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sábado, 8 de outubro de 2011

Dias is That Damn Good #169 - "O Regresso dos Históricos I"

Boas Pessoal!


Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", um dos espaços com maior história na nossa CWO ;)

Como sabem, estamos numa altura onde muito se especula sobre o regresso de alguns notáveis da modalidade à WWE. A presença de The Rock na Wrestlemania num combate com John Cena já é certa, e a esta notícia, juntam-se muitas outras que nos dão conta dos possíveis regressos de "Stone Cold" Steve Austin, Mick Foley e Chris Jericho. É certo que a acontecer, estes regressos verificar-se-ão apenas para rivalidades e matches pontuais, no entanto, pela importância que este fenómeno poderá vir a ter na crescente qualidade da programação WWE e no "enriquecimento" das capacidades e experiências dos seus jovens wrestlers, não poderia deixar de o abordar num dos meus artigos.

Por isso, não percam as próximas linhas, com a primeira parte desta temática...


Comecemos pela rivalidade entre John Cena e The Rock. É certo que neste ponto nem tudo foi trabalhado da melhor forma, sobretudo porque agendar um combate entre ambos com um ano de antecedência para a Wrestlemania retira muita da surpresa e impacto que este anúncio poderia ter se fosse feito com maior proximidade à data da realização deste mega evento...isto, já para não falar no facto de, mais uma vez, a WWE não marcar embates tendo por base o desenvolvimento de storylines, mas sim o desenhar de rivalidades consoante a marcação de combates, algo que na minha opinião não respeita os fundamentos mais básicos da modalidade. Porém, colocando este pormenor de lado, todos percebemos que iremos estar perante algo que poderá vir a ser grandioso a todos os níveis. The Rock, a par de Steve Austin, foi uma das maiores estrelas da história da empresa de Vince McMahon e a sua popularidade ainda hoje é estrondosa, tendo, inclusive, a companhia encontrado algumas dificuldades para o substituir...até que apareceu John Cena, um puro babyface que se encarregou de alienar as plateias, as vendas de mershandising e se tornou no grande drawer da WWE. Ora, se a carreira e características de ambos em muito os difere, a verdade é que se toca neste ponto...os dois marcaram as suas épocas como grandes caras da companhia e, sobretudo, como top babyfaces.

Contudo, a situação de John Cena na actualidade já não é tão vantajosa como noutros tempos...a sua imagem está algo desgastada, a sua personagem completamente estagnada e o facto de já ter vencido todos os possíveis adversários ainda acentua mais as dificuldades em mantê-lo na posição que vem ocupando desde à vários anos, e convenhamos que tem sido bastante complicado para a WWE manter o público ao lado do Cena, algo que é extremamente perigoso quando ainda o tentam vender como top babyface da empresa. Deste modo, o reaparecimento de The Rock para uma rivalidade, pontual, com o Cena poderá ser importantíssima para alterar o rumo dos acontecimentos. O "People's Champ" regressará sempre como face e não dará qualquer hipótese quanto à "manipulação" dos públicos e plateias e esse facto poderá permitir que o tão aguardado heel turn de John Cena se verifique com contornos especiais, tais como aqueles que se conjugaram para o heel turn de Hulk Hogan aquando da criação dos nWo. E se a este possível acontecimento, juntarmos, ainda, os ganhos com crescimento de ratings, em vendas de PPVs, mershandising e todo o entusiasmo gerado em redor da rivalidade e combate entre ambos, compreendemos facilmente a importância que o regresso deste histórico poderá vir a ter.


E se o regresso de The Rock para um combate e rivalidade com John Cena terá um enorme impacto na modalidade, o que dizer de uma possível contenda que trouxesse Steve Austin de volta aos ringues?! Pois é, muito se tem especulado acerca de um possível combate entre o Stone Cold e o CM Punk e a verdade é que ambos (á semelhança do que The Rock e John Cena fizeram durante alguns anos) têm vindo a alimentar este "sonho" através de declarações na internet e noutros meios de comunicação social. CM Punk é actualmente o wrestler com melhor cotação na WWE, é ele que monopoliza o apoio dos fãs e plateias, e também já é ele aquele que consegue atingir as vendas mais altas e notáveis de mershandising na empresa. Contudo, e apesar de já estar bem estabelecido no main event, a verdade é que CM Punk nunca teve oportunidade de enfrentar os grandes nomes da modalidade (excepção feita a Undertaker e mais recentemente a Triple H) e isso sempre afectou um pouco a sua credibilidade face a adversários como John Cena ou Randy Orton, por exemplo, que tiveram a possibilidade de o fazer.

Por isso, acredito que uma rivalidade que o opusesse a Steve Austin seria algo único e espectacular na sua carreira...a Straight-Edge Superstar, com esta storyline e combate épicos poderia capitalizar toda a onda de apoio e "adoração" que sobre ele mergulhou e "disparar" para níveis ainda mais altos de popularidade, espectacularidade, qualidade, experiência e credibilidade. Por outro lado, o regresso de Austin (agora para combater realmente) seria um outro marco histórico da modalidade que, certamente, ajudaria a fazer crescer os ratings, as vendas de mershadising e PPVs e, sobretudo, a qualidade do produto WWE. E se a WWE trabalhasse de forma séria esta possibilidade já para a Wrestlemania que se aproxima, melhor seria...imaginem um card que tivesse, de novo, os nomes de Austin e The Rock no mesmo evento e para defrontar as duas maiores estrelas da companhia na actualidade...seria algo épico.


E vocês, o que acham da importância do regresso de The Rock aos ringues e da possível rivalidade entre Steve Austin e CM Punk?!


Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!


PS: Não percam a 2ª parte desta temática já amanhã ;)

domingo, 2 de outubro de 2011

Wrestling Divas #2 - Maryse


sábado, 1 de outubro de 2011

Dias is That Damn Good #168 - "Ser Original, Ser Diferente!"

Boas Pessoal!


Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", um dos espaços com mais história na nossa CWO ;)

Ao longo da passada semana, levantou-se alguma polémica em torno das declarações de Chris Jericho, onde o mesmo acusava alguns wrestlers de não serem originais e de copiarem aspectos da sua entrance, das suas promos e, inclusive, do seu mov set. Já anteriormente, numa entrevista concedida a um canal de televisão que agora não consigo precisar, Paul Levesque (Triple H) dizia que a WWE tentava fazer o máximo pelos seus jovens talentos e que lhes proporcionava tudo quanto necessitavam para brilhar, no entanto, advertia para aspectos em que tinham de ser os próprios wrestlers a trabalhar e nos quais a companhia não podia interferir. Assim, e pegando neste dois casos onde lutadores consagrados criticam a postura das novas gerações, procurando aconselha-las quanto á forma como devem estar na modalidade, chegamos a um excelente tema..."Ser Original, Ser Diferente".

É, portanto, sobre a falta de originalidade e empenho, dos jovens talentos, em constituirem-se como algo de novo e diferente que vou centrar o presente artigo. Não percam, por isso, as próximas linhas...


A espectacularidade do Pro Wrestling deve muito aos fãs dos anos 80 e 90, mas também, e sobretudo, à transformação que a WWE (antiga WWF) de Vince McMahon lhe imprimiu. A criação de eventos gigantescos e com uma enorme campanha publicitária por trás, juntamente com a introdução de gimmicks e personagens saídas de cartoons ou livros de banda desenhada (como aconteceu durante a WWF Golden Era), ou ainda o lançamento de um produto direccionado para os jovens adolescentes cheio de ligações a temáticas e conteúdos bastante polémicos (como aconteceu na WWF Attitude Era) ajudaram a que assim fosse, tornando o Pro Wrestling numa máquina/indústria de dimensão universal. No entanto, não era apenas a companhia e seus responsáveis que trabalhavam no sentido de proporcionar o maior e melhor dos espectáculos...eram os próprios wrestlers que procuravam distinguir-se uns dos outros pelas suas qualidades, pela sua forma de estar, pelo modo como viviam a modalidade, por aquilo que lhe acrescentavam de novo, pela originalidade das suas personagens, das entrances, move sets, finishers e catch phrases, etc.

Se olharmos para trás no tempo, conseguimos encontrar gimmicks tão impressionantes e espectaculares como a de Ric Flair, que sendo uma extensão da sua verdadeira personalidade, adquiriu uma extrema e credível importância ao longo dos anos 80 e 90. Ou podemos, também, olhar para um outro sem número de gimmicks extremamente originais, bem sucedidas e com grande potencial, bem patentes em wrestlers como Roddy Piper, Sting, Hulk Hogan, Randy Savage, Shawn Michaels, Steve Austin, Bret Hart, The Rock, Triple H ou Undertaker, entre muitos outros. Podemos, ainda, dar o exemplo de wrestlers bastante populares e bem posicionados no card das empresas a que pertenciam, que decidiram alterar completamente as suas gimmicks e começar quase do zero...como aconteceu com Triple H que deixou de ser um jovem rebelde (na altura mais popular que o The Rock) para se transformar no super-heel "The Game", ou ainda recuperar o caso de Sting, que abandonou os vários anos de personagem vivida na NWA e WCW, para adoptar uma gimmick baseada no filme "O Corvo". Por outro lado, havia também uma enorme preocupação em criar move sets diferentes e trademarks que identificassem os diversos wrestlers...os finishers dessas mesmas épocas falam por si...o Pedigree de Triple H, o Stunner de Steve Austin, o People's Elbow de The Rock, o Sharpshooter de Bret Hart, o Super Kick de Shawn Michaels, entre outros, mostravam a importância dada à originalidade e credibilidade desta componente da modalidade. Por último, podemos ainda falar num aspecto que foi importantíssimo na construção de algumas carreiras e que ajudou, de forma indubitável, a elevar wrestlers ao topo...as músicas e entrances. Serão, certamente, muito poucos aqueles que não consideram a música e entrance de Triple H algo extraordinário...ou a entrance de Undertaker, a música de Shawn Michaels, a entrance de Ultima Warrior, ou a entrance e música de Hulk Hogan durante os anos 80 na WWF...que importância não teve a música e entrance de John Cena no lançamento da sua carreira?!

Foi o respeito pela modalidade e por si próprios que contribuiu para que estes wrestlers quisessem ser diferentes, originais e capazes de se tornar numa parte ainda mais preponderante na espectacularidade do Pro Wrestling.


Não acredito que actualmente seja mais difícil ou complicado ser original e diferente, mas o que é certo, é que quase todos os wrestlers nos parecem iguais. É raro encontrar um lutador das novas gerações que possua uma gimmick bem vincada e com traços característicos que o distingam de outro qualquer wrestler. É-nos bastante difícil reconhecer as variações dos mov sets de wrestler para wrestler e mais complicado ainda, é denotar as diferenças entre combates, uma vez que parecem ter todos um "script" que vai sendo repetido pelos lutadores que se defrontam. Hoje, raramente conseguimos encontrar novas catch phrases e fazer a ligação ao seu autor, muito dificilmente encontramos um novo finisher que nos consiga impressionar...e no que respeita às entrances, facilmente verificamos que são todas iguais. E com isto tudo, tenho de concordar com as críticas do Jericho e do Triple H...os wrestlers têm de se esforçar para serem diferentes e originais, há coisas que têm de ser feitas por eles mesmos e pelas quais não podem esperar que seja a WWE a resolver tudo. Mais, eu acrescentaria que os novos talentos deveriam ser obrigados a estudar e a conhecer a história da modalidade, até porque (deixando de lado as qualidades intrínsecas de cada um), a verdade é que será sempre melhor wrestler aquele que conhece a modalidade e que gosta dela, do que aquele que apenas vê nela uma forma de ganhar notoriedade e maiores rendimentos.

O conformismo e o deixa andar não são formas de estar na vida, pelo menos na minha opinião, muito menos formas de estar no Pro Wrestling, por isso, a minha solução nunca passaria pela manutenção do actual estado de coisas. Acredito que tem de ser a própria WWE (e as outras promotoras em relação aos seus workers) a fazer pressão juntos das gerações vindouras para que estes puxem pela cabeça, para que reflictam, para que compreendam a modalidade, os fãs e as plateias e para que se consigam perceber a si próprios, no sentido de descobrirem as personagens/gimmicks que melhor os podem servir. É preciso que sejam criativos e se sirvam de algo que ainda não foi visto, é necessário que se baseiem em "fontes" diferentes para também poderem construir algo novo e diferente...é indispensável que na fase de aprendizagem e desenvolvimento, tenham sempre a originalidade como uma meta fundamental da progressão. E não me digam que é mais fácil falar do que fazer...se as pessoas são todas diferentes, porque razão os wrestlers terão de ser tão semelhantes?!


E vocês, o que têm a dizer sobre a falta de Originalidade e Diferenciação entre os wreslter?!


Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Wrestling Divas #1 - Kelly Kelly

Boas Pessoal!

O espaço que agora vos apresento, "Wrestling Divas", será uma nova rubrica do nosso blog que se baseará na publicação das fotos de algumas lutadores da nossa modalidade e onde iremos fazer uma homenagem à sua beleza ;)

Fiquem, então, com a primeira Diva, Kelly Kelly...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dias is That Damn Good #167 - "They're Not Main Event Material"

Boas Pessoal!


Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", uma das colunas com maior historial na nossa CWO ;)

Ao longo dos meus últimos dois artigos, abordei temáticas como a pausa temporária do modelo branding e o reflexo que os bons e maus bookings acabam por ter nas carreiras dos diversos wrestlers. Agora, de forma completar às duas edições anteriores do meu espaço, proponho-me analisar a forma como a WWE tem tratado os lutadores pertencentes aos seus quadros, que não têm o que é necessário para ascenderem ao main event.

Não percam, portanto, as próximas linhas...


Na minha opinião, um dos graves problemas que tem afectado a WWE na forma como gere os seus diversos wrestlers prende-se com a excessiva preocupação na formação de main eventers. E a verdade é que esse facto leva a empresa a funcionar numa lógica demasiado rígida, onde aqueles que não têm o factor "x" ou que não conseguem ser especiais acabam por ser despedidos ou por se perderem completamente no card, quando em muitos casos ainda podem ser extremamente úteis à companhia. Mas nem sempre foi assim...houve épocas em que a empresa de Vince McMahon sabia trabalhar estes lutadores e retirar o máximo proveito deles. Épocas onde wrestlers como Curt Hennig, Owen Hart, Goldust, William Regal, Finlay, Kane, Big Show, entre outros, ocupavam um lugar intermediário no card da companhia e eram responsáveis por "fabricar" excelentes combates, assim como pela formação técnica de jovens talentos. Em última análise, pela credibilidade e qualidade do seu trabalho, mesmo não sendo "main event material", estes wrestlers poderiam passar pontualmente por essa posição numa lógica de transição ou caso a empresa necessitasse que eles desempenhassem esse papel.

Actualmente, e como referi, a WWE já não concebe a utilidade destes lutadores da mesma forma. É frequente depararmo-nos com situações semelhantes às de John Morrison, onde a percepção de que o seu desenvolvimento estagnou e de que não está preparado para ser um main eventer se reflectiu, claramente, numa espécie de punição ou esquecimento bem patentes no desinteresse da empresa em si e na espiral de sucessivas derrotas registadas na sua carreira. Depois, há também outros casos que podem servir de exemplo para explicar esta obsessividade da WWE com a formação de main eventers...casos tais como o modo como têm vindo a trabalhar as tag teams ao longo dos últimos anos. Nestas situações, a companhia nunca se preocupou em "fabricar" boas equipas e lutadores que se especializem nesta componente do pro wrestling, a sua preocupação foi antes, por outro lado, dar espaço aos wrestlers para aparecerem e, mais tarde, através da separação da tag team e respectiva feud, aproveitar o elemento mais capacitado para o pushar ou promover no card. Portanto, é óbvio que a WWE se tem regido por uma paradigma onde o "Usa+Resulta=Fica" e o "Usa+Não Resulta=Sai" são uma marca bem vincada.


Ora, por achar que esta não é a forma mais correcta e rentável de gerir um plantel de wrestlers e, mais concretamente, o pessoal que não é "main event material", acredito que a WWE poderia e deveria alterar a sua postura para com os mesmos. Vão ser sempre necessários lutadores capazes e com qualidade no ringue, que saibam ajudar os talentos proeminentes a ganhar experiência e a desenvolver as suas capacidades; serão sempre precisos wrestlers que valorizem os títulos secundários; irá ser sempre importante ter workers credíveis e capazes de pushar os main eventers ou até mesmo de os substituir pontualmente; etc.

Contudo, por saber que os responsáveis da WWE não pensam da mesma forma, olho para as carreiras de alguns wrestlers com bastante apreensão. Wrestlers como Dolph Ziggler, que apesar do bom momento enquanto US Champion, nunca conseguirá afirmar-se ao mais alto nível...pergunto-me o que será feito dele quando a empresa perceber isso?! Será um novo caso igual ao de John Morrison?! Ou, por outro lado, wrestlers como Zack Ryder, onde a recente demonstração de carinho do público e crescente popularidade não conseguem esconder carências de diversas naturezas e que são um forte entrave à sua ascensão ao main event...o que será feito dele quando este estado de boas graças passar?! E o Daniel Bryan, o que será feito dele quando a WWE se aperceber que as suas mic skills não são suficientemente qualificadas para que ele seja a cara de uma empresa de sports enterteinment?! Irá acabar como o Drew McIntyre, a combater num programa de terceiro plano?! E por aí fora...

Espero estar enganado e que este meu pessimismo (estranho em mim que até sou uma pessoa bastante optimista XD) em relação a todo este fenómeno não venha a ter qualquer razão de ser. Mas confesso que gostava muito mais de acreditar que, por exemplo, iriam juntar o Zack Ryder e o Curt Hawkins (perdido ao lado do zero-à-esquerda do Tyler Reks) de novo, que lhes alterariam os nomes e os transformassem numa tag team credível, numa equipa que vivesse e fosse realmente trabalhada para "capitanear" a divisão tag team da WWE e marcasse um ponto de viragem no modo como a empresa de Vince McMahon tem concebido a mesma. Queria muito acreditar que tipos como Dolph Ziggler, Jack Swagger, Daniel Bryan, John Morrison ou Drew McIntyre (entre outros) não venham a ser despedidos ou postos de parte, apenas por não conseguirem ser "especiais" o suficiente para estar no main event...porque eles têm muitas qualidades e capacidades e podem ser bastante úteis. No fundo, queria estar mais optimista...


E vocês, o que pensam da forma como a WWE tem tratado o seu "Non Main Event Material"?!



E foi mais um "Dias is That Damn Good", que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias is That Damn Good #166 - "Sequência + Coerência = Credibilidade"

Boas Pessoal!

Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", um dos espaços com mais história na nossa CWO ;)

Ao longo dos últimos tempos, a forma como a WWE tem tratado os títulos secundários, o seu mid card e low card, assim como os jovens wrestlers e sua consequente boa ou má utilização, tem sido alvo de várias observações. Há os que consideram que a empresa presidida por Vince McMahon tem feito uma boa gestão de todo este processo, por outro lado, outros há que criticam fortemente esta mesma gestão.....

Pessoalmente, acho que ambos os lado têm alguma razão, mas para conhecerem melhor e mais profundamente o que penso acerca desta temática, sigam as próximas linhas.


No Pro Wrestling o termo "credibilidade" assume uma enorme importância, sobretudo, se nos estivermos a referir ao seu elemento mais preponderante, os wrestlers. O wrestler que é credível, não levanta suspeitas nos fãs sobre a sua capacidade de ganhar combates e derrotar adversários, não levanta dúvidas a respeito da sua posição no main event e, acima de tudo, torna compreensível uma aposta séria em si, da empresa a que pertence. Por outro lado, o lutador que não consegue atingir um nível de credibilidade aceitável e desejável, terá sempre enormes dificuldades em estabelecer-se nas divisões cimeiras da promotora a que pertence e dificilmente conseguirá transformar-se numa peça fundamental da mesma. Porém, nesta modalidade, o conceito de "credibilidade" é bem mais vasto do que aquele a que nos acostumamos na linguagem corrente. A credibilidade de um wrestler mede-se, logo à partida, pela sua imagem, pelo seu carisma, pela forma como fala, pelo modo como interage com a plateia e com os seus adversários e, acima de tudo, pela forma como compreendendo o ambiente que o envolve sabe reverter as diversas situações a seu favor. Assim, compreendemos o porquê de haver diversos lutadores que consideramos, desde o início, incapazes de chegar ao topo e em quem reconhecemos uma forte carência de potencial.

Mas a credibilidade de um wrestler não se esgota nas considerações que fiz no parágrafo anterior, muito pelo contrário, é aí que ela começa. Contudo, a parte essencial de todo este processo está relacionada com o booking que a empresa tem reservado para os seus diversos lutadores. E, neste ponto, por mais estranho que possa parecer àqueles que seguem a modalidade nos últimos anos, a WWE sempre foi um óptimo exemplo. Nenhuma outra empresa, como a WWE, soube introduzir um wrestler e fazê-lo crescer até ao topo, nenhuma outra promotora soube credibilizar um lutador como a de Vince McMahon. E fê-lo sempre com base numa fórmula onde a sequência (da sua utilização em feuds, combates e PPVs) e a coerência (no desenvolvimento das personagens, no amadurecimento das qualidades e capacidades, e no encadeamento das diversas storylines e combates) se assumiram como pedras basilares.

No produto que a WWE nos apresenta, sobretudo até 2006, é difícil olharmos para os shows e PPVs da companhia sem que vejamos, claramente, uma aposta generalizada nas mais diversas divisões do seu roster. Nunca importou apenas e só o main event, pois a empresa construía feuds e storylines fortes e rigorosas para o seu mid card, e fazia questão que estes wrestlers "do meio da tabela" (e os títulos secundários) tivessem o espaço e atenção devidos, inclusive, em PPVs, com combates que se revelavam de enorme interesse e qualidade. E, de facto, foi esta utilização sequencial e coerente, que tornou os wrestlers do mid card credíveis e experientes, ao ponto de chegarem ao main event da companhia sem qualquer problema de adaptação aos níveis mais altos de responsabilidade e exigência que "estar no topo" lhes impunha.

O Triple H e o The Rock são dois bons exemplos de tudo o que venho dizendo. Em seguida, deixo um combate entre ambos, na altura mid carders, no WWF SummerSlam 1998, para que o possam confirmar...

WWF SummerSlam 1998
Intercontinental Championship Ladder Match
Triple H vs The Rock


Ora, se as coisas aconteceram deste modo e trouxeram um enorme sucesso e rentabilização à WWE, porque razão a companhia terá deixado de se preocupar com esta fórmula e paradigma?! É um facto que os tempos mudaram, que os públicos-alvo são outros, que os wrestlers são diferentes e que as próprias equipas criativas já não são as mesmas...mas, não é menos verdade que ainda continua muita gente daquele tempo na companhia, não é menos verdade que há conceitos intemporais e que devem ser aplicados independentemente da época em que vivamos e do período que atravessamos, etc. Porque razão então?! Sinceramente, não a consigo descortinar...

Agora, pergunto-me...quererá a WWE continuar usar os seus títulos secundários e lutadores de mid card, upper card e tag team division de uma forma completamente aleatória e inconsequente?! Será normal ter um wrestler que participa do main event de um PPV ausente do seguinte sem qualquer razão que o justifique (como já aconteceu com o CM Punk e acontece agora com o Christian)?! Tem alguma lógica bookar combates pelos títulos Intercontinental, dos Estados-Unidos e Tag Team para o Night of Champions sem que se esteja a desenvolver qualquer feud e rivalidade entre os adversários?! Será saudável numa empresa colossal como a WWE centralizar todo o interesse da sua programação numa só história e da qual, ainda por cima, está ausente a luta pelos dois títulos de maior prestígio?! Compreende-se que o Daniel Bryan tenha ganho o MITB e agora sofra derrota atrás de derrota?! Como é possível que o Wade Barrett em poucos meses tenha passado de "dono" do John Cena a um "Zé Ninguém"?! E por aí fora...

Na minha opinião, são inúmeros os erros que a WWE está a cometer na gestão da sua programação e do seu roster. E enquanto os responsáveis da companhia não compreenderem que é extremamente prejudicial apostar 3 semanas num lutador para depois o deixar "cair" do nada, dificilmente conseguirá tirar o máximo rendimento do seu produto e plantel. Quanto a mim, volto a repetir o que disse na primeira parte deste artigo, a solução passa por regressar à fórmula/paradigma do passado...é preciso dar mais atenção ao mid card, atribuindo-lhes boas storylines e a possibilidade de construírem combates com real interesse e qualidade; é preciso que se aposte nos lutadores de uma forma séria, atribuindo-lhes um booking que tenha uma sequência lógica e coerente; e é preciso que protejam a credibilidade que os wrestlers vão conseguindo construir para si próprios.

E vocês, o que pensam do modo como a WWE tem gerido o seu mid card e títulos secundários?!

Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

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