasse. Ele vai para a universidade trabalhar como professor de wrestling amador e tem outros planos para a sua vida, tal como eu. Por isso, acho que nunca mais o vamos ver no ringue outra vez.

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 13. Ao longo da tua carreira tiveste, logicamente, muitos oponentes. Se podemos por as coisas nestes termos, com quem mais gostaste de trabalhar?

Nick: Se tivesse mesmo de escolher alguém, tenho de dizer: Trent Acid (R.I.P.). Adorávamos trabalhar um com o outro e ele ensinou-me mais do que qualquer outro adversário que eu tive. Nunca lutei contra ninguém tão rápido e ágil como ele e ele tinha um sentido de orientação excelente, era muito bom a controlar um público e sabia como fazer tudo parecer espectacular sem aleijar verdadeiramente um adversário.

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14. Desde que saíste a full time do mundo do wrestling, em 2003, muita coisa mudou na CZW. Quem são os nomes que pensas que irão ter muito sucesso num futuro próximo como parte da empresa?

Nick: A CZW está cheia de talento actualmente, com muitos jovens lutadores que certamente têm capacidade para ter um futuro brilhante, mas sou um enorme fã do Drew Gulak, ele é muito bom e prevejo um grande futuro para o miúdo.

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 15. E não podia acabar esta entrevista sem falar do teu presente enquanto realizador. Até agora tem sido uma experiência positiva? Tens algum projecto a apresentar em breve?

Nick: Finalmente tive algumas boas oportunidades nos últimos três anos na minha carreira enquanto realizador. Trabalhar enquanto realizador é a coisa que mais gosto de fazer na vida e estou excitado em continuar a seguir esta carreira. Presentemente, estou a trabalhar numa longa metragem sobre a Yakuza (máfia japonesa). É até agora o projecto que mais me agradou e estou ansioso por terminá-lo e poder mostrá-lo ao mundo.

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Mauro: Finalmente, tenho de te agradecer novamente pela entrevista e desejar-te boa sorte na tua vida profissional, bem como na tua vida pessoal. Muito obrigado.

Nick: O prazer foi meu e tenho de agradecer o interesse acerca da minha carreira e da minha vida. Obrigado.

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Bom, terminada a entrevista, não posso mentir quando digo que esta foi, até agora, das minhas cinco entrevistas aquela que mais gosto me deu fazer. Tenho ainda de salientar que o Nick pareceu-me ser um tipo espectacular, sempre muito atencioso para com os fãs e chegou até a partilhar no seu facebook pessoal a entrevista. Deixo aqui o link:


Sem mais assunto me despeço com um abraço,

Mauro Salgueiro Delca.

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