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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias is That Damn Good #163 - "A Falta de Grandes Referências"

Boas Pessoal!


Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com maior número de edições na história da CWO XD

Depois de algum tempo ausente, cá estou de novo, e agora numa nova casa, com alguns velhos companheiros e outros com quem partilharei o mesmo espaço pela primeira vez, resultante da junção entre o XBooker e o Wrestling Notícias ;)

Mas, passando ao que realmente interessa.....

Devo confessar-vos que durante os tempos que estive afastado não tive disponibilidade para seguir a programação da WWE (quanto mais a da TNA) e, por isso, senti uma forte necessidade de me actualizar ao longo das últimas duas semanas acerca de todo o panorama "wrestleniano". E devo dizer que a primeira situação a saltar-me à vista de uma forma bastante gritante, está intimamente relacionada com a falta dos grandes nomes e grandes referências da modalidade, que outrora enriqueciam este "desporto" e ajudavam à cimentação de novas estrelas!

Sendo assim, será neste preciso ponto que vou centrar o artigo que agora vos escrevo e que marcará, ao mesmo tempo, o meu regresso ao "activo"...não percam, portanto, as próximas linhas =)


Comecemos pelo WWE Monday Night RAW...se pensarmos que num curto espaço de tempo, estrelas e wrestlers consagrados como Shawn Michaels, Chris Jericho, Batista e Triple H (que continua afastado, não se sabendo quando ocorrerá o seu regresso) deixaram a programação do show, compreende-mos, nesse mesmo instante, que de certa forma o star power, a qualidade dos conteúdos e a sua força atractiva perante os fãs foi afectada de um modo negativo. De facto, estamos a falar em lutadores de primeira linha, com um legado muito forte e que à sua maneira contribuíram bastante para o desenvolvimento e propagação da modalidade. Mas não é apenas nestes itens que a ausência de tão grandes estrelas se faz sentir...com menos referências, os writers tiveram de trabalhar novos wrestlers de uma forma muito mais apressada, cometendo os erros que essa mesma pressão impunha e desprotegendo de uma forma cabal a evolução e desenvolvimento dos mesmos jovens lutadores...não sejamos ingénuos, neste momento, qualquer rapazito que falhe à primeira não terá a sua segunda oportunidade e a verdade é que acaba por não ter o tempo devido para consolidar os seus conhecimentos, aprendizagem e amadurecer a sua imagem perante os próprios fãs. A um outro nível, posso ainda realçar que dado o afastamento destas referências da modalidade, a passagem de testemunho não tem sido feita da melhor forma...os novos wrestlers não têm tido oportunidade de enfrentar e derrotar as lendas que se afastam e, por isso, a credibilidade de legados que se constróiem em cima de vitórias sobre lutadores menos conhecidos e menos prestigiados, demora muito mais tempo a cimentar-se.

Por outro lado, a brand vermelha da WWE ainda vai contando nas suas fileiras com John Cena e Randy Orton, que apesar de jovens já se configuram, indiscutivelmente, como estrelas e lendas maiores do Pro Wrestling. Contudo, penso que para o programa principal da maior de todas as companhias da modalidade, é relativamente insuficiente a presença de, apenas, dois lutadores com este gabarito. Podem argumentar, também, que o CM Punk, o Sheamus e o The Miz se encontram em estádios avançados e que, também, eles já podem ser encarados como grandes estrelas...e eu não o nego, mas se os comparar-mos aos wrestlers que abandonaram, verificamos que ainda lhes falta percorrer um longo caminho e crescer nos mais variados níveis. Neste mesmo sentido, reconheço na equipa criativa do RAW a intenção de, através da constituição e manutenção dos Nexus, reforçar a preponderância e imagem de alguns jovens emergentes nas fileiras do seu programa e confesso que me revejo nessa solução, até porque deste tipo de grupos consegue-se, quase sempre, extrair um bom lote de lutadores e capacitá-los para, posteriormente, agarrarem com "unhas e dentes" as suas carreiras a solo.

Mas um facto que todo este árduo trabalho não conseguirá apagar e disfarçar, é a dificuldade e tempo que os writers necessitarão para colocar tipos como Daniel Bryan, John Morrison, Mason Ryan, Alex Rilley, entre outros, a um nível que suprima as carências de star power, qualidade de conteúdos, vendas de mershandising, entre outras, que o abandono das lendas deixou como rasto na empresa de Vince McMahon. Até porque este regresso do The Rock, apesar de extraordinário e brilhante a todos os níveis, parece-me que não passará de algo pontual e que durará, apenas, até à Wrestlemania.


Já no WWE Friday Night SmackDown a situação é ainda mais alarmante. O Undertaker (grande referência da brand) esteve afastado bastante tempo e só agora regressou; o Edge, a par do "Deadman", é o único grande nome do programa e tem vindo a público por diversas vezes dar conta da sua vontade de abandonar a modalidade; o Rey Myterio, apesar de toda a preponderância que tem junto dos mais novos e da comunidade latina, nunca foi encarado como um verdadeiro main eventer; o Kane e o Big Show serão, sempre, vistos como campeões de transição e eternos main eventers de segunda ou terceira linha; o Christian esteve muito tempo lesionado e a WWE também não o considera para mais que o upper card da companhia; etc. E ainda que possamos contar com o Wade Barrett e o Alberto Del Rio como jovens estrelas no mesmo nível de CM Punk, Sheamus e The Miz no RAW, tal como os jovens upper/mid carders Ezikel Jackson, Drew McIntyre, Cody Rhodes, Jack Swagger e Dolph Ziggler...verificamos que a brand azul está entregue, quase por completo, a um conjunto de lutadores bastante jovem, com pouca experiência, com um legado bastante discutível e a necessitar de um desenvolvimento fortíssimo nas mais variadas áreas das suas performances.

Mas também aqui a equipa criativa se decidiu pela mesma solução que os colegas da brand vermelha, a formação de uma stable que aglutinasse um forte conjunto de jovens lutadores, para disfarçar as suas carências e, de certa forma, reforçar as suas potencialidades, preparando-os para carreiras a solo no futuro. Por outro lado, já não posso concordar tanto com a aposta incessante que têm feito no Dolph Ziggler, em quem não reconheço qualidade, capacidade e potencial para se constituir mais do que um mid carder.

Em todo o caso, e aconteça o que acontecer, uma coisa é certa...a equipa critiva do SmackDown vai ter de se defrontar com o mesmo tipo de problemas que enunciei relativamente ao RAW, no entanto, com uma forte agravante...a qualidade do seu plantel se comparado com o da brand vermelha é algo diminuta e, também por isso, o tempo que irá necessitar para a construção de novos valores da modalidade será, necessariamente, superior. Pode ser, no entanto, que os rumores se confirmem e que uma rivalidade entre o Undertaker e o Sting venha dar uma nova vida, mais prestígio e, acima de tudo, maior visibilidade e interesse a este programa.


E vocês, como encaram a falta de grandes referências na actualidade do Pro Wrestling!?



Bem, foi mais um "Dias is That Damn Good" que espero tenham gostado e comentem!
Um Abraço, Dias Ferreira ;)

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