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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias is That Damn Good #145 - "Os 5 Pecados Mortais da WWE"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

A WWE é a maior companhia de Wrestling do mundo e da história da modalidade, contando com milhões de fãs espalhados pelo planeta e com um produto que, dentro da indústria, é, de longe, aquele que apresenta maior qualidade. Contudo, é um facto que a apreciação do produto oferecido pela empresa de Vince McMahon tem oscilado bastante ao longo dos últimos tempos...a verdade é que a WWE já esteve melhor no que à qualidade da sua produção diz respeito e, embora continue a assumir-se como a melhor opção dentro do mercado para os fãs de Pro Wrestling, não deixa de ser estranho o facto de falhar em questões que sempre soube contornar e que a ajudaram a cimentar o seu lugar no topo.

É, portanto, a estas questões em que a WWE tem falhado que vou dedicar o presente artigo, detectando as cinco principais e mais graves lacunas da empresa e explicando-as de uma forma sucinta, mas também, fundamentada.

Não percam, por isso, as próxmas linhas...




1. O Público-Alvo:

> A descoberta de um novo público-alvo, tem-se revelado um dos grandes problemas da WWE no pós "Attitude Era". A verdade é que as companhias podem decidir alterar a sua forma de produzir e transformar o conteúdo do seu produto, no entanto, se não tiverem um público-alvo bem definido, torna-se difícil obter resultados. Quando Vince McMahon decidiu que estava na altura de alterar o destino do seu produto, quis, também, pôr termo à política que centralizava a empresa em nichos de público reduzidos e super bem definidos. O Vince quis, sobretudo, alargar o público da WWE e dar-lhe uma dimensão bem mais global e universal, esquecendo-se, contudo, que essa sua vontade iria obrigar a grandes desenvolvimentos estruturais dentro da companhia e para os quais, na altura, ela não estava preparada. Penso que as decisões não podem ser tomadas de uma forma abrupta e que é necessário ir consciencializando as pessoas, de uma forma gradual, para a mudança...ora, na WWE as coisas parece que foram do 8 ao 80, por isso, é compreendível que tantos fãs se tenham revoltado contra a empresa e o seu produto. Mas WWE não criou nenhuma "Kids Era" ou algo que se pareça (como muitos afirmam), ela centrou-se sim, num consumidor chamado "Família" e, por essa razão, teve de produzir algumas alterações na forma e conteúdo do seu trabalho. Pessoalmente, julgo que esta questão já teve piores dias, acho que houve mesmo uma altura em que a WWE andava "à nora" e não sabia mesmo o que fazer para chamar a atenção dos fãs, mas, de momento, o pacote familiar para quem a empresa produz e trabalha, parece estar a resultar e a seguir com números consolidados o que a companhia tem vindo a oferecer.

2. As Padronizações:

> Outro dos grandes problemas que tem afectado a WWE, tem sido a onda de padronizações que o produto da companhia tem conhecido. Padronizaram-se os cards dos PPVs, padronizaram os temas e conceitos dos PPVs, padronizaram os tipos de combate e o show oferecido pelos wrestlers, padronizaram a forma de produzir e criar novas estrelas, padronizaram os wrestlers, etc. Eu não tenho a menor dúvida de que o factor "padrão" em termos económicos possa ter custos bem mais reduzidos e que facilita o trabalho a muita gente, contudo, no medio/longo prazo torna-se numa política extremamente lesiva se tivermos em conta uma indústria como o Pro Wrestling. Se reparar-mos, os cards dos PPVs são quase sempre iguais, alterando numa pequena coisa ou noutra, e isso acaba por se tornar repetitivo e algo desgastante para quem consome; outro caso em que a repetição se torna desgastante e acaba até por prejudicar o trabalho de booking, prende-se com os PPVs Temáticos, onde independentemente dos desenvolvimentos das feuds e storylines, o tipo de combate já está definido, ao invés de deixar que seja a história a estipular o tipo de combate; outro bom exemplo da padronização prejudicial são os combates...quantas vezes não olhamos para o ringue e embora visualizemos wrestlers diferentes o combate pareça sempre igual (especialmente nos tag team match, onde parece que a "coreografia" é a mesma para todos)!?...Eu não digo que a WWE não deve tentar padronizar algumas coisas, mas a forma extensiva como o faz é que não se torna rentável, nem aceitável...por isso, era melhor que desse alguma maior liberdade aos wrestlers e aos bookers, para que eles próprios se recriassem e nos oferecessem coisas inovadores e refrescantes.

3. Originalidade e Criatividade:

> Na linha do que foi dito no ponto anterior, a Originalidade e a Criatividade ganham, também, relevante importância quando falamos nos grandes "pecados" da WWE. O facto é que a companhia nos tem oferecido, vezes sem conta, as mesma feuds, com os mesmos intervenientes, os mesmos tipos de história, os mesmos finais, etc. E esta constante aposta na "mesmisse" só demonstra que a criatividade e a originalidade já não são uma das características mais marcantes nas equipas criativas da WWE. Eu sempre defendi que a maior parte das "coisas" estava inventada, no que ao Pro Wrestling diz respeito, e que pouco mais havia a criar de novo...contudo, julgo que tem de haver uma utilização das velhas histórias de sucesso, adaptadas à realidade e aos novos intervenientes que nelas vierem a participar...porque repetir histórias, sempre com os mesmos, simplesmente, não resulta. Depois, julgo, também, que é necessário apostar em rivalidades mais duradouras, que permitam um build up e desenvolvimento mais profundo e que deixem os wrestlers adicionar-lhes uma vertente mais pessoal e intensa. Está na hora de apostar nas boas construções, na solidez e na coerência, está na hora de apostar e acreditar nos lutadores...chega de tanto script e condicionalismos, dêem-lhes mais liberdade e espaço de manobra.

4. O Efeito Imediato:

> Outro dos grandes problemas que assola a WWE prende-se com a pressão que os fãs exercem sobre a mesma para encontrar novas grandes estrelas, um novo The Rock ou Steve Austin que lhes encha as medidas. Em grande parte devido a esta pressão, a própria empresa começa a "carregar" sobre os seus lutadores e a exigir efeitos imediatos, quando não lhes dá o tempo suficiente para construírem as suas carreiras, se tornarem credíveis, consolidarem os seus conhecimentos e se tornarem workers sólidos perante as plateias. Esta situação leva, por outro lado, a que sejam desperdiçados inúmeros jovens cheios de talento e potencial, só porque são "deitados às feras" cedo de mais e sem que lhes permitam desenvolver um período de treinamento indispensável a sua formação como wrestlers de topo (Lance Cade, Kenny Dysktra, Chris Masters, entre outros, são alguns exemplos que posso apontar). De facto, esta questão leva-nos para um outro patamar, que se prende com o facto de não haver mais territórios estatais como nos anos 80 e 90, e, por isso, os jovens lutadores possuírem um grau de experiência e competitividade muito inferior...cabendo o trabalho de formação quase, exclusivamente, à WWE. Em todo o caso e estando ciente destas dificuldades, Vince McMahon e a sua equipa deveriam ter uma paciência bem superior para com os seus wrestlers e atribuir-lhes uma plano de evolução e desenvolvimento gradual, bem ao estilo daquilo que tem vindo a fazer com o CM Punk.

5. Congelamento das Gimmicks e Afastamento dos Managers:

> Por último, mas não menos importante, a estagnação no processo de criação de gimmicks e o desaparecimento da personagem "Manager" veio retirar ao produto da WWE, toda uma qualidade e complementariedade que apenas estas duas dimensões conseguem oferecer. Hoje, parece que a companhia já não olha tanto para aquilo que se faz na indústria cinematográfica nem para a realidade em que o mundo vive, pois já não consegue descortinar gimmicks que, só por si, criem um grande impacto e impulsionem a carreira dos lutadores que a interpretam. O Pro Wrestling é, todo ele, entertenimento e quando se deixa de trabalhar numa área tão importante como a criação de gimmicks, é normal que essa situação venha afectar toda a complexidade desse processo. Onde estão as personagens "Bad Ass" (baseadas em caracteres que se destacaram nos filmes, tipo Frank Castle em "The Punisher" ou John McClane em "Die Hard")!?; onde estão as apostas em personagens "psicopatas" e completamente "chanfradas" (que tanto sucesso tiveram com Mick Foley e só não tiveram maior com Raven porque a sociedade norte-americana não estava preparada para ela)!?; onde estão representados os novos jovens e os seus desejos mais loucos (como estiveram nos "D-Generation-X")!?; etc. A verdade é que há uma grande lacuna neste ponto e ele afecta invariavelmente a qualidade do produto que a WWE oferece, porque deixou de haver traços característicos que distiguem as personagens de uma forma clara. Depois, houve o afastamento das personagens "Manager", que sempre se revelaram de extrema importância e que ajudaram ao estabelecimento de excelentes wrestlers com handicapes nas mic skills...também eles são uma importante parte desta indústria e esquecê-los, como têm feito, é outro erro crasso.



Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

Dias is That Damn Good #144 - "What's Next For Triple H?!"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Quando um wrestler chega aos 40 anos e já conquistou tudo aquilo que havia para conquistar, deixou a sua marca na modalidade e se tornou numa das maiores lendas da mesma...a grande questão que se lhe coloca é, invariavelmente, "E agora!?".

Paul Levesque, mais conhecido por Triple H entre os fãs do Pro Wrestling, é um dos lutadores que se encontra na situação que descrevi, imediatamente atrás. Está com 40 anos (a idade de maior maturidade e eficiência para qualquer wrestler), já conquistou um sem número de títulos e deixou a sua marca na modalidade de uma forma inquestionável. Hoje, ele é uma das maiores lendas a que alguma vez pudemos assistir e mantém intactas todas as suas qualidades e capacidades...Qual será, então, o próximo passo na carreira de Triple H!?

Ora, aquilo a que me proponho com o presente artigo é, precisamente, responder a esta questão. Por isso, não percam as próximas linhas...




Em primeiro lugar, para perceber e compreender os caminhos possíveis que vou traçar como planos futuros para Paul Levesque, é necessário ter em conta a contextualização actual do mesmo no panorama WWE, da sua participação e intervenção na RAW e da possibilidade de vir a ser transferido no "WWE Draft 2010" para a SmackDown. Devemos, portanto, deixar em aberto todas as possibilidades e não olhar apenas para "percentagens" e "probabilidades", desta ou daquela situação acontecer.

De referir, ainda, que vou tratar este assunto ao longo de quatro tópicos (Opções), por forma, a facilitar a compreensão das ideias e a evitar a apresentação de um texto demasiado denso e exaustivo. Sigam, então, as grandes quatro opções que antevejo serem possíveis...


1ª Opção (Continuar Babyface e a Trabalhar para elevar novos Talentos):

> Por muito que critiquem o Paul Levesque e o acusem de não dar espaço aos mais jovens, todos têm de reconhecer que ao logo dos últimos dois anos o seu trabalho realizou-se, quase exclusivamente, em prol da afirmação e consagração dos outros. A solo, foi importantíssimo na consolidação e credibilização de Randy Orton como grande heel da companhia e campeão da mesma; já com Shawn Michaels, ajudou ao crescimento dos jovens membros da stable Legacy (Ted DiBiase Jr. e Cody Rhodes) e foi importante no estabelecimento de Big Show e The Miz como Unified Tag Team Champions; por último, e de novo a solo, tem desempenhado um trabalho extraordinário com vista a ascenção, mediatização e consolidação de Sheamus como estrela de topo na WWE. Ora, é por ter vindo a desempenhar estas funções e elas se constituirem de extrema importância para a companhia, que tenho de colocar a hipótese de Paul Levesque poder continuar a representar o papel de grande babyface ao serviço dos mais jovens, talentosos e promissores lutadores da WWE. Por isso, uma das opções que antevejo como possíveis para o futuro de Triple H na WWE, após o término da feud com Sheamus, é a sua junção a outro jovem heel, que possibilite a ascensão do mesmo (e neste ponto, podemos falar nos nomes de Ted DiBiase Jr.; The Miz; Drew McIntyre; Jack Swagger; e do próprio CM Punk)...em todo o caso, tudo estará dependente das alterações estruturais que o WWE Draft 2010 irá preconizar.

2ª Opção (Continuar Babyface e ter mais um "Reinado" de Transição como Campeão):

> Também por ser um wrestler que, volta e meia, regressa ao main event e conquista o título, dando-lhe vida por algum tempo, a hipótese de ver o "The Game" como campeão, de novo, não pode ser colocada de parte. Por outro lado, vemos que os actuais babyfaces da companhia não se podem dar ao luxo de trabalhar para elevar novos talentos...John Cena, Randy Orton e Edge são lutadores ainda novos e que têm bastante tempo pela frente no main event da companhia, logo, não há razão para que percam importância e estatuto perante jovens promessas que ainda não são certezas e não dão garantias absolutas. Deste modo, resta aos mais veteranos e experientes, cuja derrota ou submissão perante um novo talento em nada afectará o seu estatuto e legado, tomar as rédeas da companhia e proporcionar aos jovens heel a possibilidade de se estabelecerem no topo, através da conquista do título principal (um dos dois) e de feuds/rivalidades que só tipos como o Triple H e o Undertaker podem e conseguem oferecer. E esta questão não trata, exclusivamente, de dar ao Triple H mais e maior protagonismo e títulos...trata, sobretudo, de aproveitar as suas capacidades e qualidades antes que elas se comecem a perder. Trata-se, essencialmente, de credibilizar jovens lutadores, sem descredibilizar o wrestler que eles têm de derrotar e vencer para chegar ao topo. E a grande verdade é que não há ninguém na WWE, nem na modalidade, que consiga criar novos main eventers indiscutíveis como o "Cerebral Assassin".

3ª Opção (Fazer um Heel Turn e estabelecer-se, de novo, como Top Heel da Empresa):

> É um facto que a WWE tem tido enormes dificuldades para formar novos babyfaces...para além de John Cena e Rey Mysterio, a empresa não conta com mais nenhum lutador que se constitua, naturalmente, com este tipo de personagens. Devido a essa situação, Vince McMahon sentiu necessidade de oferecer face turns a tipos que se revelaram extraordinários e brilhantes enquanto super heels, falo de Triple H, Edge e Randy Orton. A verdade é que pelos anos que já levam na modalidade e pelo legado que construíram, torna-se fácil para eles o domínio da plateia e o apoio da mesma quando as suas personagens viram o "bom da fita". No entanto, e porque os melhores fizeram um face turn, faltam agora heels de grande "tarimba" que se oponham aos faces, estando a companhia no que a estas personagens diz respeito, confinada a Chris Jericho, CM Punk e Batista (secundados pela nova geração de wrestlers que é composta por Ted DiBiase Jr., Sheamus, Jack Swagger e The Miz). Assim, e tendo em conta este estado de "coisas", acredito que um heel turn do Triple H e a sua, nova, ascensão ao topo como grande top heel da companhia seja um cenário bastante provável. Seria fácil, bastante produtivo e benéfico para a companhia (a curto, médio e longo prazo) se apostasse neste plano/opção...o Triple H criaria uma nova stable (enquanto heel sempre teve grupos a suportá-lo) e promoveria os seus protegidos de uma forma credível e gradual, à semelhança do que aconteceu com Randy Orton e Batista nos Evolution. E se acham que seria complicado encontrar um novo formato para esse grupo, desenganem-se...pegando até no conceito inovador do WWE NXT, o Paul Levesque poderia alegar que queria rodear-se de discípulos e protegidos, e essa situação já justificaria a escolha de alguns jovens para trabalhar consigo, a seu lado, e com ele aprender tudo aquilo que de bom o "King of Kings" tem para partilhar.

4ª Opção (Partir para as Feuds de Sonho com os Adversários mais Consagrados):

> Outra opção que pode vir a ser tomada pela companhia e pelo próprio Paul Levesque, relativamente, ao seu futuro, agora que lhe restarão uns 5/6 anos de actividade, é, à semelhança do que aconteceu com Shawn Michaels, a sua participação em feuds e rivalidades que todos gostariam de ver, será partir para storylines de "sonho" com wrestlers já consagrados e algumas outras lendas. Julgo que todos gostariam, ainda, de assistir a um novo Triple H vs. Batista, ou a um novo Undertaker vs. Triple H, assistir ainda a um outro Triple H vs. Chris Jericho, ou a um inovador (mas não menos interessante) CM Punk vs. Triple H. Existe, ainda, a possibilidade de assistir a feuds/combates pontuais com tipos que já se retiraram, como The Rock, Goldberg, ou outros tipos que, possam regressar para se despedir do Pro Wrestling e seus fãs uma última vez. E, porque não, assistir a mais um Triple H vs. John Cena, ou Triple H vs. Edge e, ainda, um Triple H vs. Randy Orton. A questão dos heel turn e face turn, tornar-se-ia irrelevante, na medida em que eles também o foram com Shawn Michaels...esta linha, que acredito assinalar o último grande percurso de Triple H antes da sua retirada, a acontecer, verificar-se-á, apenas pelo espectáculo e usufruir do mesmo.

Conclusões:

> Em primeiro lugar, queria dizer que acredito, de forma sincera, que ambas as possibilidades que levantei são possíveis, caso contrário, não as teria apontado e não me debruçaria sobre elas. Agora, como é óbvio, a probabilidade de algumas destas "linhas" se verificarem é superior relativamente a outras. Talvez a hipótese menos viável seja a última (4ª Opção), especialmente, porque não me parece que se enquadre na filosofia de trabalho do Triple H, que já demonstrou por inúmeras ocasiões, estar ao díspor da empresa para ajudar a consolidar o presente e assegurar o futuro. Por outro lado, julgo que as opções 2 e 3 são aquelas que ganham maior relevo, uma vez que permitirão a manutenção do estatuto de Paul Levesque na companhia, ao mesmo tempo que este ajuda na criação e credibilização de novas estrelas. E, neste ponto, gostaria apenas de referir que defendo com maior "vígor" a 3ª opção, porque como grande fã e mark (confesso) de Triple H, gostaria de vê-lo, de novo, como heel. Já a 1ª opção enquadra-se no plano da actual feud que interpreta com Sheamus e, como disse, acredito que seja uma hipótese possível para o futuro de Paul Levesque...em todo o caso, julgo que perde algum relevo e força, se comparada com as hipóteses 2 e 3. De qualquer modo, uma coisa é certa, seja qual for o futuro da personagem Triple H, espectáculo, credibilidade, coerência, interesse, entusiasmo e brilhantismo são "tópicos" que teremos assegurados.





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Um Abraço, Dias Ferreira!

Dias is That Damn Good #143 - "Young Blood II"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número edições na história do XBooker e da CWO ;)

Tal como referi na introdução ao artigo de ontem, o período pós-Wrestlemania na WWE requer grandes esforços e concentração das estruturas da empresa, no planeamento da nova época/temporada e no estabelecimento das jovens estrelas que serão alvo de maior atenção no decorrer do ano. Por isso, e na continuação do que puderam ler no "Young Blood I", sigam, agora, este "Young Blood II".

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Cody Rhodes

> É filho de lendário "American Dream" Dusty Rhodes e foi pela mão do seu pai que se estreou no programa principal da WWE, o Monday Night RAW. O seu primeiro grande momento consistiu na grande estalada que levou do Randy Orton, com quem viria a ter um combate, depois, na defesa da honra e prestígio ofendidos do seu pai, e de onde saíria derrotado. Posteriormente, faria uma equipa com o experiênte Hardcore Holly e, juntos, conquistariam os WWE Tag Team Titles...títulos que viria a manter, mesmo depois da traição ao seu parceiro e junção a Ted DiBiase Jr., com quem formaria a equipa "Priceless" e se sagraria, por mais algumas vezes, campeão de equipas na empresa. O resto do percurso e carreira deste jovem é bem conhecido de todos, configurando-se praticamente igual ao do filho do "Million Dollar Man"...mais tarde juntar-se-ia a Randy Orton e os três formariam a stable Legacy que controlaria o panorama WWE, até à bem pouco tempo, quando o grupo se separou e defrontou em plena Wrestlemania XXVI, significando este combate a implosão total e final dos "Legacy". Na actualidade, Cody Rhodes deverá ter os seus planos congelados até ao WWE Draft 2010, onde as estruturas da companhia definirão, certamente, qual o melhor rumo a dar à sua carreira e personagem. Apesar de um físico pouco trabalhado e impressionante, a verdade é que o Cody tem bastantes qualidades técnicas e ao nível do entertenimento diria, até, que se safa melhor que o Ted DiBiase Jr., pelo que a aposta da empresa em si é, a meu ver, um dado adquirido.

The Miz

> Michael Mizanin ainda antes de entrar na indústria Pro Wrestling já era conhecido do público americano como "cast member" na MTV, no seu programa "The Real World: Back To New York"...tendo-se concretizado a sua aproximação à modalidade postariormente, aquando da sua participação no "WWE Tough Enough", onde foi finalista e conseguiu convencer a empresa de Vince McMahon a oferecer-lhe um contrato. Depois, passou algum tempo pelos territórios de desenvolvimento da WWE (na altura UPW, DSW e OVW), antes de ser chamado aos programas principais como apresentador do concurso "WWE Divas Search 2006". Foi também em 2006 que Miz fez a sua estreia em ringue (com um personagem de carácter heel), mantendo-se invicto até ao ano 2007, onde viria a ser transferido para a brand ECW e "descolaria" pujantemente rumo ao topo. Ainda na ECW, formou uma equipa fantástica com John Morrison e, juntos, criaram um web show denominado "Dirty Sheet" que era em tudo divertido e hilariante. Mais tarde esta equipa viria a conquistar o título de equipas, antes de se separar e de ambos apostarem numa carreira a solo. Novamente transferido pela WWE, agora para a sua brand principal, a RAW, The Miz teve um início complicado...contudo, soube aguentar-se, esperar pela sua oportunidade e agarrá-la com unhas e dentes quando esta apareceu. Foi assim que se tornou United States Champion e, posteriormente com Big Show, mais uma vez, campeão de equipas. A ascensão deste jovem talvez não seja tão rápida e extrondosa como a dos lutadores que tenho vindo a referir, no entanto, ela é coerente e sólida o suficiente para o tornar num dos wrestlers mais credíveis dentro do plantel da WWE. A juntar a todos estes factos e acontecimentos, temos ainda o seu brilhantismo enquanto enterteiner e a boa qualidade em ringue, que alia à sua criatividade e estilo muito próprio, mostrando-se também aí diferente dos outros. Por todas estas razões e pela sua juventude, não tenho a menor dúvida ao afirmar que o Miz será, certamente, umas das principais caras da WWE num futuro não muito distante.

Drew McIntyre

> Drew Galloway, curiosamente, entrou para a WWE na mesma altura de Sheamus, durante uma tour da empresa na Europa, onde ambos receberam um try out match para convencer os responsáveis da gigante norte-americana. Posteriormente, o jovem escocês, estrear-se-ia logo no plantel principal da companhia, na sua brand azul, onde lutou sob o nome Drew McIntyre (que ainda hoje mantém), ladeado por Dave Taylor. Mais tarde, McIntyre seria transferido para a RAW, onde as coisas não correram da melhor maneira e acabou por ser enviado para a Ohio Valley Wrestling (território de desenvolvimento da WWE na altura). Com o final da parceria entre a WWE e a OVW, o jovem Galloway seria, novamente, transferido, mas agora para a Florida Championship Wrestling, onde permaneceu um ano e desenvolveu as suas qualidades e capacidades, por forma a chegar ao produto que a companhia de Vince McMahon pretendia "vender". O seu regresso ao roster principal da empresa aconteceria, então, no ano de 2009, de novo na SmackDown e de uma forma bastante prometedora...foi anunciado como o escolhido pelo próprio Vince McMahon, recebeu vários elogios de Triple H e Shawn Michaels e, num hype ainda maior à sua personagem, recebeu um valente push e winning streak até à conquista do Intercontinental Championship. Depois de todos estes marcos, a equipa criativa da SmackDown deu continuidade à sua consolidação e credibilização, com sucessivas defesas do seu título até que, mais tarde, lá decidiram que tinha chegado a altura de terminar a sua winning streak, embora o tenham colocado no Money in the Bank Match da Wrestlemania XXVI, onde era apontado como um dos favoritos à vitória. Na actualidade, os planos estão um pouco congelados e pendentes do que vier a acontecer no WWE Draft 2010, onde acredito vá ser transferido para a RAW...em todo o caso, pelo combate que tiveram, gostaria de ver uma feud entre ele e o Undertaker. A sua frieza e brutalidade, aliadas à excelente gimmick e credibilidade com que actua e às excelentes qualidades in-ring são, sem sombra de dúvida, os pontos mais fortes e positivos que podemos destacar...em contraponto, é-lhe necessário trabalhar um pouco mais as mic skills. Ora, avaliando as suas capacidades e potencial, e a forte aposta de que tem sido alvo por parte da companhia, justifica-se, plenamente, a sua escolha para figurar na lista das futuras grandes caras da WWE.

Nota:

> A primeira grande conclusão que podemos retirar dos seis nomes que apontei, ao longo dos dois artigos que abordaram a temática "Young Blood", são o facto de todos interpretarem gimmicks e personagens heel. Não é uma novidade para ninguém que a obenção de uma reacção aceitável do público fica facilitada para estes jovens se forem vistos como os "maus da fita", no entanto, esta situação desperta-nos a atenção para o facto de, cada vez, ser mais difícil à WWE criar novos babyfaces, de grande credibilidade e que consigam "dominar" as plateias...e, por isso, se explica, em grande medida, os recorrentes face turns de fantásticos lutadores que ficaram famosos por interpretar o papel de grandes vilões.




Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentam!
Um Abraço, Dias Ferreira!

Dias is That Damn Good #142 - "Young Blood I"

Boas Pessoal!




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Na WWE, a época que se segue à Wrestlemania é, sempre, de grande trabalho e redifinição daquilo que constitui a estratégia da empresa para o ano que se segue. É, por assim dizer, a altura em que começa a nova temporada/época da modalidade e aquela em que a equipa criativa tem, por obrigação, de escolher quais os lutadores em quem apostar. Neste ponto, e porque alguns veteranos decidem retirar-se e outros guardar um pouco do seu tempo para sarar lesões e "gozar" um pouco com a família, ganha especial relevância o lançamento e criação de novas estrelas, capazes de assumir o main event da companhia e de assegurar o regular funcionamento da mesma sem que ela comprometa os seus objectivos e resultados.

Ora, o artigo que agora vos apresento, trata, então, a situação daqueles que, na minha opinião, são os jovens talentos em que a WWE tem depositado maiores esperanças e responsabilidades, no sentido de poderem, mais tarde, vir a competir na sua mais alta divisão. Esta temática será, ainda, dividida em dois posts...sendo o primeiro este que agora lêem e o segundo postado amanhã, para que a leitura não se torne demasiado pesada e possam acompanhar com interesse aquilo que aqui tentarei abordar.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Jack Swagger

> Começo pelo "All-American American", naturalmente, porque é o actual World Heavyweight Champion. Quando se estreou na ECW, posso dizer que, fiquei logo atento a todo o seu potencial, capacidade e qualidade...pois não é normal vermos um tipo com uma imagem tão forte, ser bastante atlético e, devido ao background no wrestling amador, possuir tamanha técnica em ringue. Na antiga brand da WWE, o jovem Swagger rapidamente subiu ao main event e conseguiu conquistar o, então, ECW World Championship, tendo retido o título com sucesso por algum tempo e desenvolvido uma agradável feud com o (regressado à empresa) Christian...estava, portanto, tudo a correr como o previsto, no entanto, a WWE decidiu transferí-lo para a RAW, algo que veio a revelar-se um enorme passo atrás na carreira deste jovem lutador. Tal como aconteceu com muitos outros wrestlers com potencialidades indiscutíveis, a empresa não deixou que ele se tornasse credível e sólido o suficiente antes de o atirar aos "leões" e essa situação foi fatal para o terrível ano que o Jack teve na RAW, onde passou de um promissor upper carder para um comediante low carder. Contudo, felizmente que alguém decidiu fazer algo a tempo de lhe salvar a carreira, atribuindo-lhe uma importante vitória no Money in the Bank Match, em plena Wrestlemania XXVI. Este acontecimento sucedeu de forma surpreedente para todos, até porque não havia nada que indicasse que ele viesse a verificar-se...em todo o caso, depois desta conquista, pedia-se que lhe dessem a tal credibilidade e solidez que faltou aquando da sua transferência para a RAW e, mais uma vez, a WWE falhou, entregando-lhe o título, na minha opinião, cedo de mais e exigindo já, demasiado do atleta. Em todo o caso, ser campeão mundial é sempre um feito e marco de grande importância, e se decidirem tratá-lo tão bem enquanto campeão, como fizeram com o Sheamus na RAW, acredito que, apesar de tudo, esta aposta será um sucesso.

Sheamus

> Foi a WWE Superstar of The Year 2009 e WWE Champion no primeiro ano que o chamaram ao roster principal da companhia, o que, só por si, já revela a grande aposta e esperança que a empresa de Vince McMahon deposita neste jovem lutador. A sua imagem fria e pálida, e a sua atitude violenta, combinada com uma estrutura física impressionante, são a sua marca...já para não falar na forma quase-perfeita como interpreta os combates e sabe vender os seus adversários. Chegou à ECW brand como tantos outros, no entanto, soube destacar-se dos demais e aproveitar a oportunidade que a WWE lhe deu para se afirmar e marcar a sua posição na companhia...e fê-lo de uma forma tão bem sucedida que a equipa criativa da RAW nem sentiu necessidade de o ver amadurecer ou perceber qual o seu desempenho como ECW Champion para o chamar ao roster do programa principal da empresa. Quando chegou à RAW, tornou-se também num grande parceiro de Paul Levesque (Triple H), acompanhando-o nos treinos, nas viagens e adoptando-o como um verdadeiro mestre...algo que teve, obviamente, um significado positivo no seu desenvolvimento técnico e carreira. Também por esta altura, surgiram comentários do "King of Kings", aludindo ao esforço e dedicação do "Celtic Warrior" e ao amor que este tinha pela modalidade...certamente, declarações e pontos que tiveram relevância na posterior aposta da WWE em si para derrotar John Cena e se tornar campeão. E foi desta forma, surpreendente, que o gigante irlandês chegou ao main event da RAW, onde iria continuar alguns meses, com defesas bem sucedidas do seu WWE Championship, até ser derrotado por Triple H no PPV Elimination Chamber. Depois disto, entrou numa feud bastante interessante com o seu mestre, treinador, parceiro e amigo (na vida real)...sem dúvida, mais um passo bastante importante na carreira do jovem lutador, que teve assim a oportunidade de enfrentar alguém que conhecia e com quem sabia poder trabalhar e retirar o máximo de rentabilidade das suas capacidades. Foi assim que chegou à Wrestlemania XXVI e teve um combate bastante bom, credível, sólido e moralizador com o Hunter...um combate daqueles em que uma derrota ajuda mais que uma vitória, já que a feud entre ambos veio para ficar. Ora, por todo este percurso, julgo que é compreensível nomear o Sheamus como uma das grandes apostas da WWE para o futuro e como uma das possíveis futuras grandes caras da companhia.

Ted DiBiase Jr.

> É filho do "Million Dollar Man" Ted DiBiase, um wrestler repleto de qualidades técnicas, com uma imagem bastante semelhante à de Randy Orton e alguém capaz de lidar com a plateia sem problemas de maior. Estreou-se, logo, na primeira brand da WWE, adoptando uma postura heel (que mantém até à actualidade), formando uma dupla de sucesso com o seu parceiro Cody Rhodes. Juntos, colaram-se a Randy Orton e, com ele, formaram uma stable, denominada Legacy, que durante vários meses viria a dominar por completo toda a empresa...neste período, Ted DiBiase Jr., pôde ganhar grande experiência, credibilidade e consolidar os seus conhecimentos e capacidades, faculdades essas que lhe permitiram uma rápida ascensão dentro do card da empresa e a sua afirmação como jovem de grande valor e potencial. Mais recentemente, foi aposta de Vince McMahon para actor principal de um dos filmes realizados pela WWE (prova cabal do estatuto e boa imagem que goza dentro das estruturas da empresa) e teve oportunidade de enfrentar o seu antigo mentor, Randy Orton em plena Wrestlemania, num combate que serviu, também, como uma forma de ganhar mais e novas experiências e de aumentar o seu mediatismo. O futuro deste jovem afigura-se, portanto, brilhante a todos os níveis, devendo a actualidade oferecer-nos, para já, uma feud interessantíssima entre o Ted DiBiase Jr. e o Christian. Por estas razões, julgo que é inevitável mencionar o nome deste rapaz na lista dos lutadores que, no futuro, carregarão a empresa.




Bem, foi mas um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!




PS: Não percam, amanhã, a segunda parte da temática "Young Blood".

Dias is That Damn Good #141 - "WWE Wrestlemania XXVI Rewind"

Boas Pessoal!




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A Wrestlemania 26 deu muito que falar, como normalmente acontece com todas as Wrestlemanias, ao longo dos últimos meses. Das expectativas que criou nos fãs, às várias apostas nos vencedores e derrotados, passando pela construção e estruturação do card e das surpresas que encontramos na Road To Wrestlemania, muita "tinta correu". Por estas razões, e por se tratar do maior evento anual, no que toca ao Pro Wrestling, não poderia deixar de a abordar na minha coluna.

Por isso, não percam as linhas que se seguem e o meu "WWE Wrestlemania XXVI Rewind"...




Dark Match: Battle Royal

> Este combate justificava-se, principalmente, pela necessidade de proporcionar uma experiência única a todos os lutadores que não estivessem "convocados" para o maior de todos os palcos. Em todo o caso, confesso que estranho a ausência do Ezekiel Jackson, já que o facto de ter sido o último ECW Champion indicava uma, suposta, aposta da WWE no mesmo. Devo dizer, ainda, que fiquei surpreendido com a vitória do Yoshi Tatsu, porque não consigo compreender qual é a ideia da empresa em apostar no mesmo, a mim parece-me que não é um lutador de grande potencial e que dificilmente conseguirá singrar...em todo o caso, e como já referi, foi bom para todos os intervenientes poderem usufruir da Wrestlemania.

1. Unified Tag Teams Championship Match: The Miz & The Big Show © vs. John Morrison & R-Truth

> A meu ver, deve ter sido o pior opener de sempre na história das Wrestlemania(s). A verdade é que mais valia que o tivessem transformado num segundo dark-match, porque os 3/4 minutos que este momento durou, não são motivo de grande orgulho para quem participou nele, nem para a WWE e nem, especialmente, para quem pensou e estruturou o card. Não se compreende, ainda, que o John Morrison e o R-Truth tenham vencido tantos confrontos para depois, em plena Wrestlemania, não durarem cinco minutos e serem completamente dizimados. De qualquer modo, salva-se a vitória dos campeões e, desta forma, a possibilidade de podem continuar a credibilizar a divisão de equipas e os respectivos títulos.

2. Triple Threat Match: Randy Orton vs. Cody Rhodes vs. Ted DiBiase Jr.

> Este combate prometia bastante, até pela incerteza do modo como as coisas poderiam correr e acontecer. Ao contrário do que eu esperaria, a WWE decidiu mesmo passar a tratar o Randy Orton como um autêntico babyface e a reacção que ele obteve foi óptima (na verdade, aconteceu o mesmo que já se tinha passado com o Triple H e outros heels de grande sucesso...chega uma altura em que os fãs gostam tanto deles que se torna dificil mantê-los como heel)...por outro lado, os jovens membros dos Legacy mantiveram-se fiéis às suas personagens e, de início, interpretaram-nas bastante bem no ringue, tornando o combate, praticamente, num handicap match para o RKO. Contudo, os dois companheiros começeram a colidir e, com isso, deram uma excelente oportunidade ao Orton de virar o curso dos acontecimentos, dando a volta ao combate e derrotando os dois oponentes. A meu ver foi um bom match, no entanto, e à semelhança do que aconteceu ao longo do PPV, teve pouco tempo e, por isso, também parece que foi tudo um bocado rápido e despejado. Veremos, agora, o que têm destinado para o Randy, já que me parece que os dois jovens vão entrar em feud.

3. Money in the Bank Ladder Match: Christian vs. Kane vs. Dolph Ziggler vs. Shelton Benjamim vs. Jack Swagger vs. MVP vs. Matt Hardy vs. Evan Bourne vs. Drew McIntyre vs. Kofi Kingston

> Na minha opinião, a WWE errou ao não ter chamado, para este combate, wrestlers com um estatuto mais consolidado e que pudessem acrescentar uma maior credibilidade e entusiasmo ao mesmo. Assim, e porque não o fez, aquilo a que assistimos foi um autêntico festival de spots e botches que pouco sentido fizeram...em todo o caso, acredito que foi um match que encheu as medidas a muito boa gente. Dos participantes apostaria na vitória do Christian ou do Drew McIntyre...e a verdade é que embora prefira o segundo, iria sentir-me melhor se o "Captain Carisma" vencesse, até porque acredito, fortemente, na possibilidade de um confronto entre o McIntyre e o Undertaker neste período pós-Mania. Mas qual não foi o meu espanto ao verificar que o grande vencedor deste MITB foi o Jack Swagger...um wrestler com grande qualidade e potencial, mas que vinha sendo tratado como low carder pela companhia ao longo do presente ano. Julgo que a escolha foi boa, permitiu surpreender os fãs e ainda dá a possibilidade ao jovem Swagger de se ir credibilizando e consolidando até ao momento em que decidirá cobrar a sua oportunidade de lutar por um dos títulos mundiais da companhia.

4. Triple H vs. Sheamus

> Este combate perdeu muita da sua força e possível interesse, quando decidiram não lhe adicionar a disputa pelo título da WWE...em todo o caso, tenho de dar os parabéns à equipa criativa por ter conseguido justificar de uma forma credível a marcação do match entre ambos. A verdade é que o Triple H retirou o título ao Sheamus e este, fã e admirador do "The Game" desde pequeno, queria agora vingança e aproveitar esta óptima oportunidade para consolidar o seu estatuto e fazer história à custa do seu Mestre, do homem que ele estudou até ao último pormenor, de Triple H. Tivemos, portanto, um excelente build up para este embate e se a essa situação juntarmos o facto do "Celtic Warrior" ser o tipo com quem o Paul Levesque treina diariamente, então já sabiamos que iriamos, com certeza, assistir a um combate, no mínimo, sólido. E assim foi...tudo começou com um Sheamus desrespeitador e confiante de si e nas suas capacidades, algo que o "Cerebral Assassin" foi destruíndo com a sua experiência e "matreirisse". O match desenrolou-se de uma forma bastante sólida, muito coerente e credível e onde a psicologia de ringue e o à vontade entre os atletas foi uma constante. Olhavamos para o Sheamus e viamos um tipo com quase 10 anos de carreira (tal era a perfeição com que executava os moves e vendia o seu adversário)...e viamos no Triple H um homem feliz e a divertir-se, à grande, com o combate que travava com o seu amigo, na vida real. Julgo que, a seguir ao Undertaker vs. Shawn Michaels, foi o melhor combate da noite e algo bastante positivo para a carreira do Sheamus, que conseguiu demonstrar que é um lutador muito capaz e que constitui, portanto, uma aposta acertada e segura da WWE. O final do combate também foi muito bem conseguido, perdendo o irlandês, apenas, porque de forma orgulhosa e pouco reflectida, tentou aplicar um pedigree ao Triple H, permitindo que este recuperasse e, na sua desatenção, o derrotasse. Pessoalmente gostava que a feud continuasse, mas não me parece que isso vá acontecer...a ver vamos o que a RAW nos trará.

5. CM Punk (w/Straight-Edge Society) vs. Rey Mysterio

> Aqui aconteceu, mais uma vez, aquilo que se verificou nos dois primeiros combates...deram pouco tempo aos wrestlers e, por isso, tornou-se muito complicado oferecer um combate ao nível da Wrestlemania e que permitisse assistir ao que o CM Punk e o Rey Mysterio têm de melhor para oferecer. E esta situação é, ainda mais, lamentável, porque o build up deste match e a forma como toda a rivalidade vinha a ser conduzida, exigia que ela fosse tomada em muito maior consideração e respeito. De qualquer modo, o CM Punk, com uma promo inicial, sacou um heat tremendo...demonstrando toda a sua qualidade enquanto enterteiner e o excelente momento que a sua carreira atravessa. Já o Rey foi igual a si próprio, o eterno babyface adorado pelos fãs e que luta, invariavelmente, perante situações em que parece estar em desvantagem, comparativamente ao seu adversário. O combate, pelas razões que já referi, não foi nada de especial...mas havia um forte interesse em redor do mesmo, para tentar perceber se o Mysterio conseguiria vencer e evitar a sua subsmissão como membro da Straight-Edge Society. Infelizmente, o "619" conseguiu mesmo derrotar o "Chicago Made", e digo infelizmente, porque a derrota do mexicano traria um entusiamo bem superior a esta feud, contudo, acredito que ela vá continuar e que o grande combate entre ambos pode acontecer já no próximo PPV da empresa.

6. No Holds Barred Match: Vince McMahon vs. Bret Hart

> Quem conhece a história entre ambos, sabe que o build up deste combate foi extraordinário e que tudo foi trabalhado, até ao último pormenor, de uma forma extremamente coerente e credível. A ideia de um Bret Hart fingir-se inferiorizado e humilhado regularmente por um Vince McMahon (horrível e cheio de confiança nas suas capacidades para vencer e humilhar um "Hitman" lesionado) apenas para conseguir enfrentá-lo na Wrestlemania foi, realmente, fantástica. Tinhamos, portanto, expectativas enormes de ver o "Best There Is, Best The Was and The Best There Ever Wiil Be" de regresso aos ringues, num combate em grande contra o seu maior adversário e a poder despedir-se de uma forma condigna dos seus fãs e da modalidade. E mesmo sabendo que as suas condições físicas não são as melhores, e que o Vince não é um wrestler muito capaz, a verdade é que a estipulação especial, dava-nos garantias de que poderiamos assistir a um belo espectáculo. Ora, não podiamos estar mais enganados e a WWE não poderia errar mais ao optar pelo angulo e momento que nos ofereceu. É que nada justifica a transformação de um dos momentos mais interessantes de todo o PPV, numa enorme palhaçada, onde a Hart Family foi metida ao barulho e o Vince levou porrada durante uns 5 minutos para o Bret vencer sem qualquer glória. Lamentável é a palavra que melhor descreve este infeliz episódio...de onde podemos destacar, pela positiva, apenas, o facto o Bret Hart, finalmente, ter conseguido despedir-se de uma forma digna, como ele merecia, perante os seus fãs e o público da WWE.

7. World Heavyweight Championship Match: Chris Jericho © vs. Edge

> A história em redor deste combate tinha como especial objectivo, a consolidação do Edge como um dos grandes babyface da empresa, depois de vários anos a assumir-se como um dos maiores heel da mesma. E é por isso que se justifica o grande trabalho da companhia em redor da "catch phrase" Spear, Spear, Spear...que muitos consideram idiota, mas que é genial ao ponto de se poder comparar ao "What!?" de Steve Austin! E não tenho a menor dúvida de que, numa altura em que o Edge sentir necessidade de mexer com o público, a "catch phrase" irá vir ao de cima e ajudá-lo-á no desempenho da sua nova personagem face. Por outro lado, como grande vencedor da Royal Rumble, havia uma quase certeza generalizada de que a "Rated R Superstar" se iria sagrar campeã na Wrestlemania...ainda para mais, quando todos sabemos que o Chris Jericho é, e quase sempre foi, considerado um campeão de transição. Foi, portanto, com natural surpresa e, pessoal, agrado que assistimos à retenção do título por parte do World Champion...a WWE fez história e acabou com o mito segundo o qual, o vencedor da Royal Rumble venceria sempre o seu combate na Mania. Já a posterior atitude do Edge, deixa antever uma possível continuação da feud entre ambos e, agora, confesso que estou curioso para tentar perceber como o Michael Heyes lhe irá "pegar". Já o combate, também foi bastante agradável, tendo-se verificado muitos "near falls" (o que trás sempre grande entusiasmo aos matches) e uma boa química entre os wrestlers (o que também seria de esperar, não fossem o Jericho e o Adam velhos conhecidos e amigos de longa data). De qualquer modo, faltou-lhe algo para ser um combate genial e penso que esse algo, seria uma estipulação especial...que teria ajudado ao desempenho do Edge (que, como sabemos, tem algumas dificuldade em se impor nos combates, ditos, normais).

8. Eve Torres & Beth Phoenix & Kelly Kelly & Gail Kim & Mickie James vs. Alicia Fox & Vickie Guerrero & Maryse & Layla & Michelle McCool

> Bem, este foi aquele combate em que, acretido, todos aproveitaram para ir à casa de banho fazer as suas necessidades e buscar alguma coisita para comer lol. Julgo que podemos resumir tudo a um sem números de divas dentro do ringue, a aplicar os seus finhisher moves e a permitirem a vitória de Vickie Guerrero e da sua equipa heel...foi, portanto, um momento menos interessante do espectáculo e que se torna útil, simplesmente, pelo conteúdo que vem adicionar a futuros desenvolvimentos das feuds nas divisões femininas da WWE.

9. WWE Championship Match: Batista © vs. John Cena

> O build up deste combate foi muito bom e quando assim é, está meio caminho percorrido para que o interesse e entusiasmo seja bastante grande...contribuindo, por isso, para um enorme hype do mesmo. Com John Cena igual a si mesmo e um Batista de volta à sua melhor forma, agora, como um autêntico super-heel, o combate começou como se esperava...repleto de ódio e vontade mútua de destruíção. O Cena tomou a dianteira, desferindo ataques rápidos e ferozes em Batista, que à primeira oportunidade virou o confronto a seu favor e procurou trabalhar o pescoço do adversário (algo bem pensado, já que no último combate entre ambos, o "Animal" lesionou o Cena nesse mesmo local). Depois, inesperadamente, parece que se esqueceram desse pormenor e começaram a travar um combate com um conceito algo diferente (e esta é uma das grandes críticas que lanço a este match...a outra, foram os inúmeros botches que pudemos verificar, especialmente, causados pelo, então, WWE Champion Batista)...e foi assim, que depois de vários "near falls" e de alguns finisher moves trocados entre os intervenientes, que o Cena aplicou o seu STFU e obrigou o "Animal" a desistir, transformando-se no novo WWE Champion. Apesar de algum erros, como referi, foi um bom combate...por último, não acredito que a feud vá continuar, pois, muito provavelmente, o Batista cobrará a sua clausula para um novo title match já numa RAW e perderá de novo.

10. Streak vs. Carrer Match: No-DQ & No Count Out: The Undertaker vs. Shawn Michaels

> A expectativa era muito grande em redor deste combate e ele tinha tudo para, à semelhança do que aconteceu no ano passado, se assumir como o melhor do evento. Havia, realmente, incerteza, quanto ao vencedor e, por outro lado, um grande sentimento de nostálgia por estarmos a assistir ao, possível, derradeiro embate da carreira de Shawn Michaels. E a verdade é que os dois intervenientes não desiludiram ninguém, tendo proporcionado um combate que, na minha opinião, foi até superior ao travado por ambos na edição anterior da Wrestlemania. Começou-se por trabalhar uma lesão na perna do Undertaker e o HBK fez de tudo para a aproveitar, utilizando desde o Figure Four Leg Lock (celebrizado por Ric Flair) ao Ancle Lock (de Kurt Angle), mostrando que estava mesmo disposto a correr todos os riscos para vencer o seu adversário. Pudemos ainda assistir a um Deadman que tentava vencer o Shawn desesperadamente, não fossem as inúmeras vezes que o "Showstopper" se livrou do pin fall e dos finishers moves do Undertaker...ao mesmo tempo que o HBK cometia os mesmos erros do combate do ano passado, mas fora do ringue, de maneira a não comprometer a sua vitória. O final foi brilhante, simplesmente genial...o Undertaker gritava "Stay Down" não querendo, realmente, fazer sofrer ainda mais o seu inimigo, ao passo que o Shawn (orgulhoso e "cocky" até ao fim), mesmo de rastos, levantou-se e deu uma chapada ao Deaman...que em seguida lhe aplicou um potentíssimo Tombstone Pelidriver e terminou a sua carreira. Foi o combate da noite e é, claramente, condidato a match do ano...fiquei feliz pelo que ambos conseguiram, mas muito triste por ver o Shawn abandonar (quem faz um combate destes não pode terminar a sua carreira...é uma pena que uns não o queiram fazer mas não consigam continuar, e outros que podem continuar e conseguem fazê-lo, não queiram mais)...fica o respeito pela sua carreira e dedicação, um verdadeiro obrigado por tudo a um dos melhores de sempre.

Conclusões:

> Não podemos dizer que tenha sido uma Wrestlemania má, até porque superou claramente a qualidades de muitas edições anteriores à mesma...contudo, pela forma como foi construída, pelo hype que lhe deram e pelo card que lhe atribuíram, esperava-se, realmente, mais. De positivo, há que realçar a surpreendente aposta em Jack Swagger, a afirmação de Sheamus e o seu excelente combate com Triple H, as boas disputas pelos títulos mundiais e o fenomenal espectáculo a que pudemos assistir no main event. No sentido inverso, podemos destacar como pontos negativos, um público bastante amorfo e que pouco ajudou à festa, e o reduzido espaço de tempo que alguns intervenientes tiveram para travar os seus combates (certamente teria sido preferível cortar nos "rewinds" das feuds e privelegiar a duração e qualidade dos combates). No entanto, este evento ficará marcado, sobretudo, pelo adeus de um dos melhores de sempre, pela despedida de uma das maiores lendas da modalidade, pelo fim da carreira do enorme "Heartbreakid" Shawn Michaels.





Bem, e foi mais um "Dias is That Damn Good", que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

Dias is That Damn Good #140 - "TNA Destination X 2010 (Review)"

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No passado domingo, realizou-se o primeiro PPV da TNA desde que a empresa transferiu as transmissões do seu iMPACT para as segundas-feiras. Não só, mas também por isso, as expectativas em redor deste espectáculo eram grandes...ainda para mais, quando o card do evento era bastante apelativo e houve uma grande preocupação em fazer um build up credível e ajustado a todas as rivalidades que compunham o próprio TNA Destination X 2010. Assim, aquilo que vos proponho, ao longo das próximas linhas, é uma análise a este mesmo show, centrada nos combates e efeitos decorrentes dos seus resultados.

Não percam, portanto, o que se segue...




1. Ladder Match: Kazarian vs. Daniels vs. Amazing Red vs. Brian Kendrick

> Não gosto de spotfests, não gosto de highflying wrestling, não gosto do Amazing Red, tolero o Daniels e aprecio o Kazarian e o Brian Kendrick. Posto isto, compreenderão que seria muito dificil para mim avaliar este combate de uma forma justa...em todo o caso, e preconceitos à parte, acho que acabou por ser um dos matches mais emocionantes da noite. Foi emocionante não porque tivesse tido uma grande qualidade, mas sim porque era dificil descortinar o vencedor e pelas várias oportunidades de vitória que todos os intervenientes tiveram...mas nós também sabemos que os ladder match são assim (lol). Em suma, acabou por ser uma boa forma de abrir o PPV e o vencedor também foi bem escolhido, o Kaz é dos tipos com maior qualidade dentro da X-Division.

2. TNA Knockout Championship Match: Tara vs. Daffney

> Confesso que não esperava muito deste combate, a Tara tem muita qualidade e a Daffney também, no entanto, a última está mais vocacionada para os típicos combates indy e de preferência com estipulações especiais (bem à imagem da Roxxie). De qualquer modo, foi um match que acabou por cumprir...a campeã reteve o título e ficou mais credível, ao passo que a sua adversária lhe roubou a tarantula, permitindo o continuar da rivalidade entre ambas enquanto a ODB recupera da sua lesão.

3. Ultimate X Match: Generation Me vs. Motor City Machine Guns

> Aqui esperava mais um combate muito rápido e cheio de spots, logo não fiquei surpreendido com o que aconteceu...fiquei surpreso sim, com a altura a que a estrutura "Ultimate X" estava posicionada (muito mais baixa que nos anos anteriores). Os Generation Me são uma tag team recente que brilhou na ROH e chegou rapidamente à TNA para entrar em feud com os MCMG, contudo, se apresentam claras capacidades para tornar os highflying matches da companhia emocionantes, a verdade é que ao nível do enterteinment têm de melhorar muito. Por sua vez, os Motor City Machine Guns continuaram na onda daquilo a que nos habituaram, é estranho que não consigam evoluir, em todo o caso, não deixam de ter qualidade naquilo que fazem...e a haver um vencedor, ainda bem que foram eles os escolhidos, uma vez que para disputar os TNA Tag Teams Titles é necessária uma bagagem bem superior à dos Generation Me.

4. TNA Global Championship Match: Rob Terry vs. Magnus

> Confesso que tinha grandes expectativas para este combate...o Rob Terry teve muito tempo na sombra para poder desenvolver as suas qualidades in-ring e própria posição na empresa e tinha, agora, o seu primeiro grande desafio e oportunidade de mostrar as suas capacidades. Já o Magnus (agora, simplesmente, Magnus como fez questão de referir), é um excelente wrestler e eu acreditava que conseguiria ajudar bastante o antigo companheiro a produzir um combate sólido e credibilizador. Ora, como sabem, não poderia estar mais enganado...o combate não passou de um autêntico squash em que o Rob entre um murro e um powerslam fez duas taunts com os seus musculos. Pessoalmente, não tenho nada contra os squash matches, mas em PPVs eles não fazem qualquer sentido, e ainda menos sentido fazem quando enterram, completamente, um tipo super talentoso como o Magnus...enfim, disto tudo, salva-se a continua aposta no Global Champion.

5. Eric Young & Kevin Nash vs. Scott Hall & Sean Waltman

> Tal como tinha previsto num dos artigos que escrevi na semana passada, tudo não passou de uma forma de arranjar contratos para o Scott Hall e o Sean Waltman. Na verdade, não era preciso ser um grande bruxo para adivinha-lo pois conhecendo a história dos intervenientes e do booking que os actuais writers da TNA já lhes tinham atribuído na WCW, as "coisas" tornavam-se bastante claras. O Kevin Nash disse que ia tentar de tudo para colocar os seus amigos dentro da companhia e esgotadas todas as possibilidades "legais" (digamos assim), lembrou-se de uma forma bastante lógica e credível de concretizar o seu desejo...enganaram tudo e todos fingindo que se tinham chateado ao ponto de marcarem um combate entre ambos com a estipulação especial a dar um contrato na empresa caso os vencedores fossem Scott Hall e Sean Waltman. É algo que já foi visto muitas vezes, mas não deixa de ser genial. Na previsão que fiz, enganei-me contudo, num pormenor, pois não estava a prever a traição ao Eric Young...sempre pensei que ele embarcasse na onda do grupo e passasse a lutar a seu lado...julgo que seria uma óptima forma de o fazer subir a pulso dentro da TNA e de o consolidar no topo, infelizmente não decidiram assim...a ver vamos como isto vai continuar. Resumindo, é óbvio que não houve muito para contar dentro do ringue, mas fora dele (onde estes intervenientes continuam brilhantes) foi muito bom.

6. X-Division Championship Match: Doug Williams vs. Shannon Moore

> Esta contenda tinha como um dos intervenientes o wrestler que eu menos gosto dentro do plantel da TNA (Shannon Moore), mas foi, contudo e de forma surpreendente, o melhor combate da noite. Felizmente o Doug Williams, lutador bastante técnico, controlou o match e levou-o pelo caminho em que ele se sente melhor, obrigando o Shannon a ter de vender a maior parte do combate (algumas vezes mal, porque nem para jobbar ele serve LOL) e impossibilitando-o de tornar o mesmo em algo cheio de saltos e acrobacias. Mas ainda melhor, foi a constatação de que o Doug Williams iria continuar campeão da X-Division, desviando o inútil (e não me canso de adjectivá-lo assim) do Moore do caminho e fazendo uma promo interessante no final do combate. É, contudo, uma pena que o Doug não se sinta um pouco melhor e mais à vontade com o micro, porque uma evolução superior ao nível das mic skills iria trazer-lhe bstante mais benefícios.

7. TNA World Tag Teams Championship Match: Matt Morgan & Hernandez vs. Beer Money, Inc.

> Julgo que por aquilo que estava a acontecer entre o Morgan e o Hernandez, tudo se conjugava para que eles perdessem os títulos para os Beer Money...contudo, também estes últimos têm estado mais entretidos a servir o Eric Bischoff na sua cruzada contra o Jeff Jarrett que empenhados na conquista dos títulos, pelo que a vitória de qualquer uma das equipas verificar-se-ia com alguma estranheza. Parece, no entanto, que a equipa criativa soube resolver esta questão sem grandes problemas, atribuindo a vitória aos campeões e oferecendo o tão esperado heel turn a Matt Morgan, que no final do combate atacou e "destruiu" o seu companheiro. O match também não foi nada de especial, embora tenha cumprido e contribuído com importantes passos para o desenvolvimento de novas rivalidades...mas não queria deixar de referir que me pareceu má política ofuscar completamente os Beer Money Inc. É verdade que a ideia passava por mostrar a fricção entre os tag teams champions (e ela foi evidente ao longo do combate), mas não havia necessidade nenhuma de descredibilizar os jovens lutadores daquela forma, é que tanto o Storm como o Roode foram completamente dizimados. Em todo o caso, vamos ver o que nos reserva a disputa entre os campeões no futuro que se avizinha...

8. Kurt Angle vs. Mr. Anderson

> Confesso que também trazia fortes expectativas para este combate, a rivalidade desenvolveu-se de uma forma extraordinária e esta era a grande oportunidade do Mr. Anderson para ter o melhor combate da sua carreira. Foi, contudo, com bastante tristeza que assisti ao desenrolar dos acontecimentos...primeiro, a feud pedia que houvesse muito ódio e vontade mutua de destruição e isso só aconteceu mais perto do final do combate, algo que não se percebe, tal como não percebi muito bem qual foi aquela ideia do Angle (no início do match) dar uma lição de wrestling técnico ao Anderson, porque ela não se justificava naquele combate. Depois, constatei também que o Anderson não consegue, definitivamente, ser dentro do ringue metade daquilo que é fora dele...não me compreendam mal, eu não achei o combate mau, no entanto, esperava muito mais de um lutador que passa a vida a reclamar oportunidades, mas que falhou com o Ric Flair e o Shawn Michaels na WWE, e falha agora com o Kurt Angle na TNA. O Mr. Anderson continua excelente ao nível do entertenimento e a feud entre ambos vai prosseguir, mas espero que ele consiga realmente oferecer um combate que marque a diferença, porque se não o fizer, nunca deixará de ser, ao meus olhos, um mid carder sem capacidade de explosão e afirmação.

9. TNA World Heavyweight Championship: AJ Styles (w/Ric Flair & Chelsea) vs. Abyss

> A primeira grande e agradável surpresa (se assim lhe posso chamar) deste combate, foi verificar que a Chelsea acompanhava o Ric Flair, demonstrando que quando há umas semanas falei na possibilidade do Nature Boy estar a criar um novo grupo em redor do AJ Styles e que a esse mesmo grupo iria pertencer o Desmond Wolfe, estava certo. Depois disto, acho que tudo correu mal (LOL). Eu já não esperava muito do Abyss, pois sei que ele é parecido com o Mick Foley, dentro do ringue se não houver uma estipulação especial, podem esquecer a qualidade...de qualquer modo, sempre pensei que o TNA Champion iria sair vencedor através de algum dirty move ou dirty tatics. Também nesse campo me enganei, porque o final do combate foi bastante mais espalhafatoso, surpreendente, incompreensível e estúpido (LOL). Parece que, agora, o anel do Abyss o torna capaz de colocar tudo e todos para lá do chão (=P). A meu ver, este combate acabou por não credibilizar ninguém, por isso, resta-nos esperar por novos desenvolvimentos no sentido de perceber o que vão decidir em relação ao título: se vai ficar "vacated" ou se o AJ Styles reteve o mesmo por desqualificação do Abyss...e por mais estranho que pareça, esta última opção é a mais provável dada a reacção do Earl Hebner, embora ela não faça qualquer sentido. Enfim, foi mais uma obra prima do Vince Russo, que só mesmo ele deve compreender e achar genial...na minha opinião, foi um mau combate e um dos piores (se não o pior) momentos do TNA Destination X 2010.

Conclusões:

> O TNA Destination X 2010 era um PPV com um card bastante sólido e bem contruído, cujas rivalidades em curso e disputa tinham sido alvo de um excelente build up. Esperava-se, portanto, um espectáculo com matches de grande qualidade e algumas surpresas que, normalmente, acontecem neste tipo de shows e que ajudam a abrilhantar as "coisas". Infelizmente não foi assim que aconteceu...os combates deixaram, praticamente, todos muito a desejar e ficaram muito aquém das expectativas. Salvou-se, contudo, o facto da equipa criativa ter trabalhado as rivalidades de forma que elas beneficiassem de um novo impulso ou razão para continuarem nos próximos programas. Em suma, não podemos argumentar que se tratou de um mau show, no entanto, esperavamos que a TNA o abordasse de uma outra forma (mais rigorosa), tinhamos, sobretudo expectativas de algo bem melhor...



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Dias is That Damn Good #139 - "My Booking for ROH"

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Ora, depois de muito tempo sem escrever algo relacionado com a "Raínha das Indys", eis que trago um artigo dedicado, exclusivamente, à Ring Of Honor. Na actualidade, se há um traço que caracteriza a ROH e a distingue das restantes companhias de Pro Wrestling, é o facto de conseguir criar e produzir, num período de tempo bastante rápido, vários wrestlers de grande potencial. No entanto, estes mesmos lutadores ao sairem da empresa e assinarem por uma main stream (WWE ou TNA), encontram alguns problemas na adaptação ao produto que estas mesmas "gigantes" pretendem oferecer aos seus fãs. A grande verdade é que a ROH funciona um pouco à imagem das antigas promotoras da modalidade, não ligando muito às storylines e apresentando cards que proporcionem apenas um espectáculo pelo combate em si...no entanto, mesmo neste ponto, acabaram por desvirtuar um pouco os preceitos básicos que as lógicas exigem dentro do ringue (não respeitanto a psicologia, o selling, etc).

Deste modo, aquilo que vos proponho ao longo do presente artigo, é a formação de um roster e estruturação do seu card para a ROH, que permita à companhia trabalhar de uma forma mais próxima da WWE e TNA, facilitar a adapatação das suas estrelas ao produto das mains streams e que lhe possibilite a consolidação do seu importante papel como empresa formadora de grandes talentos dentro da indústria. Como é óbvio, a visão aqui apresentada será pessoal (é minha), mas tentarei explicar as escolhas de cada wrestler e justificar a sua presença e posição em cada divisão do card.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




(Backstage)

Jim Cornette > A meu ver a presença de um General Manager em qualquer show de wrestling é uma necessidade imperiosa. É preciso haver uma voz de direcção e comando em qualquer local, é preciso haver estruturas e é preciso saber o modo como as coisas acontecem e o porquê das mesmas. Ora, a existência de uma personagem (General Manager ou Director Executivo, a denominação torna-se irrelevante) com estas características vem dotar os programas de uma qualidade e credibilidade muito superior, lembrando, ainda, que permite a elaboração de novas storylines e o acrescentar de maior capacidade a outras rivalidades em que esta função tiver de intervir. Jim Cornette, pela história que tem dentro do wrestling e pela vasta experiência que possui no desempenho deste cargo, parece-me a escolha óbvia para o mesmo. Para além disso, ele já está dentro da ROH, pelo que o esforço de colocá-lo no desempenho destas funções seria minimo.

(Main Event)

Chris Hero (w/Larry Sweeney)> Chris Hero é, na minha opinião, o wrestler com maior potencial e capacidade dentro da Ring Of Honor, logo, seu eu estivesse à frente da equipa criativa desta companhia apostaria tudo na sua evolução, desenvolvimento, crescimento e credibilização. Ele tem a imagem necessária para brilhar, um sentido apuradíssimo para o entretenimento e umas mic skills bastante boas, o que a juntar ao fantástico carisma só vem justificar os elogios que já lhe fiz. Assim, e sabendo de ante mão que a ROH é uma empresa formadora de novos talentos, julgo que beneficiaría imenso em transformar o Chris Hero no seu super-heel, atribuíndo-lhe algumas características semelhantes às da personagem desempenhada por Adam Copeland na WWE (Edge)...por outro lado, um push coerente e rápida ascensão até ao topo (com a conquista do título mundial da ROH) completariam e consolidariam esta aposta que tenho vindo a tratar. O acréscimo de Larry Sweeney, por seu turno, acontece como algo bastante natural já que ambos trabalharam juntos antes do abandono do fantástico manager...agora, depois do seu regresso, penso que ambos os workers tinham a ganhar se continuassem a trabalhar em conjunto. Para além disso, eu sempre gostei de ver wrestlers acompanhados, quer por stables, quer por managers ou divas...mas acredito que o Larry poderia desempenhar uma função semelhante à de Ric Flair durante o tempo em que esteve ao lado do Triple H.

Tyler Black > O Tyler Black é o outro tipo em quem eu apostaria, para em conjunto com o Chris Hero, comandar a empresa. Também ele possui bastantes qualidades e capacidades, ainda que necessite melhorar um pouco ao nível das mic skills e entretenimento. Em todo o caso, ele é o actual World Champion e, por isso, uma personagem bastante credível. A meu ver, a equipa criativa deveria apostar na sua consolidação como grande babyface da empresa, uma personagem que se constituisse por oposição ao maior heel da mesma, Chris Hero (isto, no seguimento lógico do que tenho vindo a escrever ao longo deste artigo). O Tyler é jovem e bastante talentoso, logo, se o souberem utilizar, tem tudo para vencer e atingir o sucesso. Também ele deveria ganhar combates e defesas do seu título até ao confronto com o Chris Hero, por forma a tornar-se ainda mais credível.

Brent Albright > O Brent é, talvez, o tipo que mais me agrada "in ring" na ROH. Teve muito azar na WWE (onde actuou sobre o nickname de Gunner Scott) porque não é muito carismático e apresenta algumas dificuldades com o micro (embora tenha melhorado neste capítulo)...e também porque a empresa não procurou contrariar as suas deficiências com a ajuda de um manager. De qualquer modo, é com certeza um dos top guys dentro da Ring Of Honor e fazia todo o sentido que a empresa apostasse tendo em vista a sua consolidação e credibilização como main eventer. Por outro lado, ou faziam também uma maior aposta no desenvolvimento e evolução das suas capacidades enquanto enterteiner, ou dava-lhe um manager capaz de suprir essas carências.

Steve Corino > O "King of Old School" parece-me que tem a sua presença no main event justificada logo à partida. É um tipo muito experiente, com bastante qualidade in-ring e que carrega já muita história nas suas costas. A meu ver, o Corino constitui-se como um óptimo professor para todos os jovens de maior potencial que a companhia pretenda lançar ou transformar em estrelas. É também alguém que sabe controlar muito bem o público e capaz de "sacar" uma boa promo em qualquer altura e local.

(Mid Card)

Eddie Edwards > Os seus maiores handicapes são claramente o fraco carisma e as mic skills, no entanto, ao nível técnico apresenta uma qualidade e potencial bastante interessante. É o actual ROH Television Champion (ainda que no programa da HDNet estejam a decorrer as eliminatórias do torneio que o coroou), e por isso, tem espaço e tempo para aprender e modelar as suas caracteristicas e capacidades. Julgo que ele necessita, sobretudo, perder o medo e soltar-se perante o público e os seus adversários...o ser tímido já não "colhe", é preciso ter uma atitude diferente, mais confiante e mais intimidatória. O facto de ter eliminado o seu parceiro de equipa parece-me a situação e momento ideal para voltar a apostar numa carreira de singles...agora é uma questão de ver o plano que lhe têm preparado.

Rhett Titus > O Rhett Tutis é precisamente o oposto do Eddie Edwards, apresenta-se como um tipo cheio de carisma, personalidade e com um "á vontade" bastante grande com os fãs e o microfone. Por outro lado, tem alguma tendência para a "palhaçada" ao longo dos seus combates (e é mesmo palhaçada, porque faz uma interpretação exarcebada da própria gimmick), situação essa que tem de ser trabalhada e ultrapassada. Ele tem também a personagem clássica de um "Playboy" um pouco mais "ajavardado" (LOL)...no entanto, também acredito que com uns retoques a "coisa" fique mais interessante. De qualquer modo, é sem margem para dúvidas um jovem cheio de potencial e o mid card da ROH parece-me a posição ideal para a sua evolução dentro da modalidade.

Roderick Strong > As mesmas palavras que utilizei para descrever a situação de Eddie Edwards, utilizo-as, agora, para caracterizar o Roderick Strong...é um jovem com muitas capacidades e potencial, mas que necessita melhorar a sua percepção do entertenimento e as suas mic skills. Tal como o Eddie, o mid card da companhia é melhor posição para evoluir e desenvolver-se, especialmente, para trabalhar a sua "intimidade" com o micro e a plateia!

Sean Morley > A adição deste nome ao roster da ROH justidica-se plenamente na visão que anunciei na introdução deste artigo. É necessário padronizar um pouco o produto da companhia e aproximar os seus wrestlers daquilo que é feito nas main streams...logo, e sendo um tipo com bastante experiência e oriundo da WWE (a passagem pela TNA nem conta), acredito que o Sean Morley (aka Val Venis) desempenharia uma função importantíssima e fulcral na ajuda a estes jovens lutadores. A sua presença nesta divisão (mid card) como personagem heel, serviria, sobretudo, para pushar jovens como o Eddie Edwards e o Roderick Strong, ou então, para consolidar jovens main eventers como Chris Hero, Tyler Black ou Brent Albright.

Charlie Haas > A aquisição de Charlie Haas aconteceria, exactamente, na mesma linha da adição de Sean Morley. Trata-se de mais um wrestler muito experiente e com bastantes capacidades que, sendo um ex-WWE, ajudaria os jovens lutadores da ROH a qualificarem um pouco as suas performences aos níveis exígidos pelas main streams.

(Tag Teams Division)

The Briscoe Brothers > O Briscoe Brothers são a tag team com maior história e de maior popularidade na ROH. São também, e de novo, os campeões de equipas da empresa e apresentam, claramente, qualidade e potencial para seguirem carreira com um grau de sucesso bastante elevado nas grandes companhias da indústria. O seu estilo é, sobretudo, baseado no highflying wrestling e apresentam um move set pouco consolidado, no entanto, acredito que trabalhando estes dois pontos conseguirão tornar-se num exemplo de excelência dentro da história das tag teams. Pela sua juventude, potencial e qualidade acredito que a equipa criativa da companhia faz bem em entregar-lhes, mais uma vez, o comando desta importante divisão.

The Dark City Fight Club > Tenho de confessar que gosto bastante desta equipa. A sua gimmick é bastante simples e não trás nada de novo à modalidade, mas é de tal forma útil e bem sucedida que não importa o número de vezes que a utilizem, irá ter sempre sucesso. O estilo dos seus membros está mais "coligado" com o old school wrestling e esse facto é importantíssimo para uma empresa que procura moldar o seu produto às grandes companhias...não nos podemos esquecer que de spotfests anda a ROH cheia, é necessário alguém que pense dentro do ringue e saiba controlar cada momento dos combates. Esta tag team faz isso e actua com elevado nível...são uns heels perfeitos para esta divisão.

Claudio Castagnoli & Kevin Steen > Já tentaram fazer de ambos wrestlers bem sucedidos com carreiras a solo na própria ROH, no entanto, e julgo que é um sentimento geral, os melhores momentos que passaram foi enquanto pertenceram a tag teams. Por outro lado, se é verdade que nunca actuaram juntos, como equipa, não deixa de ser um facto que o estilo de ambos se completa, por isso, acredito que a junção do Claudio Castagnoli e do Kevin Steen nos iria proporcionar uma excelente equipa para competir na divisão tag team da Ring Of Honor.

(Cruiserwight Division)

Austin Aries > Foi campeão mundial da ROH até há bem pouco tempo, quando perdeu o título para Tyler Black, no entanto, julgo que deveria pertencer a uma nova divisão dentro da companhia (denominada Cruiserweight) e que disputasse um título próprio da mesma. É um tipo com claras capacidades acima da média no que ao entertenimento e mic skills diz respeito, no entanto, e pelas suas características físicas, constitui-se como um daqueles wrestlers que gosta muito de spotfests e liga pouco à psicologia de ringue, ao selling, etc. Em todo o caso, tem qualidade e potencial para liderar esta divisão...uma divisão onde, se quiser, pode utilizar os seus highflying moves sem prejudicar a qualidade do espectáculo e o desempenho dos seus adversários.

Jerry Lynn > Já pertence à ROH, é um dos seus elementos mais experientes, de modo que, nesta divisão, iria assumir o papel de "treinador" ou "professor", ajudando os mais jovens a corrigir alguns erros e a evoluir, transformando-se em lutadores melhores e mais preparados para enfrentar as necessidades que o futuro e as suas carreiras lhe vão reservar.

Davey Richards > O Davey é outro tipo que em ringue se assemelha bastante ao Austin Aries, no entanto, no que ao entertenimento e mic skills diz respeito, fica-lhe bastante atrás. É também, claramente, um dos melhores talentos que a modalidade tem para oferecer no que toca ao highflying wrestling e, por isso, penso que se justifica a aposta da ROH no desenvolvimento e credibilização deste wrestler.

Petey Williams > Era um dos maiores talentos da TNA na sua X-Division e criador de um dos finisher moves mais fantásticos e espectaculares na história da modalidade. Por isso, porque ainda é jovem e porque tem todas as condições para competir na ROH, acredito que se constituiria numa óptima aposta por parte da empresa.

Paul London > É um ex-WWE com muitas qualidades e capacidades. Na empresa de Vince McMahon venceu vários títulos e obteve um relativo sucesso, mas devido ao fim da cruiwerweight division e à dissolução da sua tag team com Brian Kendrick, perdeu espaço e acabou por ser demitido. Acredito, também, que as suas maiores dificuldades se prendem com as mic skills e a forma como lida com os fãs, no entanto, é um óptimo praticamente do estilo que este tipo de divisões preconizam, pelo que vejo a sua entrada na ROH como a adição de mais um excelente elemento e lutador ao seu plantel.

(Women's Division)

Sara Del Rey > É a lutadora com maior história na ROH, tem bastante qualidade e dentro do ringue é um autêntico "bicho", pelo que o seu domínio na divisão feminina dentro da ROH se verifica com bastante naturalidade...ainda que nos últimos tempo tenha desempenhado uma personagem heel, e não seja a actual campeã. Num à parte, acho que a "Raínha das Indys" devia criar o seu próprio título feminino, pois acredito que a dependência em relacção à Shimmer não faz qualquer sentido, nem se justifica.

MsChif > É a actual Shimmer Champion e a grande adversária de Sara Del Rey...não acho que seja tão boa como a Sara, no entanto, não deixa de ser uma boa lutadora, que imprime credibilidade e qualidade em tudo aquilo que faz.

Alissa Flash > Deu mostras na TNA de todo o seu potencial e qualidade, e por ser uma lutadora com estatura física grande e forte, penso que cabe muito bem nesta divisão da ROH. Numa outra nota, também importante, as suas características e performence demonstram que tem uma aptidão natural para desempenhar com brilhantismo personagens heels, pelo que deveria assumir-se como a "má da fita" na companhia (no que toca ao wrestling feminino dentro da mesma).

(Outros Esclarecimentos)

> Como podem reparar, há vários elementos conhecidos na ROH e com provas dadas na mesma que foram cortados do "meu" roster ou que não figuram no mesmo, contudo, isso deve-se em grande parte à explicação que dei na introdução. A verdade, é que procurei encontrar um núcleo que pudesse ser trabalhado semenalmente no programa da HDNet e que oferecesse garantias de sucesso e qualidade. Por último, mas não menos importante, queria referir que a escolha destes wrestlers também foi feita em função da prática de um tipo de wrestling (ou produto) mais próximo daquele que a WWE e a TNA nos oferecem.


E vocês, que roster atribuíriam à ROH? Quais os lutadores que escolheriam? Quais os wrestlers que dispensariam? Porquê?





Bem, e foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

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