WRESTLING SPAM TV

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias is That Damn Good #152 - "WWE, Por Muitos..."

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um “Dias is That Damn Good”, o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

A maior de todas as companhias de Pro Wrestling e aquela cuja popularidade é superior nos “quatro cantos do mundo”, a WWE, é muita vez vista pelos fãs da modalidade com desdém e os seus produtos são, especialmente nestes últimos anos, altamente criticados pela falta de originalidade e contenção de alguma violência inerente ao próprio desporto. Acusam-na, sobretudo, de ter centrado o seu público-alvo nas crianças e, por isso, de trabalhar acima de tudo para elas, o que (dizem) transformou o produto WWE em algo infantil.

Algumas vezes correctas, mas quase sempre erradas ou injustas, as grandes críticas lançadas por estes “WWE Hater’s” esquecem, no entanto, os factores que ajudam a manter a companhia no topo e a impedir que qualquer concorrente apresente um produto ou conteúdo que se aproxime da qualidade daquele que a própria companhia vende.
Ora, no artigo que agora vos apresento, será esse mesmo produto e as razões que o tornam tão especial que irei procurar abordar. Por isso, não percam as próximas linhas…




A Criação de Novas Estrelas:

> Se há algo que difere a WWE das restantes companhias de Pro Wrestling e se revelou extremamente importante e fundamental no seu triunfo como empresa número um do ramo, foi a enorme capacidade que Vince McMahon e as suas equipas sempre apresentaram para criar novos talentos e fazer rejuvenescer os quadros e rosters da sua “criação”. Se olharmos para o passado, percebemos que a WCW (histórica concorrente da WWE nos anos 90) não conseguiu compreender esta situação, não percebendo os mecanismos necessários para substituir os seus wrestlers mais famosos e de maior prestigio por jovens apostas da própria companhia e, com esse erro tremendo, deixou que, em grande parte, este factor catapultasse a WWE para um patamar bem superior ao seu. Saltando para o presente, verificamos que também a TNA (agora a concorrente de maior peso) não compreende este item essencial para o triunfo nesta industria…é que embora possuam wrestlers formados nas fileiras da empresa, acabaram por afastá-los do topo, substituindo-os tal como acontecera na WCW por lutadores mais experientes e conhecidos, mas que no médio-longo prazo não dão quaisquer garantias de sustentabilidade e continuidade ao produto da companhia. Por sua vez, e embora não passe por um período de “vacas gordas”, a WWE continua fiel a si mesma no que respeita à criação de novos valores, apostando de uma forma bastante séria e, muitas vezes até exagerada, nos jovens que tem há sua disposição para substituir os wrestlers/lendas do seu main event. Esta opção acaba por se revelar bastante acertada não só porque garante à companhia que terá lutadores credíveis, conhecidos e capazes de dar a cara à empresa no futuro, mas também, porque impede o desgaste da imagem do seu roster/plantel com a apresentação, regular, de novas “caras” aos seus público e plateia.

A Importância das Storylines/Rivalidades:

> Esta é, de facto, outra questão que demarca a WWE de qualquer outra concorrente. A forma como a companhia trabalha as suas histórias e conflitos intra-wrestlers está, inevitavelmente, a um nível bastante superior ao que as demais apresentam. Apesar de já não ser encarado como antes, existe sempre uma enorme preocupação com o Kayfabe e isso obriga a que a companhia planeie de uma forma coerente e credível todos os paços das suas rivalidades, justificando sempre com enorme rapidez e astucia qualquer imprevisto que se venha a verificar nas mesmas ou simples mudanças/alterações de planos. Para além disso, no que respeita a esta situação, é de referir a inteligência de quem comanda ao planear as histórias e os seus conceitos com muita antecedência, permitindo que aquando da sua aplicação já as ideias tenham atingido um grau de maturidade bastante aceitável nas equipas criativas que vão desenvolver estes mesmos “angulos”. Por último, no que respeita a este ponto, importa realçar a objectividade das storylines apresentadas pela WWE, percebendo-se, sempre ou quase sempre, no final das mesmas qual era o wrestler a ser pushado e qual o wrestler que deveria pushar ou jobbar para o outro. Se a isto juntarmos uma preocupação acrescida com a identificação clara das gimmicks dos lutadores envolvidos, percebemos, claramente, que nesta questão, mais uma vez, a WWE está a léguas da concorrência.

A Conceptualização dos Combates:

> É um facto que a empresa já esteve bastante melhor a este nível, tal como todos aceitarão que, sobretudo, os combates de equipas apresentam sempre o mesmo script enfadonho e que pouco se preocupa em contar os detalhes das rivalidades em curso nesta mesma divisão. Em todo o caso, julgo que também é indesmentível que se quisermos assistir a um match onde exista psicologia de ringue, coerência na aplicação dos movimentos de cada wrestler, sentido na forma como começam, se desenvolvem e terminam os combates e uma leitura clara das rivalidades em pleno “tapete”, só poderemos estar a falar da WWE (isto, não excluindo como é óbvio alguns bons combates que se praticam noutras companhias…agora, aquilo que é realmente bem feito, encontra-se, normalmente, aqui. Até porque os melhores praticantes da modalidade também fazem parte do roster da empresa). Agora, acredito que muito boa gente não concorda com o que acabei de escrever até porque se sentem muito mais atraídos por combates com enormes spots e outras “artimanhas” parecidas…no entanto, sei também que quem acompanha a modalidade há mais tempo e é conhecedor da sua evolução desde os anos 60/70 até à actualidade, concorda com aquilo que digo e prefere combates coerentes, credíveis e que contem uma história (valores que realmente fizeram do Pro Wrestling aquilo que ele é hoje), do que saltos e saltitões.

A Lógica do Pay Per View:

> Outra situação que poucas promotoras de Pro Wrestling conseguiram compreender e assimilar com um grau de assertividade tão elevado foi, precisamente, a lógica de PPV que é impressa na condução da WWE. Olhando mais uma vez para o passado, lembro-me que foi a WCW quem avançou com o modelo actual de PPVs que as companhias colocam à nossa disposição…uma ideia claramente revolucionária para a época e com tudo o que era necessário para vingar (como o comprovou, posteriormente, a WWE). Ora, esta lógica de actividade em função dos PPVs obriga a que os programas semanais e as histórias sejam estruturadas para ter os seus pontos e focos de maior interesse nos PPVs, fazendo com que os fãs comprem esta espécie de episódios especiais onde os grande acontecimentos sucedem. O truque está, então, em ir construindo e desenvolvendo as rivalidades ao longo dos programas, criando situações que entusiasmem os fãs e os deixem com uma enorme vontade e curiosidade de descobrir o que se vai passar em seguida. Esta lógica obriga, ainda, a que os trunfos não sejam gastos nos programas semanais (apenas de uma forma pontual), mas sim nos grandes eventos que a companhia vende.

Conclusões:

> É um facto que a WWE tem vindo a cometer enormes erros e que a qualidade do seu produto decaiu em relação ao início da década e aos anos anteriores à mesma. Contudo, é necessário analisar e avaliar toda a empresa, suas políticas, opções e produtos com grande cuidado e isenção, pois só assim conseguiremos compreender quais os seus grandes trunfos e potencialidades e o porquê de, apesar da quebra na qualidade do seu produto, continuar a apresentar-se como a melhor e maior empresa do ramo. Neste ponto, penso eu, percebemos que a criação de novas estrelas, a importância que dão às rivalidades e storylines, a conceptualização dos combates e a lógica de PPV que imprimem acabam por fazer a diferença e denotam o grau ou nível de superioridade da WWE em relação às suas concorrentes.




Bem, foi mais um “Dias is That Damn Good” que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira =)

Dias is That Damn Good #151 - "Toca a Cascar Neles..."

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Depois de algumas semanas de ausência, onde aproveitei para descansar um pouco da CWO e me mantive seriamente atarefado no trabalho, cá estou, de volta, com mais um dos meus artigos =P

No texto de hoje, aquele que agora vos apresento, vou procurar explorar grande parte das situações que me irritam no Pro Wrestling...especialmente aquelas que se verificam como resultado de opções completamente descabidas e ridículas.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Os PPVs Temáticos da WWE:

> Esta é daquelas questões que mais me "enfurece", sobretudo, porque deturpa por completo tudo aquilo que um espectaculo de wrestling deve ser. Já não falo no fim dos modelos de PPV exclusivos de cada brand e da sua substituição pelo formato multi-brand como um processo que prejudicou altamente a criação de novos valores e histórias realmente importantes...refiro-me, na verdade, ao facto destes PPVs Temáticos obrigarem a que as storylines e as feuds decorram de uma forma extramamente condicionada...limitando-as aos conceitos do próprio evento e aos combates marcados à priori que constituem o card do mesmo. No Pro Wrestling são as rivalidades e o desenvolvimento das mesmas que devem estipular os tipos de combate e confronto, logo, quando se interfere com essa situação acabam por retirar muita da riqueza e espectacularidade que a modalidade tem para oferecer...acabam por retirar-lhe, sobretudo, muita da sua credibilidade e coerência. Exceptuando o PPV Royal Rumble (porque apesar de tudo já constitui um valor histórico e está direccionado para um período muito concreto de cada "temporada/época" na WWE) acredito que todos os restantes PPVs temáticos são, completamente, dispensáveis.

O Respeito Exacerbado da WWE pelo PG Rating:

> Outra questão que me faz enorme "comichão" é a forma como a WWE decidiu adoptar o tão famoso "PG Rating" e o modo como o tem utilizado para justificar a completa inversão que imprimiu na sua forma de produzir e, por conseguinte, no seu produto. Não é que me custe perceber que a empresa queira "agarrar" públicos mais vastos e, por isso, direccione a sua produção para a família...não é que me custe compreender que, para isso, tenha de ter um pouco mais de cuidado na forma como apresenta os seus conteúdos e que procure controlar um pouco da violência adjacente a alguns angulos e combates próprios da modalidade...não é que não aceite as leis do mercado e a força que o lobby de algumas empresas tem...agora, o que eu não compreendo é que se exagere de uma forma tão injustificável na aplicação desse "PG Rating" ao ponto de descredibilizar aquilo que a companhia oferece aos fãs e de prejudicar a modalidade, o espectáculo e os seus próprios wrestlers. Esta questão é para mim totalmente inaceitável e só de pensar nas vezes que os combates têm sido interrompidos para assistir os lutadores quando estes sangram, até me dá uma coisinha má =P

O Conceito dos Tag Team Matches:

> Os verdadeiros tag team matches morreram no início da década que agora finda e com esta afirmação julgo que dou a entender muito daquilo que penso acerca das performences das actuais equipas. Anteriormente havia uma enorme preocupação em atribuir às equipas uma gimmick séria, capaz de as distinguir das demais e que fizesse realçar as qualidades individuais (e colectivas) dos seus membros...havia, também, uma forte aposta na divisão e nos seus benefícios, tendo esta o tempo de antena suficiente para que se criassem histórias interessantes e bem trabalhadas para depois poderem ser contadas dentro do ringue. Actualmente, é um facto que as tag team recuperaram algum dos prestígio que perderam ao longo da última década, no entanto, deixou-se de saber trabalhar os tag team matches e parece que todos adoptaram a mesma fórmula e script para os combates desta vertente. Na verdade, ver um Hart Dynasty vs. Uso Brothers é a mesma coisa que assistir a um outro combate qualquer de equipas...porque eles não contam qualquer história e acabam por se basear sempre nos mesmos fundamentos, sempre nos mesmos movimentos, sempre nos mesmos finais, etc. É, por isso, importante que se volte a trabalhar especificamente esta divisão...porque para continuar com este tipo de combates, se é realmente isso que lhe querem chamar, não vale apena (só conseguem disfarçar as fragilidades em gimmick matches e mesmo assim não é sempre).

O Blooding na TNA:

> Esta questão não é nova para ninguém e se critíco a WWE pela contenção excessiva que faz da violência, critíco por outro lado a companhia de Orlando pelo modo completamente ridículo como trata a questão do "blood". Não me canso de repetir que as coisas só são especiais se acontecerem ou se verificarem de uma forma também ela especial, até porque a banalização das coisas só as torna normais e, por isso, pouco interessantes ou irrelevantes. E é esse ponto que, infelizmente, a TNA parece não querer compreender...a companhia pode e deve recorrer ao blood nos seus combates e angulos sim, no entanto, deve fazê-lo de uma forma moderada e ponderada para que quando essas situações se verifiquem causem realmente impacto nas plateias e nos telespectadores. Se por outro lado continuarem a apostar nos "sangramentos" regulares do programa-após-programa, então podem esquecer porque não terá o efeito desejado, tornar-se-á, até, ridículo e perfeitamente descredibilizador...altamente incoerente e sem profundidade.

A Constante Celebração da ECW Original:

> Em primeiro lugar, devo dizer que não gostava da ECW Original nem dos seus membros...salvou-se uma ou outra feud e um ou outro wrestler (os bons foram rápidamente transferidos e brilharam, sobretudo, nas main streams, o Raven - pela sua espectacularidade e brilhantismo - e pouco mais). O wrestling apresentado era na sua grande maioria "PODRE, do mais PODRE que podia haver" sendo que o grande foco de interesse se centrava na brutalidade e violência dos actos que meia-dúzia de fãs fanáticos seguiam de forma religiosa. O seu grande líder, o Paul Heyman, era sem dúvida um grande Manager, mas como condutor de homens foi um autêntico desastre, faltando com a sua palavra milhões de vezes e levando a companhia há falência...sim, porque quem o trata como um Deus da modalidade esquece-se que apenas conseguiu juntar um nicho de fãs muito restrito e que não conseguiu garantir a sustentabilidade da sua criação. Mas pior que isto, são as constantes tentativas de fazer renascer esta "instituição"...primeiro na WWE e, agora, na TNA. É que para além de se estar a apostar em wrestlers sem qualidade e envelhecidos, esquecem-se que estão a substituir aquilo que deve ser o Pro Wrestling por um modelo que, na verdade, não o respeita, que não o engrandece, que falhou e que, de certeza, irá trazer graves problemas para quem aposta nele. Numa última análise, está-se a errar porque se aposta em algo do passado que não vingou ao invés de se tentar inovar e trazer coisas novas para a molidade e para os fãs.

O Brian Gerwitz:

> Vocês até podem dizer que sou um chato com este tipo ou que sou injusto com ele, mas a verdade é que ainda tenho mais confiança no Russo do que no Gerwitz. O raio do homem irrita-me mesmo...pela sua incompetência, pela sua falta de qualidade, pela sua falta de visão, por não ter um projecto, por não ter qualquer ideia do que deva fazer, porque tem atolado a RAW com histórias sem qualquer potencial (é que nem foi ele o autor do angulo de rebelião dos NXT - Nexus), por quase tudo aquilo que ele representa dentro da WWE e na nova geração de writers da modalidade...uma geração que não compreende o fenómeno para o qual trabalha. Mas o que me irritou de forma ainda mais profunda foi a sua hipócrisia e falta de vergonha quando bem recentemente disse não compreender o porquê dos "Managers" terem desaparecido da modalidade e apontou a falta de novos talentos com real valor para o justificar. Não é que este idiota quer fazer dos outros parvos para justificar a sua incompetência e falta de habilidade!? Ora, se ele é o head writer da RAW, não terá uma responsabilidade tremenda no desaparecimento das personagens manager e da sua importância!? E depois o argumento da falta de novos valores é simplesmente rídiculo, pois basta olhar para um Larry Sweeney ou para um Armando Estrada (que ele teve e não soube aproveitar) para compreender o quão infeliz são as suas afirmações e desculpas. Enfim...é um idiota que apenas está a contagiar a WWE com a sua estupidez e azelhice.




Como é óbvio, ficaram por abordar mais um sem número de outros casos e situações altamente criticáveis (como o despedimento de Bryan Danielson, a aposta em Evan Bourne, os MITB, a valorização do Kofi Kinsgton ou a aposta em R-Truth, por exemplo), no entanto, julgo que ficaram aqui representadas as questões mais aberrantes ou, pelo menos, aquelas que mais me irritam =P

Tenho, também, noção de que é um artigo um pouco aquém daqueles que costumo apresentar...contudo, dado o meu afastamento ao longo dos últimos tempos, não poderia abordar de uma forma mais aprofundada as grandes questões da actualidade.





Em todo o caso, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #150 - "A Revolta dos Wrestlers"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos à 150ª tiragem do "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

A discussão em redor do produto da WWE e, particularmente, em relação à qualidade e potencial do mesmo, tem enchido as caixas de comentários de vários blogues e servido de grande tema central à redacção de inúmeros artigos e posts. Muito se tem falado sobre as boas e más apostas da empresa presidida por Vince McMahon, no entanto, nas mais variadas análises há um pormenor que tem sempre passado em claro...o modo como os wrestlers vêem e olham para este mesmo produto e alterações na forma de produzir que a maior de todas as companhias de Pro Wrestling tem preconizado.

Ora, é esse mesmo assunto que me proponho debater ao longo desta 150ª edição do meu espaço, aqui, no XBooker. Por isso, não percam as próximas linhas...




Comecemos, então, pelo período anterior ao angulo de invasão, revolta ou insubmissão (como lhe quiserem chamar) dos rookies que constituíram o plantel do WWE NXT Season 1. Antes deste acontecimento se ter verificado, é um facto que o ambiente em redor do WWE Monday Night RAW era de grande desgaste e falta de entusiasmo...as rivalidades eram banais e com uma profundidade bastante discutível, o main event estava sobrelotado por grandes estrelas que andam no topo há já vários anos e os rantigs, esses então, não conseguiam inverter a tendência negativa que vinha afectando o programa. Por outro lado, o produto da companhia tem-se transformado de uma forma radical, querendo-se transmitir uma ideia completamente incrível de que o Pro Wrestling (forma de desporto e entertenimento de combate) não é violento...contracenso maior? É dificil encontrá-lo.

Chegado o momento da tão falada storyline, importa referir todas as componentes que a tornaram espectacular logo no seu lançamento. Em primeiro lugar, é de realçar o completo e total segredo com que a WWE tratou esta situação, contribuindo o seu profundo desconhecimento "à priori" para a enorme surpresa e estrondo que o angulo teve junto dos fãs da modalidade. Em segundo lugar torna-se fundamental olhar para escolha dos rookies, da primeira temporada do NXT, como algo bastante inteligente, já que permite lançar "sangue-novo" enquanto se constrói uma história com enorme credibilidade, potencial e capacidade de surpreender no tempo e com regularidade todos os seguidores da indústria. Por último, e talvez a questão mais importante na forma como todo este "angulo" fez sucesso, aparece-nos a brutalidade e violência da actuação dos jovens lutadores. Não é que se tenha verificado algo nunca antes visto, no entanto, dadas as últimas indicações acerca do "PG Rantig" e dos próprios auto-controlos preconizados pela WWE, toda esta espécie de violência e brutalidade acabou por parecer exarcebada e, também por isso, bastante mais credível e marcante.

Mas, pelo vistos, o grande problema surgiu com o que acabei de refeir no final do parágrafo anterior...a empresa de Vince McMahon sempre foi irrepreensível na forma como dozeava a utilização da violência e de "spots" especiais, daí que quando eles se verificassem se tornassem realmente únicos e mágicos...agora, como se veio a comprovar com a dispensa de Bryan Danielson (Daniel Bryan) e as repetidas repreensões à actuação, dita "exgerada", dos rookies, a WWE já nem permite que essa brutalidade aconteça pontualmente, a companhia está mesmo empenhada em bani-la de vez, pelo menos, por agora.




E, neste ponto, chegamos a um problema bastante grave para a companhia, a sua submissão à falsa moralidade de empresas como a Mattel e outras que tal. Até agora tenho-me mostrado defensor do produto da empresa e continuo a acreditar que ela saberá tomar as melhores decisões e encarar o futuro da melhor forma, no entanto, não posso estar do seu lado ou defendê-la quando expulsa wrestlers das suas fileiras por estes terem praticado um momento de Pro Wrestling com uma qualidade e nível altíssimos. Por consequência, não acredito que os fãs e as vendas se tornem numa verdadeira ameaça para a empresa (até porque os nichos de fãs encontram-se sempre, independentemente do produto...pois tal como se pode trocar de produto, também se podem trocar de fãs e público-alvo, e uma empresa como a WWE, bem estabelecida, não seria grandemente afectada por essa situação), no entanto, o modo como os próprios wrestlers passam a olha-la, pode tornar-se numa verdadeira ameaça para a mesma.

Depois do despedimento do Bryan, foi grande a revolta do balneário da WWE e as vozes de grandes nomes dentro da companhia fizeram-se ouvir...o próprio John Cena, que nunca tinha vindo publicamente criticar qualquer decisão da empresa, apareceu completamente constrangido com a situação e incentivou a criação de um movimento externo à WWE que lutasse e fizesse pressão pelo regresso do lutador. Á parte destes acontecimentos, pudemos ouvir, mais recentemente, numa entrevista de Dave Bautista (Batista) as suas críticas ao actual produto da WWE e à falta de motivação e entusiasmo que sentia enquanto trabalhador da companhia. O ex-WWE afirmou-se, inclusive, agastado com wrestling que nos é oferecido, hoje, pela empresa, argumentando que não foi "este" aquele que viu enquanto criança e que o transformou num grande fã da modalidade.

Pode, então, parecer absurdo e estranho falar nisto, especialmente pela distância que esta realidade poderá estar de acontecer, no entanto, acredito viemente que se a WWE não tiver cuidado com as transformações radicais que tem vindo a produzir no seu "Wrestling", mais cedo ou mais tarde, terá grandes dificuldades em motivar, entusiasmar e convencer os seus lutadores daquilo que estão a fazer e, mais importante que isso, torná-los felizes no seu trabalho.




Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira =)

Dias is That Damn Good #149 - "Razões da Crescente Qualidade do iMPACT"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Depois de várias criticas feitas ao modo como a TNA vinha a conduzir o seu programa semanal, PPVs e plantel, eis que chegou o momento de reconhecer o esforço que a companhia tem desenvolvido no sentido de melhorar a qualidade do seu produto e de o tornar mais credível e interessante. Confesso que não é uma situação que se verifique há muito tempo, contudo, julgo que a percepção de que as coisas melhoraram bastante ao longo do último mês é um sentimento generalizado em quem acompanha com regularidade o iMPACT.

Deste modo, e tendo em conta o que disse imediatamente atrás, aquilo que vos proponho ao longo do artigo de hoje é a enumeração e explicação das principais razões que estão na origem desta "boa evolução".

Não percam, portanto, as próximas linhas...




- Crescimento do Star Power: Independentemente da TNA já possuir grandes valores e talentos nas suas fileiras, antes da chegada de Hulk Hogan e Eric Bischoff, é um facto que as contratações de várias estrelas (especialmente as mais jovens) de enorme potencial e mediatismo vieram trazer um novo ambiente, mais entusiástico e interessante...Rob Van Dam, Jeff Hardy e Mr. Anderson são os melhores exemplos do que aqui afirmo. Ora, com tanta gente nova e de qualidade, a empresa de Orlando passou a dispor não só de mais workers super-capacitados e que ajudam bastante ao nível do merschandising, como abriu, também, caminho a um sem número de novas histórias e rivalidades que apenas esta revolução no seu plantel poderia proporcionar. E a junção daqueles que já estavam na TNA, às gentes novas que chegaram e a alguns veteranos/lendas da modalidade vem dar à companhia, presidida por Dixie Carter, todo um grande clima de aprendizagem, passagem de testemunho e formação de novas estrelas que, diga-se, é muito benéfico para todos os fãs, wrestlers e, própria, indústria.

- Consolidação do Roster: Uma outra situação que contribuiu bastante para o aumento da qualidade dos iMPACTs, ao longo do último mês, foi o facto da equipa criativa da TNA, finalmente, ter compreendido a melhor forma de gerir os seus lutadores. Até aqui, a companhia procurava dar espaço e tempo de antena a todos, algo que num programa de 90 minutos semanais não era exequível face ao tamanho plantel da empresa...no entanto, agora, decidiram apostar nos wrestlers e histórias mais importantes com grande regularidade ao passo que as feuds secundárias se têm veridicado num registo rotativo...e esta opção permite que os vários segmentos ao longo dos programas tenham o tempo desejável para serem realizados com sucesso, ao mesmo tempo que se evitam "aquelas" constantes intromissões e interrupções criadas, apenas, para permitir o aparecimento deste ou daquele lutador num decorrer do iMPACT.

- Hierarquização das Divisões: Outro ponto importantíssimo que conseguimos verificar nesta melhoria qualitativa do produto da TNA, é a estabilidade com que as suas divisões têm vindo a ser conduzidas por oposição à grande confusão que vinhamos assistindo até então. Hoje, quando olhamos para as "divisões" e organização do card da empresa percebemos de uma forma bastante clara e simples os moldes em que a equipa criativa se baseia: No main event temos a grande feud entre o RVD e o Sting; logo de seguinda, no upper card, deparamo-nos com um AJ Styles vs. Kazarian (w/Ric Flair) vs. Jay Lethal e, também, com um Kurt Angle na sua caminhada para o topo; no mid card, temos feuds como o Abyss vs. Desmond Wolfe, Rob Terry vs. Orlando Jordan, Matt Morgan que irá feudar, muito provavelmente, contra o regressado Hernandez e um Samoa Joe que vai tentando "rebentar" tudo quanto lhe aparece pela frente; na divisão de equipas, num plano principal temos a contenda que uniu Mr. Anderson e Jeff Hardy contra os Beer Money Inc., e num plano mais secundários as rivalidades entre o grupo "The Band" e os candidatos aos títulos de equipas; na X-Division temos um super-campeão Doug Williams a lutar contra toda uma divisão, na tentativa de os "reeducar" no que respeita ao wrestling; e no low card encontramos uma espécie híbrida de rivalidade entre os Team 3D e os Ink Ink. Já na Knockout's Divison, onde uma onda lesões que se abateu sob a companhia, tem-se procurado credibilizar a actual campeã Madison Rayne. Está, portanto, tudo bastante claro e construído sob uma lógica de credibilidade que permite compreender a forma como os oficiais da TNA olham para cada wrestler, a cada momento.

- Trabalho com vista os PPVs: Este é, também ele, um ponto bastante importante no aumento da credibilidade e objectividade dos iMPACTs. Até há bem pouco tempo a companhia vendiam angulos e segmentos nos seus programas semanais sem sequer os preparar e perdendo, também por isso, inúmeras oportunidades de os vender em formato PPV. Hoje, a realidade é diferente e a companhia trabalha, cada vez mais, para que o desenlace final das histórias e rivalidades se dê no decorrer dos shows que são realmente pagos. Muitos podem não concordar comigo, mas esta medida é bastante benéfica para a companhia até porque não faz qualquer sentido oferecer programas semanais e PPVs que se equivalem em termos qualitativos...torna-se contraproducende. Para além disso, o sucesso da WWE neste capítulo, utilizando esta fórmula, é apenas mais uma razão para parabenizar a TNA pela decisão que tomou ao decidir alterar a sua estratégia de preparação de PPVs.

- Hogan e Bischoff como Actores Secundários: Quando chegaram à TNA, Hulk Hogan e Eric Bischoff assumiram um papel bastante importante na condução da companhia e essa situação alastrou-se, também, aos próprios iMPACTs. Assim, durante largos períodos de tempo assistiamos a programas onde grande parte do tempo de antena se destinava a segmentos com estes dois intervenientes que, de uma forma ou de outra, estavam directamente ligados a todas as feuds e rivalidades decorrentes na empresa. Ora, esta situação, para além incomportável, impedia que os programas girassem em redor do wrestling e seus praticantes, para se centrar, quase única e exclusivamente, nas suas imagens...felizmente, as coisas alteraram-se e tanto Hogan como Bischoff têm desenvolvido um papel não tão primário como antes, dando tempo e espaço para que os lutadores e valores da companhia, realmente, actuem e se rentabilizem.

- Afastamento de Vince Russo: Um outro acontecimento que não pode deixar de ser tido em conta quando falamos no aumento da qualidade dos iMPACTs, está directamente relacionado com o afastamento de Vince Russo dos comandos criativos da empresa. Tal como tive oportunidade de referir, por diversas vezes, o Russo é um génio, no entanto, não pode trabalhar sozinho numa equipa criativa ou ser ele o principal timoneiro da mesma...com o Russo, é preciso ter alguém que compreenda realmente a modalidade, a indústria e o negócio, para que as suas ideias possam ser filtradas e adequadas às exigências que os desafios de hoje colocam a quem dirige main streams no Pro Wrestling. Agora, que o facto do iMPACT ter melhorado quando o Russo saiu vai "inchar" o peito de muitos dos seus críticos, ai isso vai =P

Conclusões:

- As chegadas de Hogan e Bischoff trouxeram grandes e profundas mudanças e alterações para a TNA. Os seus programas e qualidade dos mesmos, como é óbvio, foi afectado por essa situação (quer para o bem, quer para o mal)...o que é certo, é que depois de tantas confusões, erros (como o recurso exagerado ao blooding, por exemplo), segmentos sem sentido e decisões pouco coerentes, a equipa criativa parece, finalmente, ter encontrado um rumo e modelo certo para a condução do programa da TNA, dos seus PPVs e dos seus lutadores. Resta-nos, agora, esperar que a empresa de Orlando se mantenha nesta linha e que a qualidade do seu produto continue a aumentar.



Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #148 - "Breakout Superstars on ROH"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO =)

Desde a sua fundação que a Ring of Honor, conhecida também por muitos como "Raínha das Indys", se tem constituido num dos territórios independendes de pro wrestling mais importantes nos EUA, no que concerne ao lançamento e aposta em jovens lutadores. A confirmar esta teoria, está o facto de já terem saído das suas fileiras grandes valores que agora brilham nas duas "main streams" da indústria...nomes como CM Punk, AJ Styles, Samoa Joe, Abyss, Desmond Wolfe (Nigel McGuinness), Daniel Bryan (Bryan Danielson), entre outros, são um grande exemplo daquilo que afirmo.

Ora, tendo em conta o que disse imediatamente atrás, aquilo que vos proponho ao longo do artigo de hoje é uma análise aos dois wrestlers que, na minha opinião, competem actualmente na ROH, mas que apresentam todas as condições e um enorme potencial para "dar salto" e vir a triunfar ao mais alto nível dentro da modalidade.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Nome: Chris Spradlin
Ring-Name: Chris Hero
Naturalidade: Dayton, Ohio (EUA)
Data de Nascimento: 24 de Dezembro de 1979 (30 anos)
Peso: 102 Kg Altura: 1.96m
Treinador(s): Dory Funk Jr.; Ian Rotten; William Regal; Fit Finlay; Dave Taylor; Tracy Smothers; Les Thatcher; Skayde.
Estreia: 12 de Setembro de 1998
Site Oficial: http://thechrishero.com/

Chris Hero é, actualmente, um dos wrestlers mais famosos dentro do circuito independente. Embora contando com passagens por um grande número de pequenas companhias de pro wrestling e com uma estadia na CZW quase brilhante, não restam quaisquer dúvidas de que foram as suas actuações na ROH que lhe granjearam um nível superior de aceitação e fama junto dos fãs da modalidade. As melhores caracteríscas que o podem definir são a excelência das suas mic skills, a forma quase perfeita como sabe controlar a plateia e todos os segmentos (dentro e fora do ringue) que se relacionam consigo e a inteligência e facilidade com que se adapta a qualquer estilo e adversário. Resta, ainda, acrescentar o facto de como heel ser fenomenal.

É um facto que o Chris ainda necessita desenvolver-se bastante dentro do ringue, pois as suas ring-skills ainda estão um pouco presas ao modelo que, normalmente, pautam o wrestling dos lutadores do circuito independente...em todo o caso, sobretudo, de há 1 ano para cá, ele tem melhorado e evoluído de uma forma muito aceitável e essa situação tem contribuído de um modo relevante para a qualidade dos seus combates, da sua performence e para a sua prórpria credibilidade enquanto wrestler.

Sei que a lógica de funcionamento no circuito independente é completamente diferente daquela que caracteriza as ideias base da WWE e TNA, contudo, não dúvido que o Chris Hero tem todas as condições, qualidades, capacidades e potencial para se tornar já, neste momento, a grande cara da ROH e até para dar o salto para uma das grandes companhias da indústria...ele é uma estrela, a sua imagem é fantástica e o seu carisma indiscutível, pelo que o sucesso de uma aposta nele estaria sempre garantido.

(Fiquem com alguns combates...)

Chris Hero vs. KENTA
01:
http://www.youtube.com/watch?v=TgzVa1Ddv0k
02:
http://www.youtube.com/watch?v=CNJD68CXsC4

Chris Hero vs. Jerry Lynn
01:
http://www.youtube.com/watch?v=ewPEgwzys7c
02:
http://www.youtube.com/watch?v=BsTAc06NQCQ

Chris Hero vs. Kenny Omega
01:
http://www.youtube.com/watch?v=82kgNOs5rqw
02:
http://www.youtube.com/watch?v=D5nlbUhgRLI

Chris Hero vs. Jay Briscoe
01:
http://www.youtube.com/watch?v=ZqUH63xI1DU
02:
http://www.youtube.com/watch?v=Z0wAlheM1ZM





Nome: Colby Lopez
Ring-Name: Tyler Black
Naturalidade: Buffalo, Iowa (EUA)
Data de Nascimento: 28 de Maio de 1986 (24 anos)
Peso: 91 Kg Altura: 1.85m
Treinador(s): Danny Daniels
Estreia: 2005
Site Oficial: http://tylerblack.net/

Tylr Black é um jovem lutador conhecido, especialmente, pela sua actuação na Ring of Honor, onde é o actual ROH World Champion. O seu debut foi há apenas 5 anos, pelo que a sua história dentro da indústria ainda é curta e o percurso a percorrer, dentro da mesma, bastante longo. Em todo o caso, não deixa de ser assinável as conquistas que o Tyler com a sua tenra idade já assegurou, situação essa que o torna num verdadeiro priveligiado.

Para quem não o conhece, aquilo que podemos dizer a seu respeito é que se trata de um jovem com um potencial imenso, com enorme qualidade e com uma imagem que tem tudo aquilo que é necessário para vingar dentro da modalidade. Em ringue necessita de melhorar, pois tal Hero e quase todos os lutadores do circuito independente, tende a não ser totalmente coerente e credível na aplicação do seu move set e na condução dos próprios combates...no entanto, o seu maior problema prende-se com alguma notória timidez, situação essa que o afecta de forma determinante ao nível das mic skills.

Em jeito de conclusão, podemos dizer que o Black é um wrestler um bocadinho verde...de qualquer modo, importa realçar a sua juventude e enorme margem de progressão, a evolução e desenvolvimento rápidos que tem registado e a facilidade como se transformou no grande babyface da ROH. Por isso, acredito de forma bastante séria, nas suas capacidades para liderar a empresa...não é à toa que tenho vindo a defender uma grande rivalidade entre o Tyler Black e o Chris Hero há já algum tempo! Sem dúvida que é um lutador de topo, com condições para permanecer como uma grande cara da ROH e até, com condições, para entrar nas fileiras da WWE ou TNA.

(Fiquem com alguns combates...)

Tyler Black vs. Roderick Strong
01:
http://www.youtube.com/watch?v=_cPVhj1p0bY
02:
http://www.youtube.com/watch?v=daSztdY8Jf0

Tyler Black vs. Bryan Danielson
01:
http://www.youtube.com/watch?v=usfzgaMufCc
02:
http://www.youtube.com/watch?v=rrSfQ0Yns-o
03:
http://www.youtube.com/watch?v=JBZq5PgdNM4

Tyler Black vs. Nigel McGuinness
01:
http://www.youtube.com/watch?v=voJgU_WSQcE
02:
http://www.youtube.com/watch?v=D_aSlkwfgbg
03:
http://www.youtube.com/watch?v=q7poqMj_dXY

Tyler Black vs. Sonjay Dutt
01:
http://www.youtube.com/watch?v=Cp21mn82ftA
02:
http://www.youtube.com/watch?v=KwnKp-E2o6M


--------------------------------------------------------------------


(A estes nomes, poderia, ainda, acrescentar Rhett Titues, Eddie Edwards ou Roderick Strong...no entanto, acredito que, na actualidade, Chris Hero e Tyler Black são os dois lutadores com maiores condições e capacidades para "dar o salto" ou, caso se mantenham na ROH, transformarem-se nos seus principais valores!)


Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #147 - "A Veteranização da TNA"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

A TNA sempre foi uma companhia que, desde a sua criação, apostou nos wrestlers mais experientes como forma de promover o seu produto e de, ao mesmo tempo, credibilizar os seus títulos e jovens lutadores. Mais recentemente, e após as entradas de Hulk Hogan e Eric Bischoff na empresa, a aquisição de veteranos e grandes lendas da modalidade ganhou um novo fulgor e todo este processo levou a que as divisões da TNA se encontrem, na actualidade, bastante bem povoadas por estes "dinossauros" da indústria pro wrestling.

No artigo de hoje, e depois de me ter ausentado por duas semanas, aquilo que vos trago é, portanto, uma análise aos prejuízos que esta "veteranização" tem criado na companhia de Orlando e o apontar de algumas possíveis soluções que possam corrigir este problema.

Não percam, por isso, as próximas linhas...




Quem me "e-conhece" e segue, com regularidade, os textos que escrevo no XBooker, sabe que sempre fui um grande apologista da manutenção de veteranos nos rosters, da sua credibilização e, sobretudo, da sua utilidade. Na verdade, e como tive oportunidade de referir em outras ocasiões, o trabalho das lendas é importantíssimo na credibilização de uma empresa e dos seus valores mais jovens...são eles que carregam e história e a mística, são eles os detentores de uma experiência capaz de facilitar a vida aos mais novos, são eles que ajudam a treinar e a aperfeiçoar o talento das gentes novas, são eles que pusham os novos lutadores com o seu job e ajudam à criação de novas estrelas, etc. O trabalho dos veteranos é, portanto, fundamental ao bom desempenho de uma companhia dentro da nossa modalidade, mas também e, sobretudo, no grande processo de rejuvenascimento e sustentabilidade pelo qual ela terá, obrigatoriamente, de passar.

Na TNA esta, sempre, foi uma situação compreendida e tomada em conta com grande pro-actividade. Na realidade, não é fácil a uma companhia acabada de criar, dar a credibilidade e mediatismo desejáveis aos seus títulos sem ter a lutar, pelos mesmos, wrestlers cuja qualidade e reconhecimento sejam indiscutíveis. Foi assim que, na sua criação, a empresa de Orlando recorreu a jovens lutadores do circuito independente mas também, e sobretudo, a wrestlers conhecidos do grande público e que tinham passado pela recém-extinta World Championship Wrestling. Com o passar dos anos, o recurso da TNA a estes veteranos manteve-se uma realidade constante, como o evidenciam as passagens pela empresa de Diamond Dallas Page, Randy Savage, Roddy Piper, Bob Backlund, Buff Bagwell, Terry Funk, Mr. Perfect, Shane Douglas, Lex Luger, Dusty Rhodes, Larry Zbyszko ou Vader, isto, sem contar com as primeiras passagens de Scott Hall pela companhia ou com a presença do seu fundador Jeff Jarrett. Numa fase posterior, esta tendência viria a acentuar-se com as chegadas de Scott Steiner, Kevin Nash, Sting, Kurt Angle, Booker T e Mick Foley. Contudo, a preponderância dos veteranos no modo como a TNA é dirigida nunca foi tão grande como na actualidade...e essa situação não é prejudicial apenas por si, mas porque a utilização dessas lendas não é feita com o devido sentido de responsabilidade e conhecimento da indústria.

Se repararmos no produto TNA, e particularmente na forma como os seus iMPATCs são conduzidos, verificamos que existe um enorme "jogo" de submissão dos mais jovens às grandes lendas...o essencial do programa gira, aliás, todo ou quase todo em redor dos mesmos (com especial enfoque em Hulk Hogan e Ric Flair). E se são precisas provas para comprovar aquilo que digo, então passo a enunciar os mais diversos casos...que tal a situação de Eric Young, que deveria estar a ser pushado por Kevin Nash e Scott Hall, mas que na realidade não passa do terceiro e derradeiro elemento do grupo que ambos formam!?; O que dizer de Abyss, que parece ter-se transformado num fantoche de Hogan?; O que dizer dos Beer Money Inc. e de Desmond Wolfe colocados, indecentemente, ao serviço de Ric Flair!?; E o que dizer do caso mais clamoroso, a transformação de AJ Styles na verdadeira "bitch" do "Nature Boy"!?. Mas pior que isso, é o facto de todas as histórias do iMPACT girarem em redor do facto de Hogan querer alguma coisa e o Ric Flair não deixar, ou do Ric Flair querer alguma coisa e o "Hulkster" não deixar...por favor, quase-resumir um show e um roster a isso é medíocre e digno de um booking reles de mais.

A meu ver, a solução para esta situação não passa pelo despedimento ou afastamento das lendas e dos veteranos, como muitos gritam aos sete ventos. Eu considero-os úteis e importantíssimos para o crescimento da TNA e para o desenvolvimento dos jovens lutadores da companhia...agora, há que colocá-los a trabalhar de forma diferente e é imperiosa a criação de um vasto leque de histórias que centre a atenção em todos os angulos da companhia e em todos os wrestlers que neles participem...não apenas num ou dois, como acontece na actualidade. Se isso é possível!? É óbvio que sim...que tal colocar o Ric Flair a bajular e admirar o AJ Styles como fez com Triple H nos Evolution...é que na TNA parece que esqueceram que o elemento a pushar e o ex-campeão e não o "Nature Boy"...há que tratar o AJ Styles como o único e verdadeiro líder do seu grupo; Que tal colocarem o Sting e o Jeff Jarrett a combater com gente jovem...Rob Terry, Matt Morgan, Desmond Wolfe, Mr. Anderson ou Jeff Hardy estão lá para isso; Que tal o Eric Young assumir-se como o líder do grupo "The Band" e ter os Outsiders a lutar com ele e por ele!?; Porque não dar ao Abyss, de novo, uma gimmick de "Monstro" ao invés do "Smeagol" em que se tornou!?; Porque não colocar a Team 3D a elevar jovens na divisão de equipas como os Motor City Machine Guns!?; Porque não iniciar um angulo entre o Hogan e uma jovem estrela por forma a pusha-la!? Na verdade, as soluções são inúmeras...é preciso que os veteranos trabalhem para os jovens e não o contrário, é necessário que se verifiquem rivalidades entre jovens e veteranos para que os conhecimentos e testemunhos passem e não apostas num "old vs. old" que nada trás de novo, de bom ou de benéfico.


E vocês, que pensam desta "Veteranização" da TNA!?



Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #146 - "WWE Extreme Rules 2010 Rebound"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Por se tratar do primeiro PPV pós-Wrestlemania e aquele que se realiza, imediatamente, antes do WWE Draft 2010, o WWE Extreme Rules 2010 ganha relevante importância dentro das estruturas e nova "época" da companhia. Em alguns casos este é o Show em que a "ano", realmente, termina, verificando-se as, normais, desforras dos combates da Wrestlemania e o verdadeiro encerramento das storylines e rivalidades em curso...também este ano, em grande medida, foi isso que aconteceu, sendo, portanto, imperioso compreender o modo como a empresa coloca os seus activos e os prepara para a nova "temporada", que se adivinha ter começado no Monday Night RAW de ontem, com a nova distribuição dos wrestlers pelas respectivas brands da WWE.

Aquilo que proponho ao longo do presente artigo é, então, a análise do PPV Extreme Rules 2010 e a definição de algumas das suas consequências no futuro. Por isso, não percam as próximas linhas...




Unified Tag Teams Title Shot Guntlet Match

> Este combate não fazia parte do card do PPV, no entanto, após os acontecimentos iniciais, justificava-se a adição de um novo opener. E foi assim que os Unified Tag Teams Champions vieram até ao ringue e o The Miz começou a dar um espectáculo semelhante àquele que nos tem oferecido ao longo das últimas semanas, demonstrando o excelente momento que atravessa, a enorme qualidade e potencial das suas capacidades e toda uma maturidade que a sua personagem já conseguiu atingir. Depois de um despique com Teddy Longo, ficou marcado um Guntlet Match em que os campeões seriam obrigados a defrontar três equipas e que caso fossem derrotados, a equipa vencedora receberia uma title shot pelos seus "cinturões" no futuro. Os primeiros adversários foram John Morrison e R-Truth, que viriam a ser desqualificados depois de Morrison não ter respeitado uma contagem do árbitro; seguir-se-iam MVP e Mark Henry que acabariam derrotados após distracção do referee e "selo" do Big Show no "Power Ranger"; por último, e de forma super rápida, os Hart Dynasty chegaram ao ringue e venceram os campeões fazendo o pin em The Miz. Não se pode dizer que tinha sido um grande combate ou momento, até porque não o foi, mas serviu, sobretudo, para alimentar a rivalidade entre os ShowMiz e equipa constituída pelos sobrinhos de Bret Hart.

Rey Mysterio vs. CM Punk (w/Straight Edge Society)

> A feud entre estes dois já se vinha desenvolvendo há bastante tempo e o combate que os opunha era, claramente, o ponto final na sua rivalidade. Depois das vitórias de Rey Mysterio começava a ganhar maior consistência a ideia de CM Punk sair vitorioso neste match e a verdade é que se já tinha pensado na hipótese de Joey Mercury aparecer para ajudar o "Chicago Made" a obter a vitória, fiquei com a certeza de que essa situação se iria verificar com os afastamentos de Luke Gallows e Serena. Os acontecimentos e desenvolvimentos da acção foram, portanto, bastante previsíveis, no entanto, a qualidade do combate foi muito alta. A verdade é que estávamos perante uma feud super bem conduzida, num combate com um excelente build up e perante dois wrestlers de enorme qualidade e capacidade. O CM Punk está, cada vez mais, um wrestler completo, demonstrando uma enorme maturidade e sapiencia dentro do ringue e fora dele...já o Rey Mysterio prova a todos os combates o porquê de ser o melhor highflyer da actualidade e um dos melhores de sempre, ele sabe interpretar todos os momentos do combate, o seu adversário e o público, sabe quando tem de ficar no chão, quando tem de se levantar e quando deve aumentar a velocidade do combate...sabe utilizar o seu move set e sento um lutador com diversas manobras aéreas sabe utilizá-las de um modo coerente e consequente e é, também isso, que o diferencia de muitos outros highflyers cujos combates, quase, me recuso a assistir. A meu ver este foi o match da noite, embora seja um facto que até já tiveram um embate mais compacto entre ambos numa edição anterior do Friday Night SmackDown.

Strap Match: Shad Gaspard vs. JTG

> Pessoalmente, julgo que a WWE ao separar os Cryme Time está a cometer o mesmo erro (tremendo) que a TNA quando esta decidiu acabar com os LAX e oferecer carreiras de singles a Hernandez e Homicide. Se é verdade que tanto o Shad Gaspard como o JTG têm um sentido apuradissímo para o entertenimento e sabem como cativar a plateia, não deixa de ser um facto que as suas capacidades e potencial não me parecem suficientes para justificar uma aposta nas suas carreiras a solo, em detrimento da constituição de uma excelente tag team. Em todo o caso, a empresa esforçou-se por criar um build up credível para este confronto, ainda que tenha acontecido tudo de uma forma algo rápida...de qualquer forma, o combate em si denotava o embate entre dois ex-companheiros movidos por ódios pessoais. Confesso até que o match me agradou no seu início e no seu meio, mas o final acabou por estragar tudo. Para além de ter sido rápido de mais, a boa construção que os wrestlers estavam a dar ao combate acabou por ser interrompida pela forma abrupta e inesperada como o mesmo terminou, e até pela forma como essa situação se verificou. Acabou por ser, então, um momento de programa semanal e não digno de um PPV...em todo o caso e apesar de se constituir num dos momentos menos brilhantes do espectáculo, não deixou de ser importante na alavancagem da rivalidade entre os entervenientes.

World Heavyweight Championship Extreme Rules Match: Jack Swagger vs. Randy Orton

> Jack Swagger venceu o MITB na Wrestlemania de forma surpreendente, cobrou a sua title shot e conquistou o título mundial de uma forma tão rápida que ninguém esperava e, agora, quando nem vinha sendo credibilizado como campeão, conseguiu uma vitória moralmente importante e, factualmente, credibilizadora da sua carreira. A princípio acredito que todos pensassem na vitória do "RKO", e eu confesso que também assim tinha direccionado o meu pensamento, contudo, depois dos excelentes combates protagonizados pelo World Champion contra Undertaker e John Morrison, alterei um pouco a minha ideia e comecei a deixar no ar a hipótese de ver o jovem Swagger reter o seu "cinto". Randy Orton alterou um pouco o seu comportamento, mas será sempre à imagem do que acontece com Triple H, um super heel que ao fazer um face turn estará sempre preso ao papel de tweener. Entre ambos a história não estava realmente lançada ou desenvolvida, pelo que este combate veio dar esse verdadeiro ponto de partida para a rivalidade entre os dois opositores. O match em si foi bastante agradável e bem conduzido...a princípio notou-se algum nervosismo do Swagger e algum desfazamento em relação ao conceito do próprio combate (já que até começaram por puxar pelo technical wrestling e pelo backgroung do Jack), no entanto, lá conseguiram, com o tempo, ir construíndo um embate mais sólido e contar uma história mais apropriada. No final o Randy Orton perdeu traído pelo seu excesso de confiança, quando tentou aplicar um RKO numa cadeira e o "All-American American" acabou por reverter o movimento...no pós-match, Orton aplicaria o seu finisher ao campeão e, por isso, adivinha-se a continuação da feud entre ambos.

Street Fight: Triple H vs. Sheamus

> O PPV começou com o Sheamus a apanhar Triple H de surpresa no backstage e a atacá-lo com a sua "pipe", deixando o Hunter lesionado e colocando em dúvida a realização do combate entre ambos. Após alguns segmentos a vender a grave lesão do "The Game" a verdade é que, num acto semelhante a tantos outros que lhe pudemos assistir ao longo do período mais ascendente da sua carreira, mesmo limitado dirigiu-se para o ringue, não virando a cara à luta. Confesso que logo após o ataque de Sheamus adivinhei tudo aquilo que se iria verificar em seguida, não por ser um grande bruxo (LOL), mas porque a previsibilidade dos factos era notória a quem acompanha minimamente esta modalidade e a forma de produzir e pensar da WWE. O combate foi bastante sólido, coerente e credível, conseguindo vender tudo e mais alguma coisa ao longo da sua duração e contar uma história de forma perfeita. O Triple H esteve sempre muito preocupado em vender a sua lesão, ao mesmo tempo que levava "porrada" do Sheamus e tentava os seus "comebacks" em actos de grande fúria e vontade de vencer...por seu turno, o Sheamus tentou a todo o custo destruir o seu adversário, aguentou muito bem as fortes "cacetadas" que levou e foi importantissímo na forma como se contou a história. No final, após 4 grandes bicycle kicks conseguiu derrotar um adversário que, apesar de destroçado, continuava a resistir e a desafiar o "Celtic Warrior"...foi um match extremamente credibilizador para o irlandês e que, com certeza, o deixou bastante over, até porque, já depois de finalizado o embate, Sheamus voltou para trás e deu tanta "porrada" no "Cerebral Assassín" que este teve de sair de maca (prevendo-se, portanto, que agora sim tire algum tempo para curar as suas lesões e gravar o novo filme da WWE "Killing Karma").

WWE Women's Championship Extreme Makeover Match: Michelle McCool (w/Layla & Vickie Guerrero) vs. Beth Phoenix

> Há já muito tempo que a WWE não apresentava uma história e build up tão bem construídos para um combate da sua divisão feminina. Ao longo de alguns meses que a rivalidade entre Michelle McCool e as suas companheiras e a Beth Phoenix tem vindo a ser trabalhada, e bem trabalhada, deixando em aberto, caso lhe dessem essa oportunidade (como felizmente deram), um bom desempenho de ambas dentro do ringue. O match foi aquele em que as duas intervenientes puderam contar com maior número de armas e utensílios de todo o PPV, utilizando-as bastante bem a Michelle McCool no desempenho do seu papel de heel e campeã que tentava a todo o custo eliminar a sua adversária...por sua vez, a Beth Phoenix comportou-se bastante bem, vendendo de uma forma espantosa o combate e a sua inimiga, sofrendo diversos ataques violentos e conseguindo erguer-se de uma forma impressionante e, contra as adversidades, vencer o combate e tornar-se, pela terceira vez, WWE Women's Champion. Foi um combate de fazer inveja à actual Knockout Division da TNA, e era bom que a WWE despertessa para a qualidade das suas lutadoras, de forma a respeitá-las mais e a conceder-lhes mais e melhores oportunidades para "brilhar".

Steel Cage Match: Edge vs. Chris Jericho

> Este embate encerrava uma storyline que decorre desde antes da própria Wrestlemania entre dois dos melhores valores da WWE, num combate com a estipulação especial adequada para os acontecimentos. Assim, e depois da surpreendente vitória do Jericho na Wrestlemania, adivinhava-se como óbvia a vitória de Edge neste match...algo que, como sabem se veio a verificar. Contudo, importa falar na qualidade altíssima do embate, onde assistimos a um "Y2J" igual a si próprio, e por isso genial, enquanto do outro lado vimos um Edge muito mais maduro, a conseguir definir o seu move set e a aplicá-lo com grande coerência e sentido de oportunidade. Houve, ainda, uma enorme preocupação em contar uma boa história, aliás como o bom wrestling o impõe, e essa situação foi perfeitamente visível no momento em que o Chris poderia ter vencido o combate mas, de forma arrongante e quesilenta, decidiu voltar a atacar o seu inimigo que o "brindou" com um enorme spear. Após algumas tentativas de abandonar a "Cage" de Jericho em que Edge sempre ripostou, a "Rated R Superstar" lá conseguiu conquistar a vitória, em mais um desfecho previsível, mas secundado por um combate de enorme qualidade.

WWE Championship Last Man Standing Match: John Cena vs. Batista

> O Last Man Standing Match pelo WWE Championship simbolizava, também, o fim da rivalidade entre John Cena e Batista, uma feud cujas raízes remontam para o WWE Royal Rumble de 2009. Por conhecer a forma como a WWE pensa os seus combates e história, já me parecia impensável que o "Animal" saísse vencedor deste match, mas se alguma dúvida subsistia para alguém, ela dissipou-se com as notícias que davam conta do provável abandono de Batista no pós-Extreme Rules. A previsibilidade dos acontecimentos estava, então, e mais uma vez, garantida sendo que o grande desafio dos intervenientes se prendia com a forma como ambos conseguiriam gerar interesse em redor do seu trabalho e desempenho. O combate começou algo confuso, parecia que o John e o Batista não sabiam bem o que queriam fazer, daí que tivessem demorado tanto tempo a sair do ringue e a tentar vencer o combate sem o auxílio das armas que, normalmente, são utilizadas em matches com o conceito do "Last Man Standing". Depois do período inicial menos bom e que pouco respeitou aquilo que o conceito do embate pedia, lá conseguiram agarrar os "ventos" mais certeiros e partir para uma história bem contada através do recurso a alguns spots e a momentos de maior espectacularidade. O final revelou-se, no entanto, bastante surpreendente e brilhante...percebendo que não conseguiria vender o "Animal" de outra forma, o WWE Champion utilizou uma fita para manter o seu adversário preso, no chão, ao turnbuckle, impedindo-o, desta forma, de se levantar no contagem até 10. Um final não só brilhante mas também carregado de simbolismo, como de forma bastante correcta disse o Wolve (numa conversa que mantivemos durante o PPV), já que ficou no ar a ideia de que Batista ficaria, para sempre, acorrentado à WWE (isto caso ele esteja mesmo de saída).

Conclusões:

> Como tive oportunidade de referir aquando da introdução deste artigo, o WWE Extreme Rules 2010 ficou marcado pelo excelente build up das histórias e combates presentes no card e pelo facto de, na sua generalidade, encerrar, verdadeiramente, a "temporada" na WWE. Por outro lado, se foi um espectáculo onde a previsibilidade saltou á vista de todos, também não deixa de ser verdade que essa situação não se revelou prejudicial, já que a escolha dos resultados foi extremamente acertada e a qualidade dos combates foi altissíma. Por último, queria deixar, ainda, uma nota sobre a plateia presente neste PPV...foi um público bastante amorfo, pouco entusiasta, muito calado e que, na minha opinião, não mereceu, minimamente, o excelente produto que a WWE lhes ofereceu.

Classificação dos Combates:
1º - CM Punk vs. Rey Mysterio - 17/20
2º - Edge vs. Chris Jericho - 17/20
3º - Triple H vs. Sheamus - 16/20
4º - John Cena vs. Batista - 16/20
5º - Jack Swagger vs. Randy Orton - 15/20
6º - Michelle McCool vs. Beth Phoenix - 14/20
7º - Shad Gaspard vs. JTG - 13/20
8º - Guntlet Match - 12/20



Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More