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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Moore's Wrestling Corner #4 - PWG Battle Of Los Angeles 2014 - Antevisão



Boas, amigos da CWO nacional. Novamente vos falo aqui no meu Wrestling Corner e novamente o foco está no wrestling independente, desta vez em particular, a Pro Wrestling Guerrilla que, para quem não sabe é a minha promotora favorita.

Bom, a PWG irá apresentar no próximo fim-de-semana (sexta, sábado, domingo) o seu maior show anual, o famoso torneio Battle Of Los Angeles que, desta vez, terá um número recorde de 24 participantes. Sem grandes demoras deixo-vos aqui os combates da 1ª ronda.



Noite 1:

- Bobby Fish vs. Brian Cage;
- Cedric Alexander vs. Trevor Lee;
- Biff Busick vs. Roderick Strong;
- Michael Elgin vs. Tommaso Ciampa;
- AJ Styles vs. Bryan Myers;
- Drew Gulak vs. Kyle O’Reilly;

Noite 2:

- Chuck Taylor vs. Johnny Gargano;
- Candice LeRae vs. Rich Swann;
- Adam Cole vs. Zack Sabre Jr.;
- Chris Sabin vs. Ricochet;
- Chris Hero vs. Matt Sydal;
- ACH vs. Kenny Omega.

Sublinhados deixei os nomes que terão a sua primeira aparição na PWG, já em bold marquei os combates que mais antecipo e que irei analisar com mais objectividade.

Biff Busick irá estrear-se na PWG neste torneio

Biff Busick vs. Roderick Strong:

- Bom, aqui o meu interesse está sobretudo no Biff Busick que é, na minha opinião um dos wrestlers mais sub-valorizados do circuito indy que agora finalmente tem algum destaque enquanto campeão da CZW. Porém, não vale a pena associarem a CZW neste caso a hardcore. - O Busick é um excelente all-rounder e esta contenda deverá ser disputada bem ao estilo técnico, que é onde ambos mais se destacam.

- Sem surpresa o Strong deverá vencer, mas o combate certamente não vai desiludir.

Após ter aparecido na Beyond Wrestling (p.e.), Myers estreia-se na PWG

AJ Styles vs. Brian Myers:

- Dois dos nomes mais sonantes do torneio, para quem não está habituado às indies. Brian Myers (Curt Hawkins) fará aqui o seu debut na PWG enquanto AJ Styles regressará à casa onde já foi campeão. Já lá vão 9 anos, mas só é permitido dizer que AJ só evoluiu e muito.

- O porquê de eu querer ver este combate é principalmente o Myers. Quero ver como se adaptará ao estilo da PWG. O AJ certamente será bem recebido.

- Em termos de combate, não espero o melhor do torneio, mas espero um bom combate entre dois workers com estilos algo semelhantes. O AJ vencerá sem surpresa.

Será o campeão da PWG a dar as boas vindas a Drew Gulak

Drew Gulak vs. Kyle O’Reilly:

- Para mim é um dream match. Tratam-se daqueles que são, na minha opinião, os dois melhores pure workers das indies dos EUA, ponto. Principalmente Drew Gulak ainda não deve ser um nome que muitos aqui conhecem, portanto, imaginem um Lou Thesz da era moderna. Até a sua gimmick é de “traditionalist” e por isso foi um heel fácil na CZW.

- A contenda, sem dúvida será disputada ao estilo técnico e possivelmente Gulak terá aqui alguma agressividade que não é muito comum em si e será também engraçado ver como a PWG o recebe. No fim ganha o campeão, Kyle O’Reilly.

Chuck Taylor e Johnny Gargano enquanto "Campeones de Parejas"

Chuck Taylor vs. Johnny Gargano:

- Não tanto pelo wrestling, mas mais pelo fun. É assim que quero ver este combate. Os dois conseguem ser muito bons em comedy wrestling, sem mencionar que conseguem meter um público ao rubro com bom wrestling incluído.

- Também há que referir que este será um combate entre dois ex-colegas de equipa (Team F.I.S.T.) na CHIKARA e, provavelmente será feita uma menção a isso.

- Como resultado final, o Johnny Gargano deverá vencer, mas aqui já tenho mais dúvidas. De qualquer forma, vejo aqui um combate para descansar o público.

Zack Sabre Jr. já conta com dois reinados de equipas Junior na NOAH

Adam Cole vs. Zack Sabre Jr.:

- Fácil de explicar. Provavelmente este será o melhor combate da primeira ronda e muito possivelmente do torneio. Para quem não conhece Zack Sabre Jr. recomendo o seu combate no PROGRESS 13 frente a Devitt.

- Aqui vejo uma combinação excelente de técnica com alguma stiffness de ambos num combate disputado a um ritmo rápido. O Sabre Jr. fará o papel de babyface frente ao melhor heel das indies.

- No fim, o Adam Cole vencerá, a não ser que a PWG resolva tirar um coelho da cartola, o que até é possível.

- Em jeito de curiosidade posso referir que ambos são patrocinados pela Team SPLX.

Nos restantes combates Brian Cage, Trevor Lee, Michael Elgin, Candice LeRae, Ricochet, Chris Hero e Kenny Omega são as minhas apostas, ainda que considere vitórias de Cedric Alexander e Chris Sabin.

Curiosamente, também estou expectante para o Bobby Fish vs. Brian Cage, que, apesar de ser um clash de estilos, consigo ver um combate bom, com o Bobby Fish a trabalhar em prol do Cage de uma maneira excelente. Hero vs. Sydal também será bom, mas nem tenho grande interesse, não sei porquê.

Os favoritos:

- Sem surpresa tenho de dizer que AJ Styles é o principal favorito à vitória no torneio. Em condições normais seria um lutador mais jovem a vencer, mas AJ é o campeão da IWGP, não sei se a NJPW vai muito com a ideia de não ser AJ a vencer, ainda por cima em tempo de expansão. Contudo, numa eventual title shot não o vejo a vencer e assim sendo, até é possível que nem chegue a ganhar o torneio.



- Roderick Strong: é simples a inclusão de Strong na lista: nunca Roderick Strong foi campeão da PWG nem venceu o BOLA. Contudo, há que ver que este tem sido utilizado como gate keeper, quer aqui, quer na ROH… quer em todo o lado. E assim seria justo Strong vencer o torneio e depois elevar ainda mais O’Reilly como campeão no excelente combate que imagino os dois a dar.

- Kyle O’Reilly: nunca nenhum campeão venceu a BOLA durante o reinado e é possível que Kyle seja o primeiro. No último ano a PWG tem apostado forte em O’Reilly e desde que Drake Younger saiu este tem sido cimentado como #1 babyface. Colocar Kyle a vencer o torneio será uma excelente maneira de cimentá-lo ainda mais. Ainda assim há que lembrar que O’Reilly venceu em 2013. Duvido que o faça uma segunda vez.

- Johnny Gargano: Aproveito e digo isto depois de falar da vitória de O’Reilly em 2013. Ninguém o esperava realmente e é possível que muita gente não espere ver Gargano a triunfar este ano, mas Gargano é um wrestler bem ao estilo da PWG e é possível que a PWG aproveite isso. Convém referir: Gargano teve um reinado de 873 dias como campeão na DG-USA.

- Adam Cole: Na ROH perdeu o título recentemente, pouco depois de o ter perdido na PWG. O que uma vitória neste torneio podia oferecer a Adam Cole é excelente. Seria o 1º a conseguir vencer a BOLA pela 2ª vez e esta opção seria boa, ao contrário do “bi-campeonato” de O’Reilly. É uma maneira de aproveitar o melhor heel da PWG com uma personagem de gold hunter fortificada com umas promos no youtube e abriria portas a Cole vs. O’Reilly III na PWG para desempatar. Aí O’Reilly vencia.

- Finalmente, num plano mais abaixo, há que considerar Michael Elgin, Chris Hero, Ricochet e Tommaso Ciampa como não-descartáveis possíveis vencedores do torneio. Ainda assim é curioso referir Ciampa quando nem penso que chegue à segunda ronda. Mas se a passar prevejo que vá longe, visto que é dos workers que consegue uma maior reacção na PWG.

Bom, da parte do torneio em si é tudo e como o artigo já está bem longo só vou deixar aqui os non-tournament matches:

Noite 1:

Adam Cole/Young Bucks vs. Friends Of Low Moral Fiber (Sabre Jr./Omega/Taylor)
Bad Influence vs. Inner City Machine Guns vs. World’s Cutest Tag Team

Noite 2:

Biff Busick/Drew Gulack vs. Unbreakable F’N Machines
Bad Influence vs. Young Bucks

Devo dizer que estou expectante para ver a versão da PWG para o Bad Influence vs. Young Bucks.

Agora sim, a minha parte está terminada. Agora falta a vossa: planeiam ver o torneio? Se sim, do que é que estão mais à espera?

Sem mais me despeço, outra vez com um abraço,
Mauro Salgueiro Delca.

domingo, 24 de agosto de 2014

Dias is That Damn Good #205 – "Um Patrão Negligente"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

No Pro Wrestling as diversas promotoras que compõem o business estão extremamente dependentes das qualidades e capacidades de quem as administra e chefia. São os "owners" quem pode dotá-las da capacidade e viabilidade financeira necessárias à sua subsistência, são os "patrões" e a credibilidade dos mesmos que permitem a celebração de acordos comerciais e de televisão indispensáveis à promoção e disseminação dos seus produtos e, em última análise, são os "donos" que têm a palavra-chave sobre a estratégia, planos e caminhos que as companhias trilham. Neste sentido, uma administração capaz e preocupada com a sua companhia permitirá sempre o seu crescimento e desenvolvimento; uma administração não tão capaz mas interessada, certamente, encontrará soluções para a viabilidade da sua empresa; mas, por outro lado, sendo capaz ou incapaz, uma administração desinteressada e despreocupada, constituirá, sempre, uma grande limitação e condicionante à evolução da sua promotora.

Deste modo, pegando no terceiro caso atrás mencionado que é o que me importa tratar hoje, percebemos que é, sobretudo, a ele que nos referimos quando olhamos para a empresa que é detentora da Ring Of Honor (o Sinclair Broadcast Group). Assim, aquilo que me proponho abordar ao longo do presente artigo está relacionado com esta má gestão e aproveitamento que o SBG tem feito das potencialidades e qualidades da ROH e, acima de tudo, com a negligência que tem pautado a gestão que o mesmo grupo tem feito da promotora.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



A Ring Of Honor foi criada, corria o ano de 2002, por Rob Feinstein e Gabe Sapolsky, sendo o seu presidente e detentor Cary Silkin. Nessa altura, rapidamente aproveitou o espaço deixado vago, pelos últimos pequenos territórios que sustentaram a sua actividade até aos anos 90 e pelo encerramento da WCW e da ECW, para se estabelecer como uma das promotoras mais importantes em solo norte-americano. Altamente diferente dos antigos territórios independentes e pioneira no estrito sentido do indy wrestling, a ROH marcou a sua posição e tornou-se visível e conhecida pelos seus espectáculos que, para além de contarem com alguns ex-talentos da ECW e outros jovens wrestlers de elevado potencial, pautavam pela apresentação de combates repletos de grandes spots e conduzidos a uma velocidade frenética. Com o passar do tempo a pequena promotora foi crescendo, assegurando uma base de fãs bastante fiel e revelando um sem número de talentos que, posteriormente, brilhariam ao serviço da WWE e TNA (como AJ Styles, Samoa Joe, CM Punk, Daniel Bryan, Austin Aries, entre outros). Os anos de 2008 e 2009 marcariam, contudo, um novo rumo e página na história da promotora, com a substituição de Gabe Sapolsky por Adam Pearce (no booking da empresa) e a celebração de um contrato que permitia à companhia apresentar um pequeno programa na estação de televisão HDNet Fights. Durante este período a ROH passaria também a realizar iPPVs e a chegar, deste modo, a um maior número de fãs e telespectadores. Já em 2010, Adam Pearce seria substituído como booker por Hunter Johnston (mais conhecido como Delirious) e em 2011, chegaria ao fim o acordo celebrado com a HDNet Fights. Depois de um período que talvez tenha sido o mais difícil e complicado na história da promotora, o Sinclair Broadcast Group adquiriria a Ring Of Honor, disponibilizando-lhe um spot de prime-time num dos canais que o grupo televisivo controla e mantendo o até então Presidente, Cary Silkin, num cargo executivo. Já no decorrer do presente ano (2014) a companhia anunciou a sua entrada no mercado tradicional de PPVs, abrindo-se-lhe, desta forma, novas portas e horizontes no sentido de aumentar as receitas e, ao mesmo tempo, alargar ainda mais o seu core de fãs e seguidores.

Ora, depois desta pequena e rápida revisão à história da ROH, importa debruçar-mo-nos naquilo que, ao longo da sua existência, constituiu o suporte e tomadas de decisão por parte de quem a administra e chefia. E, neste capítulo em particular, a meu ver, são inúmeras e demasiadas as críticas que se lhe podem apontar. Em qualquer área de actividade de que participamos ao longo das nossas vidas e percursos profissionais devemos sempre dar o máximo e procurar melhorar e evoluir. Quem não o faz, está, como me parece óbvio, com uma postura e atitude bastante erradas e que lhe podem ser prejudiciais. Por consequência, quando falamos na administração de uma empresa, são os mesmos valores e pro-actividade que nos devem mover e, como tal, qualquer dono, patrão ou chefe deve dar o máximo no sentido de fazer a sua companhia crescer, desenvolver-se, evoluir e tornar-se cada vez mais sustentável. É, portanto, neste ponto em concreto que a administração da Ring Of Honor tem falhado e tem falhado de um modo feio. Assim, se de 2002 (data da sua criação) a 2011 (data sua aquisição por parte do Sinclair Broadcast Group) não podemos levantar grandes acusações ao que constituiu a gestão levada a cabo por Cary Silkin (porque há que reconhecer as limitações de âmbito económico-financeiro que a acompanharam e que, ainda sim, não deixaram de permitir o constante e progressivo crescimento da promotora), o mesmo já não podemos dizer da data e período que marca a entrada em cena do Sinclair Broadcast Group. Porque este grupo já possui uma considerável dimensão no mercado televisivo norte-americano e tem capacidades e potencialidades financeiras que bem aplicadas e investidas na ROH, certamente, permitiriam à promotora um crescimento, consolidação e alargamento da base de fãs e seguidores bastante mais rápido.



A Ring Of Honor é, ainda, considerada por muitos como uma indy promotion (é, aliás, vista como a Raínha das Indys), no entanto, a companhia já tem ao seu dispor meios e ferramentas de que nenhuma outra empresa do circuito independente goza, como o acesso ao mercado televisivo e de PPVs. Por outro lado, a atracção que a ROH exerce sobre os talentos e free-agents que percorrem o circuito independente é, também, bastante superior à dos seus concorrentes, uma vez que os wrestlers sabem que a exposição mediática e visibilidade a que estão sujeitos nesta promotora é bastante superior aquela a que estariam expostos nas demais. Ora, perante todas estas mais valias e vantagens competitivas, porque raio ainda consideramos a ROH como uma indy?! A resposta parece-me que está, acima de tudo e em consonância com o que venho escrevendo ao longo deste texto, ligada à forma como o Sinclair Broadcast Group tem gerido a promotora e com os meios que esse mesmo grupo não tem disponibilizado e investido na produção e promoção da ROH. E falo nesta questão da produção e promoção, em particular, porque, de facto, a primeira ideia com que uma pessoa fica cada vez que assiste a um programa da companhia ou a um dos seus ppvs é de que a sua produção e imagem são demasiado pobres, extremamente escuras e extraordinariamente pequenas, fechadas e claustrofóbicas...e este é, de facto, o ponto fulcral em que a ROH não consegue diferenciar-se de qualquer outra indy promotion.

Em muitos casos a percepção é ou torna-se a realidade e se quando as pessoas olham para a ROH vêm algo pequeno e extremamente mal produzido, irão sempre encará-la em conformidade com essa imagem e primeira fotografia que lhe tiraram. Portanto, pergunto-me, já que o SBG está a investir na ROH, porque raio não o faz como deve ser e no sentido de conseguir retorno?! Será assim tão difícil adquirir os equipamentos necessários a uma produção minimamente moderna e que consiga transmitir uma imagem profissional do que é feito na promotora?! É assim tão complicado comprar mais umas cameras e um sistema de luzes que dê brilho e luminosidade à plateia e ringue?! Qual a dificuldade de adquirir um ringue um pouco maior e de lhe apertar as molas, para dar mais espaço aos wrestlers e, ao mesmo tempo, credibilizar a dureza do local onde combatem?! Por outro lado, porque raio não aumentam o tempo e espaço de antena do programa semanal da ROH para 90 minutos?! Quais os entraves a começar a estruturar esse mesmo programa no sentido de lhe conferir uma sequência lógica de storylines, storytelling e acontecimentos?! Têm medo de apresentar um produto main stream e de alargar o número de seguidores?! Acreditam que é impossível ser diferente da WWE e/ou da TNA se apresentarem um produto direccionado para um número mais largo de espectadores e telespectadores?! Querem ficar com a dimensão que possuem actualmente ou crescer e evoluir?! Vão continuar a negligenciar os talentos que possuem apenas porque não querem investir seriamente na produção e promoção da companhia?! Enfim, um sem número de questões a que esta administração e gestão por parte do Sinclair Broadcast Group tem dado uma resposta que, na minha opinião, é tremendamente insatisfatória e negativa.



E vocês, o que pensam da gestão que o SBG tem feito da ROH?! O que fariam de diferente?! Como aproveitariam todas as potencialidades e qualidades da ROH?!


Um Abraço,
Dias Ferreira


PS: Não se esqueçam de indicar mais temas e assuntos que gostassem de ver ser tratados neste espaço.



Podem acompanhar-me, também, em:


ou

WS TV | WWE Superstars - 21 de Agosto de 2014 (Videos)


Parte Integral - AQUI

Booker de Sofá #4 - The Beast


Olá de novo, peço desculpa estar a chatear-vos mas depois daquilo que se passou neste SummerSlam, sinto que devo escrever de novo para o WrestlingSpam, sobre o wrestler mais falado do momento: Brock Lesnar.




Desde o inicio da sua carreira na WWE, Brock Lesnar foi  apresentado como um força imparável e depressa tornou-se no mais jovem WWE Champion ( Randy Orton foi o World Heavywheight Champion mais novo). Com um físico imponente e com uma habilidade dentro de ringue muitas vezes desvalorizados, Lesnar teve a ascensão mais rápida da história do wrestling e ofereceu-nos clássicos com o Kurt Angle e com Undertaker deu-nos um dos melhores e mais violentos combates de Heel in a Cell.

Subitamente, Lesnar sai da WWE em 2004 e tenta uma carreira na NFL que acabou por sair fracassada. Mas logo em 2005, The Beast Incarnate regressa à industria do wrestling  e assina com a New Japan Pro Wrestling, onde torna-se IWGP Heavywheight Champion no seu primeiro combate ( tal como AJ Styles). Depois disso Lesnar experimenta uma carreira de MMA, que revelou-se bastante surpreendente onde conquistou o UFC Heavywheight Championship. Finalmente em 2011, Brock, regressa à WWE e após uma rivalidade aborrecida com Triple H e dois excelentes combates com John Cena e CM Punk, eis que a Besta começa a fazer história.



No dia 6 de Abril de 2014, Brock Lesnar faz o impensável e conquista aquilo que muitos consideravam impossível de se conquistar. Aquilo que se passou dentro do ringue foi bastante despontante, ainda assim foi um combate que valeu pelo resultado inesperado e chocante. Embora muita gente tenha queixado-se do resultado, a verdade é que nem Undertaker, nem a WWE iriam beneficiar  muito mais com o facto de o Morto estar invicto na WrestleMania. Com esta vitória, Brock Lesnar torna-se num dos heels mais odiados e este foi apenas o primeiro passo para que este transformar-se no maior monster heel de toda a história do wrestling.




E neste SummerSlam, a WWE volta a fazer história. Desta vez, o resultado não foi aquilo que mais marcou o confronto, mas sim o modo como este embate foi conduzido. Lesnar foi bookado de modo a dominar o maior símbolo do wrestling dos últimos anos. A Besta destruiu por completo John Cena. A nossa mente enquanto fãs de wrestling está formatada para esperar Main Events equilibrados, onde existe comebacks. Neste combate, Brock ia parecendo cada vez mais ameaçador e intimidativo enquanto que John Cena, apesar de nunca desistir e ter feito algumas tentativas para realizar o comeback nunca esteve sequer perto de fazer frente a Lesnar. 


Um confronto diferente do habitual, mas que não é por isso que deixa de ser um dos melhores combates da história do wrestling. Altamente físico, e extremamente eficaz ao vender o Lesnar como a força mais dominante de sempre, com um storytelling bastante simples e eficaz. Sem dúvida o Squash Match mais bem construído de sempre e com mais repercussões na história desta industria.



Lesnar é o Campeão que a WWE precisa

Estamos constantemente a falar da importância de um campeão acrescentar prestigio. Existem muitos que são da opinião que isso é algo que se  conquista fazendo inúmeros combates e estando constantemente presente. Isso não é algo tão linear. Um campeão pode estar presente em todos os shows de uma companhia, pode ter feito várias defesas e ainda assim um title match pode significar muito pouco.

Lesnar é criticado por alguns por ser um campeão part-timer, mas isso aliado às suas características e ao booking que foi alvo, fazem com que cada combate pelo titulo máximo da WWE seja importante. Antes demais, Brock não irá estar sempre disponível e consequentemente cada aparição sua é especial. Lesnar é uma besta, basta olharmos para ele para percebermos isto à primeira vista. E depois, Brock foi altamente bem construído como o maior monstro de sempre. Actualmente, in-kayfabe ninguém acredita que seja possível parar Lesnar. É verdade que geralmente, os heels são wrestlers que usam truques baratos, e os faces têm de esforçar-se ao máximo para os vencer. E depois há os monsters heel, que não precisam de usar esses truques baratos para vencer até os faces mais duros. Lesnar tornou-se o maior deles todos, maior que Yokozuna, maior que Vader, maior que Mark Henry, maior que Undertaker, maior que Andre the Giant.

Por exemplo, alguém acredita que Rollins alguma vez terá a coragem para realizar o cash-in? Claro que não. Em kayfabe, poucos são aqueles que podem chegar à frente e dizerem que desejam desafiar o campeão. É algo que apenas uma elite terá a ousadia de o fazer, e é assim que se conquista o prestigio enquanto campeão. Cada combate pelo titulo têm o potencial para vender um PPV sozinho. Cada combate pelo titulo vai importar. E é óbvio que, quando Brock Lesnar perder, uma nova estrela poderá ser automaticamente criada e esse será um Main Event que irá ser altamente falado, tal como este John Cena vs Brock Lesnar. 

TNA DVDs | Kurt Angle - Champion (2008)

sábado, 23 de agosto de 2014

WS TV | TNA Xplosion - 20 de Agosto de 2014 (Videos)



Parte Integral - AQUI

Moore's Wrestling Corner #3 - ROH Field Of Honor - Review


Boas, caros amigos da CWO nacional. Pela terceira vez vos falo (ou escrevo, se quiserem mais rigor) aqui no meu Wrestling Corner e pela primeira vez vos apresento uma revisão, porque também me armo em Meltzer uma vez ou outra. O evento é o Field Of Honor, que teve lugar no MCU Park em New York na passada sexta 15 de Agosto e foi apresentado, como diz no título, pela ROH. Sem nada mais a dizer, espero que cative quem não segue ROH e quem seguir ROH e já tenha visto o evento… que se acuse.



- ROH Television: Jay Lethal (c) def. Matt Taven - Steel Cage
O que se pode dizer: um combate excelente para terminar uma feud fraca. Ainda antes da campainha e fora da jaula Matt Taven atacou Lethal e depois da campainha soar a ação começou lenta até se desenvolver muito bem e tornar-se caótica. Pela primeira vez o Taven tinha o público genuinamente na mão e eu incluo-me nesse grupo. Markei legitimamente com os 9 Superkicks seguidos ao Lethal e markei com o Splash de cima da jaula com a referência ao Snuka incluída. Martini roubou-lhe a vitória e o Lethal venceu com ajuda do cinto. Possivelmente até posso exagerar no rating, mas este foi um dos combates que me fez ter uma reação genuína.
- Rating: ***3/4

»» Pequena nota pessoal: é pena que esta feud tenha sido muito mal dividida. O Taven só venceu um combate e foi um Proving Grounds match.
Num mundo perfeito o Taven teria vencido este Cage match, mantinha-se na ROH e o Truth Martini podia fazer umas férias por enquanto. Contudo, o mundo não é perfeito e o Matt Taven saiu da ROH após este combate. Pelo crescimento notório, é pena.

- Mark Briscoe def. Takaaki Watanabe
Para não variar, este foi outro combate do Watanabe que não me conseguiu cativar. É chato vê-lo e o combate foi claramente carregado pelo Mark. A reação do público foi bastante inferior à do anterior com uns a cantar "Man Up" e outros calados. O que vale é que não durou muito.
- Rating: **1/2



- Moose/RD Evans def. Brutal Bob/Cheeseburger
Outro combate que não foi excelente, mas também não era a intenção. Ofensiva repartida até entrar o Moose para limpar a casa. Vencedores esperados com um Spear do Moose no Cheeseburger. O RD fez o pin logo a seguir.
É a primeira vez que vejo o Moose em ação e apesar de ter tido um tempo reduzido no ringue consegui reconhecer que fez bem o seu papel. Os treinos com o Uhaa Nation devem ter ajudado. Após o combate o Moose apertou a mão aos adversários enquanto o RD Evans fez um homerun. Ficou claro que o Moose é o tweener da equipa.
- Rating: **1/2

- Michael Bennett def. Rocky Romero
Combate interessante, simples e bem executado. Tudo esteve bom sem esquecer a Maria, mas isso não entra na review. Vimos algo muito bem trabalhado aqui e bastante bem vendido com o Bennett a fazer um pouco de trash talking por algumas vezes. O final foi muito bom, com a Maria a replicar a taunt típica do Romero (do Eddie Guerrero vá) para o Bennett acabar com o Spear e o Photo Finish. Kudos para o Rocky que nunca se importa de fazer um bom job.
- Rating: ***1/2

- Decade (Whitmer/Strong/Jacobs) def. Will Ferrara/Ken Phoenix/John Knockout
Há que referir que o acidente de mota do Ray Rowe deve ter safado os Decade de um job. Bom, foi um combate rápido, o que é normal. Os derrotados são três estudantes da ROH e como não vi os Future Of Honor esta foi a primeira vez que os vi. Gostei do entertainment do Knockout (o tipo da facepaint). No fim, os Decade ganharam após dominarem. Normalíssimo.
- Rating: **1/4



- Silas Young def. Tommaso Ciampa
Combate decente entre dois dos meus favoritos das indies que têm a vantagem de ser também muito similares no seu estilo. Muito físico como seria de esperar. Ainda assim tenho que comentar que o Ciampa anda estagnado, todos os seus combates me parecem muito semelhantes, é pena. Voltando a este combate no particular, meteu cadeiras, para o spot típico das joelhadas do Ciampa e logo depois o Silas ganhou com uso da campainha. 2ª vitória com foreign object, retirei 1/4 de estrela por isso.
- Rating: ***

»» Após o combate o Ciampa tentou atacar um árbitro como queixa pela maneira como perdeu. Já anda há um tempo a dar a tease para o turn. Ainda bem.



- Cedric Alexander def. ACH
Bom combate, mas que pecou pela falta de interesse dos fãs, tendo muitos abandonado porque o álcool estava a acabar. Assim sendo os dois tiveram de trabalhar para tentar puxar de novo os fãs para o combate, e com algum sucesso. Foi um bom combate, muito fast-paced mas sem ser spotfest. O final deu-se com o gif que se vê aí em cima. Muito bom.
- Rating: ***1/4



- ROH World Tag Team: reDRagon (c) def. Bad Influence
Nota pessoal: uma das três melhores tags do mundo (com Wolves e Young Bucks), na minha opinião, esteve no combate e não falo dos Bad Influence. Foi só um aparte.
O combate voltou a desiludir um pouco, sendo até talvez inferior ao do Best In The World. Ainda assim, não foi mau nem perto disso. É impossível estes quatro fazerem algo mau. Ao menos serviu para os BI fazerem outro job para os reDRagon e ao mesmo tempo desenvolver a feud com os Decade, que lhes custaram aqui a vitória.
- Rating: ***1/2



- ROH World: Michael Elgin (c) def. Adam Cole, AJ Styles e Jay Briscoe
Nota pessoal: pelo trabalho que tem desenvolvido ultimamente no Japão o AJ é, para mim, o melhor wrestler da atualidade e deu-nos novamente uma prestação excelente, apesar de ser o outsider do combate em termos de storyline.
Como é habitual nos multi-man matches, o que vimos foi dois no ringue, dois fora da ação, com uns spots de three-way pelo meio. Nada de novo, mas bem executado. Saliente-se que o Adam Cole a cada prestação prova ser o melhor heel das indies e nos últimos tempos tem tido uma evolução excelente em termos de psicologia. Sem nada que me fizesse saltar da cadeira aqui, todo o combate conseguiu ser bem sólido e contou-se aqui uma história de forma a consolidar o Elgin como campeão. O Adam sofreu o pin com o típico Elgin Bomb mas espero que o Jay seja relegado para a tag division ASAP. Boa maneira de terminar o evento.
- Rating: ***3/4

- Prestação da noite: Matt Taven;
- Melhor momento da noite: Splash de Taven.

- Opinião final:
Foi um bom show que a ROH nos proporcionou e, quer pelo opener, quer pelo main event, o show em nada ficou a dever à hype que recebeu. O público foi em alguns aspetos diferente do habitual da ROH e foi péssimo a cerveja ter acabado num combate que podia ter sido show stealer. Ao menos no main event o público acordou um pouco.
Convém referir como nota que a ROH meteu mais gente no MCU Park que a TNA em qualquer um dos últimos dois shows lá.
- Rating final: 7.3/10

Como já é hábito despeço-me com um abraço,

Mauro Salgueiro Delca.

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