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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias is That Damn Good #159 - "The Vince McMahon's Successor"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Em primeiro lugar, queria desculpar-me pela ausência do último mês, mas a verdade é que o trabalho tem consumido, por completo, a minha agenda e, como tal, foi complicado manter-me atento ao blogue e às funções que desempenho no mesmo. Mas como não vim aqui para me desculpar e sim para vos escrever, passemos ao que realmente interessa...

O tema que vos trago para hoje não é novo, nem recente, mas tem ganho por estes dias uma certa relevância nos fóruns de discussão e sites de notícias afectos à modalidade. Refiro-me, como já devem ter percebido pelo sub-título do artigo, à sucessão de Vince McMahon no comando da World Wrestling Enterteinment.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Vincent Kennedy McMahon Jr. será recordado, para sempre, como um dos nomes (se não o nome) mais importantes na história do Pro Wrestling. O seu espírito aventureirísta, a mentalidade aberta e avançada para a época em que estava inserido, a capacidade de compreender o mercado e a aptência natural para os negócios, associados a uma enorme paixão por uma modalidade especial levaram este Homem a conseguir criar um dos maiores colossos a nível mundial. A verdade é que Vince McMahon, que desde pequeno tivera contacto com o meio (Pro Wrestling) devido á actividade do seu pai (como promotor do mesmo negócio), apostou numa completa e revolucionária transformação do produto das companhias de wrestling, baseando-se, acima de tudo, na espectacularidade e entertenimento e na dessiminação de conteúdos por todo um enorme país. O Vince entendeu que o wrestling não deveria ser um produto apenas deste ou daquele Estado, mas sim de todos...acreditou que tudo seria mais fantasioso e interessante se os lutadores ganhassem personalidades e cores diferentes...arriscou na mistura da música e dos grandes eventos televisionados com o wrestling...foi capaz de entender o seu público e de molda-lo aos produtos da sua companhia; etc. E, a verdade, é que se deu sempre bem.

Devemos-lhe o mediatismo que o Pro Wrestling goza na actualidade, mas também a criação de enormes super-estrelas (como é óbvio, com o grande mérito dos próprios wrestlers), a construção de fantásticos momentos e uma gestão altamente complexa e brilhante de todo um negócio que movimenta, por todo o mundo, paixões. Criticado por muitos, a verdade é que sempre soube o que queria e para onde caminhava...e ao contrário de outros empresários/promotores, envolveu-se directamente na produção dos conteúdos da sua empresa, quer como criador de storylines, como announcer, general manager ou lutador, contribuindo de forma inegável e inequívoca para o sucesso da modalidade, da sua companhia e de muitos dos workers pertencentes à mesma...e construíndo, acima de tudo, um forte respeito e admiração das pessoas conhecedoras do seu trabalho e seguidoras da indústria. Para além de tudo isto, o facto de se constituir como um conhecedor "de facto" da modalidade e alguém que a compreende como poucos, confere-lhe um grau elevadíssimo de autoridade e moralidade para tomar as decisões que, acredita, deverem ser tomadas, sem medo de errar ou falhar. É alguém que não se "perde" e que se afirma como verdadeiro porto de abrigo para a WWE, deixando, claramente, a sua presença, trabalho e voz de comando, todos seguros quanto ao caminho e estratégia que se segue (até mesmo os críticos, por muito que lhes custe reconhecê-lo).




Ora, por todas as razões que enunciei nos parágrafos anteriores, percebemos que não se torna tarefa fácil conseguir substituir alguém assim, ainda para mais, quando a ideia que passa para o exterior é a de que a WWE está super-dependente de Vince McMahon. Por outro lado, e não falando mais no peso que o legado do Presidente da WWE deixa ao seu sucessor, a complicar todo este processo de transição está o facto de Shane McMahon não demonstrar grande vontade e vocação para seguir as pisadas do seu pai (estando envolvido e ocupado com um outro meio e área de negócio) e de Stephanie McMahon não ser, de forma alguma, a pessoa indicada para o cargo (a sua má relação com os funcionários e obsessão por uma forma de entertenimento de qualidade duvidosa, pelo menos, deixam-nos essas indicações). E assim, pondo de parte aqueles que seriam encarados como os herdeiros naturais, resta-nos a opção Paul Levesque (Triple H), que ao longo dos últimos tempos tem dado provas da sua capacidade e tomado decisões que, sempre ou quase sempre, resultaram com enorme sucesso.

Curiosamente, e não sei se isto é do conhecimento de todos, veio a público a informação de que a Stephanie McMahon tem feito bastante força para que a aposta no entertenimento e em angles próprios de reality shows ganhe maior preponderância nos conteúdos da WWE...por seu lado, tem sido o Triple H quem tem exercido maior pressão para que o wrestling, propriamente dito, não perca o seu peso e, se possível, consiga ir ganhando mais qualidade e espaço dentro da programação WWE. Aliás, por detrás da recente aposta da companhia em diversos jovens está o nome de Paul Levesque, onde se destaca o seu importante contributo, especialmente, no push atribuído a Sheamus e no angle de criação dos Nexus (e consequente elevação de Wade Barrett na empresa). O Triple H foi alguém que sempre se preocupou bastante com o antepassado da modalidade, com os seus grandes nomes e com aqueles que puseram o pro wrestling no lugar que hoje ocupa...é alguém que conhece, como ninguém, a necessidade de contar histórias ao longo dos combates e a utilidade e impacto das expressões corporal e facial...reconhece a importância do selling e da psicologia de ringue, assim como do build up...por isso, no que toca à qualidade do produto WWE, caso ele venha a suceder a Vince McMahon, sabemos que ela é garantida. Mais, sabemos que o Paul Levesque raramente se engana quando escolhe os wrestlers em quem tem de apostar, basta olhar para os últimos anos da companhia e vemos que os seus "protegidos" são, actualmente, os mais prestigiados, mas também, os melhores wrestlers em actividade. Contudo, apesar de ser um excelente estudante da indústria Pro Wrestling e alguém que a percebe e compreende como ninguém, não deixa de ter uma postura um pouco mais tradicional e conservadora sobre o negócio (algo que eu aprecio bastante, mas que pode ser prejudicial), o que corresponde, por outro lado, a algumas limitações no que toca a reinventar e revolucionar a modalidade e o produto da companhia...algo que Vince McMahon sempre fez e continua a fazer. Em todo o caso, se souber rodear-se de pessoas competentes e capazes de solucionar essas suas carências, provavelmente, tudo correrá pelo melhor, e é bom que assim seja, até porque, de acordo com as notícias que vêem a lume, será mesmo o "genro do patrão" (como muitos gostam de lhe chamar de uma forma depreciativa) a pegar nos destinos da WWE.


E vocês, quem acham que vai ser o sucessor de Vince McMahon!? Acreditam em Paul Levesque como uma boa escolha!?




Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #158 - "As Surpresas da TNA"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um “Dias is That Damn Good”, o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Ao longo dos últimos tempos, sobretudo de há um ano para cá, a TNA tem-nos bombardeado com inúmeros anúncios de supostas alterações profundas e estruturais que pretendem implementar na sua empresa. Que algumas dessas “super-notícias” eram bem mais espectaculares que outras, é um facto, no entanto, todos reconhecemos que a companhia de Orlando é muito diferente hoje, daquilo que era num passado bem recente…para o bem e para o mal, é assim.

Mas aquilo que me proponho abordar no artigo que agora vos apresento é, particularmente, a grande surpresa que a TNA vinha anunciando, há bastante tempo, para o seu Bound For Glory 2010, do passado domingo. Não percam, portanto, as próximas linhas…




Em primeiro lugar, para conseguirem compreender a minha opinião acerca das surpresas, é preciso perceber que sou totalmente contra os seus pré-anúncios, pois parece-me óbvio que essa situação retira, pelo menos, 50% do impacto que as mesmas poderiam causar. Isto, já para não falar nas expectativas que se criam em redor dos fãs sobre esses supostos grandes acontecimentos que, quase sempre, acabam por não corresponder aquilo que eles esperavam. A meu ver, o desvendar parcial de um “segredo” só pode acontecer quando essa surpresa se trata de uma verdadeira “bomba”, tal como aconteceu, por exemplo, com as chegadas de Kurt Angle, Mick Foley, Ric Flair ou Hulk Hogan e Eric Bischoff à TNA. E se não dão razão ao pensamento que estou a imprimir a este texto, então pergunto-vos se acham que os nWo teriam tido o mesmo impacto se a, então, WCW tivesse anunciado com toda a pompa e circunstância e com grande antecedência algo de extraordinário para o WCW Bash At The Beach 1996!? Questiono-vos se acreditariam que a traição de Triple H a Shawn Michaels em 2002, quando ambos iam re-formar os D-Generation-X, teria o mesmo impacto se a WWE tivesse feito o pré-anúncio dessa mesma situação!? Pensam, mesmo, que a invasão dos Nexus no WWE Monday Night RAW ia ter o mesmo impacto se não tivesse acontecido de uma forma tão surpreendente!?

É óbvio que pela genialidade das situações e acontecimentos em si, não deixariam de ser grandes feitos e de entusiasmar muito boa gente, contudo, e como já referi anteriormente, não conseguiriam ter atingido o brilhantismo a que, na realidade, chegaram. O factor surpresa é, na verdade, essencial ao impacto e genialidade das grandes storylines e, sem ele, muito do potencial das mesmas acaba por se perder. Como sabem, a grande surpresa da TNA para o seu Bound For Glory 2010 foi o heel turn de Hulk Hogan, Eric Bischoff, Jeff Hardy, Jeff Jarrett e a sua união a Abyss para formarem uma nova stable na companhia de Orlando, dividindo a empresa em duas vozes de comando, uma liderada por Dixie Carter e outra por Hogan e Bischoff. Não colocando em causa a espectacularidade daquele momento e das consequências que todos aqueles heel turns terão na estrutura da TNA ao longo dos próximos tempos, pergunto-vos se, como eu, não teriam “papado” toda esta história como algo tremendo e estrondoso caso ela tivesse acontecido do nada e sem qualquer pré-anúncio de “big surprises”!? É que, desta forma, ficamos com aquela sensação de que foi, apenas, algo muito bom (e lá está, perdeu-se a exploração de todo o potencial de que eu falava no primeiro parágrafo desta crónica).




Por outro lado, questiono, também, se terá sido esta a melhor altura para colocar em curso uma storyline com tão grande profundidade…pois custa-me muito a acreditar que estivessem reunidas todas as condições para que tal acontecesse. Vamos lá a ver, reportando-nos para o angle de formação dos nWo (porque é o que mais se assemelha ao que, agora, aconteceu na TNA), sabemos que o heel turn do Hogan teve aquele sucesso, impacto e repercussão, porque ninguém acreditava que o maior babyface de todo o sempre pudesse tornar-se no “bad guy”, ainda para mais traindo aquele que era o seu mais fiel amigo (Randy Savage)…e, por isso, o choque foi de tal forma grande que teve poder para originar uma enorme revolta nos seus fãs, criando nestes um forte sentimento de traição e fazendo com que eles começassem a pagar para ver alguém acabar com o Hulkster e seus amigos. E, com toda esta situação, o angle nWo enviou os ratings para valores nunca antes alcançados pela WCW. Por sua vez, a TNA escolheu o heel turn de Jeff Hardy como ponto alto da “surpresa” que nos vinham anunciando…

E aqui começam a surgir as minhas maiores dúvidas quanto á escolha do momento para implementar esta história…por acaso o Jeff Hardy é o maior babyface da TNA!? É que eu ia jurar que esse papel está reservado ao Rob Van Dam. É um facto que o Jeff como heel não lembraria a ninguém e que a escolha é bem feita, no entanto, era preciso tê-lo trabalhado e pushado muito antes de lhe dar este turn…talvez se a TNA tivesse vindo a elevar o Hardy no card e a coloca-lo over como nenhum ouro, fazendo-o ganhar durante um ano como se de um clone do John Cena se tratasse, a decisão tivesse sido muito mais coerente e credível e o impacto da mesma muito superior. Depois, o combate escolhido também não é o melhor, porque uma traição do Jeff ao Kurt Angle e ao Mr. Anderson não é nada do outro mundo…realmente violento e carregado de sentimentalismos seria, se essa traição tivesse sido feita ao RVD (sem dúvida o melhor amigo do Hardy na TNA)…e, por isso, a companhia ainda colocou o Rob no angle, mas não fazendo parte do combate, perdeu-se, mais uma vez, muito do potencial que o acontecimento poderia ter atingido. Não me interpretem mal, não estou com tudo isto a dizer que o angle e surpresa reservados pela TNA foram uma porcaria, simplesmente, tenho uma visão crítica das coisas e acredito que tudo isto poderia ter sido muito maior e mais genial sem pré-anúncios de grandes acontecimentos, e se o Jeff Hardy tivesse sido melhor trabalhado, empurrando o início desta storyline para uma outra data.

E vocês, como olham para a surpresa que a TNA nos “vendeu” no seu Bound For Glory 2010!?



Bem, foi mais um “Dias is That Damn Good” que, espero, tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)



PS: Quero agradecer, ainda, ao Paulo Silva (aka Scorn) pelo novo banner do meu espaço, obrigadão pá =)

Dias is That Damn Good #157 - "The Fourtune Stable"

Boas Pessoal!




Sejam Bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Constituídos com o objectivo e intuíto de controlar a empresa de Orlando, os Fourtune contam com aquilo a que Ric Flair gosta de chamar "Passado, Presente e Futuro" da modalidade e estão, actualmente, envolvidos na maior feud de todo o mid card da TNA (contra os ECW Originals, que agora formam a stable EV2.0).

Ora, dado o meu gosto e entusiasmo por stables e a importância que os membros deste mesmo grupo podem vir a ter no futuro da TNA, não poderia deixar de o abordar numa das edições da minha coluna. Por isso, aquilo a que me proponho, é fazer uma análise à constituiçao dos "Fourtune" e ao caminho que poderão e deverão, na minha opinião, percorrer.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Já por diversas vezes tive oportunidade de o dizer e, hoje, volto a repetí-lo...quando olho para um formato modelo que deve ser seguido nas constituições de grupos ou facções, reporto-me sempre para os "Evolution" como fórmula de maior sucesso dentro da modalidade. Os Evolution, na WWE, tinham como meta o controlo total da empresa, sobretudo, do RAW (brand em que actuavam), no entanto, a forma como a stable foi trabalhada, permitiu à empresa de Vince McMahon, ainda hoje, estar a recolher frutos pela mesma. Como se devem recordar (e aqueles que não tiveram oportunidade de ver, deveriam informar-se!), Triple H era o líder do grupo e representava o "Presente", ou seja, era o melhor wrestlers daquele momento e nenhum outro lhe conseguia fazer frente; Ric Flair representava o "Passado" e actuava muitas vezes como grande conselheiro e manager da facção; por sua vez, Batista desempenhava as funções de "Enforcer/Bodyguard" dos Evolution e era aquele que se encontrava melhor preparado para substituir o Hunter na liderança; por último, tinhamos o Randy Orton, que representava o "Futuro". Mas a genialidade do grupo e a fonte do seu enorme sucesso não se limita, apenas, à sua formação, mas também e, sobretudo, à forma como foi "bookado". É que relativamente aos Evolution, a WWE sempre teve a preocupação de não se centrar em apenas um wrestler, ou simplesmente no seu líder, e por isso, à medida que o grupo ia crescendo e conquistando os seus objectivos, todos os membros iam crescendo e credibilizando-se com ele. No final, o passo lógico e brilhante foi dado quando o líder se começou a sentir ameaçado pelos seus colegas e tentou destruí-los, iniciando-se duas novas rivalidades que permitiram um push fenomenal ao Randy Orton e, sobretudo, ao Batista. Ou seja, os Evolution permitiram não só a execução de um sem número de storylines e rivalidades super interessantes e entusiasmantes, mas também a credibilidade e utilidade dos grandes wrestlers daquele momento e o lançamento de estrelas para o futuro...os Evolution tinham tudo e resultaram em tudo, daí que me reporte sempre para eles quando falo em stables.

Voltando-me, agora de novo, para o tema central do artigo...já devem ter reparado que Ric Flair e a intenção de controlar a companhia/programa em que actuam são carcterísticas e pontos comuns entre os Evolution e os Fourtune. De facto, não é estranho que os grupos em que o "Nature Boy" coloque o dedo tenham um conceito semelhante (aconteceu assim na NWA, na WCW e na WWE), interessante sim, é o facto do "velhote" conseguir sempre, ou quase sempre, rodear-se dos lutadores mais promissores e de maior qualidade das companhias em que trabalha. Contudo, entre os Evolution e os Fourtune existem algumas diferenças consideráveis (desde a sua formação, à sua constituição e passando pelo seu booking) e, algumas delas, impedem a stable da TNA de triunfar como a sua antecessora na WWE.




Enquanto os Evolution foram formados por Triple H e a sua liderança era indiscutível, os Fourtune foram criados por Ric Flair e a sua liderança é um pouco confusa (não sendo perceptível se a palavra final cabe a Ric Flair, se a AJ Styles ou a ambos), e essa situação, por exemplo, retira alguma força e credibilidade ao wrestler mais talentoso e de maior credibilidade do grupo...faz sentido que o "Nature Boy" sejam um grande manager, um importante mentor e um conselheiro fundamental, mas não faz sentido que seja ele o líder ou a voz de comando da stable. Por outro lado, nos Evolution os seus membros foram escolhidos a dedo e tinham o perfil exacto daquilo que o seu líder pretendia para o grupo...já nos Fourtune, a escolha dos lutadores parece ter resultado de um conjunto de novos talentos heel que militavam pelo iMPACT, exagerando-se no número de membros que formam a facção ao invés de se impôr uma selecção criteriosa para a admissão de novos elementos.

Na minha opinião, a formação dos Fourtune deveria resumir-se a cinco elementos: AJ Styles (que se deveria afirmar como grande líder do grupo e voz a seguir incondicionalmente...deveria representar o tal "Presente", num papel semelhante ao desempenhado por Triple H nos Evolution); Matt Morgan (cujas funções seriam semelhantes às de Batista, afirmar-se-ía como o vice-líder e o Enforcer/Bodyguard da facção); teríamos, depois, os Beer Money (com James Storm e Robert Roode, que controlariam a divisão tag team); e, por último, Ric Flair (como referi atrás, o grande mentor, manager e conselheiro). Ter mais elementos do que aqueles que mencionei é próprio das salganhadas do booking da TNA...não faz sentido que o Kazarian e o Doug Williams pertençam à stable...apesar das suas qualidades, não são tão importantes como os membros que referi atrás, já para não dizer que se constituem muito mais úteis numa carreira de singles (sobretudo o Williams que tem feito um trabalho extraordinário na X-Division e nos Fourtune nunca passará de, apenas, mais um). Por último, importava alterar o rumo que o booking da companhia de Orlando tem destinado aos Fourtune...não faz qualquer sentido que um grupo com os talentos mais promissores da empresa esteja envolvido, apenas, no mid card e enfrentando o lixo dos ECW Originals (agora sob forma de EV2.0). É imperioso que a stable e o AJ Styles sejam levados para o topo e se mantenham lá durante um tempo considerável, para que aquele final brilhante atribuído aos Evolution possa reportar-se para os Fourtune e permitir que na destruíção do grupo, um super credível e odiado AJ Styles (sentindo-se ameaçado pelos seus colegas, os tente destruir) ajude a formar novas estrelas como Matt Morgan, por exemplo.


E vocês, o que pensam dos Fourtune e das Stables!?


Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira =)

Dias is That Damn Good #156 - "The Newest Mexican Superstar"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

A estreia de Alberto Del Rio no WWE Friday Night SmackDown e o impacto que esse mesmo "debut" teve por toda a comunidade afecta ao Pro Wrestling foi, realmente, uma situação digna de registo. Há muito tempo que um novo superstar não conseguia criar um ambiente e expectativa tão favoráveis em seu redor, daí que a nova "coqueluxe" mexicana tenha, actualmente, todos os olhos colocados sobre si.

Também por essas razões, não poderia deixar de falar neste tema e assunto numa das edições do meu espaço e é, por isso, que hoje me proponho a abordar a fabulosa ascenção de Alberto Rodríguez (seu verdadeiro nome) na modalidade!

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Como todos sabem, o México com a sua "Lucha Libre" sempre foi um dos países onde o Pro Wrestling se constituíu como um dos mais importantes factores culturais e de identificação nacional. Deste país, centro-americano, já saíram para o mundo inúmeras estrelas, de entre as quais podemos destacar Eddie Guerrero, Rey Mysterio, Konnan, Chavo Guerrero, Juventud Guerrera, etc. Contudo, também todos sabemos que ultimamente, à excepção do "619" (que é conhecido de todos há vários anos) e de Hernandez (que ainda não se conseguiu afirmar na TNA como uma estrela de topo), os lutadores mexicanos têm tido muita dificuldade em afirmar-se nas maiores companhias da indústria...quer por alguma resistência das mesmas, quer pela inabilidade própria de alguns desses mesmos "luchadores". Certo é que esta situação parece estar a conhecer, agora, um virar de página e Alberto Del Rio é a pessoa em quem todos apostam para que o México volte a ter um wrestler a trabalhar ao mais alto nível.

Anteriormente conhecido por Dos Caras Jr., Alberto Rodríguez é um ex-praticante de MMA que conta, também, com bastante experiência na modalidade (Pro Wrestling) e a sua qualidade está patentiada no sucesso das suas passagens pela AAA e pela CMLL, onde se sagrou, inclusive, campeão mundial. Com 33 anos, 1,96 metros e 110 Kg, este lutador hispânico apresenta todas as características que a WWE procura num wrestler, incluindo o facto de poder chamar a atenção da vasta população de origem hispânica que vive nos EUA. Para além disso, os seus já 33 anos são o garante de uma coerência e credibilidade in-ring que prometem evitar um dissabor no futuro. Ora, por todas estas razões, parece-me bastante normal que a empresa de Vince McMahon tenha entrado em contacto consigo e lhe tenha oferecido um contrato de desenvolvimento...e é aqui que começa a história de Alberto Del Rio na WWE...assinou contrato em 2009 e foi enviado para a Florida Championship Wrestling, onde, sob o nick de Alberto Banderas, conseguiu convencer os treinadores e dirigentes do território de desenvolvimento, tal como também convenceu os responsáveis do "plantel" principal da companhia a chama-lo para junto de si.




Chegados a este ponto da "história", percebemos que a confiança da WWE em Alberto Del Rio é, realmente, séria...até porque a companhia não costuma dar grandes "tiros nos pés" (pelo menos neste matéria) e após alguns dark-matches colocou-o, logo, frente a um dos seus maiores drawers e estrelas. Como todos se devem recordar, o debut de Del Rio verificou-se num segmento em que o mesmo interrompe Rey Mysterio e o desrespeita com bastante ferocidade. Posteriormente, em mais uma prova de grande confiança dos oficiais da empresa nas suas capacidades, Alberto Del Rio haveria de atacar o Rey e "lesiona-lo", colocando-o no estaleiro (na verdade, de férias) e deixando, desta forma, uma marca ainda mais vincada no WWE Universe. Apostados em dotar a nova "coqueluxe" mexicana de maior credibilidade, agora sem Mysterio, os responsáveis da WWE viravam-se para Christian que, infelizmente, se lesionou num house show e obrigou o "619" a encurtar as suas férias. De momento, ao que tudo indica, os dois lutadores mexicanos irão enfrentar-se e, talvez, possamos ter novidades, já no próximo SmakcDown, em relação a um possível combate entre ambos no WWE Hell in a Cell 2010.

Em jeito de conclusão, posso dizer que o Alberto Del Rio despertou, em mim, aquele sentimento que muitos poucos conseguiram, e aqueles que o fizeram estão agora no topo...o último desses nomes foi Sheamus (e bem que o defendi por esta CWO enquanto todos, ou quase todos, o criticavam). A nova estrela mexicana tem aquele "click" necessário a qualquer mega estrela para triunfar, tem um carisma bastante natural, a noção de quando deve ou não olhar para a plateia, sabe trabalhar como poucos as expressões faciais, possui umas mic skills bastante boas e, como já provou, controla o público e suas reacções a seu belo prazer. Nos combates em que participou, também já demonstrou que sabe fazer as coisas com coerência e credibilidade...mas, de certeza que, com o tempo e mais combates frente aos melhores, evoluirá, ainda mais, neste campo. Podem dizer que tudo foi facilitado pelo modo como a WWE decidiu introduzi-lo (relembro, "arrumando" com o Rey), e é verdade, mas se não houvesse qualidade, nem que tivesse "destruído" o John Cena e o Randy Orton juntos, na mesma noite, conseguia gerar tão grande alarido pela modalidade e seus fãs, como Alberto Del Rio o fez. Na minha opinião, há que o ter, seriamente, em conta para o futuro...e não dúvido muito que já há um lugar reservado para ele no main event da companhia!


E vocês, o que têm a dizer sobre esta nova "Mexican Superstar"!?



E foi mais um "Dias is That Damn Good" que, espero, tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #155 - "The Main Feud"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Não sei se já repararam, mas olhando para a WWE, na actualidade, só conseguimos encontrar duas grandes rivalidades em curso...no Monday Night RAW temos o The Miz vs. Daniel Bryan (porque a história de invasão dos Nexus foi agora reformulada e vai-se voltar para o John Cena) e no Friday Night SmackDown temos o Kane vs. The Undertaker.

Ora, porque é ela o meu motivo de maior interesse na companhia de Vince McMahon, proponho-me a abordar, precisamente, a grande storyline que se tem desenvolvido no RAW (porque do Kane vs. Undertaker já não há muito a ser falado), entre o ex-United States Champion (The Miz) e o actual campeão (Daniel Bryan)!

Por isso, não percam as próximas linhas...




Comecemos, então, por The Miz, o jovem de 29 anos que se tornou conhecido por participar num reality show da MTV antes de entrar no WWE Touth Enough e ser enviado para a Ohio Valley Wrestling. Viria a estrear-se, posteriormente, no SmackDown como apresentador do concurso Divas Search, mas a sua carreira de wrestler só começaria a ganhar maior preponderância aquando da sua transferência para a então terceira brand da WWE, a ECW. Na brand extreme, Mike Mizanin formou o grupo Extreme Exposé (contituído por si e pelas belas Kelly Kelly, Brooke Adams e Layla El) e faria, depois, uma equipa de enorme qualidade com John Morrison. Juntos, os "Miz & Morrison" venceram por duas ocasiões os WWE Tag Team Titles, afirmando-se claramente como a melhor equipa da companhia em muitos anos e originando um web-show hilariante que ficou conhecido por Dirty Sheet. Já no ano passado, The Miz viria a reformar a sua imagem e carreira, apontando baterias, agora, para uma carreia a solo ao mais alto nível e em pouco tempo conseguiu conquistar o WWE United States Title, derrotando Kofi Kingston. Mais tarde, voltaria a dar a cara por mais uma equipa que dominou, até certa altura, a divisão tag team da WWE, conquistanto com Big Show por mais duas ocasiões os títulos da mesma. Já depois desta segunda passagem pelo "mundo das equipas", Mike Mizanin voltaria a centrar-se na sua carreira como single-wrestler, conquistando de novo o United States Championship e tornando-se no Mr. Money in the Bank, após a sua vitória no PPV com o mesmo nome e que lhe valeu um contrato para disputar um combate pelo WWE Championship quando ele o desejar. Foi, também, no meio de todo este ambiente e desenvolvimentos que se tornou no Pro de Daniel Bryan no WWE NXT Season 1, formando-se, logo naquela altura, um enorme atrito entre ambos.

E por falar em Daniel Bryan...o jovem wrestler de 29 anos que foi treinado, entre outros, por Shawn Michaels, William Regal e Tracy Smothers, fez o seu debut na modalidade há onze anos, em 1999, na Texas Wrestling Academy (apesar de ter pertencido, numa data anterior, a uma companhia de Backyard Wrestling). Bryan Danielson, seu verdadeiro nome, percorreu quase todas (se não todas) as promotoras do circuito independente da indústria, contando ainda com algumas passagens pelo Japão...foi, no entanto, o seu percurso na Ring of Honor e o sucesso do mesmo que lhe valeram um maior prestígio e mediatismo entre os fãs da modalidade. Aliás ele é apontado, inclusive, por muitos, como o melhor wrestler técnico da actualidade e, mesmo não tendo pertencido a nenhuma "main stream", não deixou de ser premiado por diversas revistas e jornais da especialidade com as mais altas distinções. Apesar de já ter feito alguns combates para a WWE no passado (no Velocity), a verdade é que Daniel Bryan só chegou á companhia em Agosto de 2009, tendo sido enviado para a Florida Championship Wrestling (território de desenvolvimento da WWE) e chamado, posteriormente, à WWE, no seu novo programa NXT, para fazer parte da equipa que constituíria a Season 1 do mesmo. E foi, desta forma, que entrou em contacto, pela primeira vez, com The Miz, o seu Pro.




Como já tive oportunidade de referir, The Miz e Daniel Bryan encontraram-se no WWE NXT Season 1 e, logo ali, a relação entre ambos começou a azedar. The Miz foi incumbido de desempenhar o cargo de mentor de Daniel Bryan, que ao saber dessa situação queixou-se, dizendo que preferia ter William Regal a seu lado. Como é óbvio, Miz não gostou e começou desde bem cedo a implicar com o seu rookie. Neste ponto, importa referir a boa escolha da WWE, pois enquanto The Miz poderia dar ao Bryan uma dimensão mais completa e trabalhada ao nível do carisma e entertenimento, iria, por outro lado, buscar-lhe óptimos ensinamentos no que diz respeito às in-ring skills. Entretanto, Daniel Bryan foi eliminato do NXT e começou uma nova fase/etapa do seu percurso na WWE, envolvendo-se com Michael Cole (genial na forma como tem ajudado à construção desta rivalidade) e mostrando uma nova faceta, mais apaixonada e agressiva...nessa mesma altura, aponta baterias a Miz e revolta-se contra o seu Pro, iniciando, aqui, de forma oficial uma rivalidade com o seu antigo mentor que culminaria com a disputa do United States Championship. Contudo, Bryan e o restantes rookies do NXT Season 1 invadiram e assaltaram de forma brutal e violenta o Monday Night RAW e o "American Dragon" (assim conhecido no circuito independente) acabaria por ser despedido.

Voltaria poucos meses depois em pleno SummerSlam para ocupar o lugar de The Miz no main event do mesmo PPV...mais uma opção inteligente da companhia no sentido de retomar a feud entre ambos. A esta altura, The Miz já tinha um novo rookie, agora oriundo do NXT Season 2, Alex Rilley. E foi neste ambiente que se foi desenvolvendo a storyline entre ambos, com ataques de parte a parte, com Michael Cole a continuar o seu óptimo trabalho no build up da história e com The Miz a ser coadjuvado pelo seu seguidor Rilley. Depois de alguns combates e muitos confrontos, Daniel Bryan viria a conquistar, no passado domingo, em pleno WWE Night of Champions, o United States Title, derrotando, via "tap out" com um crossface, o seu antigo Pro que se fazia acompanhar, mais uma vez, pelo seu rookie. Porque o WWE Hell in a Cell se irá realizar dentro de duas semanas e os dois RAW's até lá servirão para "construir" esse PPV, acredito que esta óptima rivalidade continuará a desenvolver-se até há retenção do título por Bryan nesse mesmo evento. Penso, ainda, que estão reunidas todas as condições para The Miz seguir rumo ao main event e para que Alex Rilley tome o seu lugar na feud com o actual US Champion, pelo menos, a WWE tem trabalhado nesse sentido.

Esta storyline teve tudo aquilo que considero necessário para que haja qualidade e muito interesse e entusiasmo em seu redor. Foi pensada e aplicada com coerência e credibilidade, o seu build up foi bastante longo e permitiu uma enorme evolução dos intervenientes, não foi explorada de forma exaustiva e por isso nunca se desgastou, os confrontos e promos respeitaram sempre um ordem lógica de acontecimentos e foram-se alterando em respeito dos mesmos, os combates foram sempre bastante bons e respeitaram sempre a história que os envolveia...e, no final, passou-se um testemunho (de Miz para Bryan) potenciando a criação de uma nova rivalidade, agora, entre Daniel Bryan e Alex Rilley. Tem sido, portanto, na minha opinião, a melhor storyline a decorrer nos programas da WWE e aquela que proporcionará a recolha de mais e melhores "frutos" no futuro.


E vocês, o que têm a dizer desta feud entre The Miz e Daniel Bryan!?



Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

Dias is That Damn Good #154 - "Monotonia & Estagnação"

Boas Pessoal!




Após duas semanas de ausência, por motivos laborais, cá estou, de volta, com mais um “Dias is That Damn Good”, se ainda estão lembrados, o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO =P

Ora, para hoje, decidi vir falar-vos de uma das situações mais chatas e preocupantes que afecta todo o panorama WWE. Venho falar-vos da “monotonia” em que se transformaram os programas da empresa de Vince McMahon (Monday Night RAW e Friday Night SmackDown) e da consequente “estagnação” dos cards e wrestlers que os compõem.

Não percam, portanto, as próximas linhas…




Quando a WWE decidiu pôr termo à sua terceira brand (ECW) e redistribuir o plantel da mesma pelos seus restantes programas, as primeiras grandes dúvidas que surgiram relacionavam-se com a capacidade, ou falta dela, que os bookers do RAW e do SmackDown teriam para integrar os novos wrestlers nos seus planteis e conseguir, com menos espaço e o mesmo tempo de antena, manter a qualidade dos seus programas e aproveitar, de uma forma útil e construtiva, os lutadores à sua disposição. Agora, passados alguns meses desde o encerramento da terceira brand da companhia, julgo estar em condições de afirmar que a WWE não soube responder da melhor forma aos desafios que se lhe colocaram a respeito desta matéria…quem vê, semanalmente ou com uma regularidade assinalável os shows semanais que a empresa nos oferece, verifica facilmente que as feuds/storylines em curso não passam de repetições e mais repetições de algo que já aconteceu no passado ou, por outro lado, de uma exploração exaustiva e sistemática de alguns “angles” que até começaram bem e foram interessantes, mas acabaram por se perder porque a equipa criativa não soube dar-lhes um “fim” no momento certo.

Se não concordam comigo, então como me explicam a longevidade da feud entre a Straight Edge Society (de CM Punk) e Big Show!? Como explicam que ainda estejamos perante um Kofi Kingston vs. Dolph Ziggler pelo Intercontinental Championship!? Como podem, ainda, estar a enfrentar-se Drew McIntyre e Matt Hardy!? Será possível que ainda nos estejam a impingir com o John Morrison a fazer equipa com o inútil do R-Truth!? E o Jack Swagger vs. MVP que já parece uma telenovela!? Posso ainda apontar as insustentáveis situações de Cody Rhodes e Ted DiBiase Jr.!? Então e os inúmeros Hart Dynasty vs. Uso’s!?...

Podem dizer que mesmo durante a existência da brand ECW os planteis do RAW e do SmackDown já eram sobrelotados, no entanto, é um facto que nunca como agora se sentiu uma necessidade dos writers em “aglomerar” feuds e lutadores sob os mesmos pretextos (e daí a repetitividade) para que um maior número de wrestlers pudesse aparecer nos programas semanais.




Perguntam-me, então, quais são as soluções para este problema ou, pelo menos, o que eu sugeriria para responder com sucesso a este desafio…e confesso que a resposta é complicada, ainda para mais quando sabemos que está fora de hipótese, para a WWE, a criação de uma nova brand (essa sim, a solução que eu apresentaria), em todo o caso, julgo que é possível trabalhar melhor e com mais qualidade todo o plantel e programas da empresa de Vince McMahon do que Brian Gerwitz e Michael Hayes têm feito.

Por exemplo, no RAW, os NEXUS poderiam passar a ser tratados como um verdadeiro grupo/stable, que actua em colectivo e de forma unificada, e essa situação permitiria cortar alguns dos combates individuais dos seus membros, dando espaço para um maior desenvolvimento de outras histórias. Histórias como a que tem juntado The Miz e Daniel Bryan, sem dúvida, que uma storyline/feud interessantíssima e com muito para dar (apenas necessita de um pouco mais de espaço e tempo de antena para se poder explorar todo o potencial dos seus intervenientes). E sabendo nós que, muito provavelmente, Chris Jericho e Edge serão transferidos para o SmackDown (agora que o programa passará a ser transmitido num outro canal), há que aproveitar essa “brecha” para pushar outros lutadores…wrestlers como John Morrison e Ted DiBiase Jr., que andam meio perdidos pelo card, mas que têm bastante potencial e poderiam, enfrentando-se, oferecer-nos uma feud com enorme qualidade. Da mesma forma que os WWE Tag Team Champions, Hart Dynasty, poderiam substituir os lugares de Edge e Chris Jericho no main event, sendo pushados e abrindo espaço na divisão de equipas para uma nova tag formada por elementos dos NEXUS. Esta seria uma boa maneira de reavivar e rejuvenescer o RAW, especialmente, no que respeita às ideias tão gastas e repetitivas a que temos assistido.

Já no SmackDown, alterar o estado de coisas ainda daria mais “pano para mangas”…mantendo Undertaker e Kane no main event (embora não aprecie esta rivalidade), com a transferência de Edge para a brand, poderiam iniciar, de imediato, uma feud entre ele e o seu antigo parceiro Christian (uma vez que os papéis de face e heel até ajudariam ao desenvolvimento da storyline). Depois, e dando continuidade ao que parece ser um face turn do Jericho, poderiam afastar, definitivamente, o Big Show do caminho de CM Punk e deixar que o “Chicago Made” e o “Y2J” brilhassem numa feud inédita. E por falar em Big Show, que tal aproveitá-lo, agora que o Rey Mysterio foi de férias, para assumir o papel de “professor” e colocá-lo ao serviço do desenvolvimento de Alberto Del Rio!? De Kofi Kingston e Dolph Ziggler nem falo, porque não gostanto deles e não lhes reconhecendo qualidade, também não sei como os bookaria (se eu pudesse até os despachava, isso sim =P)…preferia, antes, pegar num Drew McIntyre e num Cody Rhodes (que faria um face turn) e oferecer-lhes uma disputa pelo Intercontinental Title, até porque acredito no enorme potencial destes dois jovens e na sua capacidade para nos proporcionarem uma óptima feud, com combates bastante técnicos. Depois, MVP parece-me já um caso perdido para a companhia (que não o soube utilizar da melhor maneira na altura certa e não tem ideias que permitam a sua evolução e crescimento) e talvez a solução passasse mesmo por liberta-lo e deixar que crescesse, quem sabe, na rival TNA ou na ROH…restam-nos, então, Chris Masters e Jack Swagger, mais dois jovens com imenso valor, com algum sentido cómico e a necessitar, urgentemente, de refazer as suas carreiras…e, é por isso, que acredito que juntos, numa rivalidade, poderiam fazer bastante um pelo outro, ao passo que a técnica de Swagger e o estilo mais clássico de Masters combinariam de uma forma perfeita na construção dos seus combates.

Esta pode não ser a solução perfeita, e para mim não o é (seria sempre a criação de uma outra brand), no entanto, é, sem dúvida alguma, uma solução para mexer com a monotonia e o estado de estagnação a que a empresa, seus programas e wrestlers chegaram!


E vocês, o que acham das minhas propostas!? Quais seriam as vossas soluções!?


E foi mais um “Dias is That Damn Good” que espero, tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #153 - "Bookando o RAW"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Julgo que a minha aversão ao Brian Gerwitz (head writer da RAW) é do conhecimento de todos. Na minha opinião, a sua falta de visão no médio/longo prazo e a fraca sensibilidade para compreender a indústria em que trabalha impedem que possa desenvolver um trabalho minimamente positivo...e é por isso que o desgaste da brand principal da WWE se tem acentuado, assim como o número de angulos e rivalidade enfadonhas e repetitivas.

Mas, porque quando criticamos devemos sempre apresentar uma proposta alternativa, no artigo de hoje, aquilo que tenho para vos oferecer é o modo como eu estruturaria e "bookaria" o WWE Monday Night RAW!

Não percam, portanto, as próximas linhas...




The Nexus Angle:

> Neste ponto, importa perceber que as actuais condições impedem que se trabalhe afincadamente o futuro do grupo e dos wrestlers envolvidos no confronto com ele. Deste modo, seria importante fazer sair alguns lutadores dos Nexus e transferir alguns main eventers para a SmackDown (ainda para mais, agora, que o programa vai começar uma novo vida, num novo canal). Deste modo, procediria às transferências de Edge e Chris Jericho para a SmackDown e providenciaria um face turn do Sheamus, que na companhia de John Cena e Randy Orton constituíriam o grupo-forte de babyfaces que defenderia a WWE do domínio dos "Nexus" (à semelhança do que aconteceu na WCW com o angulo da nWo, em que o grupo de faces era formado por Randy Savage, Sting e Lex Luger). Por outro lado, aproveitaria a embalagem que a saída de Darren Young deu ao emagrecimento do grupo e faria sair, também, Heath Slater, Justin Gabriel, Michael Tarver e Skip Sheffield (que não têm qualidade e potencial para se aguentar no topo). O grupo seria então consituído por Wade Barrett, David Otunga e pelo seu verdadeiro líder, o General Manager misterioso...Triple H. O Hunter regressaria como heel e grande responsável para reunião dos NEXUS, decidindo reaparecer para os liderar quando o grupo já se encontra reduzido aos dois lutadores de maior qualidade e competência que o constituiam. Neste ponto, a existência dos NEXUS acabaria por cair, dado que se tinha formado um novo grupo (mais curto, mas também mais forte e credível), com um conceito diferente (ligado ao domínio da RAW por parte de Triple H e ao desenvolvimento dos seus dois seguidores). Esta situação permitiria um 3 vs. 3 no main event da brand principal da WWE, onde os mais experientes poderiam ajudar os mais jovens a crescer, ao mesmo tempo que a qualidade e interesse das rivalidades entre ambos saíriam reforçados.

The United States Championship Rivalry:

> Nesta divisão (mid card), até se está a desenvolver um angulo extremamente interessante, com o campeão The Miz e o seu ex-rookie Daniel Bryan a confrontarem-se com bastante agressividade. O embate entre ambos tem tudo para ser excelente e os dois wrestlers podem retirar bastante proveito do mesmo...o Miz não só ganha maior credibilidade enquanto heel e upper carder, como aproveita para limar as suas qualidades in-ring com a ajuda de um "American Dragon" bastante tecnicista...por sua vez, o Daniel Bryan começa a cimentar o seu lugar na WWE, agora como face, e contra um dos heels mais odiados e espectaculares do momento. Conjuga-se, portanto, tudo para que a este nível as coisas corram da melhor forma...no entanto, numa fase mais adiantada desta contenda, aproveitaria para tornar as coisas ainda mais interessantes e transformaria a rivalidade num Triple Threat, "metendo" John Morrison (que se anda a perder numa tag team miserável com o cepo do R-Truth) ao barulho. Na minha opinião, são os três jovens de maior potencial e qualidade que a WWE tem à disposição na RAW para trabalhar e preparar como futuros main eventers e o confronto entre ambos iria ajudar bastante ao seu crescimento e à qualidade do programa, disso não tenho a menor dúvida.

The WWE Tag Teams Contest:

> Neste campo, sou da opinião que os Hart Dynasty e os Uso Brothers até têm desenvolvido um bom trabalho...com o tempo de antena e script que lhes dão, até fazem coisas bastante boas. No entanto, acredito que é necessário fazer ressurgir um pouco do espírito dos anos 80 quando falamos em equipas...é preciso criar storylines com fundamento nesta área para que os combates sejam diferentes e possam contar dentro de ringue as rivalidades que se passam fora dele. Desta forma, a contenda entre as duas equipas que mencionei atrás poderia evoluir de uma mera questão de afirmação dos jovens lutadores, para a tradicional disputa entre as duas tag teams, tendo como pano de fundo a história das duas famílias dos wrestlers envolvidos. Assim, por exemplo, movimentos tradicionais dos Hart e dos Fatu poderiam ser utilizados ao longo dos combates e os argumentos e acusações utilizados nas promos de confrontação entre os ambos teriam um leque bastante mais alargado de opções. Mas porque os títulos de equipas são disputado nas duas brands da companhia e somente duas tag teams são pouca oferta para esta área, apostaria no regresso e reunião dos Cryme Time (que sozinhos não passam do medíocre e como equipa são óptimos), constituindo-se, desta forma, uma terceira via e opção para disputar tão importantes "cinturões".

The WWE Divas Championship Confrontation:

> A divisão feminina da RAW também não está a ser mal gerida e o regresso da Melina vaio ajudar bastante à recuperação de alguma qualidade técnica da mesma. Actualmente podemos definir um claro confronto entre as face Gail Kim e Eve Torres lideradas por Melina e as heel Maryse e Jilian lideradas por Alicia Fox, o que não deixa de ser uma boa aposta de quem comanda, já que permite o envolvimento directo de seis lutadoras na mesma feud com o pouco tempo de antena que o programa tem disponível para o wrestling feminino. Em todo o caso, se tivesse oportunidade de gerir a RAW, não deixaria de tentar valorizar, sobretudo, a Melina (porque é indiscutivelmente a melhor) e as duas wrestlers que até há bem pouco tempo comandavam a divisão (Maryse e Eve Torres), pois acredito que com uma maior evolução das suas qualidades técnicas serão capazes de se tornar em lutadoras excepcionais. A Natalya e a Tamina também são, na minha opinião, dois valores seguros mas a sua utilização, de momento, parece-me mais acertada se for efectuada em conjunto com a rivalidade das duas equipas a que pertencem.

The New Guys:

> No que respeita aos jovens da RAW em quem a equipa criativa poderia apostar para oferecer um push e fazer crescer, só consigo descortinar duas possibilidades, Ted DiBiase Jr. e Evan Bourne. No entanto, como acho que o segundo não passa de um macaco saltitão e odeio vê-lo em ringue, a minha única e grande escolha para lançar como novo talento em crescimento da brand seria o filho do "Million Dollar Man". Vocês até me podem perguntar se o Ted DiBiase Jr. não está a ser lançado há já bastante tempo e eu respondo que sim, contudo, também deu para perceber que ao sair de perto de Randy Orton o seu desempenho não foi tão positivo quanto se esperava, demonstrando que ainda não estava preparado para o desafio e exigências que lhe propuseram. Deste modo, julgo que seria importante atribuir um verdadeiro push ao rapaz, com uma grande winning streak e feuds capazes de o fazer crescer in-ring, ao nível das mic skills e de o tornar cada vez mais credível. Ora, para que tudo isto possa verificar-se, na minha opinião, teríamos de colocar a malta mais experiente ao barulho e seria nesse sentido que os nomes de William Regal, Goldust e Mark Henry se constituiriam, respectivamente, como importantes adversários do jovem DiBiase.

E vocês, como "bookariam" a RAW!?

Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

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