Boas, amigos da CWO
portuguesa. Bem vindos à 10ª edição do meu espaço aqui no Wrestling Spam, o
Moore’s Wrestling Corner, espaço de reviews e opinião acerca, maioritariamente,
do wrestling independente.
Bom, no último artigo
falei-vos da ROH, hoje o tema principal mantém-se e uma vez mais farei a
reflexão do All Star Extravaganza. De uma forma bem mais geral, como é
habitual da minha parte a cada evento da ROH e da PWG. Siga com isto? Siga!
ROH All Star
Extravaganza 2014 - Review
»» O show abriu com uma promo
decente. Truth e Lethal no ringue, com a Seleziya claro, a anunciar que
o ACH não estava no show. Ao ringue aparece o Cedric que lembra que venceu
o Lethal num episódio de TV, o que lhe dá direito a uma title shot.
O Lethal lá concorda após primeiro recusar. Superkick, o Cedric desvia-se e é a
Seleziya quem leva.
- Mark Briscoe def. Hanson
Bom opener. Não foi nada
muito científico, como o Kelly previa, mas foi uma boa brawl, que
começou de uma boa maneira o iPPV. Não muito longa, serviu para animar o
público logo ao início. Surpreendi-me com o Moonsault do Hanson. Falhou,
mas serviu para comprovar a sua agilidade. Logo de seguida, Froggy Bow e
o Briscoe menos talentoso ganha.
»» Promo do Ciampa,
que aparece alegadamente como membro do público, inclusivamente com uma t-shirt
do Steen. Ciampa pede desculpa a Bobby Cruise, mas o Nigel corta-lhe o
microfone. Curto, mas continua-se a desenvolver esta storyline. Tem
potencial.
- Evans/Moose def. Decade
(Page/Whitmer), E. Owens/J. Alexander, Coleman/Watanabe
Engraçado ver a Decade a
apostar no Adam Page, ainda me lembro quando o entrevistei (auto-promotion
time). Já agora: o Owens é o Ethan Page.
Foi um combate animado, bem
mais fast-paced a obedecer às regras de tag team da lucha libre. O meu
foco principal foi o Moose que tenho de reconhecer como um worker excelente.
Gostei também das interacções dos Decade e do entertaining do Owens e do Josh.
No final claro, o RD a fazer o pin e a aumentar a streak para 150-0.
Pena ter sido o melhor worker a sofrer o pin. Falo do Ethan claro.
- Rating: ***
- The Addiction
(Kaz/Daniels) def. Decade (Jacobs/Strong)
Bom combate, mas faltou
sal. Faltou a intensidade que se pedia para um “grudge”. Tratou-se de
uma boa demonstração de wrestling, mais técnico, mas neste caso talvez não
fosse o ideal. Continuámos a ver os Decade com jogadas sujas,
interferências do Page e do Whitmer por exemplo. Os Addiction a estrearam este
in-ring name. O Daniels fez o pin ao Strong depois de uma double team.
- Rating: ***1/2
- AJ Styles def. Adam Cole
Match Of The Year da ROH? É
possível. Um excelente combate, técnico como se previa a por frente a
frente os dois melhores workers das indies, sem exagero. Contra-ataques
constantes e uma slow build serviram para construir o combate da melhor forma possível.
Aquela exchange no centro do ringue a acabar com o Pelé foi
extraordinária e o público de Toronto contribuiu para tal. Já tinha havido
Styles Clash, já tinha havido Florida Key e o final tinha de ser épico. Bloody
Sunday de cima do canto. O AJ ganhou.
Taco a taco com o Elgin vs.
Cole e o primeiro reDRagon vs. Bucks. É impossível diferenciá-los por um quarto
de estrela.
Depois ambos se
cumprimentam e o Adam cospe nos pés do AJ.
- Rating: ****1/2
»» Promo excelente da Maria
e do Michael Bennett a anunciar o regresso do Matt Hardy. Reação épica do
Corino. Depois houve a tal prometida revelação do que está por baixo do robe da
Maria. Era claro o título do amor, que aqui na minha opinião é a coisa mais
backyard possível. Depois o Mark Briscoe interrompe. Já acabavam esta feud…
- ROH Television: Jay Lethal
© def. Cedric Alexander
Bom combate este. Melhor do
que esperava e mais longo também. O Cedric começou a todo o gás e o público
mostrou-se interessado no combate logo desde o início. Depois o ritmo
baixou um pouco até culminar num final mais animado com o Lethal a vencer
com o Climax seguido do Lethal Injection. Na parte final vimos também a
Seleziya a interferir, acabando novamente no chão.
Pormenor curioso: o Lethal
fez tease para um Sharpshooter mas depois tentou sim um Sweet Chin Music. Esperava
maior reacção a isto no Canadá.
- Rating: ***1/2
- ROH World: Jay Briscoe
def. Michael Elgin ©
Excelente combate, se
calhar o melhor de sempre do Jay Briscoe a solo. A quantidade de vezes
no show em que os comentadores frisaram o facto de o Briscoe não ser derrotado
em singles de modo tradicional há dois anos foi enorme, mas hypou o combate.
Foi uma contenda bastante
física, com o Elgin a ser claramente o favorito do público, que ficou
maluco quando ele prendeu um Sharpshooter. O melhor spot da noite deverá ir
para o Jay Driller em cima da mesa com facilidade, o campeão fez a
kick-out. No final: Buckle Bomb do Elgin e quando ia para a Elgin Bomb o Jay
contra-atacou. Novo Jay Driller, novo campeão.
Perder o título na cidade
natal é crime. Infelizmente o público reagiu bem.
- Rating: ****
- ROH World Tag Team:
reDRagon © def. The Young Bucks
1ª fall: ação rápida
logo a abrir, com a maioria do combate disputado no ringside. Por duas vezes
vimos o O’Reilly a usar um stick de hóquei e foi graças a ele que
conseguiram aplicar o Chasing The Dragon. 1-0.
2ª fall: não
abrandaram o ritmo e tivemos mais uns 5 minutos ou 6 de acção rápida, com
double team constante e mais high-flying dos Bucks. Lá fora dois double
Superkicks, levaram o Fish para o ringue e uma nova double team: Superkick +
Package Piledriver acabou a fall. 1-1.
3ª fall: bem mais
lenta, mais técnica mas igualmente espectacular. O final foi cinco
estrelas, com o ref no chão e os reDRagon a contra-atacar o More Bang For Your
Buck. O Fish atirou o Matt para uma mesa (que não partiu) enquanto o
O’Reilly prendeu o ARMageddon no Nick. 2-1.
Honestamente… não sei se
não terá sido o melhor combate da noite e também o melhor da ROH este ano.
- Rating: ****1/2
»» Após o combate o
Ciampa ataca os Bucks e desmonta o ringue para aplicar um Neckbreaker ao
Matt na madeira. Foi um bocado anti-climático tbh.
- Prestação da noite: Jay Briscoe. Por ter tido o melhor combate da
sua vida como singles wrestler.
- Melhor momento da noite: Jay Driller em cima da mesa e consequente kick-out de Elgin.
Dos melhores shows da ROH
este ano. Tirando a má decisão relativamente ao título mundial, foi perfeito.
Tudo dito. Despeço-me com
um abraço,
Mauro Salgueiro Delca.