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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias is That Damn Good #161 - "The Underrated People in WWE"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um “Dias is That Damn Good”, o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Como acontece em todas as Eras, épocas e até anos, há uma vasta lista de lutadores e lutadoras cujo potencial e utilidade são imensos, mas que pelas mais diversas razões não são aproveitados. Assim, e pelas causas que acabei de referir, abordar os trabalhadores “underrated” de uma companhia de Pro Wrestling não constitui uma grande novidade…no entanto, e porque há sempre gente nova (e muitas vezes também mais antiga) nesta situação e, também, porque a modalidade está em constante mutação e evolução, acredito que olhar para o pessoal menos bem aproveitado e rentabilizado acaba por se verificar um exercício, no mínimo, interessante.

Por isso, aquilo que me proponho fazer no presente artigo é, precisamente, uma breve abordagem sobre alguns dos wrestlers que considero estarem “esquecidos” pela empresa de Vince McMahon. Não percam, então, as próximas linhas…




Comecemos, então, por Chris Masters…um jovem lutador que já foi uma forte aposta da companhia no passado mas que, na actualidade, se encontra afastado de qualquer cenário ou acontecimento relevante dentro da sua programação. Talvez muitos dos nossos actuais leitores e seguidores já não se recordem, mas o “Masterpice” chegou à WWE e impressionou bastante os fãs, não apenas pela sua constituição física, mas também e sobretudo pela intensidade da sua actuação e naturalidade com que encarava os combates e os seus mais diversos adversários. O jovem Masters era alguém que finalmente tinha conseguido voltar a brilhar com uma gimmick mais “cocky” (semelhante à de Rick Martel), depois de muitos outros terem falhado repetidamente…o seu carisma era natural e as mic skills bastante razoáveis para um lutador com a sua tenra idade. Ela sabia ler a plateia e utilizava as expressões faciais de uma forma bastante madura, características que o tornavam num lutador bastante completo. Por último, e a juntar a todo este “arsenal” de primeira classe, o Chris ainda possuía um “finisher move” que, não sendo original, foi muito bem adaptado à sua personagem e usufruiu de um build up que o tornou bastante credível. Foi, então, com grande naturalidade que o vimos envolvido em rivalidades/feuds/storylines de maior importância, como aquela que o opôs, por exemplo, a Shawn Michaels. O interesse da WWE na sua carreira viria, no entanto, a esfriar e depois da reprovação na welness policy, acabariam por despedi-lo…tudo para o voltarem a contratar dois anos mais tarde, infelizmente, para o colocar indefinidamente no low card da companhia, local em que se encontra actualmente. Sei, também, que muitos dos actuais fãs não são grandes apreciadores dos “Big Guys”, no entano, eles são fundamentais para a modalidade e para o espectáculo em que ela se transformou, já para não dizer que, quando estamos perante lutadores de qualidade inegável, como é o caso do Chris Masters, até os seus detractores têm de dar o braço a torcer. Talvez falte à companhia encontrar uma história onde o possa enquadrar, talvez lhes falte uma ideia do que fazer com ele ou até espaço para o integrar numa programação curta para tantos talentos…contudo, acredito seriamente que o poderiam utilizar como bodyguard (por exemplo, do Miz que agora é campeão e precisa de uma protecção mais credível que aquela que o Riley lhe pode oferecer) como forma de lhe proporcionar uma nova oportunidade para brilhar e demonstrar todo o talento e qualidade que possui. E aqueles que duvidam do que estou a dizer, vejam o recente combate que o opôs a Jack Swagger, onde apesar da curta duração (uns 10 minutos), é possível verificar uma mobilidade e intensidade bastante interessantes, já para não falar na coerência da aplicação do seu move set e da forma credível com vende os seus “ataques” e o próprio adversário. Na minha opinião, é um tipo cheio de talentos e talvez aquele que mais me custa ver ser tão mal aproveitado (ainda para mais, é muito jovem…)!




Neste caso, talvez estranhem o facto de colocar o Morrison numa lista deste género, uma vez que até é um lutador com presença assídua nos mais diversos shows da companhia e que participa dos PPVs da mesma com alguma regularidade. Contudo, se considerarmos que se trata de um worker cuja evolução está estagnada há alguns anos e que desde o final da equipa que formava com o Miz não participa em qualquer rivalidade importante ou capaz de o fazer crescer, acredito que a sua “nomeação” para este artigo é inteiramente justificada. Na realidade, apesar de se tratar de um atleta extraordinário e de conseguir realizar movimentos repletos de espectacularidade, a verdade é que acaba por se revelar, por diversas vezes, um lutador bastante inconsequente e incoerente dentro do ringue, assim como fora dele. Julgo que é óbvio para todos que o John tem bastantes dificuldades no que respeita às mic skills e, no que concerne às in-ring skills, penso que tem ainda muito a aprender…se falarmos em psicologia de ringue, nas expressões faciais e corporais, nos momentos em que é preciso chamar a atenção da plateia com taunts, entre outras situações, julgo que compreendem as grandes falhas do jovem lutador. Por outro lado, já que não permitiram uma melhor evolução e aprendizagem das suas capacidades e qualidades com lutadores mais experientes (como o Goldust ou o William Regal), acredito que o seu crescimento só poderá verificar-se pela participação numa storyline de grande relevância e com uma “substância” diferente daquelas que se têm realizado e que deixam muito a desejar no que respeita à originalidade. Pessoalmente, e acho que já falei nesta situação por mais que uma vez, gostava bastante que a WWE pegasse no Morrison e na Melina (para os juntar de novo) e que os colocasse numa rivalidade com o Kane…o objectivo passava, acima de tudo, por tentar re-adaptar o angle “Edge & Lita vs. Kane”, à actualidade e ao novo casal…e esta seria aquela grande história que, das duas uma, ou falhava e o John ficaria no mid card para sempre, ou resultaria e catapultaria o “casalinho” para o topo (tal como aconteceu há alguns anos com o Edge e a Lita). Em todo o caso, e como isso não me parece que vá acontecer, muito provavelmente iremos continuar a assistir a um John Morrison que, semana após semana, continuará no mid card da companhia, completamente estagnado.




Porque estes wrestlers, bastante experientes e com grande qualidade, vivem situações muito semelhantes, decidi trata-los em conjunto. De facto, o mau aproveitamento do Goldust e do William Regal já não se prende com os altos voos, nem com a vontade da companhia ao longo dos anos por não os ter colocado no topo (porque não conseguiu, porque não o soube fazer…provavelmente, porque nunca o quis), a presença destes dois nomes na lista do pessoal “underrated” justifica-se, acima de tudo, porque a empresa não consegue compreender (ou recusa-se a fazê-lo) que tanto o britânico como o filho mais velho de Dusty Rhodes são importantíssimos e poderão ter uma utilidade tremenda no momento que a WWE e a própria modalidade atravessam. Relembro que há uns anos havia muitos wrestlers experientes e de enorme qualidade no activo e, por essa razão, os jovens que conseguiam aparecer e mostrar as suas qualidades eram, realmente, a “nata”, os melhores…e quando chegavam ao topo já tinham passado por um sem número de combates e situações que os tornavam bastante maduros e conhecedores da indústria em que estavam inseridos. Dificilmente se chegava ao main event sem conseguir ser-se bom naquilo que se fazia e isso garantia uma qualidade tremenda aos promotores de Pro Wrestling…sabemos, contudo, que a actualidade é diferente e que muitas das referências (até mesmo da década que agora finda) já não estão no activo e essa situação deixou os jovens lutadores um pouco órfãos, uma vez que, se viram obrigados a conviver com as mesmas pressões e responsabilidades das lendas, sem ter um terço da experiência das mesmas. Na actualidade, o factor imediato ganha maior preponderância e os lutadores deixaram de ter o tempo adequado para evoluir e trabalhar as suas capacidades convenientemente, e toda essa situação se reflecte, como é óbvio, na qualidade dos próprios lutadores e dos produtos apresentados pelas diversas companhias. Ora, é precisamente neste ponto que tanto o Goldust, como o William Regal, ganham grande destaque, porque tratando-se de lutadores bastante credíveis, com enorme qualidade e com uma experiência consolidada em vários anos de modalidade poderão ajudar ao refinamento e desenvolvimento das capacidades dos jovens atletas. Contudo, para que tal se verifique, é necessário que a WWE os coloque na sua programação e lhes atribua rivalidades consequentes e com real interesse, contra aqueles jovens que acredita terem capacidades e necessitarem, apenas, da ajuda de alguém mais experiente. Se a empresa de Vince McMahon o vai fazer ou não, não sei (provavelmente não), mas gostei do envolvimento entre o Goldust e o Ted DiBiase Jr….só tive pena que não lhe tenham dado mais importância e que tudo tenha sido tão fugaz, pois tenho a certeza que o Ted iria beneficiar muito do contacto com o Dustin.




Talvez este seja até o caso mais gritante do modo como os trabalhadores podem ser mal utilizados por uma companhia…as Divas da WWE, salvo rara excepção, são tratadas como se dos seres mais inúteis se tratassem. Não vou falar na questão do título da divisão feminina, até porque nesse capítulo a empresa nem se tem portado mal (conseguiu encontrar um grupinho com 4/5 lutadoras jeitosinhas e até tem trabalhado bem), refiro-me, especificamente, ao papel da mulher na WWE e sua programação. Sinceramente, eu até compreendo que a companhia tente explorar o lado mais sensual das suas lutadoras, até percebo que as utilizem para fazer companhia aos guest hosts e naquelas danças idiotas dentro do ringue para chamar a atenção dos homens, entre outras coisas…mas aquilo que não consigo aceitar, é que se deixem ficar apenas por aí. Ao longo da história da modalidade, as mulheres já provaram por diversas ocasiões que podiam desempenhar papéis preponderantes com qualidade, já para não dizer que num outro capítulo podem acrescentar e “emprestar” às storylines toda uma magia que só elas lhe podem dar. Pergunto-me o que é feito das divas-manager (será que se justifica apostar apenas na Vickie Guerrero?)?; Porque deixaram as divas de ser disputadas pelos wrestlers (eram razões interessantes para construir histórias e rivalidades…)?; Porque não disputam as próprias divas este ou aquele wrestler (eram história óptimas para rivalidades entre lutadoras)?; Depois do brilhante trabalho de Vickie Guerrero como General Manager da SmackDown, porque razão se encontra a brand outra vez nas mãos de um Teddy Long completamente ultrapassado?; etc. As WWE Divas têm muito mais potencial e utilidade do que aquele que a companhia lhes quer reconhecer e é uma estupidez que continuem a ser tratadas desta forma, quando se sabe que podiam ajudar muito na construção de conteúdos e produtos bem melhores.


Talvez estivessem à espera que falasse em nomes como MVP, Evan Bourne, Kofi Kingston ou R-Truth…contudo, digo-vos muito sinceramente que, na minha opinião, falta a todos esses lutadores capacidade e qualidade para almejar mais que o mid card (e alguns, como é o caso do Truth, nem o low card merecem!).

E vocês, concordam com as minhas escolhas!? Quem são os lutadores mais “underrated” da WWE!?



Bem, foi mais um “Dias is That Damn Good” que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #160 - "WWE Survivor Series 2010 Rebound"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da WWE ;)

O WWE Survivor Series 2010 realizou-se no passado domingo e constituia-se como o PPV mais importante e entusiasmante da companhia, pelo menos, nos últimos 4/5 meses. O seu build up foi longo (oriundo inclusive de PPVs anteriores) e bem construído, e no topo, tinhamos a grande incerteza que seria o resultado entre Wade Barret e Randy Orton e as suas possíveis consequências...

Ora bem, aquilo que me proponho fazer ao longo deste artigo é, acima de tudo, uma análise aos acontecimentos neste mesmo evento e o modo como eles afectam ou podem afectar o futuro da WWE e seus lutadores!

Não percam, portanto, as próximas linhas...




1 - WWE United States Championship Match: Daniel Bryan vs. Ted DiBiase Jr.

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Foi uma pena que este combate não tenha desfrutado de qualquer build up e não tenha sido preparado com todos os ingredientes que merecia...convenhamos que aquele ataque do Ted no último RAW é, manifestamente, insuficiente para lançar o que quer que seja para um combate de PPV tão próximo. Estavamos, portanto, perante uma prova da qualidade, capacidade e talento dos dois jovens intervenientes...confesso que não gosto muito de combates sem história, mas como se tratava de um opener a coisa até nem era tão escandalosa. A verdade é que o match foi agradável e bem disputado, apesar de curto, e permitiu ao Ted DiBiase Jr. receber um heat como já não conseguia ter desde os seus tempos nos Legacy...por outro lado, foi também o seu combate mais ruídoso em muito tempo. Ora, toda esta situação só vem provar que o Bryan consegue fazer com que qualquer um se saia bem dentro do ringue (aposto que até com o Khali ele conseguiria =P) e só lamento que a WWE não aposte um pouco mais no fortalecimento da sua personalidade e personagem, pois acredito de forma muito sincera que uma aproximação àquilo que o Chris Benoit significava lhe faria bastante bem, sobretudo, no que à intensidade diz respeito. Concluindo, os dois jovens saíram-se bastante bem e pareceu-me que a prova foi superada com distinção, resta, agora, saber se a companhia também entendeu isso e vai apostar um pouco mais nesta rivalidade...eu fico à espera que sim!

2 - Sheamus vs. John Morrison

> Este era daqueles combates que não me dizia muito, pois apesar do build up que teve e da sua coerência (com o Morrison a apoiar um Santino indefeso perante o "brigão" Sheamus), convenhamos que esta rivalidade serve apenas para entreter dois lutadores à espera de espaço para poderem voltar a ter a devida atenção da companhia. Em todo o caso, dada a qualidade dos intervenientes, eu esperava algo bom...e não fiquei desiludido. O Sheamus tomou conta do combate desde o início e carregou-o como se de um verdadeiro veterano se tratasse (é fantástico ver que com muitos menos anos de profissional e experiência WWE, o "Celtic Warrior" parecia que estava a ensinar o John Morrison - este já com diversos anos de casa), dando uma velente sova ao seu adversário. Por outro lado, o John até estava a vender bem a "coisa" e os dois conseguiram oferecer um bom espectáculo...a vitória do ex-MNM aconteceu devido há necessidade de prolongar a rivalidade (se o Sheamus vencesse as coisas acabam por ali), mas não deixa de ser injusto ver o "branquinho" perder depois do trabalhão que fez. No futuro, espero um Sheamus ainda mais tresloucado em busca do Morrison que, certamente, será derrotado num próximo combate entre ambos...contudo, aconselhava seriamente o John a repensar o seu move set, taunts e expressões faciais/corporais, é que já vai sendo hora de conseguir compreender os momentos dos combates e aquilo que o público vai pedindo (o Sheamus soube interagir com eles com grande maturidade).

3 - WWE Intercontinental Championship Match: Dolph Ziggler (w/Vickie Guerrero) vs. Kaval

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Para este combate reconheço que parti com grande cepticismo...não gosto do Ziggler, mas ainda gosto menos do Kaval e, por isso, apesar do build up de qualidade que todo este embate recebeu, não conseguia sentir-me minimamente entusiasmado com o confronto entre ambos. Felizmente, porque foi o menos mal (lol), o Ziggler conseguiu reter o título e talvez tenha afastado o vencedor do NXT Season 2 do seu caminho...contudo, o combate não deixou de ser curto e mais do mesmo, não contribuindo os intervenientes com nada de novo para o espectáculo. Depois disto, gostava que entregassem o Intercontinental Championship a alguém mais capacitado e com maior potencial na SmackDown, talvez ao Del Rio ou ao Swagger, é que já cansa ver o Ziggler sempre com as mesmas histórias e combates (o tipo não cresce, nem evolui, não vale apena continuar a apostar nele de forma cega!).

4 - Survivor Series Traditional Elimination Match: Team Mysterio (Rey Mysterio, Kofi Kingston, Chris Masters, Big Show & MVP) vs. Team Del Rio (Alberto Del Rio, Tyler Reks, Drew McIntyre, Jack Swagger & Cody Rhodes)

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Aqui tinhamos outro combate para com o qual as minhas expectativas estavam bastante baixas, mas felizmente enganei-me e os lutadores intervenientes conseguiram surpreender-me pela positiva. É que ao contrário do que vem sendo hábito, não nos "espetaram" com mais uma fórmula super bem ensaiada e formatada (secante), tentaram fazer algo diferente e divertido e conseguiram...transformaram o combate em algo interessante ao mesmo tempo que os resultados foram obtidos. E aqui queria realçar, em especial, o trabalho do Cody Rhodes (que tem vindo a ser desconsiderado e tratado apenas como mais um comic heel) pois esteve bastante bem no segmento em que se passou da cabeça (ainda hoje me rio com o bump que deu sozinho no meio do ringue =P) demonstrando que mesmo com uma gimmick de pouco alcance, é possivel interpreta-la com grande coerência e credibilidade. O resultado foi o esperado, sorrindo a vitória à equipa do Mysterio com o importante contributo do Big Show...mas inventaram uma boa forma de isentar o Del Rio de culpas, uma vez que não foi derrotado, apenas desapareceu do combate (LOL). Quantos aos restantes participantes não sei, mas acredito que a feud entre os dois team captains é para continuar...já vai é estando na hora do Rey fazer o job para elevar o "novo" mexicano lá do sítio!

5 - WWE Divas Unified Championship Match: Team Lay-Cool vs. Natalya

> Na minha opinião, as Divas poderiam ter um papel bastante mais activo e preponderante do que aquele que a programação da WWE lhes tem dado, especialmente enquanto managers e alvos de disputa entre wrestlers...contudo, também reconheço que a unificação dos títulos permitiu que o topo da divisão feminina fosse ocupado, apenas, por lutadoras de qualidade e isso é assinalável. Ora, no seguimento do que vinha dizendo, há que realçar o excelente trabalho que a team Lay-Cool vinha fazendo, dando uma grande credibilidade ao Divas Championship e oferecendo alguns momentos de qualidade, que impedem o descalabro total (no que respeita a esta vertente) do envolvimento feminino na WWE. Por outro lado, e depois de cimentar as suas posições no topo com inúmeras vitórias sobre importantes adversárias, já estava na hora das Co-Champs serem derrotadas e este foi, realmente, o momento ideal para que tal acontecesse. Como vem sendo habitual, o combate não foi nada de especial, mas teve o que era essencial e isso é que importa. A vitória da Natalya é mais do que merecida e a sua comemoração (aposto, com 100% de naturalidade) demonstram o que realmente aquele título significa para ela...é que ao contrário de outras, ela conhece a história da modalidade e vive-a por dentro desde pequena, por isso, o valor que dá ao título e às suas conquistas é bem mais significativo que grande parte das suas companheiras (e aquele tipo de comemorações ajuda, ainda, a credibilizar um título ou a sua importância como grande objectivo a atingir!). Por último, também foi muito bom poder assistir ao regresso da Beth Phoenix, que limpou o ringue e se juntou à nova campeã (sua grande amiga e colega de treinos) na comemoração da sua conquista. O futuro reserva-nos um re-match e continuação da rivalidade, mas com a ajuda da Beth, acredito que a Natalya se irá manter Divas Champ durante algum tempo (eu assim o espero).

6 - World Heavyweight Championship Match: Kane vs. Edge

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O Edge tem um grande problema e a WWE parece não querer compreende-lo...ele não é um wrestler completo e os seus combates só são, realmente, de qualidade quando as estipulações especiais lhe permitem explorar toda uma panóplia de funcionalidades que estão limitadas nos normais single-matches. A juntar a este factor, podemos ainda acrescentar o facto do tipo de combate escolhido não ser o mais acertado, também, para a história/rivalidade em curso...uma vez que o Kane busca o sequestrador do seu Pai, previa-se que tentasse aniquila-lo a todo o custo e um normal singles-match não serve para isso. Ora, no meio de tanta coisa mal decidida, resta-nos dar o braço a torcer pelo desenvolvimento de uma história que, à partida, não tinha nada de interessante, mas que até se "come" sem grande dificuldade. Por outro lado, o combate que nos ofereceram foi algo rídiculo, do mais boring que se viu por todo o PPV...felizmente , e apesar de previsível, acabou num No Contest e a WWE lá teve de recorrer a um dos habituais spots de emergência (atirar um lutador para lá das barreiras de protecção com grande violência) para fazer com que os fãs se lembrassem apenas disso e não do combate. Não gostei, achei fraquinho e sei que ambos podem fazer melhor...mas pode ser que o TLC que se avizinha ajude a transformar esta contenda em algo com mais qualidade.

7 - WWE Tag Team Championship Match: Nexus (Justin Gabriel & Heath Slater) vs. Santino Marella & Vladimir Kozlov

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Fazer do Santino Marella e do Vladimir Koslov (uma comic tag team) first contenders ao títulos de equipas é no mínimo estúpido. Não é desta forma que vão credibilizar a divisão e muito menos os seus campeões e títulos. O Justin Gabriel e o Slater precisam de tipos com calo e experiência para os ajudar nesta fase, não de quem lá está apenas para motivar risos e gargalhadas na plateia. Felizmente o combate/segmento (não sei o que lhe chamar) foi curto e serviu apenas para o pessoal descansar um pouco antes do ponto forte da noite. Resta-nos, em todo o caso, aplaudir uma vez mais o brilhantismo do Santino (que é sempre bem vindo, embora integrado num outro contexto que não o de tornar coisas sérias em palhaçada). Quanto ao futuro, muito sinceramente, não sei o que passa pela cabeça da WWE no que respeita ao tag team championship...mas talvez apostem, de novo, nos Usos.




8 - WWE Championship Match (w/Special Guest Referee: John Cena): Randy Orton vs. Wade Barrett

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Aqui não esperava um combate extraordinário, e julgo que como eu, ninguém o esperava...no entanto, a expectativa em redor da forma como o John Cena iria lidar com o seu possível despedimento prendeu-me do início ao fim a este match. Curiosamente, no que respeita aos desenvolvimentos dentro do ringue, a coisa foi péssima...o combate nem sei se chegou aos 15 minutos e tudo pareceu mais um segmento de entertenimento do que uma verdadeira confrontação de capacidades atléticas entre lutadores (e isto é bastante criticavel, pelo menos, na minha opinião). Por outro lado, surpreendeu-me a forma pronta e rápida como John Cena foi coerente com o seu lema de "Hustle, Loyalty & Respect", uma vez que pôs a verdade e justiça à frente dos seus interesses pessoais quando todos (incluindo eu) apostavamos no seu heel turn. Na realidade, a noita apontava nesse sentido...a WWE não podia adiar aquele acontecimento especial porque os fãs iriam começar a desligar-se da storyline e, por outro lado, aqueles video-promo pequenos que despertavam para o sentimentalismo do fãs relativamente ao Cena, construiam uma atmosfera perfeita para que um heel turn provocasse um choque nos seus seguidores. A coisa não aconteceu assim, mas o Cena foi despedido (o que não deixa de ser um momento marcante e de cativar o pessoal) e a partir daí a WWE começou a promover o RAW seguinte. Sinceramente, neste momento, não sei como a empresa vai pegar neste angle, nem o que vai fazer com o Cena...mas estou curioso por acompanhar os próximos desenvolvimentos, certo é que já não tenho tanta certeza sobre a possibilidade de um heel turn vir a verificar-se nos próximos tempos, ainda que a conjuntura possa indicar o contrário. Talvez a companhia acredite mesmo que o heel turn do John Cena só deva acontecer quando ela encontrar um novo John Cena...e a verdade é que não discordo muito dessa visão!

Conclusões:

> O WWE Survivor Series 2010 realizou-se numa altura muito especial para a companhia, daí a sua importância e o entusiasmo que criou junto dos fãs, sobretudo devido às possíveis consequências do seu main event. O build up do evento foi bem feito e à excepção de um dos casos, a companhia soube trabalhar e construir todos os combates e rivalidades de uma forma, razoavelmente, coerente. No que respeita ao nível dos matches, podemos dizer que as coisas correram bem até aos últimos três combates do PPV, ainda que todos tenham sido algo curtos, e neste ponto a WWE tem de começar a pensar em construir cards mais pequenos para permitir que os combates se desenvolvam com o tempo mínimo indispensável ao bom desempenho dos seus intervenientes. Quanto aos resultados, não aconteceu nada de surpreendente e até mesmo no main event (a fonte de toda a expectativa) a WWE decidou fazer uma meia-aposta, já que nos deixou para o RAW a resposta a todas as nossas questões (pelo menos é a ideia com que ficamos). Veremos o que o futuro nos reserva...mas uma coisa é certa, este PPV não decidiu nada e apenas ajudou a alimentar as grandes storylines presentes na sua estrutura de combates.


E vocês, o que acharam deste PPV!? O que acontecerá, agora, com John Cena!?


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Bem e foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #159 - "The Vince McMahon's Successor"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Em primeiro lugar, queria desculpar-me pela ausência do último mês, mas a verdade é que o trabalho tem consumido, por completo, a minha agenda e, como tal, foi complicado manter-me atento ao blogue e às funções que desempenho no mesmo. Mas como não vim aqui para me desculpar e sim para vos escrever, passemos ao que realmente interessa...

O tema que vos trago para hoje não é novo, nem recente, mas tem ganho por estes dias uma certa relevância nos fóruns de discussão e sites de notícias afectos à modalidade. Refiro-me, como já devem ter percebido pelo sub-título do artigo, à sucessão de Vince McMahon no comando da World Wrestling Enterteinment.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Vincent Kennedy McMahon Jr. será recordado, para sempre, como um dos nomes (se não o nome) mais importantes na história do Pro Wrestling. O seu espírito aventureirísta, a mentalidade aberta e avançada para a época em que estava inserido, a capacidade de compreender o mercado e a aptência natural para os negócios, associados a uma enorme paixão por uma modalidade especial levaram este Homem a conseguir criar um dos maiores colossos a nível mundial. A verdade é que Vince McMahon, que desde pequeno tivera contacto com o meio (Pro Wrestling) devido á actividade do seu pai (como promotor do mesmo negócio), apostou numa completa e revolucionária transformação do produto das companhias de wrestling, baseando-se, acima de tudo, na espectacularidade e entertenimento e na dessiminação de conteúdos por todo um enorme país. O Vince entendeu que o wrestling não deveria ser um produto apenas deste ou daquele Estado, mas sim de todos...acreditou que tudo seria mais fantasioso e interessante se os lutadores ganhassem personalidades e cores diferentes...arriscou na mistura da música e dos grandes eventos televisionados com o wrestling...foi capaz de entender o seu público e de molda-lo aos produtos da sua companhia; etc. E, a verdade, é que se deu sempre bem.

Devemos-lhe o mediatismo que o Pro Wrestling goza na actualidade, mas também a criação de enormes super-estrelas (como é óbvio, com o grande mérito dos próprios wrestlers), a construção de fantásticos momentos e uma gestão altamente complexa e brilhante de todo um negócio que movimenta, por todo o mundo, paixões. Criticado por muitos, a verdade é que sempre soube o que queria e para onde caminhava...e ao contrário de outros empresários/promotores, envolveu-se directamente na produção dos conteúdos da sua empresa, quer como criador de storylines, como announcer, general manager ou lutador, contribuindo de forma inegável e inequívoca para o sucesso da modalidade, da sua companhia e de muitos dos workers pertencentes à mesma...e construíndo, acima de tudo, um forte respeito e admiração das pessoas conhecedoras do seu trabalho e seguidoras da indústria. Para além de tudo isto, o facto de se constituir como um conhecedor "de facto" da modalidade e alguém que a compreende como poucos, confere-lhe um grau elevadíssimo de autoridade e moralidade para tomar as decisões que, acredita, deverem ser tomadas, sem medo de errar ou falhar. É alguém que não se "perde" e que se afirma como verdadeiro porto de abrigo para a WWE, deixando, claramente, a sua presença, trabalho e voz de comando, todos seguros quanto ao caminho e estratégia que se segue (até mesmo os críticos, por muito que lhes custe reconhecê-lo).




Ora, por todas as razões que enunciei nos parágrafos anteriores, percebemos que não se torna tarefa fácil conseguir substituir alguém assim, ainda para mais, quando a ideia que passa para o exterior é a de que a WWE está super-dependente de Vince McMahon. Por outro lado, e não falando mais no peso que o legado do Presidente da WWE deixa ao seu sucessor, a complicar todo este processo de transição está o facto de Shane McMahon não demonstrar grande vontade e vocação para seguir as pisadas do seu pai (estando envolvido e ocupado com um outro meio e área de negócio) e de Stephanie McMahon não ser, de forma alguma, a pessoa indicada para o cargo (a sua má relação com os funcionários e obsessão por uma forma de entertenimento de qualidade duvidosa, pelo menos, deixam-nos essas indicações). E assim, pondo de parte aqueles que seriam encarados como os herdeiros naturais, resta-nos a opção Paul Levesque (Triple H), que ao longo dos últimos tempos tem dado provas da sua capacidade e tomado decisões que, sempre ou quase sempre, resultaram com enorme sucesso.

Curiosamente, e não sei se isto é do conhecimento de todos, veio a público a informação de que a Stephanie McMahon tem feito bastante força para que a aposta no entertenimento e em angles próprios de reality shows ganhe maior preponderância nos conteúdos da WWE...por seu lado, tem sido o Triple H quem tem exercido maior pressão para que o wrestling, propriamente dito, não perca o seu peso e, se possível, consiga ir ganhando mais qualidade e espaço dentro da programação WWE. Aliás, por detrás da recente aposta da companhia em diversos jovens está o nome de Paul Levesque, onde se destaca o seu importante contributo, especialmente, no push atribuído a Sheamus e no angle de criação dos Nexus (e consequente elevação de Wade Barrett na empresa). O Triple H foi alguém que sempre se preocupou bastante com o antepassado da modalidade, com os seus grandes nomes e com aqueles que puseram o pro wrestling no lugar que hoje ocupa...é alguém que conhece, como ninguém, a necessidade de contar histórias ao longo dos combates e a utilidade e impacto das expressões corporal e facial...reconhece a importância do selling e da psicologia de ringue, assim como do build up...por isso, no que toca à qualidade do produto WWE, caso ele venha a suceder a Vince McMahon, sabemos que ela é garantida. Mais, sabemos que o Paul Levesque raramente se engana quando escolhe os wrestlers em quem tem de apostar, basta olhar para os últimos anos da companhia e vemos que os seus "protegidos" são, actualmente, os mais prestigiados, mas também, os melhores wrestlers em actividade. Contudo, apesar de ser um excelente estudante da indústria Pro Wrestling e alguém que a percebe e compreende como ninguém, não deixa de ter uma postura um pouco mais tradicional e conservadora sobre o negócio (algo que eu aprecio bastante, mas que pode ser prejudicial), o que corresponde, por outro lado, a algumas limitações no que toca a reinventar e revolucionar a modalidade e o produto da companhia...algo que Vince McMahon sempre fez e continua a fazer. Em todo o caso, se souber rodear-se de pessoas competentes e capazes de solucionar essas suas carências, provavelmente, tudo correrá pelo melhor, e é bom que assim seja, até porque, de acordo com as notícias que vêem a lume, será mesmo o "genro do patrão" (como muitos gostam de lhe chamar de uma forma depreciativa) a pegar nos destinos da WWE.


E vocês, quem acham que vai ser o sucessor de Vince McMahon!? Acreditam em Paul Levesque como uma boa escolha!?




Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #158 - "As Surpresas da TNA"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um “Dias is That Damn Good”, o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Ao longo dos últimos tempos, sobretudo de há um ano para cá, a TNA tem-nos bombardeado com inúmeros anúncios de supostas alterações profundas e estruturais que pretendem implementar na sua empresa. Que algumas dessas “super-notícias” eram bem mais espectaculares que outras, é um facto, no entanto, todos reconhecemos que a companhia de Orlando é muito diferente hoje, daquilo que era num passado bem recente…para o bem e para o mal, é assim.

Mas aquilo que me proponho abordar no artigo que agora vos apresento é, particularmente, a grande surpresa que a TNA vinha anunciando, há bastante tempo, para o seu Bound For Glory 2010, do passado domingo. Não percam, portanto, as próximas linhas…




Em primeiro lugar, para conseguirem compreender a minha opinião acerca das surpresas, é preciso perceber que sou totalmente contra os seus pré-anúncios, pois parece-me óbvio que essa situação retira, pelo menos, 50% do impacto que as mesmas poderiam causar. Isto, já para não falar nas expectativas que se criam em redor dos fãs sobre esses supostos grandes acontecimentos que, quase sempre, acabam por não corresponder aquilo que eles esperavam. A meu ver, o desvendar parcial de um “segredo” só pode acontecer quando essa surpresa se trata de uma verdadeira “bomba”, tal como aconteceu, por exemplo, com as chegadas de Kurt Angle, Mick Foley, Ric Flair ou Hulk Hogan e Eric Bischoff à TNA. E se não dão razão ao pensamento que estou a imprimir a este texto, então pergunto-vos se acham que os nWo teriam tido o mesmo impacto se a, então, WCW tivesse anunciado com toda a pompa e circunstância e com grande antecedência algo de extraordinário para o WCW Bash At The Beach 1996!? Questiono-vos se acreditariam que a traição de Triple H a Shawn Michaels em 2002, quando ambos iam re-formar os D-Generation-X, teria o mesmo impacto se a WWE tivesse feito o pré-anúncio dessa mesma situação!? Pensam, mesmo, que a invasão dos Nexus no WWE Monday Night RAW ia ter o mesmo impacto se não tivesse acontecido de uma forma tão surpreendente!?

É óbvio que pela genialidade das situações e acontecimentos em si, não deixariam de ser grandes feitos e de entusiasmar muito boa gente, contudo, e como já referi anteriormente, não conseguiriam ter atingido o brilhantismo a que, na realidade, chegaram. O factor surpresa é, na verdade, essencial ao impacto e genialidade das grandes storylines e, sem ele, muito do potencial das mesmas acaba por se perder. Como sabem, a grande surpresa da TNA para o seu Bound For Glory 2010 foi o heel turn de Hulk Hogan, Eric Bischoff, Jeff Hardy, Jeff Jarrett e a sua união a Abyss para formarem uma nova stable na companhia de Orlando, dividindo a empresa em duas vozes de comando, uma liderada por Dixie Carter e outra por Hogan e Bischoff. Não colocando em causa a espectacularidade daquele momento e das consequências que todos aqueles heel turns terão na estrutura da TNA ao longo dos próximos tempos, pergunto-vos se, como eu, não teriam “papado” toda esta história como algo tremendo e estrondoso caso ela tivesse acontecido do nada e sem qualquer pré-anúncio de “big surprises”!? É que, desta forma, ficamos com aquela sensação de que foi, apenas, algo muito bom (e lá está, perdeu-se a exploração de todo o potencial de que eu falava no primeiro parágrafo desta crónica).




Por outro lado, questiono, também, se terá sido esta a melhor altura para colocar em curso uma storyline com tão grande profundidade…pois custa-me muito a acreditar que estivessem reunidas todas as condições para que tal acontecesse. Vamos lá a ver, reportando-nos para o angle de formação dos nWo (porque é o que mais se assemelha ao que, agora, aconteceu na TNA), sabemos que o heel turn do Hogan teve aquele sucesso, impacto e repercussão, porque ninguém acreditava que o maior babyface de todo o sempre pudesse tornar-se no “bad guy”, ainda para mais traindo aquele que era o seu mais fiel amigo (Randy Savage)…e, por isso, o choque foi de tal forma grande que teve poder para originar uma enorme revolta nos seus fãs, criando nestes um forte sentimento de traição e fazendo com que eles começassem a pagar para ver alguém acabar com o Hulkster e seus amigos. E, com toda esta situação, o angle nWo enviou os ratings para valores nunca antes alcançados pela WCW. Por sua vez, a TNA escolheu o heel turn de Jeff Hardy como ponto alto da “surpresa” que nos vinham anunciando…

E aqui começam a surgir as minhas maiores dúvidas quanto á escolha do momento para implementar esta história…por acaso o Jeff Hardy é o maior babyface da TNA!? É que eu ia jurar que esse papel está reservado ao Rob Van Dam. É um facto que o Jeff como heel não lembraria a ninguém e que a escolha é bem feita, no entanto, era preciso tê-lo trabalhado e pushado muito antes de lhe dar este turn…talvez se a TNA tivesse vindo a elevar o Hardy no card e a coloca-lo over como nenhum ouro, fazendo-o ganhar durante um ano como se de um clone do John Cena se tratasse, a decisão tivesse sido muito mais coerente e credível e o impacto da mesma muito superior. Depois, o combate escolhido também não é o melhor, porque uma traição do Jeff ao Kurt Angle e ao Mr. Anderson não é nada do outro mundo…realmente violento e carregado de sentimentalismos seria, se essa traição tivesse sido feita ao RVD (sem dúvida o melhor amigo do Hardy na TNA)…e, por isso, a companhia ainda colocou o Rob no angle, mas não fazendo parte do combate, perdeu-se, mais uma vez, muito do potencial que o acontecimento poderia ter atingido. Não me interpretem mal, não estou com tudo isto a dizer que o angle e surpresa reservados pela TNA foram uma porcaria, simplesmente, tenho uma visão crítica das coisas e acredito que tudo isto poderia ter sido muito maior e mais genial sem pré-anúncios de grandes acontecimentos, e se o Jeff Hardy tivesse sido melhor trabalhado, empurrando o início desta storyline para uma outra data.

E vocês, como olham para a surpresa que a TNA nos “vendeu” no seu Bound For Glory 2010!?



Bem, foi mais um “Dias is That Damn Good” que, espero, tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)



PS: Quero agradecer, ainda, ao Paulo Silva (aka Scorn) pelo novo banner do meu espaço, obrigadão pá =)

Dias is That Damn Good #157 - "The Fourtune Stable"

Boas Pessoal!




Sejam Bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Constituídos com o objectivo e intuíto de controlar a empresa de Orlando, os Fourtune contam com aquilo a que Ric Flair gosta de chamar "Passado, Presente e Futuro" da modalidade e estão, actualmente, envolvidos na maior feud de todo o mid card da TNA (contra os ECW Originals, que agora formam a stable EV2.0).

Ora, dado o meu gosto e entusiasmo por stables e a importância que os membros deste mesmo grupo podem vir a ter no futuro da TNA, não poderia deixar de o abordar numa das edições da minha coluna. Por isso, aquilo a que me proponho, é fazer uma análise à constituiçao dos "Fourtune" e ao caminho que poderão e deverão, na minha opinião, percorrer.

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Já por diversas vezes tive oportunidade de o dizer e, hoje, volto a repetí-lo...quando olho para um formato modelo que deve ser seguido nas constituições de grupos ou facções, reporto-me sempre para os "Evolution" como fórmula de maior sucesso dentro da modalidade. Os Evolution, na WWE, tinham como meta o controlo total da empresa, sobretudo, do RAW (brand em que actuavam), no entanto, a forma como a stable foi trabalhada, permitiu à empresa de Vince McMahon, ainda hoje, estar a recolher frutos pela mesma. Como se devem recordar (e aqueles que não tiveram oportunidade de ver, deveriam informar-se!), Triple H era o líder do grupo e representava o "Presente", ou seja, era o melhor wrestlers daquele momento e nenhum outro lhe conseguia fazer frente; Ric Flair representava o "Passado" e actuava muitas vezes como grande conselheiro e manager da facção; por sua vez, Batista desempenhava as funções de "Enforcer/Bodyguard" dos Evolution e era aquele que se encontrava melhor preparado para substituir o Hunter na liderança; por último, tinhamos o Randy Orton, que representava o "Futuro". Mas a genialidade do grupo e a fonte do seu enorme sucesso não se limita, apenas, à sua formação, mas também e, sobretudo, à forma como foi "bookado". É que relativamente aos Evolution, a WWE sempre teve a preocupação de não se centrar em apenas um wrestler, ou simplesmente no seu líder, e por isso, à medida que o grupo ia crescendo e conquistando os seus objectivos, todos os membros iam crescendo e credibilizando-se com ele. No final, o passo lógico e brilhante foi dado quando o líder se começou a sentir ameaçado pelos seus colegas e tentou destruí-los, iniciando-se duas novas rivalidades que permitiram um push fenomenal ao Randy Orton e, sobretudo, ao Batista. Ou seja, os Evolution permitiram não só a execução de um sem número de storylines e rivalidades super interessantes e entusiasmantes, mas também a credibilidade e utilidade dos grandes wrestlers daquele momento e o lançamento de estrelas para o futuro...os Evolution tinham tudo e resultaram em tudo, daí que me reporte sempre para eles quando falo em stables.

Voltando-me, agora de novo, para o tema central do artigo...já devem ter reparado que Ric Flair e a intenção de controlar a companhia/programa em que actuam são carcterísticas e pontos comuns entre os Evolution e os Fourtune. De facto, não é estranho que os grupos em que o "Nature Boy" coloque o dedo tenham um conceito semelhante (aconteceu assim na NWA, na WCW e na WWE), interessante sim, é o facto do "velhote" conseguir sempre, ou quase sempre, rodear-se dos lutadores mais promissores e de maior qualidade das companhias em que trabalha. Contudo, entre os Evolution e os Fourtune existem algumas diferenças consideráveis (desde a sua formação, à sua constituição e passando pelo seu booking) e, algumas delas, impedem a stable da TNA de triunfar como a sua antecessora na WWE.




Enquanto os Evolution foram formados por Triple H e a sua liderança era indiscutível, os Fourtune foram criados por Ric Flair e a sua liderança é um pouco confusa (não sendo perceptível se a palavra final cabe a Ric Flair, se a AJ Styles ou a ambos), e essa situação, por exemplo, retira alguma força e credibilidade ao wrestler mais talentoso e de maior credibilidade do grupo...faz sentido que o "Nature Boy" sejam um grande manager, um importante mentor e um conselheiro fundamental, mas não faz sentido que seja ele o líder ou a voz de comando da stable. Por outro lado, nos Evolution os seus membros foram escolhidos a dedo e tinham o perfil exacto daquilo que o seu líder pretendia para o grupo...já nos Fourtune, a escolha dos lutadores parece ter resultado de um conjunto de novos talentos heel que militavam pelo iMPACT, exagerando-se no número de membros que formam a facção ao invés de se impôr uma selecção criteriosa para a admissão de novos elementos.

Na minha opinião, a formação dos Fourtune deveria resumir-se a cinco elementos: AJ Styles (que se deveria afirmar como grande líder do grupo e voz a seguir incondicionalmente...deveria representar o tal "Presente", num papel semelhante ao desempenhado por Triple H nos Evolution); Matt Morgan (cujas funções seriam semelhantes às de Batista, afirmar-se-ía como o vice-líder e o Enforcer/Bodyguard da facção); teríamos, depois, os Beer Money (com James Storm e Robert Roode, que controlariam a divisão tag team); e, por último, Ric Flair (como referi atrás, o grande mentor, manager e conselheiro). Ter mais elementos do que aqueles que mencionei é próprio das salganhadas do booking da TNA...não faz sentido que o Kazarian e o Doug Williams pertençam à stable...apesar das suas qualidades, não são tão importantes como os membros que referi atrás, já para não dizer que se constituem muito mais úteis numa carreira de singles (sobretudo o Williams que tem feito um trabalho extraordinário na X-Division e nos Fourtune nunca passará de, apenas, mais um). Por último, importava alterar o rumo que o booking da companhia de Orlando tem destinado aos Fourtune...não faz qualquer sentido que um grupo com os talentos mais promissores da empresa esteja envolvido, apenas, no mid card e enfrentando o lixo dos ECW Originals (agora sob forma de EV2.0). É imperioso que a stable e o AJ Styles sejam levados para o topo e se mantenham lá durante um tempo considerável, para que aquele final brilhante atribuído aos Evolution possa reportar-se para os Fourtune e permitir que na destruíção do grupo, um super credível e odiado AJ Styles (sentindo-se ameaçado pelos seus colegas, os tente destruir) ajude a formar novas estrelas como Matt Morgan, por exemplo.


E vocês, o que pensam dos Fourtune e das Stables!?


Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira =)

Dias is That Damn Good #156 - "The Newest Mexican Superstar"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

A estreia de Alberto Del Rio no WWE Friday Night SmackDown e o impacto que esse mesmo "debut" teve por toda a comunidade afecta ao Pro Wrestling foi, realmente, uma situação digna de registo. Há muito tempo que um novo superstar não conseguia criar um ambiente e expectativa tão favoráveis em seu redor, daí que a nova "coqueluxe" mexicana tenha, actualmente, todos os olhos colocados sobre si.

Também por essas razões, não poderia deixar de falar neste tema e assunto numa das edições do meu espaço e é, por isso, que hoje me proponho a abordar a fabulosa ascenção de Alberto Rodríguez (seu verdadeiro nome) na modalidade!

Não percam, portanto, as próximas linhas...




Como todos sabem, o México com a sua "Lucha Libre" sempre foi um dos países onde o Pro Wrestling se constituíu como um dos mais importantes factores culturais e de identificação nacional. Deste país, centro-americano, já saíram para o mundo inúmeras estrelas, de entre as quais podemos destacar Eddie Guerrero, Rey Mysterio, Konnan, Chavo Guerrero, Juventud Guerrera, etc. Contudo, também todos sabemos que ultimamente, à excepção do "619" (que é conhecido de todos há vários anos) e de Hernandez (que ainda não se conseguiu afirmar na TNA como uma estrela de topo), os lutadores mexicanos têm tido muita dificuldade em afirmar-se nas maiores companhias da indústria...quer por alguma resistência das mesmas, quer pela inabilidade própria de alguns desses mesmos "luchadores". Certo é que esta situação parece estar a conhecer, agora, um virar de página e Alberto Del Rio é a pessoa em quem todos apostam para que o México volte a ter um wrestler a trabalhar ao mais alto nível.

Anteriormente conhecido por Dos Caras Jr., Alberto Rodríguez é um ex-praticante de MMA que conta, também, com bastante experiência na modalidade (Pro Wrestling) e a sua qualidade está patentiada no sucesso das suas passagens pela AAA e pela CMLL, onde se sagrou, inclusive, campeão mundial. Com 33 anos, 1,96 metros e 110 Kg, este lutador hispânico apresenta todas as características que a WWE procura num wrestler, incluindo o facto de poder chamar a atenção da vasta população de origem hispânica que vive nos EUA. Para além disso, os seus já 33 anos são o garante de uma coerência e credibilidade in-ring que prometem evitar um dissabor no futuro. Ora, por todas estas razões, parece-me bastante normal que a empresa de Vince McMahon tenha entrado em contacto consigo e lhe tenha oferecido um contrato de desenvolvimento...e é aqui que começa a história de Alberto Del Rio na WWE...assinou contrato em 2009 e foi enviado para a Florida Championship Wrestling, onde, sob o nick de Alberto Banderas, conseguiu convencer os treinadores e dirigentes do território de desenvolvimento, tal como também convenceu os responsáveis do "plantel" principal da companhia a chama-lo para junto de si.




Chegados a este ponto da "história", percebemos que a confiança da WWE em Alberto Del Rio é, realmente, séria...até porque a companhia não costuma dar grandes "tiros nos pés" (pelo menos neste matéria) e após alguns dark-matches colocou-o, logo, frente a um dos seus maiores drawers e estrelas. Como todos se devem recordar, o debut de Del Rio verificou-se num segmento em que o mesmo interrompe Rey Mysterio e o desrespeita com bastante ferocidade. Posteriormente, em mais uma prova de grande confiança dos oficiais da empresa nas suas capacidades, Alberto Del Rio haveria de atacar o Rey e "lesiona-lo", colocando-o no estaleiro (na verdade, de férias) e deixando, desta forma, uma marca ainda mais vincada no WWE Universe. Apostados em dotar a nova "coqueluxe" mexicana de maior credibilidade, agora sem Mysterio, os responsáveis da WWE viravam-se para Christian que, infelizmente, se lesionou num house show e obrigou o "619" a encurtar as suas férias. De momento, ao que tudo indica, os dois lutadores mexicanos irão enfrentar-se e, talvez, possamos ter novidades, já no próximo SmakcDown, em relação a um possível combate entre ambos no WWE Hell in a Cell 2010.

Em jeito de conclusão, posso dizer que o Alberto Del Rio despertou, em mim, aquele sentimento que muitos poucos conseguiram, e aqueles que o fizeram estão agora no topo...o último desses nomes foi Sheamus (e bem que o defendi por esta CWO enquanto todos, ou quase todos, o criticavam). A nova estrela mexicana tem aquele "click" necessário a qualquer mega estrela para triunfar, tem um carisma bastante natural, a noção de quando deve ou não olhar para a plateia, sabe trabalhar como poucos as expressões faciais, possui umas mic skills bastante boas e, como já provou, controla o público e suas reacções a seu belo prazer. Nos combates em que participou, também já demonstrou que sabe fazer as coisas com coerência e credibilidade...mas, de certeza que, com o tempo e mais combates frente aos melhores, evoluirá, ainda mais, neste campo. Podem dizer que tudo foi facilitado pelo modo como a WWE decidiu introduzi-lo (relembro, "arrumando" com o Rey), e é verdade, mas se não houvesse qualidade, nem que tivesse "destruído" o John Cena e o Randy Orton juntos, na mesma noite, conseguia gerar tão grande alarido pela modalidade e seus fãs, como Alberto Del Rio o fez. Na minha opinião, há que o ter, seriamente, em conta para o futuro...e não dúvido muito que já há um lugar reservado para ele no main event da companhia!


E vocês, o que têm a dizer sobre esta nova "Mexican Superstar"!?



E foi mais um "Dias is That Damn Good" que, espero, tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

Dias is That Damn Good #155 - "The Main Feud"

Boas Pessoal!




Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)

Não sei se já repararam, mas olhando para a WWE, na actualidade, só conseguimos encontrar duas grandes rivalidades em curso...no Monday Night RAW temos o The Miz vs. Daniel Bryan (porque a história de invasão dos Nexus foi agora reformulada e vai-se voltar para o John Cena) e no Friday Night SmackDown temos o Kane vs. The Undertaker.

Ora, porque é ela o meu motivo de maior interesse na companhia de Vince McMahon, proponho-me a abordar, precisamente, a grande storyline que se tem desenvolvido no RAW (porque do Kane vs. Undertaker já não há muito a ser falado), entre o ex-United States Champion (The Miz) e o actual campeão (Daniel Bryan)!

Por isso, não percam as próximas linhas...




Comecemos, então, por The Miz, o jovem de 29 anos que se tornou conhecido por participar num reality show da MTV antes de entrar no WWE Touth Enough e ser enviado para a Ohio Valley Wrestling. Viria a estrear-se, posteriormente, no SmackDown como apresentador do concurso Divas Search, mas a sua carreira de wrestler só começaria a ganhar maior preponderância aquando da sua transferência para a então terceira brand da WWE, a ECW. Na brand extreme, Mike Mizanin formou o grupo Extreme Exposé (contituído por si e pelas belas Kelly Kelly, Brooke Adams e Layla El) e faria, depois, uma equipa de enorme qualidade com John Morrison. Juntos, os "Miz & Morrison" venceram por duas ocasiões os WWE Tag Team Titles, afirmando-se claramente como a melhor equipa da companhia em muitos anos e originando um web-show hilariante que ficou conhecido por Dirty Sheet. Já no ano passado, The Miz viria a reformar a sua imagem e carreira, apontando baterias, agora, para uma carreia a solo ao mais alto nível e em pouco tempo conseguiu conquistar o WWE United States Title, derrotando Kofi Kingston. Mais tarde, voltaria a dar a cara por mais uma equipa que dominou, até certa altura, a divisão tag team da WWE, conquistanto com Big Show por mais duas ocasiões os títulos da mesma. Já depois desta segunda passagem pelo "mundo das equipas", Mike Mizanin voltaria a centrar-se na sua carreira como single-wrestler, conquistando de novo o United States Championship e tornando-se no Mr. Money in the Bank, após a sua vitória no PPV com o mesmo nome e que lhe valeu um contrato para disputar um combate pelo WWE Championship quando ele o desejar. Foi, também, no meio de todo este ambiente e desenvolvimentos que se tornou no Pro de Daniel Bryan no WWE NXT Season 1, formando-se, logo naquela altura, um enorme atrito entre ambos.

E por falar em Daniel Bryan...o jovem wrestler de 29 anos que foi treinado, entre outros, por Shawn Michaels, William Regal e Tracy Smothers, fez o seu debut na modalidade há onze anos, em 1999, na Texas Wrestling Academy (apesar de ter pertencido, numa data anterior, a uma companhia de Backyard Wrestling). Bryan Danielson, seu verdadeiro nome, percorreu quase todas (se não todas) as promotoras do circuito independente da indústria, contando ainda com algumas passagens pelo Japão...foi, no entanto, o seu percurso na Ring of Honor e o sucesso do mesmo que lhe valeram um maior prestígio e mediatismo entre os fãs da modalidade. Aliás ele é apontado, inclusive, por muitos, como o melhor wrestler técnico da actualidade e, mesmo não tendo pertencido a nenhuma "main stream", não deixou de ser premiado por diversas revistas e jornais da especialidade com as mais altas distinções. Apesar de já ter feito alguns combates para a WWE no passado (no Velocity), a verdade é que Daniel Bryan só chegou á companhia em Agosto de 2009, tendo sido enviado para a Florida Championship Wrestling (território de desenvolvimento da WWE) e chamado, posteriormente, à WWE, no seu novo programa NXT, para fazer parte da equipa que constituíria a Season 1 do mesmo. E foi, desta forma, que entrou em contacto, pela primeira vez, com The Miz, o seu Pro.




Como já tive oportunidade de referir, The Miz e Daniel Bryan encontraram-se no WWE NXT Season 1 e, logo ali, a relação entre ambos começou a azedar. The Miz foi incumbido de desempenhar o cargo de mentor de Daniel Bryan, que ao saber dessa situação queixou-se, dizendo que preferia ter William Regal a seu lado. Como é óbvio, Miz não gostou e começou desde bem cedo a implicar com o seu rookie. Neste ponto, importa referir a boa escolha da WWE, pois enquanto The Miz poderia dar ao Bryan uma dimensão mais completa e trabalhada ao nível do carisma e entertenimento, iria, por outro lado, buscar-lhe óptimos ensinamentos no que diz respeito às in-ring skills. Entretanto, Daniel Bryan foi eliminato do NXT e começou uma nova fase/etapa do seu percurso na WWE, envolvendo-se com Michael Cole (genial na forma como tem ajudado à construção desta rivalidade) e mostrando uma nova faceta, mais apaixonada e agressiva...nessa mesma altura, aponta baterias a Miz e revolta-se contra o seu Pro, iniciando, aqui, de forma oficial uma rivalidade com o seu antigo mentor que culminaria com a disputa do United States Championship. Contudo, Bryan e o restantes rookies do NXT Season 1 invadiram e assaltaram de forma brutal e violenta o Monday Night RAW e o "American Dragon" (assim conhecido no circuito independente) acabaria por ser despedido.

Voltaria poucos meses depois em pleno SummerSlam para ocupar o lugar de The Miz no main event do mesmo PPV...mais uma opção inteligente da companhia no sentido de retomar a feud entre ambos. A esta altura, The Miz já tinha um novo rookie, agora oriundo do NXT Season 2, Alex Rilley. E foi neste ambiente que se foi desenvolvendo a storyline entre ambos, com ataques de parte a parte, com Michael Cole a continuar o seu óptimo trabalho no build up da história e com The Miz a ser coadjuvado pelo seu seguidor Rilley. Depois de alguns combates e muitos confrontos, Daniel Bryan viria a conquistar, no passado domingo, em pleno WWE Night of Champions, o United States Title, derrotando, via "tap out" com um crossface, o seu antigo Pro que se fazia acompanhar, mais uma vez, pelo seu rookie. Porque o WWE Hell in a Cell se irá realizar dentro de duas semanas e os dois RAW's até lá servirão para "construir" esse PPV, acredito que esta óptima rivalidade continuará a desenvolver-se até há retenção do título por Bryan nesse mesmo evento. Penso, ainda, que estão reunidas todas as condições para The Miz seguir rumo ao main event e para que Alex Rilley tome o seu lugar na feud com o actual US Champion, pelo menos, a WWE tem trabalhado nesse sentido.

Esta storyline teve tudo aquilo que considero necessário para que haja qualidade e muito interesse e entusiasmo em seu redor. Foi pensada e aplicada com coerência e credibilidade, o seu build up foi bastante longo e permitiu uma enorme evolução dos intervenientes, não foi explorada de forma exaustiva e por isso nunca se desgastou, os confrontos e promos respeitaram sempre um ordem lógica de acontecimentos e foram-se alterando em respeito dos mesmos, os combates foram sempre bastante bons e respeitaram sempre a história que os envolveia...e, no final, passou-se um testemunho (de Miz para Bryan) potenciando a criação de uma nova rivalidade, agora, entre Daniel Bryan e Alex Rilley. Tem sido, portanto, na minha opinião, a melhor storyline a decorrer nos programas da WWE e aquela que proporcionará a recolha de mais e melhores "frutos" no futuro.


E vocês, o que têm a dizer desta feud entre The Miz e Daniel Bryan!?



Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

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