terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Dias is That Damn Good #167 - "They're Not Main Event Material"
Boas Pessoal!
Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", uma das colunas com maior historial na nossa CWO ;)
Ao longo dos meus últimos dois artigos, abordei temáticas como a pausa temporária do modelo branding e o reflexo que os bons e maus bookings acabam por ter nas carreiras dos diversos wrestlers. Agora, de forma completar às duas edições anteriores do meu espaço, proponho-me analisar a forma como a WWE tem tratado os lutadores pertencentes aos seus quadros, que não têm o que é necessário para ascenderem ao main event.
Não percam, portanto, as próximas linhas...
Na minha opinião, um dos graves problemas que tem afectado a WWE na forma como gere os seus diversos wrestlers prende-se com a excessiva preocupação na formação de main eventers. E a verdade é que esse facto leva a empresa a funcionar numa lógica demasiado rígida, onde aqueles que não têm o factor "x" ou que não conseguem ser especiais acabam por ser despedidos ou por se perderem completamente no card, quando em muitos casos ainda podem ser extremamente úteis à companhia. Mas nem sempre foi assim...houve épocas em que a empresa de Vince McMahon sabia trabalhar estes lutadores e retirar o máximo proveito deles. Épocas onde wrestlers como Curt Hennig, Owen Hart, Goldust, William Regal, Finlay, Kane, Big Show, entre outros, ocupavam um lugar intermediário no card da companhia e eram responsáveis por "fabricar" excelentes combates, assim como pela formação técnica de jovens talentos. Em última análise, pela credibilidade e qualidade do seu trabalho, mesmo não sendo "main event material", estes wrestlers poderiam passar pontualmente por essa posição numa lógica de transição ou caso a empresa necessitasse que eles desempenhassem esse papel.
Actualmente, e como referi, a WWE já não concebe a utilidade destes lutadores da mesma forma. É frequente depararmo-nos com situações semelhantes às de John Morrison, onde a percepção de que o seu desenvolvimento estagnou e de que não está preparado para ser um main eventer se reflectiu, claramente, numa espécie de punição ou esquecimento bem patentes no desinteresse da empresa em si e na espiral de sucessivas derrotas registadas na sua carreira. Depois, há também outros casos que podem servir de exemplo para explicar esta obsessividade da WWE com a formação de main eventers...casos tais como o modo como têm vindo a trabalhar as tag teams ao longo dos últimos anos. Nestas situações, a companhia nunca se preocupou em "fabricar" boas equipas e lutadores que se especializem nesta componente do pro wrestling, a sua preocupação foi antes, por outro lado, dar espaço aos wrestlers para aparecerem e, mais tarde, através da separação da tag team e respectiva feud, aproveitar o elemento mais capacitado para o pushar ou promover no card. Portanto, é óbvio que a WWE se tem regido por uma paradigma onde o "Usa+Resulta=Fica" e o "Usa+Não Resulta=Sai" são uma marca bem vincada.
Ora, por achar que esta não é a forma mais correcta e rentável de gerir um plantel de wrestlers e, mais concretamente, o pessoal que não é "main event material", acredito que a WWE poderia e deveria alterar a sua postura para com os mesmos. Vão ser sempre necessários lutadores capazes e com qualidade no ringue, que saibam ajudar os talentos proeminentes a ganhar experiência e a desenvolver as suas capacidades; serão sempre precisos wrestlers que valorizem os títulos secundários; irá ser sempre importante ter workers credíveis e capazes de pushar os main eventers ou até mesmo de os substituir pontualmente; etc.
Contudo, por saber que os responsáveis da WWE não pensam da mesma forma, olho para as carreiras de alguns wrestlers com bastante apreensão. Wrestlers como Dolph Ziggler, que apesar do bom momento enquanto US Champion, nunca conseguirá afirmar-se ao mais alto nível...pergunto-me o que será feito dele quando a empresa perceber isso?! Será um novo caso igual ao de John Morrison?! Ou, por outro lado, wrestlers como Zack Ryder, onde a recente demonstração de carinho do público e crescente popularidade não conseguem esconder carências de diversas naturezas e que são um forte entrave à sua ascensão ao main event...o que será feito dele quando este estado de boas graças passar?! E o Daniel Bryan, o que será feito dele quando a WWE se aperceber que as suas mic skills não são suficientemente qualificadas para que ele seja a cara de uma empresa de sports enterteinment?! Irá acabar como o Drew McIntyre, a combater num programa de terceiro plano?! E por aí fora...
Espero estar enganado e que este meu pessimismo (estranho em mim que até sou uma pessoa bastante optimista XD) em relação a todo este fenómeno não venha a ter qualquer razão de ser. Mas confesso que gostava muito mais de acreditar que, por exemplo, iriam juntar o Zack Ryder e o Curt Hawkins (perdido ao lado do zero-à-esquerda do Tyler Reks) de novo, que lhes alterariam os nomes e os transformassem numa tag team credível, numa equipa que vivesse e fosse realmente trabalhada para "capitanear" a divisão tag team da WWE e marcasse um ponto de viragem no modo como a empresa de Vince McMahon tem concebido a mesma. Queria muito acreditar que tipos como Dolph Ziggler, Jack Swagger, Daniel Bryan, John Morrison ou Drew McIntyre (entre outros) não venham a ser despedidos ou postos de parte, apenas por não conseguirem ser "especiais" o suficiente para estar no main event...porque eles têm muitas qualidades e capacidades e podem ser bastante úteis. No fundo, queria estar mais optimista...
E vocês, o que pensam da forma como a WWE tem tratado o seu "Non Main Event Material"?!
E foi mais um "Dias is That Damn Good", que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Dias is That Damn Good #166 - "Sequência + Coerência = Credibilidade"
Boas Pessoal!
Pessoalmente, acho que ambos os lado têm alguma razão, mas para conhecerem melhor e mais profundamente o que penso acerca desta temática, sigam as próximas linhas.
Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", um dos espaços com mais história na nossa CWO ;)
Ao longo dos últimos tempos, a forma como a WWE tem tratado os títulos secundários, o seu mid card e low card, assim como os jovens wrestlers e sua consequente boa ou má utilização, tem sido alvo de várias observações. Há os que consideram que a empresa presidida por Vince McMahon tem feito uma boa gestão de todo este processo, por outro lado, outros há que criticam fortemente esta mesma gestão.....
Pessoalmente, acho que ambos os lado têm alguma razão, mas para conhecerem melhor e mais profundamente o que penso acerca desta temática, sigam as próximas linhas.
No Pro Wrestling o termo "credibilidade" assume uma enorme importância, sobretudo, se nos estivermos a referir ao seu elemento mais preponderante, os wrestlers. O wrestler que é credível, não levanta suspeitas nos fãs sobre a sua capacidade de ganhar combates e derrotar adversários, não levanta dúvidas a respeito da sua posição no main event e, acima de tudo, torna compreensível uma aposta séria em si, da empresa a que pertence. Por outro lado, o lutador que não consegue atingir um nível de credibilidade aceitável e desejável, terá sempre enormes dificuldades em estabelecer-se nas divisões cimeiras da promotora a que pertence e dificilmente conseguirá transformar-se numa peça fundamental da mesma. Porém, nesta modalidade, o conceito de "credibilidade" é bem mais vasto do que aquele a que nos acostumamos na linguagem corrente. A credibilidade de um wrestler mede-se, logo à partida, pela sua imagem, pelo seu carisma, pela forma como fala, pelo modo como interage com a plateia e com os seus adversários e, acima de tudo, pela forma como compreendendo o ambiente que o envolve sabe reverter as diversas situações a seu favor. Assim, compreendemos o porquê de haver diversos lutadores que consideramos, desde o início, incapazes de chegar ao topo e em quem reconhecemos uma forte carência de potencial.
Mas a credibilidade de um wrestler não se esgota nas considerações que fiz no parágrafo anterior, muito pelo contrário, é aí que ela começa. Contudo, a parte essencial de todo este processo está relacionada com o booking que a empresa tem reservado para os seus diversos lutadores. E, neste ponto, por mais estranho que possa parecer àqueles que seguem a modalidade nos últimos anos, a WWE sempre foi um óptimo exemplo. Nenhuma outra empresa, como a WWE, soube introduzir um wrestler e fazê-lo crescer até ao topo, nenhuma outra promotora soube credibilizar um lutador como a de Vince McMahon. E fê-lo sempre com base numa fórmula onde a sequência (da sua utilização em feuds, combates e PPVs) e a coerência (no desenvolvimento das personagens, no amadurecimento das qualidades e capacidades, e no encadeamento das diversas storylines e combates) se assumiram como pedras basilares.
No produto que a WWE nos apresenta, sobretudo até 2006, é difícil olharmos para os shows e PPVs da companhia sem que vejamos, claramente, uma aposta generalizada nas mais diversas divisões do seu roster. Nunca importou apenas e só o main event, pois a empresa construía feuds e storylines fortes e rigorosas para o seu mid card, e fazia questão que estes wrestlers "do meio da tabela" (e os títulos secundários) tivessem o espaço e atenção devidos, inclusive, em PPVs, com combates que se revelavam de enorme interesse e qualidade. E, de facto, foi esta utilização sequencial e coerente, que tornou os wrestlers do mid card credíveis e experientes, ao ponto de chegarem ao main event da companhia sem qualquer problema de adaptação aos níveis mais altos de responsabilidade e exigência que "estar no topo" lhes impunha.
O Triple H e o The Rock são dois bons exemplos de tudo o que venho dizendo. Em seguida, deixo um combate entre ambos, na altura mid carders, no WWF SummerSlam 1998, para que o possam confirmar...
WWF SummerSlam 1998
Intercontinental Championship Ladder Match
Triple H vs The Rock
Intercontinental Championship Ladder Match
Triple H vs The Rock
Parte 1: http://youtu.be/jYdutG0cYFI
Parte 2: http://youtu.be/utn2DPgCYNg
Parte 3: http://youtu.be/kvFUXuv9RDA
Parte 4: http://youtu.be/_Du-ule0ecY
Parte 2: http://youtu.be/utn2DPgCYNg
Parte 3: http://youtu.be/kvFUXuv9RDA
Parte 4: http://youtu.be/_Du-ule0ecY
Ora, se as coisas aconteceram deste modo e trouxeram um enorme sucesso e rentabilização à WWE, porque razão a companhia terá deixado de se preocupar com esta fórmula e paradigma?! É um facto que os tempos mudaram, que os públicos-alvo são outros, que os wrestlers são diferentes e que as próprias equipas criativas já não são as mesmas...mas, não é menos verdade que ainda continua muita gente daquele tempo na companhia, não é menos verdade que há conceitos intemporais e que devem ser aplicados independentemente da época em que vivamos e do período que atravessamos, etc. Porque razão então?! Sinceramente, não a consigo descortinar...
Agora, pergunto-me...quererá a WWE continuar usar os seus títulos secundários e lutadores de mid card, upper card e tag team division de uma forma completamente aleatória e inconsequente?! Será normal ter um wrestler que participa do main event de um PPV ausente do seguinte sem qualquer razão que o justifique (como já aconteceu com o CM Punk e acontece agora com o Christian)?! Tem alguma lógica bookar combates pelos títulos Intercontinental, dos Estados-Unidos e Tag Team para o Night of Champions sem que se esteja a desenvolver qualquer feud e rivalidade entre os adversários?! Será saudável numa empresa colossal como a WWE centralizar todo o interesse da sua programação numa só história e da qual, ainda por cima, está ausente a luta pelos dois títulos de maior prestígio?! Compreende-se que o Daniel Bryan tenha ganho o MITB e agora sofra derrota atrás de derrota?! Como é possível que o Wade Barrett em poucos meses tenha passado de "dono" do John Cena a um "Zé Ninguém"?! E por aí fora...
Na minha opinião, são inúmeros os erros que a WWE está a cometer na gestão da sua programação e do seu roster. E enquanto os responsáveis da companhia não compreenderem que é extremamente prejudicial apostar 3 semanas num lutador para depois o deixar "cair" do nada, dificilmente conseguirá tirar o máximo rendimento do seu produto e plantel. Quanto a mim, volto a repetir o que disse na primeira parte deste artigo, a solução passa por regressar à fórmula/paradigma do passado...é preciso dar mais atenção ao mid card, atribuindo-lhes boas storylines e a possibilidade de construírem combates com real interesse e qualidade; é preciso que se aposte nos lutadores de uma forma séria, atribuindo-lhes um booking que tenha uma sequência lógica e coerente; e é preciso que protejam a credibilidade que os wrestlers vão conseguindo construir para si próprios.
E vocês, o que pensam do modo como a WWE tem gerido o seu mid card e títulos secundários?!
Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)
Dias is That Damn Good #165 - "Uma Pausa no Branding"
Boas Pessoal!
Como sabem, foi anunciado à pouco tempo que os programas WWE RAW e WWE SmackDown iriam passar a contar com todos os wrestlers da companhia, deixando os bookers e writers responsáveis por ambos os shows de estar limitados aos condicionalismos impostos aquando da criação do modelo das diferentes brands. Ora, esta questão vem alterar o paradigma que vinha sendo seguido pela WWE à largos anos e modificar, consequentemente, algumas estruturas do edifício da empresa...especialmente aquelas que estão ligadas às suas divisões e wrestlers, uma vez que o espaço e tempo de antena do mid card e do low card vai ser bastante mais reduzido (ao contrário do que acontecerá com o main event e o upper card).
Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", um dos espaços mais antigos e com maior história na nossa CWO ;)
É verdade, depois de vários meses afastado destas lides "blogosféricas", cá me encontro, de regresso, mais maduro e melhor observador (pelo menos assim o espero XD), mas com a mesma visão construtiva e pensamento crítico sobre o Pro Wrestling que sempre pautaram os meus escritos e artigos de opinião.
Mas passemos ao que realmente interessa...
Como sabem, foi anunciado à pouco tempo que os programas WWE RAW e WWE SmackDown iriam passar a contar com todos os wrestlers da companhia, deixando os bookers e writers responsáveis por ambos os shows de estar limitados aos condicionalismos impostos aquando da criação do modelo das diferentes brands. Ora, esta questão vem alterar o paradigma que vinha sendo seguido pela WWE à largos anos e modificar, consequentemente, algumas estruturas do edifício da empresa...especialmente aquelas que estão ligadas às suas divisões e wrestlers, uma vez que o espaço e tempo de antena do mid card e do low card vai ser bastante mais reduzido (ao contrário do que acontecerá com o main event e o upper card).
É, então, por se tratar de uma questão importante no futuro da WWE e na forma como será concebida a própria modalidade daqui a diante, que me proponho abordar este "fenómeno" ao longo do presente artigo.
Não percam, portanto, as próximas linhas...
Aqueles que me conhecem e para quem a minha visão sobre a modalidade é familiar, sabem que sou um grande defensor do modelo branding. Mais, sou inclusive um grande defensor do modelo de PPVs exclusivos de cada brand (mas essa é uma outra "luta"). Na minha opinião, é fulcral a existência de diferentes programas/shows e da sua constituição com planteis e wrestlers exclusivos...mais que não seja, pela necessidade de apresentar um produto diversificado e de dar espaço para que as novas estrelas possam ser lançadas e ter o seu desenvolvimento junto das câmaras e públicos de uma forma coerente e sustentada. De facto, a história e os anos 90 fizeram-nos perceber que a existência de um main event demasiado alargado e com muitos nomes sonantes tornam difícil a gestão das companhias de Pro Wrestling e dos seus programas. Se por um lado é óptimo ter lutadores de qualidade e com grande reputação, por outro a sua manutenção prolongada no "topo" impede o aparecimento de novos valores, e essa situação leva a um estadio de enorme estagnação e desgaste, provocando um sentimento crescente de real desinteresse nos fãs e seguidores da modalidade. Aconteceu assim com a WCW, onde a existência de muitos wrestlers altamente consagrados como Hulk Hogan, Ric Flair, Sting, Randy Savage, Lex Luger, entre outros, foi secando tudo em seu redor e impedindo o aparecimento de novas gentes capazes de modernizar e rejuvenescer a companhia.
Por seu turno, a WWE conseguiu ultrapassar a rival WCW, apostando num paradigma bastante diferente. Já que a WCW tinha "reservado" para si os grandes nomes, restava à companhia de Vince McMahon criar novas estrelas, novas histórias e novas formas de entertenimento capazes de atrair para si o interesse dos fãs. Foi desta forma, com este espaço e neste contexto, que apareceram tipos como Shawn Michaels, Steve Austin, The Rock e Triple H...e a verdade é que mesmo após a aquisição da WCW, a WWE não esqueceu esta "fórmula do sucesso", pois a criação do branding foi uma resposta ao crescimento da WWE enquanto promotora de Pro Wrestling e ao alargamento do seu público, mas também e, sobretudo, para garantir que o elevado número de main eventers no plantel da empresa não iria ser um entrave ao aparecimento de novos lutadores, à sua modernização e ao seu rejuvenescimento.
Mas a actualidade na WWE é diferente...os tempos mudaram e as necessidades e problemas com que a companhia se depara também são outros. O modelo branding, por mais perfeito ou útil que seja, também apresenta os seus condicionalismos e traves mestras...e a verdade é que se os "itens" essenciais para a sua aplicação não estão preenchidos, torna-se necessário revêr este modelo ou suspendê-lo por algum tempo. É, então, neste sentido, que me declaro "solidário" com a opção que a WWE tomou de cancelar/suspender temporariamente o branding. Por vezes, é necessário dar um passo atrás para, depois, poder dar dois em frente.
Nos últimos tempos a companhia de Vince McMahon foi atingida por uma enorme vaga de abandonos e perdas, e essa situação deixou o seu main event demasiado exposto e fragilizado. Foi-se o JBL, foi-se o Batista, foi-se o Shawn Michaels, foi-se o Chris Jericho, foi-se o Edge, o Triple H e o Undertaker entraram na "pré-reforma", etc. Mas o problema maior, foi o facto de todos terem "abandonado o barco", sem que tivessem dado à WWE o tempo necessário para os substituir com a criação de novas "super-estrelas". As "lendas" não se fazem do dia para a noite...é necessário tempo, bons combates, boas storylines e feuds consequentes com lutadores consagrados (será sempre diferente a credibilidade de quem vence um R-Truth, daquela que tem um tipo que vence o Chris Jericho ou o JBL). Se reparar-mos, com atenção, no plantel da WWE, verificamos que apenas existem dois nomes que ganharam um estatuto indiscutível de lendas (John Cena e Randy Orton), ao qual podemos juntar, também, um outro (CM Punk) que, agora, começou a ganhar maior preponderância e destaque junto da WWE e dos fãs. Os restantes, por mais qualidade e potencial que tenham (como The Miz, Alberto Del Rio, Sheamus, Wade Barrett, Daniel Bryan, entre outros), são lutadores que apareceram à pouco tempo e que ainda estão à procura do seu espaço e consolidação no upper card e no main event da empresa.
É, então, para contornar esta situação que se torna imperioso alterar o rumo dos acontecimentos. Não podemos "jogar" da mesma forma quando as variáveis do "jogo" são diferentes. De momento, tal como os responsáveis da WWE, acredito que o mais importante passa por conseguir apresentar combates, feuds, programas e PPVs de qualidade, para que a empresa não seja afectada no que respeita à capacidade do seu produto final. É preciso dar mais espaço, maior visibilidade e mais tempo de antena aos jovens que ainda não conseguiram consolidar-se definitivamente no main event, é necessário torná-los mais experientes na participação de PPVs e é importante que aprendam a conviver com a responsabilidade e a pressão. Depois, quando a WWE tiver conseguido construir um main event mais alargado e com mais alternativas, poderemos retornar ao modelo branding. Acredito que seja difícil para o pessoal do low card e mid card conviver com esta situação, mas este é um mal menor e necessário, para que eles mais tarde venham a ter, de novo, o seu tempo e espaço, e a ajuda de novas grandes estrelas para os credibilizar e "pushar".
Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!
E VOCÊS, O QUE PENSAM DESTA PAUSA NO MODELO BRANDING!?
Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!
Dias is That Damn Good #164 - "TNA Incompetence"
Boas Pessoal!
De facto, aquilo que aconteceu no passado domingo, em pleno Victory Road 2011, foi mau de mais para ser verdade. E essa situação deve ser compreendida de uma vez por todas, sob pena da empresa de Orlando vir a ter o mesmo destino trágico que a malograda WCW.
Foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!
Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história da CWO ;)
Depois de uma ausência de duas semanas, aqui estou, de volta, desta feita para vos falar de um assunto que há bastante tempo tinha deixado de abordar como tema central dos meus artigos. Falo, claro está, da TNA. E, como poderão compreender pelo sub-título desta 164ª edição, não me preparo para dizer coisas muito agradáveis acerca desta companhia e da forma como ela tem sido gerida. ....
De facto, aquilo que aconteceu no passado domingo, em pleno Victory Road 2011, foi mau de mais para ser verdade. E essa situação deve ser compreendida de uma vez por todas, sob pena da empresa de Orlando vir a ter o mesmo destino trágico que a malograda WCW.
E, assim sendo, aquilo a que me proponho ao longo dos próximos parágrafos, é fazer uma análise ao aproveitamento que a TNA tem feito dos seus talentos e ao seu próprio produto, apresentando sempre, como é óbvio e habitual em mim, alternativas que considero serem bastante mais credíveis e proveitosas para a consolidação, crescimento e futuro da companhia. Não percam, portanto, as próximas linhas...
Julgo interpretar o sentimento de todos, ou quase todos, quando digo que a primeira sensação que temos ao assistir a um iMPACT ou qualquer outro PPV (ou evento) da TNA, é a de uma enorme confusão. Confusão, porque a companhia dá a clara ideia de que não tem um plano traçado e caminha ao sabor dos ventos e marés. Confusão, porque se percebe, muitas vezes, que as decisões são tomadas "em cima do joelho" e que as storylines/angles são constantemente alvo de remendos e alterações de última hora. Confusão, porque há constantes avanços e recuos, apostas e contra-apostas nos mais variados wrestlers e diversas rivalidades. Confusão, porque os heel-tuns e face-turns são feitos quase à velocidade da luz, sem que se verifique uma clara intenção de os tornar credíveis e fundamentados. Confusão, acima de tudo, porque quem dirige os talentos, os programas e o storytelling da TNA não é capaz de definir uma política consequente que aponte um verdadeiro rumo à empresa e permita que a mesma atinja os seus objectivos.
Assim, no seguimento do que referi anteriormente, compreende-se o porquê de haver momentos próprios de PPVs "gastos" em iMPACTs (perdendo, por isso, todo um superior impacto que poderiam causar); percebe-se o porquê de haver combates próprios de PPVs em shows semanais e matches que apenas deveriam ter lugar em shows semanais acontecerem em PPVs; aceita-se a razão por detrás das constantes mudanças de campeão; compreende-se o porquê do abuso de gimmick matches (marcados sem qualquer razão que os justifique) e sua consequente descredibilização; percebem-se as constantes interrupções dos combates e as brigas dentro do ringue que, invariavelmente, acabam com a chegada da equipa de segurança; aceita-se o constante "sangrar" dos wrestlers, quer seja em combates ou em outros momentos dos shows, quando, tal como acontece em relação aos gimmick matches, a sua utilização abusiva só contribui para a sua perca de espectacularidade e credibilidade; compreende-se a aposta em wrestlers sem qualquer qualidade e potencial, em detrimento de outros que podem chegar muito longe e atingir bastante sucesso; fecham-se os olhos à não aposta da companhia em wrestlers "criados de raíz" por si; etc. E percebe-se que tudo isto aconteça porque, como já tive oportunidade de referir, a "governação" da TNA é um total e verdadeiro "desgoverno".
Há pouco tempo perguntaram a Bret "The Hitman" Hart quais eram as grandes diferenças que encontrava entre a WWE e a TNA, ao que o Hall of Famer respondeu "a grande diferença é Vince McMahon", e eu concordo. O Vince soube construir um modelo na sua companhia onde, com maior ou menor dificuldade, é possível integrar gente nova e a forma como o lançamento e aposta nestes novos wrestlers é processada, de maneira tão "limpa" e perceptível (nada confusa), ajuda a um acompanhamento muito mais profundo dos lutadores em causa, dá-lhes uma visibilidade muito superior e, acima de tudo, permite que os fãs percebam para onde se caminha sem que percam o fio condutor das mais variadas storylines e angles.
Actualmente ao olharmos o plantel da TNA, verificamos que a empresa tem na sua direcção Eric Bischoff e Hulk Hogan; no seu main event as estrelas Sting, Rob Van Damm e Mr. Anderson (de momento Jeff Hardy está afastado e espero, sinceramente, que seja de vez); depois, num upper card, aparecem Kurt Angle e Jeff Jarrett numa feud que coloca a Karen Jarrett (ex-Karen Angle) ao barulho; ainda nesta divisão, podemos observar a rivalidade entre AJ Styles e Matt Hardy; já no mid card, podemos assistir a uma rivalidade entre Matt Morgan e Hernandez, assim como a uma outra entre The Pope e Samoa Joe; na divisão de equipas, os Beer Money têm combatido contra os Ink Ink; na X-Division, Kazarian parece dominar as contendas com os irmãos Buck e Robbie E; enquanto na divisão feminina os títulos de equipas se encontram nas mãos de Rosita e Sarita, tudo se prepara para uma nova feud entre Angelina Love e Velvet Sky, e Madison Rayne continua a consolidar o seu reinado como Knockout Champion; no low card, temos assistido à rivalidade entre Bully Ray, Devon e Tommy Dreamer. Pelo meio, na guerra de facções (Fortune e Immortal) andam Abyss, Ric Flair, Rob Terry, Scott Steiner, Gunner & Murphy, entre outros.
Então...
1 - Sabendo que para além dos nomes que referi existem muitos outros talentos dentro deste sobrelotado roster da TNA, a minha primeira decisão começaria por despedir aqueles que são totalmente dispensáveis. E, nesta lista, integraria os nomes de: Hernandez, Matt Hardy, Amazing Red, Crimson, Esteban (o Matt Barella agora contratado), Jesse Neal, Shannon Moore, Okato, Orlando Jordan, Robbie E., Eric Young, Tommy Dreamer e Cookie (e nisto já eram menos 13 salários que não se justificam).
2 - Decretaria o fim das actuais stables...os Fortune deixaram de fazer sentido com a criação dos Immortal e os Immortal deixam de fazer sentido com o afastamento de Jeff Hardy. Para além disso, é necessário reformular a estrutura/divisões da TNA e novas stables só deverão constituir-se depois disso acontecer.
3 - O main event carece, definitivamente, de um verdadeiro heel...nem Sting, nem RVD e nem Mr. Anderson o conseguem ser. No entanto, é bom que o actual campeão retenha o título durante algum tempo antes de o passar a um dos dois oponentes (provavelmente Mr. Anderson que deverá manter as suas características de tweener e nunca fazer um heel turn). Essa situação dará tempo, certamente, para que Kurt Angle acerte as coisas com Jeff Jarrett e, fazendo um heel turn, regresse ao topo da comapanhia como grande heel (o único com capacidades para ser um grande heel na TNA), e retome uma rivalidade com Mr. Anderson (agora campeão e com as personagens invertidas).
4 - Com RVD livre, talvez fosse interessante retomar a rivalidade que teve com AJ Styles. Agora um AJ face que procura regressar ao topo e um RVD que tendo sido afastado do main event começa a denotar um comportamento mais próximo de uma personagem heel...acredito que esta rivalidade serviria, acima de tudo, para relançar o Styles e consolidar a posição de RVD como homem importante e peça fundamental na consolidação e credibilização de novas estrelas.
5 - Com Sting e Jeff Jarrett livres, talvez fosse bom construir algo de fundo entre ambos...talvez a história que leve ao fim da carreira de Sting. E neste angle, a inclusão de Ric Flair (apenas como manager) ao lado de Jeff fosse importante.
6 - Também Matt Morgan (livre de Hernandez que perdeu, definitivamente, o lugar e utilidade na TNA) precisaria ter um novo impulso na sua carreira e, para isso, seria importante que vencesse alguém com um legado forte. E é aqui que aparece Scott Steiner...talvez na sua última oportunidade de oferecer um bom espectáculo e ajudar a consolidar um talento indiscutível.
7 - Por outro lado, a rivalidade entre Samoa Joe e The Pope já enjoa de tão repetitiva e sem fulgor que se tornou. Era importante separá-los e dar-lhes adversários capazes de revitalizar as suas carreiras. E, neste ponto, acredito que um The Pope vs Rob Terry e a reedição de um Samoa Joe vs. Abyss seria o melhor caminho.
8 - Na divisão de equipas, os campeões e força dominante teriam, obrigatoriamente, de se centrar nos Beer Money (sem dúvida e melhor tag team dos últimos anos)...mas as equipas formadas por Gunner & Murphy, o ressurgimento dos British Invasion com Magnus & Doug Williams e a junção de Brother Ray e Devon (porque só valem apena enquanto equipa) ajudariam a credibilizar e entusiasmar, bastante, tudo quanto aconteceria no que respeita ao tag team wrestling.
9 - Uma X-Division entregue aos Motor City Machine Guns, aos Bucks, a Brian Kendrick, a Jay Lethal e a Kazarian, neste momento, também seria o ideal.
10 - No que respeita à divisão feminina não vou fazer reparos porque acho que está a ser bem conduzida, apesar de admitir que gostava que a ODB regressasse.
11 - A aposta em novos valores deve ser feita de uma forma séria, coerente, consistente e segura. Não vale apena pegar em qualquer "Crimson" e lança-lo do nada. Na minha opinião é necessário pegar nos valores indiscutíveis e tentar molda-los/forma-los, patenteando-os com a marca TNA. É preciso que a TNA consiga "criar" as suas próprias super-estrelas. Neste momento há um nome que considero preencher estas condições...chama-se Chris Hero e está na ROH. Podiam ir buscá-lo e dar-lhe o seu antigo manager (Larry Sweenay), trabalhar a sua massa corporal (a fim de credibilizar a sua força e imagem) e, posteriormente, lança-lo "à la WWE". Começando, por baixo, e subindo patamares (se quiserem, até com uma winning streak) até chegar ao topo (num processo que nunca deverá demorar menos de ano meio).
Não digo que desta forma tudo seria um mar de rosas, mas o facto de haver talento a ser bem aproveitado e das estruturas estarem perfeitamente definidas, permitiria a tal "limpeza" do cenário que deixaria os fãs perceberem tudo quanto se passa, os objectivos das decisões tomadas e apostas da companhia e, acima de tudo, seguir os wrestlers de uma forma coerente (percebendo, sempre, o percurso que todos eles percorrem).
E vocês, o que acham que poderia ser feito para inverter este caminho negativo (sem ser o despedimento do Russo, porque esse já era um dado adquirido XD)?!
Foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!
Dias is That Damn Good #163 - "A Falta de Grandes Referências"
Boas Pessoal!
Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história da CWO XD
Depois de algum tempo ausente, cá estou de novo, e agora numa nova casa, com alguns velhos companheiros e outros com quem partilharei o mesmo espaço pela primeira vez, resultante da junção entre o XBooker e o Wrestling Notícias ;)
Mas, passando ao que realmente interessa.....
Devo confessar-vos que durante os tempos que estive afastado não tive disponibilidade para seguir a programação da WWE (quanto mais a da TNA) e, por isso, senti uma forte necessidade de me actualizar ao longo das últimas duas semanas acerca de todo o panorama "wrestleniano". E devo dizer que a primeira situação a saltar-me à vista de uma forma bastante gritante, está intimamente relacionada com a falta dos grandes nomes e grandes referências da modalidade, que outrora enriqueciam este "desporto" e ajudavam à cimentação de novas estrelas!
Devo confessar-vos que durante os tempos que estive afastado não tive disponibilidade para seguir a programação da WWE (quanto mais a da TNA) e, por isso, senti uma forte necessidade de me actualizar ao longo das últimas duas semanas acerca de todo o panorama "wrestleniano". E devo dizer que a primeira situação a saltar-me à vista de uma forma bastante gritante, está intimamente relacionada com a falta dos grandes nomes e grandes referências da modalidade, que outrora enriqueciam este "desporto" e ajudavam à cimentação de novas estrelas!
Sendo assim, será neste preciso ponto que vou centrar o artigo que agora vos escrevo e que marcará, ao mesmo tempo, o meu regresso ao "activo"...não percam, portanto, as próximas linhas =)
Comecemos pelo WWE Monday Night RAW...se pensarmos que num curto espaço de tempo, estrelas e wrestlers consagrados como Shawn Michaels, Chris Jericho, Batista e Triple H (que continua afastado, não se sabendo quando ocorrerá o seu regresso) deixaram a programação do show, compreende-mos, nesse mesmo instante, que de certa forma o star power, a qualidade dos conteúdos e a sua força atractiva perante os fãs foi afectada de um modo negativo. De facto, estamos a falar em lutadores de primeira linha, com um legado muito forte e que à sua maneira contribuíram bastante para o desenvolvimento e propagação da modalidade. Mas não é apenas nestes itens que a ausência de tão grandes estrelas se faz sentir...com menos referências, os writers tiveram de trabalhar novos wrestlers de uma forma muito mais apressada, cometendo os erros que essa mesma pressão impunha e desprotegendo de uma forma cabal a evolução e desenvolvimento dos mesmos jovens lutadores...não sejamos ingénuos, neste momento, qualquer rapazito que falhe à primeira não terá a sua segunda oportunidade e a verdade é que acaba por não ter o tempo devido para consolidar os seus conhecimentos, aprendizagem e amadurecer a sua imagem perante os próprios fãs. A um outro nível, posso ainda realçar que dado o afastamento destas referências da modalidade, a passagem de testemunho não tem sido feita da melhor forma...os novos wrestlers não têm tido oportunidade de enfrentar e derrotar as lendas que se afastam e, por isso, a credibilidade de legados que se constróiem em cima de vitórias sobre lutadores menos conhecidos e menos prestigiados, demora muito mais tempo a cimentar-se.
Por outro lado, a brand vermelha da WWE ainda vai contando nas suas fileiras com John Cena e Randy Orton, que apesar de jovens já se configuram, indiscutivelmente, como estrelas e lendas maiores do Pro Wrestling. Contudo, penso que para o programa principal da maior de todas as companhias da modalidade, é relativamente insuficiente a presença de, apenas, dois lutadores com este gabarito. Podem argumentar, também, que o CM Punk, o Sheamus e o The Miz se encontram em estádios avançados e que, também, eles já podem ser encarados como grandes estrelas...e eu não o nego, mas se os comparar-mos aos wrestlers que abandonaram, verificamos que ainda lhes falta percorrer um longo caminho e crescer nos mais variados níveis. Neste mesmo sentido, reconheço na equipa criativa do RAW a intenção de, através da constituição e manutenção dos Nexus, reforçar a preponderância e imagem de alguns jovens emergentes nas fileiras do seu programa e confesso que me revejo nessa solução, até porque deste tipo de grupos consegue-se, quase sempre, extrair um bom lote de lutadores e capacitá-los para, posteriormente, agarrarem com "unhas e dentes" as suas carreiras a solo.
Mas um facto que todo este árduo trabalho não conseguirá apagar e disfarçar, é a dificuldade e tempo que os writers necessitarão para colocar tipos como Daniel Bryan, John Morrison, Mason Ryan, Alex Rilley, entre outros, a um nível que suprima as carências de star power, qualidade de conteúdos, vendas de mershandising, entre outras, que o abandono das lendas deixou como rasto na empresa de Vince McMahon. Até porque este regresso do The Rock, apesar de extraordinário e brilhante a todos os níveis, parece-me que não passará de algo pontual e que durará, apenas, até à Wrestlemania.
Já no WWE Friday Night SmackDown a situação é ainda mais alarmante. O Undertaker (grande referência da brand) esteve afastado bastante tempo e só agora regressou; o Edge, a par do "Deadman", é o único grande nome do programa e tem vindo a público por diversas vezes dar conta da sua vontade de abandonar a modalidade; o Rey Myterio, apesar de toda a preponderância que tem junto dos mais novos e da comunidade latina, nunca foi encarado como um verdadeiro main eventer; o Kane e o Big Show serão, sempre, vistos como campeões de transição e eternos main eventers de segunda ou terceira linha; o Christian esteve muito tempo lesionado e a WWE também não o considera para mais que o upper card da companhia; etc. E ainda que possamos contar com o Wade Barrett e o Alberto Del Rio como jovens estrelas no mesmo nível de CM Punk, Sheamus e The Miz no RAW, tal como os jovens upper/mid carders Ezikel Jackson, Drew McIntyre, Cody Rhodes, Jack Swagger e Dolph Ziggler...verificamos que a brand azul está entregue, quase por completo, a um conjunto de lutadores bastante jovem, com pouca experiência, com um legado bastante discutível e a necessitar de um desenvolvimento fortíssimo nas mais variadas áreas das suas performances.
Mas também aqui a equipa criativa se decidiu pela mesma solução que os colegas da brand vermelha, a formação de uma stable que aglutinasse um forte conjunto de jovens lutadores, para disfarçar as suas carências e, de certa forma, reforçar as suas potencialidades, preparando-os para carreiras a solo no futuro. Por outro lado, já não posso concordar tanto com a aposta incessante que têm feito no Dolph Ziggler, em quem não reconheço qualidade, capacidade e potencial para se constituir mais do que um mid carder.
Em todo o caso, e aconteça o que acontecer, uma coisa é certa...a equipa critiva do SmackDown vai ter de se defrontar com o mesmo tipo de problemas que enunciei relativamente ao RAW, no entanto, com uma forte agravante...a qualidade do seu plantel se comparado com o da brand vermelha é algo diminuta e, também por isso, o tempo que irá necessitar para a construção de novos valores da modalidade será, necessariamente, superior. Pode ser, no entanto, que os rumores se confirmem e que uma rivalidade entre o Undertaker e o Sting venha dar uma nova vida, mais prestígio e, acima de tudo, maior visibilidade e interesse a este programa.
E vocês, como encaram a falta de grandes referências na actualidade do Pro Wrestling!?
Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)
Dias is That Damn Good #162 - "A Linha Ténue entre a Realidade e o Kayfabe"
Boas Pessoal!
Sejam bem-vindos a mais um “Dias is That Damn Good”, o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)
Depois de, na semana passada, ter abordado um tema relacionado com o pessoal “underrated” na WWE, eis que regresso, agora, para vos falar de uma outra realidade que ao longo dos últimos anos tem afectado o interesse e entusiasmo com que os fãs abordam a modalidade e, sobretudo, os conteúdos das grandes “main streams” da indústria. Falo-vos, como devem ter percebido, do grande afastamento entre a realidade e o kayfabe que se tem preconizado aquando do build up e desenvolvimento das storylines e relações entre wrestlers.
Não percam, portanto, as próximas linhas…
Como é do conhecimento geral, o kayfabe sempre foi uma parte indissociável e fundamental do Pro Wrestling. O kayfabe permitiu que, desde os primórdios da modalidade e até sensivelmente finais dos anos 90, se construíssem momentos e histórias fantásticas e fantasiosas que viriam a marcar profundamente a modalidade, assim como a criação de um sem número de personagens e gimmicks não menos espectaculares e brilhantes. Mas foi, sobretudo, nos anos 80 que este factor K (chame-mos assim ao Kayfabe) teve a sua maior importância, pois foi nessa altura que o Pro Wrestling se reinventou e se transformou numa enorme indústria e negócio de arte, desporto, encenação e entretenimento. Se olharmos para as grandes promotoras da época verificamos, por um lado, uma NWA que continuava apostada num estilo mais tradicional mas, também, cada vez mais direccionado para os grandes públicos, por outro lado, a WWF de Vince McMahon que jogava forte com aquela que ficaria conhecida por “Golden Era” e os seus conteúdos “cartoonescos”. Ora, para que tal tivesse resultado da forma genial como resultou, o kayfabe foi indispensável, uma vez que ajudou à credibilidade das mais diversas rivalidades e conseguiu exercer sobre os fãs da modalidade um sentimento de veracidade bastante forte, sendo que muitos colocavam mesmo em causa a encenação/realismo dos momentos a que assistiam.
Contudo, no início dos anos 90 surgiram os primeiros graves problemas com o uso abusivo de asteróides e com o consumo excessivo de álcool e de outras drogas, e toda essa situação fez com que a face da modalidade perante os seus adeptos se transformasse substancialmente. Não digo que o Kayfabe tenha morrido ali (porque ele ainda hoje existe e quando morrer deixa de haver wrestling), no entanto, todos aqueles acontecimentos resultaram num certo desencanto para com o Pro Wrestling e os ídolos em que muitos wrestlers se tinham transformado. Acrescido a esta situação, estava também a aparecer uma nova geração de lutadores, com jovens cheios de imaginação, movimentos inovadores e uma vontade tremenda de vencer. Conjugava-se, portanto, tudo para que se verificasse um incidente estrondoso, que fosse capaz de mudar, de facto, a forma já algo desgastada e ultrapassada como as companhias vinham promovendo e criando os seus conteúdos. Ora, como todos sabem, esse passo foi dado pelo famoso grupo de bastidores Kliq (formado por Shawn Michaels, Triple H, Kevin Nash, Scott Hall e Sean Waltman) quando num espectáculo ao vivo deram um verdadeiro “tiro” no kayfabe ao abraçar-se no centro do ringue (sendo que dois deles eram heels e outros tantos faces)…esse incidente viria a ficar conhecido por “MSGI” (“Madison Square Garden Inccident”). A partir desse momento, todos os esforços por tentar criar nos fãs o sentimento de que os “maus” e os “bons” não se davam fora do ringue e no seu dia-a-dia foram por água abaixo, e, por isso, as promotoras foram obrigadas a alterar radicalmente o conceito das suas storylines e a adaptar o kayfabe a esta nova realidade.
A primeira companhia a conseguir fazê-lo e, sem margem para dúvidas, com um elevado grau de sucesso e brilhantismo, foi a WCW de Eric Bischoff, que pegou no mesmo “Madison Square Garden Inccident”, nomeadamente em Kevin Nash e Scott Hall, e trouxe-os para a sua compania, primeiro como Outsiders (envolvidos numa história de invasão da WWE à WCW) e depois integrados nos nWo como seus membros fundadores. Posteriormente a estes acontecimentos, a extinta promotora de Pro Wrestling também soube explorar e retirar o máximo partido da relação entre Kevin Nash e Scott Hall para construir novas rivalidades e storylines que, misturando a realidade com o kayfabe, se tornaram realmente muito boas e conseguiam tocar nos fãs de uma forma inequívoca. Por seu lado, e pegando no exemplo da sua rival, a WWF de Vince McMahon virar-se-ia para os restantes membros que participaram do “MSGI” (Triple H e Shawn Michaels) e criaria os D-Generation-X…uma vez mais, estavam juntos dois amigos na vida real, que misturavam as suas próprias personalidades com as gimmicks que desempenhavam, dando, novamente, uma dimensão mais real e verdadeira ao kayfabe e prendendo a atenção e entusiasmo dos fãs a si. Nesta mesma altura, explodia, também, o famoso “Montreal Screwjob” um episódio verídico que fez correr muita tinta e que acabou por ser também ele aproveitado como forma de misturar um pouco mais a realidade e o kayfabe.
Posteriormente, muitos outros exemplos desta ténue relação se viriam a verificar, como por exemplo: a história em torno do casamento de Triple H e Stephanie McMahon, a Era em que “governavam” o SmackDown, o triângulo amoroso com Kurt Angle e o divórcio (kayfabe) de ambos; a aquisição da WCW e a storyline da “Invasion”; a intensa e brilhante rivalidade entre Triple H e Shawn Michaels aquando do regresso do segundo ao activo; a criação dos Evolution e a relação entre os seus membros; os festejos conjuntos de Eddie Guerrero e Chris Benoit; a amizade entre Rey Mysterio e Batista; a rivalidade entre Edge e Matt Hardy por causa de Lita; o regresso dos D-Generation-X, etc. Ou seja, todo um enorme conjunto de acontecimentos fantásticos que ficaram celebrizados na história da modalidade e para o sucesso dos quais muito contribuiu o facto de se estar a misturar a realidade com o tal factor K.
Ora, se olharmos para todos os exemplos que enumerei atrás, verificamos também que, ao nos reportarmos para a actualidade (sobretudo na WWE), a relação estabelecida entre os mais diversos wrestlers não é muito densa e as amizades não conseguem sobressair para as storylines…logo, perde-se toda uma vasta gama de fortes sentimentos e intensidade dos momentos e rivalidades que não se conseguem criar sem o recurso a alguns mistos de realidade e kayfabe. Assim, e mais uma vez, porque considero que a amizade verdadeira transposta para o kayfabe é algo que toca os fãs de uma forma diferente, mágica e única, a minha solução passava por entregar às próprias promotoras a responsabilidade de estabelecer essas ligações entre lutadores. Sigam, então o meu pensamento…
…tudo começaria pela criação de um novo grupo semelhante aos Kliq dentro dos bastidores da WWE (como é óbvio, sem o poder que esse mesmo grupo teve) que passasse para o exterior a ideia de que eram, realmente, os melhores amigos dentro e fora da modalidade e, neste ponto, os primeiros nomes que me vêm à cabeça são os de CM Punk e Daniel Bryan, porque ambos têm muitas coisas em comum ao nível das suas carreiras, background e até amizade. Posteriormente, seriam adicionados a este grupo Tyler Black (e aqui esqueçamos o nick Seth Rollins) e Chris Hero (que seria contratado à ROH)…mais dois jovens cheios de potencial e que também têm histórias em comum com CM Punk e Daniel Bryan. Ora, depois de apostar forte na criação de uma relação fora da modalidade que passasse para os fãs como verdadeira, a WWE poderia começar a construir pequenos segmentos em que o “Chicado Made” e o rookie da primeira temporada do WWE NXT se iam interpelando, com olhares, sinais de respeito e, se necessário, até algumas palavras de admiração mútua. Numa fase posterior, quando este mesmo grupo já tivesse credibilidade fora do ringue e o devido conhecimento dos fãs, a companhia dava o passo em frente, fazendo o seu debut oficial (e aqui passariam a stable) num WWE RAW em directo…o debut seria algo semelhante aquele que se verificou aquando da criação dos Nexus (obviamente com as diferenças que esta nova história implicava)…os quatro membros apresentar-se-iam, davam a conhecer o seu “nome de guerra” (lol), as suas intensões e os seus verdadeiros nicks, com Daniel Bryan a afirmar que era o seu verdadeiro nome era “American Dragon” Bryan Danielson e a assumir uma personalidade mais intensa (semelhante à que Chris Benoit desempenhava). O passo seguinte seria comum às restantes grandes stables da modalidade…como heels que eram, procurariam dominar toda a WWE, com CM Punk a controlar o main event (e os títulos principais), Bryan Danielson o upper/mid card (e os títulos secundários) e Chris Hero & Tyler Black a divisão de equipas. Se as coisas fossem bem feitas, tal como aconteceu com os Evolution, todos os membros do grupo iriam usufruir de um push e evolução tremendos, assim como um reconhecimento e consolidação fantásticos no topo. A juntar a tudo isto, estaria ainda o facto de, mais uma vez, misturarmos acontecimentos geniais de kayfabe com um pouco da realidade…essa mesma realidade que, mais que qualquer outra coisa, prende os fãs às histórias!
Talvez não seja um angle do agrado de todos, no entanto, julgo ser uma situação capaz de abanar as coisas e de voltar a dar à modalidade uma vertente tão importante e fundamental que ela tem perdido…a mistura do kayfabe com a realidade!
Bem, foi mais um “Dias is That Damn Good” que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!
Sejam bem-vindos a mais um “Dias is That Damn Good”, o espaço com maior número de edições na história do XBooker e da CWO ;)
Depois de, na semana passada, ter abordado um tema relacionado com o pessoal “underrated” na WWE, eis que regresso, agora, para vos falar de uma outra realidade que ao longo dos últimos anos tem afectado o interesse e entusiasmo com que os fãs abordam a modalidade e, sobretudo, os conteúdos das grandes “main streams” da indústria. Falo-vos, como devem ter percebido, do grande afastamento entre a realidade e o kayfabe que se tem preconizado aquando do build up e desenvolvimento das storylines e relações entre wrestlers.
Não percam, portanto, as próximas linhas…
Como é do conhecimento geral, o kayfabe sempre foi uma parte indissociável e fundamental do Pro Wrestling. O kayfabe permitiu que, desde os primórdios da modalidade e até sensivelmente finais dos anos 90, se construíssem momentos e histórias fantásticas e fantasiosas que viriam a marcar profundamente a modalidade, assim como a criação de um sem número de personagens e gimmicks não menos espectaculares e brilhantes. Mas foi, sobretudo, nos anos 80 que este factor K (chame-mos assim ao Kayfabe) teve a sua maior importância, pois foi nessa altura que o Pro Wrestling se reinventou e se transformou numa enorme indústria e negócio de arte, desporto, encenação e entretenimento. Se olharmos para as grandes promotoras da época verificamos, por um lado, uma NWA que continuava apostada num estilo mais tradicional mas, também, cada vez mais direccionado para os grandes públicos, por outro lado, a WWF de Vince McMahon que jogava forte com aquela que ficaria conhecida por “Golden Era” e os seus conteúdos “cartoonescos”. Ora, para que tal tivesse resultado da forma genial como resultou, o kayfabe foi indispensável, uma vez que ajudou à credibilidade das mais diversas rivalidades e conseguiu exercer sobre os fãs da modalidade um sentimento de veracidade bastante forte, sendo que muitos colocavam mesmo em causa a encenação/realismo dos momentos a que assistiam.
Contudo, no início dos anos 90 surgiram os primeiros graves problemas com o uso abusivo de asteróides e com o consumo excessivo de álcool e de outras drogas, e toda essa situação fez com que a face da modalidade perante os seus adeptos se transformasse substancialmente. Não digo que o Kayfabe tenha morrido ali (porque ele ainda hoje existe e quando morrer deixa de haver wrestling), no entanto, todos aqueles acontecimentos resultaram num certo desencanto para com o Pro Wrestling e os ídolos em que muitos wrestlers se tinham transformado. Acrescido a esta situação, estava também a aparecer uma nova geração de lutadores, com jovens cheios de imaginação, movimentos inovadores e uma vontade tremenda de vencer. Conjugava-se, portanto, tudo para que se verificasse um incidente estrondoso, que fosse capaz de mudar, de facto, a forma já algo desgastada e ultrapassada como as companhias vinham promovendo e criando os seus conteúdos. Ora, como todos sabem, esse passo foi dado pelo famoso grupo de bastidores Kliq (formado por Shawn Michaels, Triple H, Kevin Nash, Scott Hall e Sean Waltman) quando num espectáculo ao vivo deram um verdadeiro “tiro” no kayfabe ao abraçar-se no centro do ringue (sendo que dois deles eram heels e outros tantos faces)…esse incidente viria a ficar conhecido por “MSGI” (“Madison Square Garden Inccident”). A partir desse momento, todos os esforços por tentar criar nos fãs o sentimento de que os “maus” e os “bons” não se davam fora do ringue e no seu dia-a-dia foram por água abaixo, e, por isso, as promotoras foram obrigadas a alterar radicalmente o conceito das suas storylines e a adaptar o kayfabe a esta nova realidade.
A primeira companhia a conseguir fazê-lo e, sem margem para dúvidas, com um elevado grau de sucesso e brilhantismo, foi a WCW de Eric Bischoff, que pegou no mesmo “Madison Square Garden Inccident”, nomeadamente em Kevin Nash e Scott Hall, e trouxe-os para a sua compania, primeiro como Outsiders (envolvidos numa história de invasão da WWE à WCW) e depois integrados nos nWo como seus membros fundadores. Posteriormente a estes acontecimentos, a extinta promotora de Pro Wrestling também soube explorar e retirar o máximo partido da relação entre Kevin Nash e Scott Hall para construir novas rivalidades e storylines que, misturando a realidade com o kayfabe, se tornaram realmente muito boas e conseguiam tocar nos fãs de uma forma inequívoca. Por seu lado, e pegando no exemplo da sua rival, a WWF de Vince McMahon virar-se-ia para os restantes membros que participaram do “MSGI” (Triple H e Shawn Michaels) e criaria os D-Generation-X…uma vez mais, estavam juntos dois amigos na vida real, que misturavam as suas próprias personalidades com as gimmicks que desempenhavam, dando, novamente, uma dimensão mais real e verdadeira ao kayfabe e prendendo a atenção e entusiasmo dos fãs a si. Nesta mesma altura, explodia, também, o famoso “Montreal Screwjob” um episódio verídico que fez correr muita tinta e que acabou por ser também ele aproveitado como forma de misturar um pouco mais a realidade e o kayfabe.
Posteriormente, muitos outros exemplos desta ténue relação se viriam a verificar, como por exemplo: a história em torno do casamento de Triple H e Stephanie McMahon, a Era em que “governavam” o SmackDown, o triângulo amoroso com Kurt Angle e o divórcio (kayfabe) de ambos; a aquisição da WCW e a storyline da “Invasion”; a intensa e brilhante rivalidade entre Triple H e Shawn Michaels aquando do regresso do segundo ao activo; a criação dos Evolution e a relação entre os seus membros; os festejos conjuntos de Eddie Guerrero e Chris Benoit; a amizade entre Rey Mysterio e Batista; a rivalidade entre Edge e Matt Hardy por causa de Lita; o regresso dos D-Generation-X, etc. Ou seja, todo um enorme conjunto de acontecimentos fantásticos que ficaram celebrizados na história da modalidade e para o sucesso dos quais muito contribuiu o facto de se estar a misturar a realidade com o tal factor K.
Ora, se olharmos para todos os exemplos que enumerei atrás, verificamos também que, ao nos reportarmos para a actualidade (sobretudo na WWE), a relação estabelecida entre os mais diversos wrestlers não é muito densa e as amizades não conseguem sobressair para as storylines…logo, perde-se toda uma vasta gama de fortes sentimentos e intensidade dos momentos e rivalidades que não se conseguem criar sem o recurso a alguns mistos de realidade e kayfabe. Assim, e mais uma vez, porque considero que a amizade verdadeira transposta para o kayfabe é algo que toca os fãs de uma forma diferente, mágica e única, a minha solução passava por entregar às próprias promotoras a responsabilidade de estabelecer essas ligações entre lutadores. Sigam, então o meu pensamento…
…tudo começaria pela criação de um novo grupo semelhante aos Kliq dentro dos bastidores da WWE (como é óbvio, sem o poder que esse mesmo grupo teve) que passasse para o exterior a ideia de que eram, realmente, os melhores amigos dentro e fora da modalidade e, neste ponto, os primeiros nomes que me vêm à cabeça são os de CM Punk e Daniel Bryan, porque ambos têm muitas coisas em comum ao nível das suas carreiras, background e até amizade. Posteriormente, seriam adicionados a este grupo Tyler Black (e aqui esqueçamos o nick Seth Rollins) e Chris Hero (que seria contratado à ROH)…mais dois jovens cheios de potencial e que também têm histórias em comum com CM Punk e Daniel Bryan. Ora, depois de apostar forte na criação de uma relação fora da modalidade que passasse para os fãs como verdadeira, a WWE poderia começar a construir pequenos segmentos em que o “Chicado Made” e o rookie da primeira temporada do WWE NXT se iam interpelando, com olhares, sinais de respeito e, se necessário, até algumas palavras de admiração mútua. Numa fase posterior, quando este mesmo grupo já tivesse credibilidade fora do ringue e o devido conhecimento dos fãs, a companhia dava o passo em frente, fazendo o seu debut oficial (e aqui passariam a stable) num WWE RAW em directo…o debut seria algo semelhante aquele que se verificou aquando da criação dos Nexus (obviamente com as diferenças que esta nova história implicava)…os quatro membros apresentar-se-iam, davam a conhecer o seu “nome de guerra” (lol), as suas intensões e os seus verdadeiros nicks, com Daniel Bryan a afirmar que era o seu verdadeiro nome era “American Dragon” Bryan Danielson e a assumir uma personalidade mais intensa (semelhante à que Chris Benoit desempenhava). O passo seguinte seria comum às restantes grandes stables da modalidade…como heels que eram, procurariam dominar toda a WWE, com CM Punk a controlar o main event (e os títulos principais), Bryan Danielson o upper/mid card (e os títulos secundários) e Chris Hero & Tyler Black a divisão de equipas. Se as coisas fossem bem feitas, tal como aconteceu com os Evolution, todos os membros do grupo iriam usufruir de um push e evolução tremendos, assim como um reconhecimento e consolidação fantásticos no topo. A juntar a tudo isto, estaria ainda o facto de, mais uma vez, misturarmos acontecimentos geniais de kayfabe com um pouco da realidade…essa mesma realidade que, mais que qualquer outra coisa, prende os fãs às histórias!
Talvez não seja um angle do agrado de todos, no entanto, julgo ser uma situação capaz de abanar as coisas e de voltar a dar à modalidade uma vertente tão importante e fundamental que ela tem perdido…a mistura do kayfabe com a realidade!
E vocês, que têm a dizer sobre este tema!? O que pensam da solução que propus!?
Bem, foi mais um “Dias is That Damn Good” que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!




































